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segunda-feira, 10 de junho de 2013

CADÊ A UPP: O medo volta a reinar no Complexo do Alemão

Seria um retrocesso da UPP? Antes, os bandidos ficavam armados nas ruas para garantir território e não necessariamente o comércio. Ou seja, eles só andam armados ostensivamente quando são donos do território. E se são donos do território, cabe a pergunta: CADÊ A UPP? Já que a sua razão de ser e de existir é a tomada do território pelas forças do Estado.

Imagem: Reprodução / Revista Veja.com

Concordo inteiramente com o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, quando diz que ninguém pode esperar um milagre da noite pro dia. Mas a questão da ocupação territorial não é exatamente um milagre. É uma questão física. Dois corpos não ocupam o mesmo espaço. É a lei da física! Como é que pode a UPP e os traficantes ocuparem o mesmo espaço?

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana e tiroteio em eventos. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe.

CADÊ A UPP: Tiroteio atrasa Corrida da Paz e assusta corredores no Complexo do Alemão

Uma coisa é você estar na maratona de Boston e dois facínoras que você jamais poderia imaginar que alí estariam, com bombas caseiras dentro de panelas de pressão, pudessem matar civis inocentes em nome de sua loucura. Você pode dizer que um atentado como o de Boston era absolutamente imprevisível, assim como todo atentado terrorista.

Agora, pode se dizer o mesmo desse ataque da bandidagem no Complexo do Alemão? Pode se dizer que era imprevisível? Se não era, me desculpe. Se você tem um ambiente onde a bandidagem ainda está presente e que tem a cultura de agir da forma como agiu. Essa corrida foi uma TEMERIDADE!!!

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

No caso do atentado de Boston, poderíamos dizer que ninguém poderia imaginar que haveria um atentado naquele dia. Mas, diante dos acontecimentos recentes de violência no Alemão, o governador Sérgio Cabral e secretário José Mariano Beltrame não poderiam ter permitido a realização da corrida com a bandidagem em estado de excitação, como pareceu estar dois dias antes do evento. Os traficantes mandaram fechar o comércio e os bandidos ficaram exibindo armamentos pesados nas ruas em plena luz do dia. 

O intuito dos tiros disparados pelos bandidos foi dizer o seguinte: "Aqui estamos. Fechamos o comércio esta semana e estamos dando tiro pro alto, mas poderíamos disparar contra todos que estavam lá em baixo."

Então, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame e o governador Sérgio Cabral são uns IRRESPONSÁVEIS!!! A corrida não poderia ter acontecido naquelas condições de insegurança, mas sim com um esquema de segurança adequado. Até entendo que a corrida não tenha sido cancelada para demonstrar que o Estado não se intimidou com a ameaça dos bandidos. Tá bom autoridade, não dá essa moleza pra eles não!!!

Aí, a autoridade faz o quê? Põe civis em risco pra mostrar que ela não dá moleza!!! Ora, se o cara atirou pra cima, ele poderia ter atirado pra baixo!!! E aí, a autoridade coloca civis pra fazer uma Corrida da Paz!!! Se tinha bandido dando tiro alí, pelo amor de Deus, não podia ter o evento. Será que foi um ato correto, equilibrado, sensato e sereno a confirmação da corrida diante dos indicadores ocorridos durante a semana como o fechamento do comércio e tudo mais. 

Não tenho nenhuma antipatia pelo projeto das UPPs, muito pelo contrário, quero mais é que elas sejam uma realidade. Mas não quero que a gente feche os olhos para a realidade que aí está. A realidade dos comércios fechados ao longo da semana. Então, não me parece adequado que diante dessa realidade, se faça de conta que ela não existe e se coloque gente em risco sem ter um aparato de segurança adequado. Porque se tivesse, os bandidos não estavam dando essa demonstração de presença territorial que deram.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tiroteios entre policiais e bandidos deixam cinco mortos no Rio

Essa cultura das polícias brasileiras de não levarem em conta a figura do civil é uma coisa absurda. Eles saem mandando bala e não querem nem saber. Policial que se depara com um bandido no meio da multidão de civis inocentes, não pode reagir da mesma forma quando se depara apenas com o bandido sozinho. O policial do Rio ignora a premissa de sua profissão que é a de proteger a vida. A PM ATIRA SEM PENSAR!!! Enquanto um figurão da política brasileira não sofrer as consequências destas ações inconsequentes, NADA VAI MUDAR e as mortes vão continuar acontecendo. Porque segundo a PM, faz parte do risco!!!

