sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Greve dos policiais militares do Rio de Janeiro pode acontecer em pleno carnaval
Jornal do Brasil - Coluna Informe JB
Na próxima quarta-feira (18/01), os líderes do movimento grevista da Polícia Militar do Rio de Janeiro devem se reunir para traçar suas reivindicações e estratégias. O descontentamento da tropa ganhou força das redes sociais e a grande maioria dos agentes é favorável à greve, que tenta melhorar as condições de trabalho da categoria. Hoje, os PMs do Rio têm o pior salário do Brasil.
Carnaval refém
Os responsáveis pelo movimento defendem que a greve deve acontecer pouco antes do começo do carnaval carioca, em fevereiro. Para eles, a necessidade de proteção durante a festa será fundamental para pressionar o governo. O único temor dos policiais é não conseguir mobilizar toda a tropa a tempo, já que falta pouco mais de um mês para o carnaval.
Vitória antecipada
Antes mesmo da greve começar, o governo se sentiu ameaçado pelo movimento e antecipou um reajusta de 20% para os policiais, além de reduzir os critérios de tempo para promoções. A tentativa de acalmar os ânimos dos PMs é louvável, mas deu mais força aos grevistas, que consideram a notícia como sua primeira vitória.
Made in Ceará
A inspiração dos grevistas do Rio vêm do Ceará, onde as polícias Civil e Militar tiveram seus pedidos atendidos após entrarem em greve simultaneamente.
Carnaval refém
Os responsáveis pelo movimento defendem que a greve deve acontecer pouco antes do começo do carnaval carioca, em fevereiro. Para eles, a necessidade de proteção durante a festa será fundamental para pressionar o governo. O único temor dos policiais é não conseguir mobilizar toda a tropa a tempo, já que falta pouco mais de um mês para o carnaval.
Vitória antecipada
Antes mesmo da greve começar, o governo se sentiu ameaçado pelo movimento e antecipou um reajusta de 20% para os policiais, além de reduzir os critérios de tempo para promoções. A tentativa de acalmar os ânimos dos PMs é louvável, mas deu mais força aos grevistas, que consideram a notícia como sua primeira vitória.
Made in Ceará
A inspiração dos grevistas do Rio vêm do Ceará, onde as polícias Civil e Militar tiveram seus pedidos atendidos após entrarem em greve simultaneamente.
DON JUAN DE ARAQUE: Sérgio Cabral veta lei que prejudicaria o Metrô Rio, cliente de sua mulher
Jornal do Brasil - Coluna Informe JB
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), vetou nesta terça-feira (10/01), um projeto de lei que prejudicaria o Metrô Rio, cliente do escritório de advocacia de sua esposa, Adriana Ancelmo. O PL 560/11, do deputado estadual André Lazaroni (PMDB), permitia aos usuários do metrô carioca
a retirarem o valor retido no cartão pré-pago do serviço em dinheiro.
Justificativa
No veto, publicado no Diário Oficial, Cabral justifica que o projeto de lei acarretaria um prejuízo não previsto no contrato de licitação ao Metrô Rio. O governador também alegou que a lei invade uma esfera que cabe apenas ao Executivo.
Repeteco
Não é a primeira vez que Sérgio Cabral beneficia empresas defendidas pelo escritório de advocacia de sua esposa. O governador também prorrogou o contrato de concessão dos serviços ferroviários do Rio de Janeiro à Supervia e alterou a demarcação de uma Área de Proteção Ambiental em Ilha Grande, beneficiando proprietários de residências construídas ilegalmente na região. Tanto a Supervia quanto o apresentador Luciano Huck, dono de uma das residências irregulares, são clientes do escritório de Adriana Ancelmo.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), vetou nesta terça-feira (10/01), um projeto de lei que prejudicaria o Metrô Rio, cliente do escritório de advocacia de sua esposa, Adriana Ancelmo. O PL 560/11, do deputado estadual André Lazaroni (PMDB), permitia aos usuários do metrô carioca
a retirarem o valor retido no cartão pré-pago do serviço em dinheiro.Justificativa
No veto, publicado no Diário Oficial, Cabral justifica que o projeto de lei acarretaria um prejuízo não previsto no contrato de licitação ao Metrô Rio. O governador também alegou que a lei invade uma esfera que cabe apenas ao Executivo.
Não é a primeira vez que Sérgio Cabral beneficia empresas defendidas pelo escritório de advocacia de sua esposa. O governador também prorrogou o contrato de concessão dos serviços ferroviários do Rio de Janeiro à Supervia e alterou a demarcação de uma Área de Proteção Ambiental em Ilha Grande, beneficiando proprietários de residências construídas ilegalmente na região. Tanto a Supervia quanto o apresentador Luciano Huck, dono de uma das residências irregulares, são clientes do escritório de Adriana Ancelmo.
Para evitar greve, comandante-geral convoca reunião com PMs do Rio
Greve em fevereiro
A deflagração da greve em fevereiro depende do que será discutido nesta reunião e a reação do governador Sérgio Cabral às reivindicações. Além de um aumento salarial, os policiais militares querem receber vale-transporte, vale-refeição e o estabelecimento de uma carga horária fixa para evitar os constantes abusos. Hoje, alguns agentes trabalham 72 horas por semana, bem acima das 44 horas apontadas pela legislação trabalhista.
