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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Integração metrô-ônibus alimenta fraude milionária
Rodoviários passam os bilhetes a vendedores que revendem as passagens a usuários do metrô por até R$ 2,80
O Dia Online
RIO - Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, alimenta esquema milionário de fraude. Um milhão de tíquetes são emitidos por mês, e todos estão vulneráveis. Milhares são negociados no mercado paralelo, provocando prejuízos ao metrô e às empresas de ônibus.
Nas entradas das principais estações de metrô, membros de quadrilha especializada em vender os bilhetes oferecem tíquetes, que custam R$ 4, por preço menor nas estações Saens Peña, São Francisco Xavier, Largo do Machado, Botafogo, Del Castilho e Estácio.
Guardas municipais e seguranças do metrô não intimidam. “Pegamos tíquetes que dão direito a viagem de metrô com o pessoal dos ônibus. Eles conseguem nos passar por R$ 2, porque, quando um passageiro paga passagem comum, de R$ 2,50, colocam mais R$ 1,50 do bolso para completar os R$ 4 do bilhete Expresso. Assim, ganham R$ 0,50 por passagem”, contou um vendedor.
Movimento dita o preço
“O preço depende do movimento. Na Saens Peña, onde o movimento é grande, cobramos R$ 3. Na São Francisco Xavier, passamos por R$ 2,80”, explicou outro membro da quadrilha.
Grupo oferece até garantia
Sua satisfação ou o dinheiro de volta. O grupo tem até estratégia de ‘marketing’ para convencer os passageiros mais desconfiados com a facilidade da passagem mais barata. “Garantimos a troca do tíquete ou a devolução do dinheiro se ele não passar na roleta. Outra particularidade da quadrilha é a promoção de uma espécie de rodízio de vendedores nas estações. “É para despistar os policiais militares”, explicou um deles.
Funcionários fazem renda extra vendendo tíquetes à quadrilha
“Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais. E, neste caso, ninguém acha que está cometendo um crime, pois completamos os R$ 4 que são o valor da integração”, argumentou um rodoviário que preferiu não se identificar.
Bilhete de papel dificulta rastrear e calcular perdas
O bilhete da integração é feito de papel, dificultando o rastreamento pelas empresas de ônibus e pelo Metrô Rio. “Todo mês recebemos cerca de um milhão de bilhetes de integração Expresso. Vamos iniciar uma investigação para tentar frear esse derrame de tíquetes negociados de maneira irregular”, anunciou o diretor de Relações Institucionais do Metrô, Joubert Flores.
Com a fraude, as empresas de ônibus perdem R$0,50 por passagem. Já o MetrôRio deixa de receber R$ 1,10 a cada integração, já que a tarifa comum do metrô custa R$ 3,10.
Rodoviários passam os bilhetes a vendedores que revendem as passagens a usuários do metrô por até R$ 2,80
O Dia Online
Nas entradas das principais estações de metrô, membros de quadrilha especializada em vender os bilhetes oferecem tíquetes, que custam R$ 4, por preço menor nas estações Saens Peña, São Francisco Xavier, Largo do Machado, Botafogo, Del Castilho e Estácio.
Guardas municipais e seguranças do metrô não intimidam. “Pegamos tíquetes que dão direito a viagem de metrô com o pessoal dos ônibus. Eles conseguem nos passar por R$ 2, porque, quando um passageiro paga passagem comum, de R$ 2,50, colocam mais R$ 1,50 do bolso para completar os R$ 4 do bilhete Expresso. Assim, ganham R$ 0,50 por passagem”, contou um vendedor.
Movimento dita o preço
“O preço depende do movimento. Na Saens Peña, onde o movimento é grande, cobramos R$ 3. Na São Francisco Xavier, passamos por R$ 2,80”, explicou outro membro da quadrilha.
Sua satisfação ou o dinheiro de volta. O grupo tem até estratégia de ‘marketing’ para convencer os passageiros mais desconfiados com a facilidade da passagem mais barata. “Garantimos a troca do tíquete ou a devolução do dinheiro se ele não passar na roleta. Outra particularidade da quadrilha é a promoção de uma espécie de rodízio de vendedores nas estações. “É para despistar os policiais militares”, explicou um deles.
Funcionários fazem renda extra vendendo tíquetes à quadrilha
“Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais. E, neste caso, ninguém acha que está cometendo um crime, pois completamos os R$ 4 que são o valor da integração”, argumentou um rodoviário que preferiu não se identificar.
Bilhete de papel dificulta rastrear e calcular perdas
O bilhete da integração é feito de papel, dificultando o rastreamento pelas empresas de ônibus e pelo Metrô Rio. “Todo mês recebemos cerca de um milhão de bilhetes de integração Expresso. Vamos iniciar uma investigação para tentar frear esse derrame de tíquetes negociados de maneira irregular”, anunciou o diretor de Relações Institucionais do Metrô, Joubert Flores.
Com a fraude, as empresas de ônibus perdem R$0,50 por passagem. Já o MetrôRio deixa de receber R$ 1,10 a cada integração, já que a tarifa comum do metrô custa R$ 3,10.
domingo, 20 de novembro de 2011
VAGABUNDO!!! "Sargento do Exército" é preso por tentativa de assalto e estupro na Zona Norte
O Dia Online
O Dia Online
RIO - Um sargento do Exército foi preso por policiais do 41º BPM (Irajá) na madrugada deste domingo. O militar, identificado como Leonardo Lopes de Sá, estaria com uma réplica de pistola e é acusado de tentar assaltar uma mulher na Avenida Meriti, na Vila da Irajá, na Zona Norte do Rio.
