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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Justiça obriga Sérgio Cabral e Eduardo Paes a dispor de mais leitos para o SUS

Governo Cabral ainda teve a petulância de questionar a decisão do Poder Judiciário, dizendo que o mesmo não pode se meter na política de saúde do Estado. Esta é a forma com que as autoridades reagem quando são incomodadas. Direito à saúde no Rio, só com intervenção da justiça!!!


Rio - A juíza Maria Teresa Gazineu, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, intimou os secretários de Saúde do Estado e do Município do Rio a apresentarem um cronograma para a ampliação de leitos e para o pleno funcionamento da Central Única de Regulação de Leitos.

A decisão foi dada na audiência de conciliação da ação civil pública proposta pelo Ministério Público realizada no último dia 18 e a apresentação do cronograma deverá ser feita na próxima audiência, marcada para o dia 6 de agosto.


Em agosto do ano passado, a juíza concedeu antecipação de tutela para que o Estado e o Município tomassem diversas providências em relação à quantidade de leitos no Sistema Único de Saúde, inclusive aumentando o número de leitos nos Centros de Tratamento Intensivo.

O Estado entrou com recurso, alegando que não há urgência na colocação de novos leitos, pois, segundo ele, o MP indica que seriam necessários mais 349 leitos para atingir o quantitativo de 1.601, mas já existem 1.621, além de ser inadmissível a intervenção do Poder Judiciário para que se obrigue a concretização de política pública de saúde. O recurso, porém, foi negado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

domingo, 22 de julho de 2012

Após divulgação da FARRA em Paris, Sérgio Cabral desiste de compromisso internacional junto ao Comitê Brasileiro em Londres

Por que será? Está com vergonha da repercussão internacional do escândalo "governador"?


Jornal O Globo - Coluna Panorama Político

TÁ DE SACANAGEM!! Procurador-geral de Justiça do Rio não vê razão para investigar relação entre Sérgio Cabral e Cavendish

O Brasil não é um país sério!!!

A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.


Por Leslie Leitão, na VEJA Online:
“O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”

Duas semanas depois de arquivar a investigação aberta no Ministério Público para apurar as relações entre Sérgio Cabral e empresários - Fernando Cavendish, da Delta Construções, e Eike Batista, do Grupo EBX -, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Cláudio Lopes, falou pela primeira vez sobre as suspeitas que vieram à tona na semana passada, após a publicação de fotos de uma viagem do governador à Europa, no blog do deputado Anthony Garotinho (PR), ex-governador e inimigo político de Cabral. Lopes se disse convicto de sua decisão e alegou critérios técnicos para não levar adiante a questão. Na opinião dele, o que foi revelado em jantares e passeios de luxo pelos mais caros restaurantes e hotéis da Europa é uma questão moral.

“Qual era o objeto da investigação? Saber se o governador, em razão da amizade que tinha com os empresários, havia favorecido um ou outro em contratos públicos. Não existe qualquer prova disso. As empresas do Eike receberam incentivos fiscais como diversas outras. E especificamente com a Delta, os contratos foram ganhos por terem apresentado o menor preço e os aditivos foram todos feitos dentro da lei”, afirmou o procurador. “O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”.

Claudio Lopes explicou que sua decisão pelo arquivamento vai ser levada ao Conselho Superior do Ministério Público, que no próximo mês deverá se reunir para definir a questão. O arquivamento pode ser revisto, mas o procurador-geral voltou a frisar que, tecnicamente, não havia o que ser feito. “Ele (Cabral) pode ter sido convidado para o jantar, bebido um vinho caríssimo, comido num restaurante de luxo, mas isso não se insere na lei da improbidade. Se o jantar foi pago por alguém que o convidou, pode ser eticamente questionável, mas juridicamente, não. É a mesma coisa que alguém convidá-lo para uma festa com caviar e champanhe e, claro, ele não vai pagar nada. Mas não quer dizer que você está retribuindo aquele favor, ou que está sendo sustentado por isso”, justificou.

