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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Eleições 2014: Depois de fazer terrorismo eleitoral na TV, PT agora se queixa de adversários

Presidente do PT, Rui Falcão afirma que campanha de Marina Silva 'partiu para baixaria' ao dizer que a Petrobras virou caso de polícia. Autor de sucessivas peças de terrorismo eleitoral pregando o discurso do medo caso deixe o poder, o PT anunciou que fará uma ofensiva contra as campanhas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) na Justiça Eleitoral. O partido quer direito de resposta porque não gostou das críticas feitas pelos adversários à gestão da presidente-candidata Dilma Rousseff. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / VEJA.com

— Por que os políticos produzem, deliberadamente, essa confusão com seus atos, suas frases, seus comentários, suas acusações, seus apoios e seus recursos, de várias origens, que apresentam oficialmente ao TSE? Porque mais uma vez, a campanha eleitoral toma, como tem sido diariamente, o aspecto de que contrapõe figuras diferentes, quando na verdade, o que vemos é um festival de iguais. São diferentes na forma como tentam se apresentar ao eleitor, mas são absolutamente iguais na essência ética, na essência moral, na forma como manipulam o discurso, na forma como tentam dissimular as alianças que aceitam e os pactos que fazem. Porque afinal de contas, a cadeira que estão disputando não tem espaço para duas bundas, sejam elas, gordas ou magras.

Mais uma vez, estamos vivendo uma campanha eleitoral absolutamente igual, na sua essência e nos seus personagens, a tudo que já vimos e estamos vendo há séculos. Isto porque, vossas excelências são essencialmente iguais, querem as mesmas coisas e lutam pelos mesmos interesses. É isso que a gente vê o tempo todo, inutilmente, nos debates políticos e no horário eleitoral.

Eleições 2014: Abstenções, brancos e nulos superam votação de Aécio no 1º turno

O primeiro turno das eleições de 2014 revelou um dado alarmante para os partidos políticos. O alto número de abstenções e de votos brancos e nulos superaram a votação do candidato Aécio Neves (PSDB). Tucano chegou ao 2º turno com 34,8 milhões de eleitores enquanto votos não válidos e faltosos somam 38,7 milhões. A título de comparação, Dilma Rousseff (PT) conquistou 43.267.668 milhões de votos enquanto Aécio teve 34.897.211 milhões de adesões e Marina Silva teve outros 22.176.619. (Último Segundo)

Imagem: Reprodução / Último Segundo

— Mais de 38 milhões de brasileiros, no primeiro turno das eleições, disseram não ao processo, não aos candidatos, não ao discurso e não ao jogo que aí está. Este número corresponde a 27% do eleitorado, ou seja, mais do obteve Marina Silva e quase igual a Aécio Neves em votos válidos. A terceira força eleitoral desse país disse que não quer esse jogo do jeito que está sendo jogado.

Essa massa eleitoral é a massa que expressa o que as ruas disseram em junho de 2013, ou seja, o repúdio à forma como a política está sendo feita no Brasil. É claro que, dentro desse número, temos a fração dos que não se interessam e aqueles que, simplesmente, abandonaram a ideia de eleger alguém e a esperança na política. Mas, nesse contingente de 38 milhões de brasileiros, tem uma massa amplamente majoritária que não quer a política do jeito que está aí. Este é um fato estatístico.

Esses políticos como Dilma, Aécio, Marina, Garotinho, Cesar Maia, Pezão, Sérgio Cabral, Maluf, Crivella, Geraldo Alckimin,... Tudo que os leitores queiram incluir no mesmo saco, estão fazendo alguma coisa que não corresponde ao que essa massa de eleitores brasileiros espera, principalmente no campo do comportamento, das regras políticas, das práticas governamentais e da utilização do Estado em benefício próprio.

Esse povo que não votou e que repudiou esse jogo é um povo que expressa muito mais as manifestações de 2013 do que o povo que votou, porque o povo que compareceu às urnas definiu-se por um fragmento qualquer do PT, do PSDB, do PSB e do PMDB que estão no jogo e fazendo o jogo com as regras que o jogo tem. Quando, na verdade, o que se quer ou o que as manifestações quiseram, é a mudança das regras do jogo. Ou seja, uma política mais limpa, uma prática de governo mais ética e o fim da posse do Estado pelos partidos políticos.

Atenção, senhores candidatos!!! Mais de 38 milhões de brasileiros deram um manifestação, muito expressiva, de REPÚDIO a todos vocês. Tratem de entender como atendê-los.