Segundo a polícia, armado com a réplica de pistola, Leonardo teria furtado o telefone celular de uma mulher. A vítima reclamou que ainda estava pagando o aparelho e o militar acabou devolvendo. Mas, em seguida, se dizendo armado ameaçou estuprar a mulher. Ela gritou e logo em seguida uma patrulha da Polícia Militar acabou passando pelo local. O sargento foi perseguido e preso.
Ele está na 22ª DP (Penha), com a vítima, aguardando escolta para ser transferido para prisão militar. Leonardo é lotado no Hospital Central do Exército, em Banfica. Ele poderá ser expulso da corporação e ainda cumprir pena.
Segundo a polícia, armado com a réplica de pistola, Leonardo teria furtado o telefone celular de uma mulher. A vítima reclamou que ainda estava pagando o aparelho e o militar acabou devolvendo. Mas, em seguida, se dizendo armado ameaçou estuprar a mulher. Ela gritou e logo em seguida uma patrulha da Polícia Militar acabou passando pelo local. O sargento foi perseguido e preso.
Ele está na 22ª DP (Penha), com a vítima, aguardando escolta para ser transferido para prisão militar. Leonardo é lotado no Hospital Central do Exército, em Banfica. Ele poderá ser expulso da corporação e ainda cumprir pena.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Escola de Realengo é roubada por criminosos
Após episódio trágico na Tasso da Silveira em abril, prefeito Eduardo Paespalhão nada fez pela segurança nas escolas da região
O Dia Online
O Dia Online
RIO - A Escola Municipal Coronel Corsino do Amarante, na Rua do Imperador, em Realengo, Zona Oeste, foi alvo de bandidos durante o feriado. Os criminosos levaram uma televisão 29 polegadas, um ventilador e caixas multiuso usadas para guardar material escolar. É a segunda vez que a unidade é invadida.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, os bandidos entraram pela cozinha e quebraram uma parede de tijolos furados. O órgão não soube informar se a escola arrombada tinha sistema de monitoramento.
Por causa do furto, as aulas foram suspensas ontem. Na unidade, estão matriculados 489 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Policiais da 33ª DP (Realengo), onde o caso foi registrado, passaram o dia na escola fazendo perícia e recolhendo pistas do bando.
No próximo mês, a secretaria começa instalar equipamentos nas portarias e em todos os corredores de acesso às salas de aulas de 696 escolas, 258 creches e 38 Espaços de Desenvolvimento Infantil. O valor do contrato é de R$ 71, 489 milhões.
Das 1.065 escolas do município, 369 já contam com o sistema, entre elas a Tasso da Silveira, em Realengo, onde em abril o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, matou 12 estudantes.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, os bandidos entraram pela cozinha e quebraram uma parede de tijolos furados. O órgão não soube informar se a escola arrombada tinha sistema de monitoramento.
Por causa do furto, as aulas foram suspensas ontem. Na unidade, estão matriculados 489 alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Policiais da 33ª DP (Realengo), onde o caso foi registrado, passaram o dia na escola fazendo perícia e recolhendo pistas do bando.
No próximo mês, a secretaria começa instalar equipamentos nas portarias e em todos os corredores de acesso às salas de aulas de 696 escolas, 258 creches e 38 Espaços de Desenvolvimento Infantil. O valor do contrato é de R$ 71, 489 milhões.
Das 1.065 escolas do município, 369 já contam com o sistema, entre elas a Tasso da Silveira, em Realengo, onde em abril o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, matou 12 estudantes.
sábado, 12 de novembro de 2011
CORRUPTOS: Mil policiais são investigados no Rio
Corregedoria quer ouvir o traficante Nem. Atualmente, há 445 procedimentos na CGU
O Dia Online
RIO - Mil policiais civis e militares são alvos de investigação em 445 procedimentos na Corregedoria Geral Unificada (CGU). Essas apurações podem ter novo capítulo quando, semana que vem, agentes da unidade ouvirem o traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, preso na madrugada de quinta-feira.
Nos últimos quatro anos, 896 PMs foram expulsos e 150 policiais civis, demitidos, com a atuação da CGU e corregedorias da Civil e Militar .
Para o corregedor-geral da CGU, Giuseppe Vitagliano, a faxina nas polícias pode representar queda em mais de 50% nos índices de criminalidade, com o fim das milícias, comandando por policiais civis e militares. “A maioria é honesto, mas os maus policiais precisam ser defenestrados”, disse.
Casos de homicídios e corrupção relacionados a policiais não faltam. Onze PMs são acusados de matar a juíza Patrícia Acioli, entre eles um tenente-coronel. Ao ser preso, Nem também disse informalmente que boa parte de seus lucros com a venda de drogas era para pagar agentes corruptos.
“Na Operação Faraó, os policiais que tinham as chaves da cadeia davam para os presos, mas eles também foram parar na cadeia”, lembra. Nove policiais civis, entre eles, o coordenador do Núcleo de Controle de Presos da Polinter, delegado Renato Soares, foram presos em esquema de corrupção com internos.
Corregedoria quer ouvir o traficante Nem. Atualmente, há 445 procedimentos na CGU
O Dia Online
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| Presos sendo transferidos para Bangu. Entre eles, policiais civis e e um militar |
Nos últimos quatro anos, 896 PMs foram expulsos e 150 policiais civis, demitidos, com a atuação da CGU e corregedorias da Civil e Militar .
Para o corregedor-geral da CGU, Giuseppe Vitagliano, a faxina nas polícias pode representar queda em mais de 50% nos índices de criminalidade, com o fim das milícias, comandando por policiais civis e militares. “A maioria é honesto, mas os maus policiais precisam ser defenestrados”, disse.