A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.

MALANDRO: Agenda oficial de Sérgio Cabral informa que ele trabalhava no Rio quando, na verdade, estava farreando em Paris


Ou o governador Sérgio Cabral (PMDB) tem muita disposição para viagens ou sua agenda oficial informa que ele está no Rio de Janeiro trabalhando quando está, na verdade, no exterior. Na semana passada, o deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) divulgou vídeos em que Cabral aparece num show do grupo U2, em Paris, no dia 11 de julho de 2009. Era um sábado. Na segunda-feira seguinte, de acordo com a agenda de Cabral, ele participava de “atividades internas” em seu gabinete no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio. Se a agenda estiver correta, isso significa que, depois do show na França, que entrou madrugada de domingo adentro, Cabral tomou logo em seguida um avião de volta ao Brasil, um trajeto de no mínimo 11 horas (em avião comercial) para retornar ao trabalho, na segunda-feira.

ÉPOCA analisou as agendas de trabalho de Cabral publicadas na página do governo fluminense na internet. Os registros são incoerentes. Informam que Cabral dava expediente interno enquanto estava na Europa.

• Sábado, 11/7 – Show do U2, em Paris.
• Segunda, 13/7 – Expediente no Rio.
• Terça, 14/7 – Vice assume o cargo.
• Quarta, 15/7 – Cabral trabalha no Rio.
• Quinta, 16/7 – Vice assume o cargo.
• Sexta, 17/7 – Expediente no Rio.


Segundo a agenda oficial de Cabral, apesar de sua aparente correria para estar no Rio na segunda-feira 13, para trabalhar, já no dia seguinte quem está no cargo de governador é o vice, Luiz Fernando Pezão. Cabral volta à rotina de trabalho em seu gabinete na quarta-feira e na sexta-feira, respectivamente dias 15 e 17 de julho. Na mesma sexta-feira, entretanto, Sérgio Cabral estava na verdade muito longe do solo fluminense, segundo um vídeo divulgado por Garotinho. Naquela noite, Cabral, o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, e amigos esperavam a chegada da meia-noite para comemorar o aniversário da mulher do governador, Adriana Ancelmo, no dia 18 – “no melhor Alain Ducasse do mundo”, como diz o próprio Cabral numa das cenas registradas em vídeo. Ducasse é chefdo Louis XV, um dos melhores restaurantes do mundo, com filiais em Paris, Mônaco, Itália e Rússia.

A assessoria de imprensa do governador afirma que a agenda, produzida pela Casa Civil, está errada. Cabral, diz a assessoria, tirou uma semana de férias a partir da terça-feira 14 de julho. Segundo essa versão, após assistir ao show do U2, Cabral viajou de Paris para o Rio de Janeiro apenas para um dia de trabalho e, em seguida, voltou à Europa. Imagens divulgadas por Garotinho mostram Cabral novamente em Paris em 14 e 15 de setembro de 2009, quando ele reencontrou Cavendish. O governo diz que foi uma missão oficial e que Cabral viajou pela AirFrance em voo comercial. Estava acompanhado dos secretários de Governo, da Saúde, dos Transportes e da Fazenda. A assessoria do governo do Rio não informou quanto a comitiva recebeu em diárias.


FARRA$ S/A: Assessor do presidente da Alerj, Paulo Melo, participou do rega bofe com Sérgio Cabral e Cavendish em Paris


A revelação da identidade do quarto participante de uma das viagens do grupo de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish à Europa conecta o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, deputado estadual Paulo Melo, do PMDB, ao círculo mais próximo do dono da construtora Delta. À mesa, com a mulher, em uma viagem a Mônaco, está também Luiz Carlos Bezerra, assessor de orçamento de Melo, que tem no currículo passagens pelo governo do estado e pelo gabinete da Casa Civil, que tem como secretário Régis Fichtner – também presente algumas das imagens.