LEIA MAIS:
Votos brancos, nulos e abstenções passam de 30% em eleição no TO

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Eleições 2014: Em horário eleitoral na TV, um de cada seis minutos é usado para ataque

Aécio Neves é quem mais dedicou espaço às críticas. Entre o primeiro programa no dia 19 de agosto e o que foi exibido na quinta-feira, dia 25, o tucano, que conta com 4min35s em cada bloco de 20 minutos, investiu 32% do seu tempo, ou 24min56s, com o que os especialistas chamam de "campanha negativa". Com 2min03s em cada bloco, a candidata do PSB, Marina Silva, utilizou 18% do seu tempo, ou 6 min16s, para criticar os adversários. Já Dilma Rousseff, que disputa a reeleição e conta com 11min24s diários em cada bloco, usou 10% do seu tempo, ou 19min23s, para atacar os adversários. (Época Negócios)

Imagem: Reprodução / Época Negócios

— Por que os políticos produzem, deliberadamente, essa confusão com seus atos, suas frases, seus comentários, suas acusações, seus apoios e seus recursos, de várias origens, que apresentam oficialmente ao TSE? Porque mais uma vez, a campanha eleitoral toma, como tem sido diariamente, o aspecto de que contrapõe figuras diferentes, quando na verdade, o que vemos é um festival de iguais. São diferentes na forma como tentam se apresentar ao eleitor, mas são absolutamente iguais na essência ética, na essência moral, na forma como manipulam o discurso, na forma como tentam dissimular as alianças que aceitam e os pactos que fazem. Porque afinal de contas, a cadeira que estão disputando não tem espaço para duas bundas, sejam elas, gordas ou magras.

Mais uma vez, estamos vivendo uma campanha eleitoral absolutamente igual, na sua essência e nos seus personagens, a tudo que já vimos e estamos vendo há séculos. Isto porque, vossas excelências são essencialmente iguais, querem as mesmas coisas e lutam pelos mesmos interesses. É isso que a gente vê o tempo todo, inutilmente, nos debates políticos e no horário eleitoral.

Eleições 2014: "Não querem assumir compromisso com o Brasil", diz Marina sobre Dilma e Aécio

Marina Silva, candidata à presidência pelo PSB, voltou a atacar seus principais concorrentes por ainda não terem apresentado um programa de governo, a poucos dias da eleição. Em comício em Duque de Caxias na noite desta quinta-feira (25), ela ressaltou que Dilma e Aécio se ocupam apenas de debater seu programa, e que fariam isso por duas razões, "para disfarçar que eles não têm um programa, e, segundo, porque não querem assumir compromisso com o Brasil". (Jornal do Brasil)

Imagem: Reprodução / Jornal do Brasil

— Por que os políticos produzem, deliberadamente, essa confusão com seus atos, suas frases, seus comentários, suas acusações, seus apoios e seus recursos, de várias origens, que apresentam oficialmente ao TSE? Porque mais uma vez, a campanha eleitoral toma, como tem sido diariamente, o aspecto de que contrapõe figuras diferentes, quando na verdade, o que vemos é um festival de iguais. São diferentes na forma como tentam se apresentar ao eleitor, mas são absolutamente iguais na essência ética, na essência moral, na forma como manipulam o discurso, na forma como tentam dissimular as alianças que aceitam e os pactos que fazem. Porque afinal de contas, a cadeira que estão disputando não tem espaço para duas bundas, sejam elas, gordas ou magras.

Mais uma vez, estamos vivendo uma campanha eleitoral absolutamente igual, na sua essência e nos seus personagens, a tudo que já vimos e estamos vendo há séculos. Isto porque, vossas excelências são essencialmente iguais, querem as mesmas coisas e lutam pelos mesmos interesses. É isso que a gente vê o tempo todo, inutilmente, nos debates políticos e no horário eleitoral.