Casos de homicídios e corrupção relacionados a policiais não faltam. Onze PMs são acusados de matar a juíza Patrícia Acioli, entre eles um tenente-coronel. Ao ser preso, Nem também disse informalmente que boa parte de seus lucros com a venda de drogas era para pagar agentes corruptos.
“Na Operação Faraó, os policiais que tinham as chaves da cadeia davam para os presos, mas eles também foram parar na cadeia”, lembra. Nove policiais civis, entre eles, o coordenador do Núcleo de Controle de Presos da Polinter, delegado Renato Soares, foram presos em esquema de corrupção com internos.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Cabral pede agilidade da Justiça na transferência de Nem para presídio federal
O Dia Online
O Dia Online
RIO – O governador Sérgio Cabral disse, nesta sexta-feira, esperar que a Justiça autorize rapidamente a transferência do traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem, e de outros criminosos que atuavam na Favela da Rocinha e que foram presas nos últimos dias para presídios de segurança máxima federais, localizados fora do Rio de Janeiro.
Cabral disse que a polícia precisa investigar o envolvimento de agentes da lei com a quadrilha que controla a venda de drogas na comunidade. Caso seja comprovada a participação desses policiais, o governador defendeu que eles sejam presos imediatamente e processados.
"Tudo tem que ser investigado. Se for comprovado isso, os responsáveis têm que ser presos imediatamente, e responder a processo disciplinar e processo penal. Um policial envolvido com o ilícito é duplamente marginal", destacou.
O governador também pediu ajuda à Justiça para garantir que agentes corruptos sejam condenados e não consigam voltar à polícia. “Expulsar um oficial corrupto, ou de má conduta, é uma dificuldade. O mesmo [ocorre] com um delegado. A Justiça tem que nos ajudar cada vez mais”, disse.
Cabral disse que a polícia precisa investigar o envolvimento de agentes da lei com a quadrilha que controla a venda de drogas na comunidade. Caso seja comprovada a participação desses policiais, o governador defendeu que eles sejam presos imediatamente e processados.
"Tudo tem que ser investigado. Se for comprovado isso, os responsáveis têm que ser presos imediatamente, e responder a processo disciplinar e processo penal. Um policial envolvido com o ilícito é duplamente marginal", destacou.
O governador também pediu ajuda à Justiça para garantir que agentes corruptos sejam condenados e não consigam voltar à polícia. “Expulsar um oficial corrupto, ou de má conduta, é uma dificuldade. O mesmo [ocorre] com um delegado. A Justiça tem que nos ajudar cada vez mais”, disse.
Imprensa internacional destaca prisão do traficante Nem
O Dia Online
RIO - A prisão do traficante Nem, líder do tráfico na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, na madrugada desta quinta-feira, ganhou destaque na imprensa internacional. O jornal espanhol El Pais destaca a ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que interceptaram o veículo onde estava um dos bandidos mais procurados do Estado. Com a manchete "Detenido Nem, el narcotraficante más codiciado de Río de Janeiro", o periódico descreve o momento da prisão do traficante, encontrado na mala do Corola preto.
O Dia Online
RIO - A prisão do traficante Nem, líder do tráfico na favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, na madrugada desta quinta-feira, ganhou destaque na imprensa internacional. O jornal espanhol El Pais destaca a ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar, que interceptaram o veículo onde estava um dos bandidos mais procurados do Estado. Com a manchete "Detenido Nem, el narcotraficante más codiciado de Río de Janeiro", o periódico descreve o momento da prisão do traficante, encontrado na mala do Corola preto.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
VERGONHA FEDERAL: Orçamento superfaturado, pressa e economia prejudicaram as obras do PAC
Crea vistoria prédios do Alemão e constata até falta de ralos e canos curtos demais
O Dia Online
RIO - Pressa na entrega dos imóveis e economia durante as obras. Essas são as principais causas dos problemas nos prédios do PAC do Alemão, constatadas ontem em vistoria realizada pelo engenheiro Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).
Eulálio visitou os condomínios Nova Geração e Poesi, onde há rachaduras e escada descolada da parede. Os problemas deixam evidentes as falhas na construção. O relatório será encaminhado ao Ministério Público estadual, com destaque para a necessidade de reparo por parte das empreiteiras contratadas. Moradores do condomínio do PAC em Manguinhos sofrem com problemas iguais. Engenheiro do Crea também deve vistoriar o local.
Sem risco de desabamento
Para Eulálio, as rachaduras nas escadas e nos imóveis poderiam ter sido evitadas caso as juntas com as paredes fossem vedadas: “A pressa é inimiga da perfeição. Não há riscos de desabamento, mas há falhas do projeto à construção, que podem ter sido provocadas por economia. Também faltou suporte técnico”.
O conselheiro detectou falta de ralos para escoamento da água de chuva no entorno de alguns prédios, o que provoca lamaçal; calhas curtas demais, que levam a infiltrações; tubos para escoamento de água das varandas mal instalados, o que molha os apartamentos de baixo; erros de acabamento e falta de mangueiras nos hidrômetros.
“Já reclamamos com as empreiteiras, mas até agora não instalaram as mangueiras. Dizem que falta uma peça. Quero ver quando tiver um incêndio”, preocupa-se o síndico do Bloco 22, Sérgio Roberto Ferreira, 32. Os moradores queixam-se por não terem a planta dos imóveis. “Isso é importante para que possam fazer alguma obra em segurança”, enfatizou Eulálio. O consórcio de empreiteiras Rio Melhor (Odebrecht, Delta e OAS) recebeu R$ 721 milhões pela construção dos condomínios e obras de infraestrutura.