Paulo Melo comanda a tropa de choque de Cabral na Assembleia Legislativa. Ajuda, por exemplo, a barrar a iniciativa da oposição de criar uma CPI no legislativo do estado para cobrar do governador explicações sobre suas ligações com a Delta.

Bezerra é o homem de cabelos grisalhos, sobrancelhas negras, óculos, pele morena, que aparece ora ao lado da primeira dama, Adriana Ancelmo, ora com a mulher, de cabelos curtos, em situações posadas. São imagens bem mais contidas que as da dança com o lenço na cabeça, que reuniu integrantes do primeiro escalão do governo do estado. Mas o impacto não é pequeno.

Por decisão da Justiça, o deputado e ex-governador Anthony Garotinho, que há uma semana divulga em seu blog fotografias e vídeos de viagens de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish, terá de retirar da internet as imagens em que aparece a noiva do empreiteiro, Jordana Kfouri, morta em um acidente de helicóptero. A cruzada de Garotinho, inimigo político de Cabral, no entanto, continua. Em seu discurso no plenário da Câmara na quinta-feira, ele prometeu mais imagens comprometedoras para os próximos dias.

Procurado pela reportagem de VEJA, Bezerra não atendeu aos telefonemas.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online

sexta-feira, 20 de julho de 2012

FARRA EM PARIS: Sérgio Cabral quis ser chique, foi brega


VERGONHA, ESSA é a sensação que resulta dos vídeos das villegiaturas parisienses do governador Sérgio Cabral em 2009, acompanhado por alguns secretários e pelo empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta.

Uma cena pode ser vista com o olhar do casal que está numa mesa ao fundo do salão do restaurante Louis 15, no Hotel de France, em Mônaco. ("Este é o melhor Alain Ducasse do mundo", diz Cabral, referindo-se ao chef.)

Ela é uma senhora loura e veste um pretinho básico. A certa altura, ouve uma cantoria na mesa redonda onde há oito pessoas. Admita-se que ela entende português.

O grupo comemora o aniversário de Adriana Ancelmo, a mulher de Cabral, e festeja o próximo casamento de Fernando Cavendish.

Até aí, tudo bem, é vulgar puxar celulares no Louis 15 e chega a ser brega filmar a cena, mas, afinal, é noite de festa. A certa altura, marcado o dia do casamento, Cabral decide dirigir a cena: "Então, dá um beijo na boca, vocês dois."

Cavendish vai para seu momento Clark Gable, e o governador diz à mulher do empreiteiro: "Abre essa boca aí". As cenas foram filmadas por dois celulares. Um deles era o do dono da Delta.

Na mesma viagem, Cavendish, o empresário George Sadala, seu vizinho de avenida Vieira Souto e concessionário do Poupatempo no Rio e em Minas, mais os secretários de Saúde e de Governo do Rio, (Sérgio Côrtes e Wilson Carlos), estão no restaurante do Hotel Ritz de Paris.

Até aí, tudo bem, pois o empreiteiro tinha bala para segurar a conta. Pelas expressões, estão embriagados. Fora do expediente, nada demais. Inexplicáveis, nessa cena, são os guardanapos que todos amarraram na cabeça. Ganha uma viagem a Dubai quem tiver uma explicação para o adereço.

O álbum fecha com a fotografia de quatro senhoras gargalhantes, no meio da rua, mostrando as solas de seus stilettos (duas vermelhas). Exibem como troféus os calçados de Christian Louboutin. Nos pés de Victoria Beckham (38 anos) ou deLady Gaga (26 anos), eles têm a sua graça, mas tornaram-se adereços que, por manjados, tangenciam a vulgaridade.

Não é a toa que Louboutin desenhou os modelos das dançarinas (topless) docabaret Crazy Horse.

As cenas constrangem quem as vê pela breguice. Até hoje, o ex-presidente JoséSarney é obrigado a explicar a limusine branca de noiva tailandesa com que se locomoveu numa de suas viagens a Nova York. (Não foi ele quem mandou alugar o modelo.)

