quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DEU "M": Roubalheira faz União suspender verba do metrô no Rio

União suspende verba da Linha 3. Relatório indicou deficiência no projeto e preços superfaturados. E aí, Sérgio Cabral?

RIO - A Linha 3 do metrô, que fará ligação de Niterói a Itaboraí até 2014, está com o repasse de verba federal suspenso. A decisão foi tomada ontem, após votação de parlamentares da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, no Congresso Nacional, em Brasília.

O projeto apresentou deficiência e sobrepreço (superfaturamento) na aquisição de produtos e serviços, segundo apontou o relatório do Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves.

Segundo o estado, o custo da Linha 3 seria de R$ 1,5 bilhão. O transporte terá capacidade para 350 mil passageiros diariamente e irá beneficiar 1,7 milhão de habitantes.

Apesar da suspensão, os repasses poderão ser retomados caso as irregularidades sejam sanadas. Para isso, o Tribunal de Contas da União (TCU) deve comunicar a solução dos problemas à Comissão Mista de Orçamento, que poderá autorizar os pagamentos por decreto legislativo.

Eduardo Paes compra votos de torcedores com dinheiro do povo

Prefeito vascaíno quer ficar bem na fita com torcidas. Verba de até R$ 40 milhões espera projetos de clubes para Centros de Treinamento

O Dia Online

RIO - Em seu último ano de governo e prestes a encarar as urnas em busca da reeleição, o vascaíno Eduardo Paes quer ficar bem na fita com as torcidas dos quatro grandes times. “Sou de todos os clubes do Rio de Janeiro este ano”, brinca. E para alcançar esse objetivo, aguarda os dirigentes — três deles filiados ao PMDB — apresentarem os projetos dos Centros de Treinamento (CTs). As instalações serão usadas pelas seleções estrangeiras nas Copas das Confederações, em 2013, e do Mundo, em 2014.

“A prefeitura tem, sim, interesse em ajudar esses clubes e, numa conversa, a ordem de grandeza deu algo em torno de R$ 10 milhões (para cada clube, totalizando R$ 40 milhões), o que não necessariamente significa o aporte de R$ 10 milhões”, afirma Paes.

FUTEBOL-POLÍTICA

“Não há no Rio estrutura para tais eventos. A ajuda do poder público poderia resolver esse problema”, diz o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, que filiou-se ao PMDB por influência do amigo vice-governador, Luiz Fernando Pezão, botafoguense.

Deputado estadual desde 1995, Dinamite é o de carreira política mais longa. Ex-tucano, já estava no PMDB em 2002, quando se elegeu pela terceira vez. “A parceria com o governo é fundamental para o desenvolvimento do Rio. Além do atleta, formamos o cidadão”, defende.

Patrícia Amorim regressou ao PMBD em outubro, a tempo de candidatar-se à reeleição pela legenda que a elegeu vereadora em 2000. Nas duas eleições seguintes, foi eleita pelo PSDB.

Para o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, a relação futebol-política significa pragmatismo. “Os dirigentes esportivos se aproveitam para conseguir benefícios, e os políticos para faturar dividendos eleitorais.”

Deputado critica ajuda para clubes

O prefeito Eduardo Paes defende o investimento público na infraestrutura dos clubes com base numa contrapartida: a criação ou ampliação das escolinhas de futebol para jovens de comunidades carentes. “Sou contra governo entrar com dinheiro para comprar jogador. Agora, ajudar no centro de treinamento,que é trabalhar com a base, isso aí você qualifica a cidade para a Copa do Mundo, para a Olimpíada.”

Para o deputado federal Otavio Leite (PSDB), os clubes poderão faturar alto com talentos descobertos na escolinha, sem repassar o lucro à sociedade. Provável adversário de Paes nas urnas em 2012, Leite pondera que “essa quantia deveria ser investida na qualificação de professores de educação física da rede municipal de ensino.”

PMDB diz ter ‘seleção de craques’

O presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani considera a filiação dos dirigentes “prova de que o partido montou uma seleção de craques”. E completa o time com o ex-jogador do Vasco Valdir Bigode e o atacante do Bonsucesso Túlio Maravilha, ídolo do Botafogo na década de 1990 e ex-vereador em Goiânia.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

A FARSA DE SÉRGIO CABRAL 1: Causa de morte violenta é ignorada no Rio

(OP): E agora? Sérgio Cabral alega que o número homicídios diminuiu, mas desde 2007 quando assumiu, as "mortes violentas não esclarecidas" dispararam.  Recentemente, o IPEA já desmascarou os dados de homicídios do governo Sérgio Cabral.