Engenheiro: culpa não é de moradores
Para o conselheiro, os problemas analisados nos imóveis, inaugurados há menos de 2 anos,não podem ser atrelados à má utilização pelos moradores, conforme havia informado a Emop. “São falhas construtivas e em nada podemos culpar as moradores”, concluiu Eulálio, destacando a necessidade de monitoramento constante das fissuras.
Crea vistoria prédios do Alemão e constata até falta de ralos e canos curtos demais
O Dia Online
RIO - Pressa na entrega dos imóveis e economia durante as obras. Essas são as principais causas dos problemas nos prédios do PAC do Alemão, constatadas ontem em vistoria realizada pelo engenheiro Antônio Eulálio, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).
Eulálio visitou os condomínios Nova Geração e Poesi, onde há rachaduras e escada descolada da parede. Os problemas deixam evidentes as falhas na construção. O relatório será encaminhado ao Ministério Público estadual, com destaque para a necessidade de reparo por parte das empreiteiras contratadas. Moradores do condomínio do PAC em Manguinhos sofrem com problemas iguais. Engenheiro do Crea também deve vistoriar o local.
Sem risco de desabamento
Para Eulálio, as rachaduras nas escadas e nos imóveis poderiam ter sido evitadas caso as juntas com as paredes fossem vedadas: “A pressa é inimiga da perfeição. Não há riscos de desabamento, mas há falhas do projeto à construção, que podem ter sido provocadas por economia. Também faltou suporte técnico”.
O conselheiro detectou falta de ralos para escoamento da água de chuva no entorno de alguns prédios, o que provoca lamaçal; calhas curtas demais, que levam a infiltrações; tubos para escoamento de água das varandas mal instalados, o que molha os apartamentos de baixo; erros de acabamento e falta de mangueiras nos hidrômetros.
“Já reclamamos com as empreiteiras, mas até agora não instalaram as mangueiras. Dizem que falta uma peça. Quero ver quando tiver um incêndio”, preocupa-se o síndico do Bloco 22, Sérgio Roberto Ferreira, 32. Os moradores queixam-se por não terem a planta dos imóveis. “Isso é importante para que possam fazer alguma obra em segurança”, enfatizou Eulálio. O consórcio de empreiteiras Rio Melhor (Odebrecht, Delta e OAS) recebeu R$ 721 milhões pela construção dos condomínios e obras de infraestrutura.
Engenheiro: culpa não é de moradores
Para o conselheiro, os problemas analisados nos imóveis, inaugurados há menos de 2 anos,não podem ser atrelados à má utilização pelos moradores, conforme havia informado a Emop. “São falhas construtivas e em nada podemos culpar as moradores”, concluiu Eulálio, destacando a necessidade de monitoramento constante das fissuras.
BANDIDO: Delegado é preso em operação contra corrupção na Polinter
O Dia Online
Quatro homens com mandados de prisão já estavam detidos. Nove mandados de prisão são para policiais, sendo sete inspetores, um oficial de cartório e um delegado, já preso.
Agentes foram até a casa que seria do inspetor civil Antônio Carlos Ferreira, na Estrada Caneca Fina, em Guapimirim, na Baixada Fluminense, cumprir mandado de prisão e busca e apreensão. Contudo, ao chegar no local, policiais foram informados que o acusado não mora na residência. Nos fundos da casa foram encontrados móveis e calçados, que pertecem ao atual dono da casa, um comerciante da região.
O Dia Online
RIO - Um delegado foi preso nesta terça-feira durante operação da Corregedoria Geral Unificada (CGU) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) nos municípios do Rio, Teresópolis, Friburgo, São Gonçalo, além da Baixada Fluminense. Batizada de "Faraó", a ação visa cumprir 16 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão.
Dez pessoas já foram presas. De acordo com as investigações, a quadrilha exigia propina para realizar transferências ou permanência dos presos nas carceragens. Dessa maneira, o bando direcionava para onde os presos seriam enviados. O grupo também é acusado de extorquir dinheiro de parentes e de presos para garantir mordomias nas carceragens.
As investigações duraram quase três meses e começaram na Polinter de Nova Friburgo, na Região Serrana. Segundo o delegado Marcelo Fernandes Rodrigues, da Corregedoria da Polícia Civil, familiares de presos e detentos pagavam R$ 2 mil por 15 dias de permanência nos presídios da Polinter
Além do delegado, identificado como Renato Soares Vieira, coordenador do Núcleo de Controle de Presos da Polinter (Nucop), outras seis pessoas já foram detidas. Segundo a polícia, Renato seria o responsável pelo esquema.
Dez pessoas já foram presas. De acordo com as investigações, a quadrilha exigia propina para realizar transferências ou permanência dos presos nas carceragens. Dessa maneira, o bando direcionava para onde os presos seriam enviados. O grupo também é acusado de extorquir dinheiro de parentes e de presos para garantir mordomias nas carceragens.
As investigações duraram quase três meses e começaram na Polinter de Nova Friburgo, na Região Serrana. Segundo o delegado Marcelo Fernandes Rodrigues, da Corregedoria da Polícia Civil, familiares de presos e detentos pagavam R$ 2 mil por 15 dias de permanência nos presídios da Polinter
Além do delegado, identificado como Renato Soares Vieira, coordenador do Núcleo de Controle de Presos da Polinter (Nucop), outras seis pessoas já foram detidas. Segundo a polícia, Renato seria o responsável pelo esquema.
Quatro homens com mandados de prisão já estavam detidos. Nove mandados de prisão são para policiais, sendo sete inspetores, um oficial de cartório e um delegado, já preso.
Agentes foram até a casa que seria do inspetor civil Antônio Carlos Ferreira, na Estrada Caneca Fina, em Guapimirim, na Baixada Fluminense, cumprir mandado de prisão e busca e apreensão. Contudo, ao chegar no local, policiais foram informados que o acusado não mora na residência. Nos fundos da casa foram encontrados móveis e calçados, que pertecem ao atual dono da casa, um comerciante da região.