A doutora Dilma explicou que não foi ela quem mandou fechar o Taj Mahal. No caso das vileggiaturas de Cabral, a breguice não partiu dos organizadores da viagem, mas da conduta dele, de seus secretários e do amigo empreiteiro.

Esse tipo de deslumbramento teve no governador um exemplo documentado, mas faz parte do primarismo dos novíssimos ricos do Brasil emergente.

Noutra ponta dessa classe está o senador Demóstenes Torres, comprando cinco garrafas de vinho Cheval Blanc, safra de 1947: "Mete o pau aí. Para muitos é o melhor vinho do mundo, de todos os tempos (...) Passa o cartão do nosso amigo aí, depois a gente vê". O amigo do cartão era Carlinhos Cachoeira que, por sua vez também era amigo da empreiteira Delta, de Cavendish.

Folha de São Paulo - Coluna Elio Gaspari

COVARDE: Após divulgação da FARRA em Paris, Sérgio Cabral foge da imprensa em evento no Palácio Guanabara

Governador fez silêncio sobre uma possível blindagem do PMDB para evitar sua convocação para a CPI de Carlinhos Cachoeira


RIO - Na primeira aparição pública depois das denúncias feitas pelo deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ) de sua ligação com o empresário Fernando Cavendish, proprietário da construtora Delta, o governador Sérgio Cabral fez silêncio sobre uma possível blindagem do PMDB para evitar sua convocação para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Carlinhos Cachoeira.

Cabral apareceu no Palácio Guanabara nesta quarta-feira na cerimônia de lançamento de um programa de segurança para escolas do Estado, em uma parceria entre as secretarias de Segurança e de Educação, e aproveitou para fazer propaganda do seu governo. "Em cinco anos e quatro meses de governo mudamos a rota do Estado", afirmou Cabral, em referência à política de segurança e de educação do Estado, que classificou de "audaciosa".

Cabral chegou distribuindo sorrisos e beijos para os conhecidos e não demostrouestar abalado com uma possível convocação. Entretanto, foi o único no evento a evitar qualquer contato com a imprensa.

Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

FARRAS S/A: “Vamos ganhar algum dinheiro no casino”

Além de shows, jantares e passeios, o grupo de Cabral (que incluiu ainda o secretário Sérgio Côrtes) pode ter gasto algumas horas (e bons trocados) se divertindo na jogatina.


Um trecho inédito do mesmo pacote de vídeos já levado ao ar por Anthony Garotinho traz uma nova e curiosa informação sobre a viagem de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish pela Europa. Na agora famosa mesa do restaurante Le Louis XV-Alain Ducasse em que o casamento de Cavendish foi marcado e Adriana Ancelmo comemorou o aniversário, um dos convidados diz em inglês:

- Let´s win some money in the cassino.

A frase – em português, “vamos ganhar algum dinheiro no casino” – sugere que, além de shows, jantares e passeios, o grupo de Cabral (que incluiu ainda o secretário Sérgio Côrtes) pode ter gasto algumas horas (e bons trocados) se divertindo na jogatina.


Para Garotinho, os vídeos e fotos da viagem de Cabral e Cavendish pela Europa já são elementos suficientes para fundamentar um pedido de quebra de sigilo telefônico de Cavendish. O requerimento faz parte do conjunto de medidas que Garotinho pretende adotar para levar Cabral e os contratos da Delta com o governo do Rio de Janeiro para a mesa de investigação da CPI mista do Cachoeira no Congresso.