CHUVAS: Rio de Janeiro é o estado com maior número de mortos
Mesmo com histórico de tragédias, Brasil não investe em prevenção. País gasta R$ 6,3 bilhões em socorro e R$ 745 milhões para evitar acidentes
Membro da comissão que produziu o relatório, o líder da bancada fluminense na Câmara Hugo Leal (PSC-RJ) pediu à presidência da Câmara urgência na votação das propostas. Segundo ele, o Rio esbarra na falta de liberação de verbas para a prevenção de catástrofes. Embora aprovadas emendas, o governo não liberaria as verbas.
- As pessoas têm que entender que não podemos mais tratar os casos como tragédias. Hoje são rotina. O Rio tem projetos, há casos de cidades da Baixada Fluminense que tiveram verbas aprovadas no ano passado, mas que não chegaram até hoje.
RIO - A Comissão Especial de Medidas Preventivas e Saneadoras de Catástrofes Climáticas da Câmara dos Deputados concluiu relatório que aponta para um histórico de tragédias naturais no Brasil e mostra que pouco se fez para evitar a ação da natureza. Entre os anos de 2000 e 2010, pelo menos duas mil pessoas morreram em acidentes climáticos. Somente em 2010 foram comunicados à Secretaria Nacional de Defesa Civil ocorrências em 883 municípios. Somado ao número de mortos registrado na enxurrada de 2011 que devastou áreas de municípios da Região Serrana do Rio, o total de vítimas fatais sobe para quase três mil.
- O governo praticamente não destina nada para a prevenção. Quem é contemplado com ações de socorro enfrenta a burocracia - reclama o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo, Piauí, Bahia e Rio Grande do Sul são os sete estados que mais sofreram de 2000 a 2010, segundo o relatório da Câmara. As tragédias prejudicaram, direta ou indiretamente, 10,4 milhões de pessoas. No estado do Rio, as catástrofes foram agravadas pelo "incremento da construção civil e a reocupação de áreas de risco". Os deputados afirmam que, na serra fluminense, 85% das áreas atingidas por deslizamentos em 2011 "foram desmatadas ou alteradas pela ação do homem".
- Hoje os recursos são para socorrer os municípios. Com o novo fundo será possível prevenir. Existe um estudo internacional que aponta que para cada dólar aplicado em prevenção, sete são economizados. É preciso cobrar os planos diretores e evitar tragédias, como a do ano passado. Nova Friburgo, por exemplo, ainda não se recuperou. Há duas mil pessoas à espera do aluguel social - afirma o relator da comissão, deputado Glauber Braga (PSB-RJ).
Membro da comissão que produziu o relatório, o líder da bancada fluminense na Câmara Hugo Leal (PSC-RJ) pediu à presidência da Câmara urgência na votação das propostas. Segundo ele, o Rio esbarra na falta de liberação de verbas para a prevenção de catástrofes. Embora aprovadas emendas, o governo não liberaria as verbas.
- As pessoas têm que entender que não podemos mais tratar os casos como tragédias. Hoje são rotina. O Rio tem projetos, há casos de cidades da Baixada Fluminense que tiveram verbas aprovadas no ano passado, mas que não chegaram até hoje.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Na Cabralândia - Só 8 das 170 áreas de risco do Rio passaram por obras
Por Cecília Ritto, na VEJA Online:
“O planejamento não inclui apenas fazer o diagnóstico. Também é necessário fazer o tratamento. E foi a parte do tratamento que não foi feita durante esse um ano”, afirma o presidente do Crea-RJ
Após a tragédia que matou quase mil pessoas na Região Serrana, em 2011, foram detectadas 170 áreas com alto risco de deslizamento de encostas. Passado um ano, em apenas oito desses lugares as obras de recuperação do talude foram iniciadas - e não necessariamente terminadas. A informação consta no relatório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de janeiro de Janeiro (Crea -RJ), divulgado nesta quarta-feira. Segundo o presidente da entidade, Agostinho Guerreiro, essas obras deveriam ter sido finalizadas no período de estiagem, que foi até outubro de 2011.
“O planejamento não inclui apenas o diagnóstico. Também é necessário fazer o tratamento. E foi a parte do tratamento que não foi feita durante esse um ano”, afirma Guerreiro. Um dos responsáveis pelo relatório foi o assessor de Meio Ambiente do Crea e engenheiro civil sanitarista Adacto Ottoni. Ele foi à Região Serrana na semana passada para elaborar o balanço do que foi feito e do que precisa ser executado. Conclusão: “Basta cair metade da chuva que atingiu a serra no ano passado para se ter uma nova tragédia”, disse Ottoni.
O relatório lista medidas que deveriam ser adotadas, mas que foram negligenciadas pelo poder público. Uma delas é a falta de providências em relação aos deslizamentos e às enchentes. A conseqüência é o entupimento do sistema de drenagem na parte baixa das encostas, o assoreamento e a poluição. A desocupação desordenada do solo também foi ponto de destaque. São desmatadas áreas de preservação permanente para que famílias morem ou para a execução de atividades agrícolas e de pecuária. A ocupação de topos de morros, taludes de encostas com inclinação acima de 45º e faixas marginais de proteção de rios vai contra o próprio Código Florestal. “É um total descumprimento da lei”, diz Guerreiro.
Já é o terceiro estudo feito pelo Crea sobre os riscos que assombram a serra. Os três apontam saídas possíveis, mas, até o momento, o documento pouco foi usado pelos órgãos públicos. O Conselho afirma ainda que o poder público só executou medidas de curto prazo, e deixou de lado obras estruturais, de médio e longo prazo, que devem ser postas em prática logo após o período das chuvas.
(…)
Por Reinaldo Azevedo
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