Leia também:
Esquema na Polinter permitia que presos saíssem da cadeia para cometer crimessegunda-feira, 7 de novembro de 2011
RIO COM MEDO: Guerra do tráfico na Zona Oeste reduz aulas, prejudica ensino e apavora estudantes
O Dia Online
O Dia Online
RIO - Quando crescer, X., de 11 anos, quer ser astronauta. Mas está sem aulas de ciências — matéria básica para a profissão — desde 19 de setembro. O motivo é que a Escola Municipal Ayrton Senna da Silva, na Estrada do Taquaral, em Bangu, onda cursa o 5º ano, está em uma área que há oito meses sofre com a guerra entre duas facções criminosas: a Favela da Coreia. “Toda semana tem tiroteio. Faltam professores, a escola para. É um pesadelo”, se desespera a mãe, a dona de casa Z., 42.
Uma professora municipal diz que alunos já sabem como agir quando há tiroteio. “Eles saem da sala de forma ordeira e deitam no chão do corredor”, conta.
Uma diretora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), que prefere não se identificar, afirma que até profissionais da entidade têm medo ir às escolas naquela região.
São várias unidades que sofrem com o mesmo problema. Um aluno de 32 anos do supletivo da Escola Municipal Marechal Alcides Etchegoyen, na Vila Kennedy, afirma que há seis meses suas aulas são reduzidas em uma hora por dia, devido à violência.
“O horário é das 18h às 21h30, mas são encerradas às 20h30. Quem é louco de ficar na rua depois das 21h?”.
Embora as secretarias estadual e municipal de Educação não esclareçam a quantidade de dias sem aula — o Município alega que é por questões de segurança — ou o quanto isso afeta o conteúdo do ensino, alunos se sentem prejudicados. Uma estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Jorge Zarur diz que não se sente preparada para o vestibular. “Não me inscrevi no Enem. Como vou entrar para a universidade, se não tenho aulas direito?”.
Escola invadida por bandidos
Na sexta-feira passada, a Escola Estadual Professor Daltro Santos foi invadida por bandidos em fuga durante as aulas e foi cercada pela polícia. Houve pânico entre alunos, professores e funcionários. Aulas foram suspensas e um bandido foi encontrado no banheiro da unidade. A disputa por território na região é entre as facções Terceiro Comando Puro e Comando Vermelho. “É importante que a população denuncie”, disse o coronel Rogério Leitão. Denúncias podem ser feitas através do telefone 3331-0202, do 2º CPA.
Uma professora municipal diz que alunos já sabem como agir quando há tiroteio. “Eles saem da sala de forma ordeira e deitam no chão do corredor”, conta.
Uma diretora do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), que prefere não se identificar, afirma que até profissionais da entidade têm medo ir às escolas naquela região.
São várias unidades que sofrem com o mesmo problema. Um aluno de 32 anos do supletivo da Escola Municipal Marechal Alcides Etchegoyen, na Vila Kennedy, afirma que há seis meses suas aulas são reduzidas em uma hora por dia, devido à violência.
“O horário é das 18h às 21h30, mas são encerradas às 20h30. Quem é louco de ficar na rua depois das 21h?”.
Embora as secretarias estadual e municipal de Educação não esclareçam a quantidade de dias sem aula — o Município alega que é por questões de segurança — ou o quanto isso afeta o conteúdo do ensino, alunos se sentem prejudicados. Uma estudante do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Jorge Zarur diz que não se sente preparada para o vestibular. “Não me inscrevi no Enem. Como vou entrar para a universidade, se não tenho aulas direito?”.
Escola invadida por bandidos
Na sexta-feira passada, a Escola Estadual Professor Daltro Santos foi invadida por bandidos em fuga durante as aulas e foi cercada pela polícia. Houve pânico entre alunos, professores e funcionários. Aulas foram suspensas e um bandido foi encontrado no banheiro da unidade. A disputa por território na região é entre as facções Terceiro Comando Puro e Comando Vermelho. “É importante que a população denuncie”, disse o coronel Rogério Leitão. Denúncias podem ser feitas através do telefone 3331-0202, do 2º CPA.
sábado, 5 de novembro de 2011
RIO "PACIFICADO": UPP do Fallet/Fogueteiro sofre ataque de bandidos
Cerca de 150 policiais vasculham a região em busca dos autores. Uma PM está desaparecida.
O Dia Online
Cerca de 150 policiais vasculham a região em busca dos autores. Uma PM está desaparecida.
O Dia Online
RIO - Bandidos teriam atacado a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Fallet/Fogueteiro, em Santa Teresa, na Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e pelo 5º BPM (Harmonia). A polícia vasculha a área atrás dos autores da ação.
Por volta de 22h um intenso tiroteio assustou os moradores da região. O Comando da Polícia Pacificadora confirmou que a ocorrência se tratava de um ataque a base da UPP.
Cerca de 150 policiais do 4º BPM (São Cristóvão), 5º BPM (Harmonia), Bope e do Batalhão de Choque se dirigiram para o local em busca de criminosos. Até o momento ninguém foi preso. Agentes relataram que os muros de várias residências foram pichados com a inscrição CV, em referência a facção criminosa Comando Vermelho.
Por volta de 22h um intenso tiroteio assustou os moradores da região. O Comando da Polícia Pacificadora confirmou que a ocorrência se tratava de um ataque a base da UPP.