Eleições 2014: Marina é 'neoliberal', diz Dilma

Em Feira de Santana, na Bahia, presidente-candidata ataca proposta de política econômica da adversária e defende petistas acusados de desvios. Dilma Rousseff continua ampliando o repertório de críticas à adversária: nesta quinta-feira, a petista afirmou que a proposta de política econômica da ex-senadora é "neoliberal". Ao comentar as propostas de Marina durante uma entrevista, Dilma ressuscitou o termo abandonado pelos petistas desde que chegaram à Presidência da República, nas eleições de 2002, e implementaram políticas semelhantes à dos antecessores na economia. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / VEJA.com

— Por que os políticos produzem, deliberadamente, essa confusão com seus atos, suas frases, seus comentários, suas acusações, seus apoios e seus recursos, de várias origens, que apresentam oficialmente ao TSE? Porque mais uma vez, a campanha eleitoral toma, como tem sido diariamente, o aspecto de que contrapõe figuras diferentes, quando na verdade, o que vemos é um festival de iguais. São diferentes na forma como tentam se apresentar ao eleitor, mas são absolutamente iguais na essência ética, na essência moral, na forma como manipulam o discurso, na forma como tentam dissimular as alianças que aceitam e os pactos que fazem. Porque afinal de contas, a cadeira que estão disputando não tem espaço para duas bundas, sejam elas, gordas ou magras.

Mais uma vez, estamos vivendo uma campanha eleitoral absolutamente igual, na sua essência e nos seus personagens, a tudo que já vimos e estamos vendo há séculos. Isto porque, vossas excelências são essencialmente iguais, querem as mesmas coisas e lutam pelos mesmos interesses. É isso que a gente vê o tempo todo, inutilmente, nos debates políticos e no horário eleitoral.

Eleições 2014: Aécio compara Marina a torcedor que troca de time de futebol

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, usou nesta quinta-feira uma metáfora futebolística em Porto Alegre (RS) para desgastar a adversária Marina Silva (PSB). Durante participação no Painel RBS Especial Eleições, ele comparou a ex-senadora a um torcedor que muda de time. (O Globo)

Imagem: Reprodução / O Globo

— Por que os políticos produzem, deliberadamente, essa confusão com seus atos, suas frases, seus comentários, suas acusações, seus apoios e seus recursos, de várias origens, que apresentam oficialmente ao TSE? Porque mais uma vez, a campanha eleitoral toma, como tem sido diariamente, o aspecto de que contrapõe figuras diferentes, quando na verdade, o que vemos é um festival de iguais. São diferentes na forma como tentam se apresentar ao eleitor, mas são absolutamente iguais na essência ética, na essência moral, na forma como manipulam o discurso, na forma como tentam dissimular as alianças que aceitam e os pactos que fazem. Porque afinal de contas, a cadeira que estão disputando não tem espaço para duas bundas, sejam elas, gordas ou magras.

Mais uma vez, estamos vivendo uma campanha eleitoral absolutamente igual, na sua essência e nos seus personagens, a tudo que já vimos e estamos vendo há séculos. Isto porque, vossas excelências são essencialmente iguais, querem as mesmas coisas e lutam pelos mesmos interesses. É isso que a gente vê o tempo todo, inutilmente, nos debates políticos e no horário eleitoral.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Eleições 2014: Aécio Neves acusa Marina de plagiar programa de FH sobre direitos humanos

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, acusou a candidata do PSB, Marina Silva, de copiar trecho do Plano Nacional de Direitos Humanos do governo de Fernando Henrique Cardoso, de 2002, para usar no programa de governo dela. "Me surpreendi ao perceber que o capítulo dos Direitos Humanos do programa de governo da candidata Marina é uma cópia fiel do PNDH feito no governo Fernando Henrique. Não se teve o cuidado sequer de alterar palavras", disse Aécio, que, já havia acusado Marina de plagiar pontos do programa na área econômica. (O Globo)

Imagem: Reprodução / O Globo

— E pra não ficar só na Dilma e na Marina, vou falar do Aécio Neves. O candidato do PSDB disse uma pérola surrealista sensacional, ele acusou a candidata Marina Silva (PSB) de plagiar o programa social do partido dele. Ora, deixa eu ver se entendi Aécio: Se você faz um programa social de governo e acha que isso é o melhor que o país merece e pode receber, porque você vai implementar quando for presidente. Qual é o problema de copiarem algo de bom que você fez?

Aécio, deixa eu ver se entendi melhor: Você fez algo que acha sensacional para o país, mas se alguém fizer igual, você fica zangado, xinga, ofende e diz que plagiou etc e tal. Agora, diz pra mim se isso não é um bando de espertalhões! Diz pra mim se os políticos brasileiros não são os inimigos da sociedade.

As eleições não são a oportunidade de mudar a realidade do país. Não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos, que vamos alterar essa realidade no Brasil. O voto obrigatório no Brasil só serve para o cidadão eleger, não serve para interferir, mudar ou atender as demandas da sociedade. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e mais nada.

Esperar que eles mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que, votar nessa canalhada política signifique investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é ridículo. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias político-partidárias.