Revista VEJA.com

Não estou falando dos policiais bandidos que matam. Estou falando dos policiais de boa índole que matam por acidente de trabalho. Mas se este acidente acontece frequentemente, é notório que há um erro de procedimento nestas ações. Aí, eu te pergunto: Cadê o treinamento desses policiais? Será que estão sendo realmente bem preparados para enfrentar a criminalidade nas ruas do Rio?

Quero me dirigir ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de segurança José Mariano Beltrame e dizer o seguinte: Vocês são uns BANANAS!!! É isso mesmo. Vocês são uns BANANAS!!! Se fosse a MÃE desses BANANAS, eu gostaria de saber o que iria acontecer.

O fato é que civis inocentes estão virando adubo todos os dias no Rio. Civil não vale nada. Refém não vale nada. O negócio é mandar bala. Essa lógica irracional e irresponsável tem que acabar na polícia do Rio.

Desembargador Siro Darlan manda soltar bandidos de alta periculosidade que invadiram Hotel Intercontinental em 2010

Numa atitude irresponsável ele devolveu às ruas bandidos perigosos que foram presos após invadirem hotel de luxo em São Conrado. Meu caro magistrado, irresponsabilidade não é ilegalidade, não é sequer uma informalidade. A pessoa pode estar dentro da mais absoluta legalidade e cometer uma grande irresponsabilidade. E foi absolutamente isso que o senhor fez.
Excelência, saia da soberba, saia do Olimpo e desça ao nível da Terra em que vivem e trabalham os cidadãos que lhe pagam o salário.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

O magistrado Siro Darlan, reagindo de forma irresponsável à irresponsabilidade do Ministério Público do Rio que também não cumpriu o seu papel, a sua obrigação de dar ao inquérito o andamento que deveria dar, propiciou ao desembargador Siro Darlan, de responsabilidade equivalente, botar na rua uma quadrilha de bandidos da mais alta periculosidade.

O que mais precisaria ser invadido pra que o Ministério Público e o Tribunal do Justiça do Rio entendessem que a sociedade está sendo ameaçada pelos integrantes dessa quadrilha? Invadir um hotel com fuzis, fazer reféns para ajudar na operação de fuga de um traficante. Se isso não configura uma ameaça constate, eu não sei o que mais eles deveriam ter feito para continuarem presos.

Ah, mas o Ministério Público não me entregou um carimbo. Bom, um Ministério Público que sabe cuidar muito bem de suas prerrogativas, que sabe bater com muita força no peito pra gritar palavras de ordem, que sabe exigir suas mordomias, como muito bem as preserva e ostenta que tem lá seus aparatos e seu corporativismo e tal. Esse Ministério Público omitiu-se  irresponsavelmente e criminosamente na condução desse caso ao não entregar o papelzinho carimbado na folha três do processo. Por falta disso, o desembargador Siro Darlan equiparou-se à irresponsabilidade do Ministério Público e botou na rua os bandidos.

E agora estão os dois lados, Siro Darlan e Ministério Público, brigando através da imprensa pra saber qual é o irresponsável da vez. O Ministério Público exige que Darlan revogue o ato de liberdade concedido aos criminosos. E Darlan argumenta que não pode revogar porque faltam formalidades no processo. Como se não dependesse mais deles. "Olha que bonitinho!!!". Parece até que estamos diante de uma simples decisão burocrática pra voltar a prender os marginais.

Agora, não é o senhor Siro Darlan quem vai subir o morro para prender os bandidos de novo, nem o chefe do Ministério Público. Estes senhores continuarão em seus salões refrigerados com suas imunidades, suas garantias, suas inviolabilidades, suas independências e tal. Quem vai subir o morro é um soldado da polícia militar, um agente da polícia civil ou um sargento que ganha muito menos que os senhores pra botar a cara na reta e prender criminosos que já tinham sido presos.

Agindo dessa forma irresponsável, Vossas Excelências colocam em risco, mais uma vez, a vida de inocentes em um possível confronto armado entre policiais e bandidos nas ruas do Rio. Fico perplexo com isso e espero que suas Excelências entendam o meu comentário não como um ato de desrespeito. Porque é muito comum que as autoridades brasileiras, CHEIAS DE NÃO ME TOQUE, reajam sentindo-se ofendidas quando alguém diz o seguinte: Oh, o senhor incorreu num ato de irresponsabilidade. O senhor foi irresponsável para comigo, minha família e os demais cidadãos do Rio. Foi irresponsável para com os policiais que prenderam esses bandidos.

Gostaria de saber o seguinte: O que faltava nos autos do processo pra saber que esses bandidos representam um perigo à sociedade, Dr. Siro? O que esses marginais tinham que fazer de mais grave pra ficarem presos? Agora, ficam o chefe do Ministério Público e o desembargador Siro Darlan jogando xadrez com o destino dos outros.