Cerca de 150 policiais do 4º BPM (São Cristóvão), 5º BPM (Harmonia), Bope e do Batalhão de Choque se dirigiram para o local em busca de criminosos. Até o momento ninguém foi preso. Agentes relataram que os muros de várias residências foram pichados com a inscrição CV, em referência a facção criminosa Comando Vermelho.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
CAINDO AOS PEDAÇOS: Quase R$ 1,3 bi gastos em obras do PAC que já dão problemas
Estado diz que viga instalada para aparar escada descolando é para ‘acalmar’ moradores
O Dia Online
RIO - Construtoras responsáveis pela urbanização do PAC de Manguinhos e Complexo do Alemão, que apresenta coleção de problemas estruturais, levaram quase R$ 1,295 bilhão pelas obras. Mas o alto investimento não assegurou moradia livre de defeitos aos condôminos dos conjuntos habitacionais inaugurados há menos de 2 anos: atualmente, alguns moradores convivem com vazamentos e rachaduras por toda parte.
Nesta quinta-feira, técnicos da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop) vistoriaram os condomínios Nova Geração e Poesi, no Alemão, erguidos pelo consórcio Rio Melhor (Odebrecht, OAS e Delta), e o João Nogueira, em Manguinhos, construído pelo consórcio Manguinhos (Andrade Gutierrez, EIT e Camter Construções). Agentes fotografaram os problemas, mas não deram prazo para os reparos. Limitaram-se a dizer que “voltarão a fazer contato”.
No Nova Geração, falta água há 2 meses. A Cedae esteve lá ontem e não identificou a origem do problema. A empresa crê que vazamento encoberto pode ter deixado as torneiras secas. Mesmo sem saber o motivo da falta d’água, a Cedae garantiu que iria saná-la.
Operadores do Rio Melhor colocaram vigas de sustentação e cola de silicone na escada de concreto do bloco 6, que, segundo os condôminos, balança. A Emop alega que a escada está em boas condições e que a viga foi posta para acalmar moradores. Indignada com vazamento no banheiro, Maria Dionizia, 57, moradora do Poesi, abriu novo ralo para escoar a água empoçada: “Gastei meu dinheiro para consertar o erro deles”.
Consórcios reconhecem necessidade de reparos
Em nota, o consórcio de construtoras Rio Melhor, que levou R$ 721 milhões pelas obras de dois conjuntos habitacionais no Alemão, além do teleférico e de espaços comunitários, admite a necessidade dos reparos e informa que a estrutura dos prédios não oferece riscos.
Já em Manguinhos, o consórcio de mesmo nome afirma que os engenheiros realizam visitas frequentes ao conjunto, e os reparos para as rachaduras são providenciadas rapidamente. Os dois consórcios, no entanto, nada responderam sobre a razão de tantos problemas em obras inauguradas há menos de 2 anos.
O Ministério das Cidades argumenta que apenas faz o repasse dos recursos e não é responsável pelas obras. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro disponibiliza o número 129 para atender moradores que se sintam prejudicados.
Estado diz que viga instalada para aparar escada descolando é para ‘acalmar’ moradores
O Dia Online
RIO - Construtoras responsáveis pela urbanização do PAC de Manguinhos e Complexo do Alemão, que apresenta coleção de problemas estruturais, levaram quase R$ 1,295 bilhão pelas obras. Mas o alto investimento não assegurou moradia livre de defeitos aos condôminos dos conjuntos habitacionais inaugurados há menos de 2 anos: atualmente, alguns moradores convivem com vazamentos e rachaduras por toda parte.
| Escada descolada é sustentada por macaco hidráulico |
No Nova Geração, falta água há 2 meses. A Cedae esteve lá ontem e não identificou a origem do problema. A empresa crê que vazamento encoberto pode ter deixado as torneiras secas. Mesmo sem saber o motivo da falta d’água, a Cedae garantiu que iria saná-la.
Consórcios reconhecem necessidade de reparos
Em nota, o consórcio de construtoras Rio Melhor, que levou R$ 721 milhões pelas obras de dois conjuntos habitacionais no Alemão, além do teleférico e de espaços comunitários, admite a necessidade dos reparos e informa que a estrutura dos prédios não oferece riscos.
Já em Manguinhos, o consórcio de mesmo nome afirma que os engenheiros realizam visitas frequentes ao conjunto, e os reparos para as rachaduras são providenciadas rapidamente. Os dois consórcios, no entanto, nada responderam sobre a razão de tantos problemas em obras inauguradas há menos de 2 anos.
O Ministério das Cidades argumenta que apenas faz o repasse dos recursos e não é responsável pelas obras. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro disponibiliza o número 129 para atender moradores que se sintam prejudicados.
Policial civil teria tentado atrapalhar a PF na Maré
Informação consta em documento que será enviado à Corregedoria da instituição
O Dia Online
RIO - A Polícia Federal enviará nesta sexta-feira à Corregedoria da Polícia Civil relatório com informações sobre um inspetor desta instituição, morador do Parque União, no Complexo da Maré, que teria oferecido resistência às operações da PF que culminaram na morte do traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, terça-feira.
O inspetor — lotado na 18ª DP (Praça da Bandeira) — é primo de Gracielle Cândido dos Santos, namorada do traficante, e, segundo a PF, estava a poucos metros de onde o bandido se escondia.
Em abril, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF havia enviado informações à Civil sobre o mesmo inspetor. Segundo documento interno datado de 27 de abril, ele teria tentado impedir o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de traficantes, em 9 de abril.
Na terça, a PF, com auxílio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi à casa e à lanchonete de Maria da Soledad dos Santos, que era sogra de Marcelinho e tia do inspetor. Foi na porta desta lanchonete, chamada Sula Lanches e localizada na Rua Larga 43, que Marcelinho foi atingido por dois tiros e morto.