Nós não temos alternativa à política como meio de equilibrar nossas relações e evitar que nos devoremos, porque é a política que faz com que a gente organize o caminho coletivo. Mas, nós temos alternativa à essa política praticada no Brasil. Nós não temos, também, alternativa aos políticos como sociedade e aos partidos dos quais afloram. Mas, nós temos alternativa a esses políticos e a esses partidos que temos aqui.

Partidos que foram transformados em máfias que disputam, única e exclusivamente, o controle do Estado. Não para transformá-lo, direcioná-lo e torná-lo num instrumento cada vez mais eficaz de atendimento ao cidadão, não. Mas, para ser o lugar do qual eles tiram a grana, a corrupção, a propina do empreiteiro, o jatinho da FAB pra implantar cabelo. A boca pra nomear o ministro amigo, o genro ladrão, a amante pelancuda e por aí vai.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Eleições 2014: Senado aprova liberação de inibidor de apetite feito à base de anfetamina

O plenário do Senado aprovou um projeto para suspender a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibiu a comercialização de inibidores de apetite feitos à base de anfetamina. A proposta, de autoria do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), suspende a proibição imposta em 2011 pela Anvisa. A norma proibiu a venda no Brasil de medicamentos à base de anfepramona, femproporex e mazindol e impôs restrições à comercialização e ao registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos atualmente para redução do apetite. (G1)

Imagem: Reprodução / G1

— Envolver o Senado num esforço concentrado pra tomar uma decisão dessa natureza é pura picaretagem. É evidente que o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), candidato à vice-presidente na chapa de Marina Silva, está retribuindo algum tipo de favor ou apoio que recebeu, ou seja, grana. Grana pra campanha, grana pro partido, grana pro jatinho e por aí vai.

Então, apresentar um embrulho ético, da forma como Marina Silva está fazendo, é muito importante para o país, porque a sociedade quer uma nova ética na política. Mas, quem envereda por esse discurso, que eu apoio, precisa saber que ele só faz sentido se for impecável na prática. Esse discurso que ético na boca e flexível na prática é o mais execrável de todos, porque ele é muito parecido com o discurso do padre pedófilo, do pastor hipócrita que toma dinheiro e tantas outras figuras que têm em suas retóricas uma pregação rigorosa, uma crítica impecável, mas que, por trás disso tudo vai levando o seu pecado à sombra.

Portanto, pra quem se apresenta como a Marina, de maneira muito categórica, numa alternativa à atual política praticada no Brasil, é fundamental que ela explique o conchavo do seu vice com os empresários da indústria farmacêutica. Afinal, ela é uma alternativa a essa política velha e a esses políticos que só sabem fazer acordos e conchavos. Devido a isso, é muito importante que se pergunte à Marina o seguinte: E o conchavo que fez o seu vice Beto Albuquerque no Senado?

Notem, o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), candidato à vice-presidente na chapa de Marina Silva, não liberou no Senado um produto de saúde pública. Ele não liberou a vacina contra o HPV, ele não liberou a penicilina que está em falta nos laboratórios e hospitais públicos, não, não, não. Ele não levou ao Senado uma proposta de interesse da saúde coletiva, não. A anfetamina é um produto comercial reprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que tem suas vantagens e desvantagens, as quais, ele não tinha que estar opinando. Vejam, é evidente que Beto Albuquerque (PSB-RS), vice na chapa de Marina Silva, está retribuindo algum tipo de apoio financeiro que recebeu.

Os políticos brasileiros são todos iguais no discurso e na prática. Não se muda mais o Estado brasileiro fazendo política dentro dele. Não tem como mudar essa relação que os políticos e os partidos mantêm com o Estado, esquece. Isso aí só muda se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. Quando a população brasileira resolver colocar esses políticos canalhas contra a parede, pra valer, aí as coisas vão mudar. Esperar que eles mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que, votar nessa canalhada política signifique investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é ridículo. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias político-partidárias.