Revista Veja Online - Coluna Lauro Jardim

FARRAS S/A: Salário de médico do Estado não paga nem o show do U2 assistido pelo secretário de Saúde Sérgio Cortes

Assistir a uma apresentação da banda irlandesa, na área vip do Stade de France, não fica por menos de R$ 2.521,00


Capa do jornal Extra


O menu mais barato de um restaurante francês como o famoso L’Espadon, no Hotel Ritz, em Paris, não sai por menos de 240 euros (R$ 605) por pessoa. Para a lagosta ser regada a um bom vinho rosé, o preço sobe para R$ 920. Se cair deparaquedas nesse banquete de luxo, um médico do estado, que tem como tetosalarial, após 20 anos de trabalho, R$ 1.874,50, vai ter que se contentar somente com a sobremesa do cardápio très chic: um prato de queijo, pela bagatela de R$ 65.

E, se depois do jantar, o doutor quiser dar uma esticadinha no show da banda U2 , na área vip do Stade de France, vai ficar na vontade. O valor de R$ 2.521,00 é estratosférico para o ginecologista José Romano, de 50 anos:

— Após duas décadas de serviço na rede estadual, o máximo que consegui ganhar é esse salário de R$ 1.874,50. O vencimento mesmo é R$ 203, somando insalubridade, gratificação e plano de capacitação, vai para R$ 1.874,50 — resume.

No último fim de semana, o ex-governador Garotinho, cujo governo também foi marcado por denúncias de corrupção na Saúde, postou $seu blog vídeos em que o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, o secretários Wilson Carlos (de Governo), Sérgio Côrtes (de Saúde) e Sérgio Cabral passeiam por cidades da Europa — Mônaco, Paris e Cannes — em viagens oficial e particular, aproveitando o melhor da alta gastronomia internacional, folheando caríssimas cartas de vinhos e assistindo a shows em áreas vip. Em um dos vídeos, os eufóricos Côrtes,Cavendish e Wilson usam guardanapos na cabeça.

— Não sei o que o Côrtes festeja. Eu, como médico da rede pública, não tenho o que festejar. O secretário, em vez de viajar para Paris, deveria estar nos hospitais, vendo o que acontece nas unidades pelas quais ele é responsável — completa José Romano.

Em nota, o governo afirmou que as imagens do show em Paris e do jantar emMônaco foram feitas durante viagens particulares do governador e de seus secretários, pagas por eles próprios. E que, por se tratarem de atividadespessoais, não iria se manifestar.

Relembre o fatos:

Foram divulgadas imagens de Cabral, Cavendish e Côrtes curtindo show do U2, em julho de 2009.

Na última sexta-feira, foram publicadas fotos de uma viagem a Paris em setembrode 2009, numa missão oficial do governo.

Fernando Cavendish é dono da Delta Construções. Desde o início do mandato de Cabral, em 2007, a empresa já recebeu R$ 1,5 bilhão do estado e agora é alvo de investigação da Polícia Federal e da CPI do Cachoeira por suspeita de pagar propina a políticos.

Cavendish era casado com Jordana Kfuri, morta em junho de 2011, em um acidente de helicóptero que matou outras seis pessoas na Bahia. A assessoria do governo informou que os vídeos divulgados das viagens devem ter sido retirados do computador de Jordana.

Matéria originalmente publicada no Extra Online

IMAGENS ABAIXO EXTRAÍDAS DO BLOG DO DEPUTADO FEDERAL ANTHONY GAROTINHO

Secretário de Saúde Sérgio Côrtes
Sérgio Côrtes em show do U2

FARRAS S/A: Cofres abertos para a Delta, mas fechados para salários mais dignos

Quando policiais e bombeiros do Rio fizeram greve por melhores salários e condições de vida, Sérgio Cabral os chamou de VÂNDALOS. E agora, governador. Depois desse escândalo com o dinheiro do povo, o senhor deveria ser chamado de quê? 


Num país onde o salário inicial de peças fundamentais para a segurança, como soldados, cabos, tenentes e bombeiros, está na faixa de R$ 1 mil a R$ 2.500; onde um professor de escola pública ganha cerca de R$ 1.700, e um de universidade, R$ 4 mil; onde médicos de hospitais públicos recebem em torno de R$ 1.600, escândalos como o da empresa Delta não apenas chocam, mas principalmente causam indignação.