Em abril, na véspera da primeira operação na Sula Lanches, a PF havia prendido o traficante conhecido como Vágner Negão, comparsa de Marcelinho, que agia em Duque de Caxias, na Baixada.
Mãe diz que filho era ‘homem bom’
Pelo menos 12 policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) acompanharam o enterro do corpo de Marcelinho Niterói, nesta quinta-feira, no cemitério Nossa Senhora das Graças, em Duque de Caxias, que contou com cerca de 100 pessoas.
Muito emocionada, a mãe de Marcelinho comentou com familiares que seu filho era ‘um homem bom’.“Até os policiais gostavam dele”, disse.
Refúgio em bares da favela
Nos cinco meses em que investigou Marcelinho Niterói, o bandido não saiu do Complexo da Maré. Nos últimos 15 dias, com a presença do Bope no Complexo da Maré, Marcelinho passava o dia e a noite em dois bares na rua Larga, o Bar do Experimento e o Bar do Gil. Suas companhias, além da mulher Gracielle, eram o traficante Jorge Luiz Moura, o Alvarenga, e o traficante Eduardo Herculano da Silva, o Avião.
Informação consta em documento que será enviado à Corregedoria da instituição
O Dia Online
RIO - A Polícia Federal enviará nesta sexta-feira à Corregedoria da Polícia Civil relatório com informações sobre um inspetor desta instituição, morador do Parque União, no Complexo da Maré, que teria oferecido resistência às operações da PF que culminaram na morte do traficante Marcelo da Silva Leandro, o Marcelinho Niterói, terça-feira.
O inspetor — lotado na 18ª DP (Praça da Bandeira) — é primo de Gracielle Cândido dos Santos, namorada do traficante, e, segundo a PF, estava a poucos metros de onde o bandido se escondia.
Em abril, a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF havia enviado informações à Civil sobre o mesmo inspetor. Segundo documento interno datado de 27 de abril, ele teria tentado impedir o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de traficantes, em 9 de abril.
Na terça, a PF, com auxílio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), foi à casa e à lanchonete de Maria da Soledad dos Santos, que era sogra de Marcelinho e tia do inspetor. Foi na porta desta lanchonete, chamada Sula Lanches e localizada na Rua Larga 43, que Marcelinho foi atingido por dois tiros e morto.
Em abril, na véspera da primeira operação na Sula Lanches, a PF havia prendido o traficante conhecido como Vágner Negão, comparsa de Marcelinho, que agia em Duque de Caxias, na Baixada.
Pelo menos 12 policiais do 15º BPM (Duque de Caxias) acompanharam o enterro do corpo de Marcelinho Niterói, nesta quinta-feira, no cemitério Nossa Senhora das Graças, em Duque de Caxias, que contou com cerca de 100 pessoas.
Muito emocionada, a mãe de Marcelinho comentou com familiares que seu filho era ‘um homem bom’.“Até os policiais gostavam dele”, disse.
Refúgio em bares da favela
Nos cinco meses em que investigou Marcelinho Niterói, o bandido não saiu do Complexo da Maré. Nos últimos 15 dias, com a presença do Bope no Complexo da Maré, Marcelinho passava o dia e a noite em dois bares na rua Larga, o Bar do Experimento e o Bar do Gil. Suas companhias, além da mulher Gracielle, eram o traficante Jorge Luiz Moura, o Alvarenga, e o traficante Eduardo Herculano da Silva, o Avião.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
BURRICE: Batalhão da Tijuca será o primeiro quartel a ser demolido
O Dia Online
RIO - O prédio onde está sediado o 6º Batalhão de Polícia Militar, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Zona Norte, vai ser demolido. A unidade se tornará a primeira a ser remodelada para atender ao projeto cujo objetivo é acabar com o aquartelamento da tropa, diminuir a, no máximo, 20% o efetivo dedicado a serviços internos e instalar batalhões em sedes menores e mais modernas.
O anúncio foi feito pelo governador Sérgio Cabral Filho na semana passada. Também está prevista a construção de área de lazer e esportes na unidade, que ficará aberta ao público. A exemplo das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), os novos postos serão construídos em módulos de alvenaria com estrutura metálica de até dois andares e 300 metros quadrados, e serão comandados por um capitão.
Áreas vendidas
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) iniciou um levantamento das áreas, para avaliar quais serão reaproveitadas e quais serão vendidas. O projeto para substituir batalhões por prédios menores e modernos foi apresentado à Casa Civil pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, no início do ano.
“O PM não deve ficar aquartelado, e sim na rua. Vamos nos desfazer desses terrenos e construir prédios modernos, ecológicos e dinâmicos com estrutura de empresa”, disse Beltrame na ocasião.
Capela vai separar prédios do QG
Num quarteirão que vai dos Arcos da Lapa a Cinelândia, o QG será reduzido a dois prédios separados pela capela. O templo é tombado pelo Patrimônio Histórico e será preservado.
Herança do Exército, a maioria dos 40 batalhões da Polícia Militar no Rio ocupa, em média, mais de um quarteirão. Alguns possuem até piscina e campo de futebol.
Projeto orçado em R$ 1 bilhão
O projeto é um dos quatro pilares que sustentam as 37 ações criadas pela Polícia Militar para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Os trabalhos estão orçados em aproximadamente R$ 1 bilhão.
A demolição do 6º BPM ainda não tem data definida para ser realizada. O prédio está em mau estado e é localizado em uma área considerada estratégica — englobando o Maracanã e várias Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
O Dia Online
RIO - O prédio onde está sediado o 6º Batalhão de Polícia Militar, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Zona Norte, vai ser demolido. A unidade se tornará a primeira a ser remodelada para atender ao projeto cujo objetivo é acabar com o aquartelamento da tropa, diminuir a, no máximo, 20% o efetivo dedicado a serviços internos e instalar batalhões em sedes menores e mais modernas.