Eleições 2014: Na TV, Dilma compara Marina a Collor e Jânio

A propaganda eleitoral petista subiu o tom e comparou a adversária do PSB aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Melo. O recado foi direto: "O Brasil elegeu dois salvadores da pátria. E a gente sabe como isso terminou". No programa, a campanha petista exibiu imagens de jornais estampando a renúncia de Jânio e o impeachment de Collor – no caso do último, que é aliado de Dilma, sem exibir seu rosto. (VEJA.com)


Imagem: Reprodução / VEJA.com

— A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, atacou a candidata Marina Silva (PSB) dizendo que ela poderá fazer um governo igual ao do Collor. Bom, eu também acho execrável qualquer coisa que se pareça com o Collor. Mas, cadê o Collor? Hoje, ele é aliado da Dilma. Então, deixa eu ver se entendi: O Collor é um exemplo de coisa ruim e a Dilma usou o exemplo de coisa ruim pra dizer que a Marina é igual ao Collor. Aí, você vai procurar aonde está o Collor e descobre que o Collor está no "Colo" da Dilma, ou seja, faz parte do governo da presidente. Aí, você não entende mais nada! Afinal de contas Dilma, o Collor é um exemplo de coisa ruim ou não é?

Quando digo, aqui, que os políticos brasileiros são os grandes inimigos da sociedade, eu não estou exagerando não minha gente. Salvo raríssimas exceções, a classe política brasileira é a escória da sociedade. É impressionante o que eles são capazes de fazer em benefício do seu grupo, dos seus sócios ocultos, dos seus financiadores e por aí vai. Notem, não se trata de um ataque à democracia, às instituições e ao princípio da representação parlamentar, trata-se de uma verdade estatística. No Brasil inteiro temos exemplos assim.

As eleições não são a oportunidade de mudar a realidade do país. Não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos, que vamos alterar essa realidade no Brasil. O voto obrigatório no Brasil só serve para o cidadão eleger, não serve para interferir, mudar ou atender as demandas da sociedade. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e mais nada.

Nós não temos alternativa à política como meio de equilibrar nossas relações e evitar que nos devoremos, porque é a política que faz com que a gente organize o caminho coletivo. Mas, nós temos alternativa à essa política praticada no Brasil. Nós não temos, também, alternativa aos políticos como sociedade e aos partidos dos quais afloram. Mas, nós temos alternativa a esses políticos e a esses partidos que temos aqui.
Partidos que foram transformados em máfias que disputam, única e exclusivamente, o controle do Estado. Não para transformá-lo, direcioná-lo e torná-lo num instrumento cada vez mais eficaz de atendimento ao cidadão, não. Mas, para ser o lugar do qual eles tiram a grana, a corrupção, a propina do empreiteiro, o jatinho da FAB pra implantar cabelo. A boca pra nomear o ministro amigo, o genro ladrão, a amante pelancuda e por aí vai.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Eleições 2014: Dilma tem 37%, Marina, 33%, e Aécio, 15%, aponta pesquisa Ibope

As eleições não são a oportunidade de mudar a realidade do país. Não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos, que vamos alterar essa realidade no Brasil. O voto obrigatório no Brasil só serve para o cidadão eleger, não serve para interferir, mudar ou atender as demandas da sociedade. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e mais nada.

Nas grandes democracias como França, Inglaterra e EUA a atitude de votar, além de ser facultativa, serve também para decidir incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Até na Venezuela do ditador Nicolás Maduro é assim. Aqui, o voto só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

Nós não exercemos a cidadania no Brasil votando, somos apenas votantes, não participamos de nada que modifique, para melhor, o nosso cotidiano. Temos apenas o direito de exercer a nossa ‘votatania’. Essa incapacidade de interferir no processo, faz com que sejamos meros revalidadores desta política ineficiente, sem controle e sem vigilância. Os políticos só fazem o que querem e quando querem, eles não sofrem nenhum tipo de cobrança ou castigo quando erram. É preciso mudar a legislação política. É preciso diminuir o poder dos políticos e aumentar a capacidade efetiva de interferência do eleitor no mandato do parlamentar e nas casas legislativas. Enquanto não subordinarmos essa gente à vontade popular, nada vai mudar. O modelo político-eleitoral brasileiro não corresponde aos direitos e aos anseios do povo. As eleições, no Brasil, não mudam a realidade, apenas legitimam o atual processo corrupto da política brasileira.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. Agora, pergunto o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 30 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Neste país, os partidos fingem ser sérios antes de chegar ao poder. Enquanto fazem parte da oposição, todos são politicamente corretos. Depois que chegam lá, se acumpliciam com aquelas práticas e com aqueles esquemas corruptos da máquina pública, pecando pela omissão ou pela parceria promíscua. Assim foi com o PT antes de ser governo, e assim será com todos os outros partidos, porque neste modelo político vigente é assim que a banda toca.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Vossas Excelências querem, através das eleições, é permanecer no poder, só isso. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias que os deixam cada dia mais ricos, ousados e prepotentes.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.