A FARSA DE SÉRGIO CABRAL 2: Orientação ao IML e lei são prováveis causas

(OP): Desse jeito fica fácil fraudar, boicotar ou maquiar os dados da violência no Rio de Janeiro do governador Sérgio Cabral.

A FARSA DE SÉRGIO CABRAL 3: Município critica Instituto Médico Legal

(OP): A falta de investimentos do governo Sérgio Cabral no IML e na polícia técnica acaba ajudando a manter o número de homicídios muito baixo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

As trapalhadas na Secretaria de Segurança de José Mariano Beltrame

Martha Rocha transfere policial que divulgou uma foto sua no Facebook durante ocupação da Rocinha


Júlio Lopes paga mico em viagem inaugural do novo trem da SuperVia que veio da China

RIO - A viagem inaugural do primeiro dos 73 trens que estão sendo modernizados pela SuperVia, nesta quinta-feira, foi marcada por diversos problemas. A primeira falha foi causada por um vazamento no ar-condicionado, que fez com que água pingasse nos quatro vagões. O presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, tiveram que trocar de vagão.

Outro problema pela manhã

Um trem da SuperVia apresentou problema pelo quarto dia consecutivo nesta quinta. A concessionária informou que às 7h01 identificou avaria em um trem na estação Triagem, que seguia para a Central do Brasil. A composição não pôde prosseguir viagem e os passageiros foram informados pelo sistema de áudio. A pessoas desembarcaram na estação para seguirem em outras composições.

Fonte: O Dia Online

Casos de corrupção, tiroteios e abusos mancham primeiros meses de UPPs da região central do Rio

RIO - Enquanto a maioria das comunidades já pacificadas busca a entrada de serviços e de projetos sociais, nas favelas Fallet, Fogueteiro, Coroa, Mineira, Querosene, Zinco e no Complexo do São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, a busca também é pela consolidação da paz. Em 2011, essas comunidades receberam UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), mas casos de corrupção, tiroteios e denúncias de abusos macularam os primeiros meses da ocupação territorial pelo Estado.

Fonte: R7.com

Light faz propaganda do vice-governador Luiz Fernando Pezão com dinheiro público

Secretário de Segurança José Mariano Beltrame compra armas superfaturadas

(OP): Além de receber um salário superfaturado de R$ 40 mil por mês, no qual acumula com as funções de Delegado da PF e de Secretário de Governo, Beltrame também compra fuzis superfaturados segundo o MP. Vale lembrar que Constituição Federal proíbe que qualquer funcionário público receba mais do que o Ministro do STF, cerca de R$ 27 mil por mês, o secretário do Rio diz que não há nada ilegal.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estado do Rio teve 3.283 assassinatos em 2011

Secretário de Segurança José Mariano Beltrame diz que apenas 15% dos homicídios são elucidados

RIO - O Estado do Rio teve 12 mortes violentas por dia os meses de janeiro e setembro deste ano, segundo números divulgados nesta quarta-feira (21) pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), vinculado à Secretaria de Segurança Pública. Foram 3.283 homicídios dolosos em nove meses, o que representa uma média de 12,02 mortes por dia.

Segundo os ISP, aumentou a incidência de roubo de cargas. De janeiro a setembro, foram 2.165 registros desse tipo de crime, 14,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Os casos de estelionato também aumentaram para 21.560 ocorrências neste período, frente a 1.896 observadas em 2010.

Mílícias

Um levantamento feito pelo R7 com base nos números do ISP revelou que as áreas dominadas por milícias concentram os homicídios na capital. O mapeamento das mortes violentas mostra que as regiões onde há maior presença de milícias na capital, como os bairros de Campo Grande e Santa Cruz, ambos na zona oeste, estão entre as que registraram mais assassinatos.

O R7 também mostrou que, enquanto o ano de 2011 foi marcado pelo sucesso da ocupação da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, e pela instalação de seis UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), na zona norte e região central da cidade, a zona oeste permaneceu como reduto de diversas milícias e base da facção que perdeu menos território com a pacificação.

Polêmica

Recentemente, um pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) cruzou as estatísticas oficiais levantadas pelo ISP com dados do Ministério da Saúde sobre mortes violentas de causas desconhecidas. O autor do estudo, o economista Daniel Cerqueira, provocou polêmica ao sugerir que o governo do Estado do Rio ocultou em suas estatísticas 3.165 homicídios apenas no ano de 2009.

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, que chegou a cogitar processar autor da pesquisa, defendeu a metodologia utilizada pelo ISP, mas admitiu que os dois bancos de dados (do ISP e o Datasus, do Ministério da Saúde), precisam se comunicar.

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