Cifras milionárias saem dos cofres públicos com incrível facilidade, sem burocracia nem fiscalização.

Já para que o aumento salarial destas categorias seja aprovado, não faltam barreiras, alardes sobre as consequências para o orçamento do país e entraves jurídicos.

Levantamentos dão conta de que a Delta ganhou do governo, só de 2007 para cá, R$ 3 bilhões para obras do PAC.

Quanto custaria um salário mais digno para nossos trabalhadores?

Jornal do Brasil - Editorial

IMAGENS ABAIXO EXTRAÍDAS DO BLOG DO DEPUTADO FEDERAL ANTHONY GAROTINHO







FARRAS S/A: Sapatos das esposas de Sérgio Cabral e secretário de Saúde, Sérgio Cortes, custaram a bagatela de R$ 10 mil


Nota do jornal O Dia

Imagens e vídeos da FARRA de Sérgio Cabral em Paris provocam indignação em segmentos sociais no Rio


A divulgação de vídeos e fotos que mostram Sérgio Cabral e diversas autoridades estaduais em uma confraternização em Paris com o empresário FernandoCavendish, dono da Delta Construções e acusado de envolvimento com a máfia docontraventor Carlinhos Cachoeira, provocou a revolta de representantes de movimentos sindicais do Rio de Janeiro. Nas imagens, registradas em 2009 e publicadas nesta sexta e sábado no blog do deputado federal Anthony Garotinho, o grupo aparece em clima de galhofa dançando no Hotel Ritz - um dos mais luxuosos do mundo. O secretário de Governo, Wilson Carlos, posa ao lado de uma Ferrari, cujo custo supera US$ 1 milhão. Segundo Garotinho, a festa foi bancada com dinheiro público.

A revelação reforça os crescentes questionamentos à administração estadual. Nos últimos três anos, as forças de segurança pública interromperam suas atividadesduas vezes para reivindicar melhores salários e condições trabalhistas. Em 2010, ocasião da primeira paralisação, homens do Corpo de Bombeiros denunciaram que os guarda-vidas sequer recebiam protetores solares. Além disso, uma série de reportagens do Jornal do Brasil pôde verificar as péssimas condições em que se encontram alguns dos hospitais estaduais. Em entrevista concedida em fevereiro, o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Dr. Jorge Darzedeclarou que o "Rio tem uma política de saúde genocida".

Um dos porta-vozes dos bombeiros grevistas durante a greve de 2010, o caboLaércio Soares mostrou-se indignado com o que classificou como "demonstração de descaso" e disse que não sabe como explicar ao filho pequeno que estes são os representantes da população.

"É uma grande bagunça. Enquanto a Delta ganha milhões em obras, convivemos com uma epidemia de dengue e com um sistema de transporte público ineficiente e perigoso. O Sérgio Côrtes [secretário de Saúde] minimiza os problemas e o Júlio Lopes [de Transportes] não responde pelos crimes que cometeu", desabafa.Laércio se refere aos dois acidentes com os bondes de Santa Teresa que mataram sete pessoas e deixaram mais de 50 feridos em 2011.

Jorge Darze, por sua vez, voltou a fazer duras críticas a Cabral. Ele diz que osregistros são uma demonstração do descumprimento das regras de administração pública, que impedem que os servidores - em especial o governador e sua equipe - tenham relações de proximidade com indivíduos que mantêm contrato de prestação de serviço com o estado.

"Não é a primeira vez que o Cabral e o Cavendish - que há algum tempo vêm desenvolvendo práticas no mínimos suspeitas - são flagrados juntos. Este episódio, supostamente custeado pelos recursos da população, deve ser rapidamente investigado. É uma falta de respeito. O Côrtes se diverte e os hospitais estaduais permanecem em situação crítica", protesta.

Matéria originalmente publicada no Jornal do Brasil