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| Em mau estado, prédio do 6º BPM será demolido |
Áreas vendidas
A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) iniciou um levantamento das áreas, para avaliar quais serão reaproveitadas e quais serão vendidas. O projeto para substituir batalhões por prédios menores e modernos foi apresentado à Casa Civil pelo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, no início do ano.
“O PM não deve ficar aquartelado, e sim na rua. Vamos nos desfazer desses terrenos e construir prédios modernos, ecológicos e dinâmicos com estrutura de empresa”, disse Beltrame na ocasião.
Capela vai separar prédios do QG
Num quarteirão que vai dos Arcos da Lapa a Cinelândia, o QG será reduzido a dois prédios separados pela capela. O templo é tombado pelo Patrimônio Histórico e será preservado.
Herança do Exército, a maioria dos 40 batalhões da Polícia Militar no Rio ocupa, em média, mais de um quarteirão. Alguns possuem até piscina e campo de futebol.
Projeto orçado em R$ 1 bilhão
O projeto é um dos quatro pilares que sustentam as 37 ações criadas pela Polícia Militar para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Os trabalhos estão orçados em aproximadamente R$ 1 bilhão.
A demolição do 6º BPM ainda não tem data definida para ser realizada. O prédio está em mau estado e é localizado em uma área considerada estratégica — englobando o Maracanã e várias Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
INSEGURANÇA: Ameaçado de morte por milicianos, deputado Marcelo Freixo deixará o país
Político recebeu sete ameaças de morte apenas no mês de outubro e reclamou da inoperância do poder público
O Dia Online
RIO - Ameaçado de morte por milicianos, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) deixará o Brasil. A convite da Anistia Internacional, o destino do parlamentar será a Europa. Nesta segunda-feira, Freixo falou no Twitter sobre sua saída do país. De acordo com ele, os "milicianos não venceram".
"Agradeço toda solidariedade, não vou recuar. Voltarei ainda esse mês, preciso preservar um pouco minha família e ajustar minha segurança. Eles (milicianos) não venceram e nem vão vencer", disse o deputado, que recebeu mensagens de apoio na rede social e embarca para o exterior nesta terça.
O político recebeu sete ameaças de morte apenas no mês de outubro e reclamou da inoperância do poder público que, segundo ele, não se manifestou a respeito das denúncias.
"Recebi sete ameaças concretas e detalhadas em outubro, mas nenhuma delas veio acompanhada de algum retorno ou medida do poder público. Isso assusta mais que as próprias ameaças", revelou, citando a denúncia de que o miliciano Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, que fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro, receberia R$ 400 mil do criminoso Toni Ângelo para matá-lo.
"Os dois estão foragidos. Quando serão presos? Eles estao em Campo Grande cometendo crimes e ameaçando autoridades", afirmou o parlamentar, que completou. "Se eles mataram uma juíza, torturaram jornalistas e ameaçam um deputado o que eles não estão fazendo com moradores que nao podem pagar alguma taxa. Isso é muito sério e o Estado precisa agir".
O deputado falou sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares, em agosto, para justificar a decisão de sair do país. "Patricia Acioli recebeu várias ameaças e nada foi feito. O poder público é reativo e inoperante", afirmou.
Organizações criminosas estariam arquitetando um plano para matar o parlamentar, que presidiu a CPI das Milícias, em 2008. A comissão indiciou 225 pessoas entre policiais civis e militares, bombeiros e políticos.
"Esse problema de subir em favelas não é só meu. Mas é um desafio. Já passei por isso na última campanha e tive que deixar de visitar comunidades dominadas por milicianos. Mas agora será diferente. Terei que ter um planejamento, mas vou enfrentar e fazer o que tem que ser feito. Temos que assumir essa fragilidade e enfrentá-la", disse Freixo, no início do mês, a respeito das ameaças de morte.
Na ocasião, também através do Twitter, o deputado agradeceu o apoio dos internautas. "Agradeço todas as manifestações de apoio e carinho, as ameaças são resultado do meu trabalho. Não vou recuar".
Político recebeu sete ameaças de morte apenas no mês de outubro e reclamou da inoperância do poder público
O Dia Online
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| Marcelo Freixo recebeu diversas ameaças de morte |
"Agradeço toda solidariedade, não vou recuar. Voltarei ainda esse mês, preciso preservar um pouco minha família e ajustar minha segurança. Eles (milicianos) não venceram e nem vão vencer", disse o deputado, que recebeu mensagens de apoio na rede social e embarca para o exterior nesta terça.
O político recebeu sete ameaças de morte apenas no mês de outubro e reclamou da inoperância do poder público que, segundo ele, não se manifestou a respeito das denúncias.
"Recebi sete ameaças concretas e detalhadas em outubro, mas nenhuma delas veio acompanhada de algum retorno ou medida do poder público. Isso assusta mais que as próprias ameaças", revelou, citando a denúncia de que o miliciano Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, que fugiu do Batalhão Especial Prisional (BEP), em setembro, receberia R$ 400 mil do criminoso Toni Ângelo para matá-lo.
"Os dois estão foragidos. Quando serão presos? Eles estao em Campo Grande cometendo crimes e ameaçando autoridades", afirmou o parlamentar, que completou. "Se eles mataram uma juíza, torturaram jornalistas e ameaçam um deputado o que eles não estão fazendo com moradores que nao podem pagar alguma taxa. Isso é muito sério e o Estado precisa agir".
O deputado falou sobre o assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta por policiais militares, em agosto, para justificar a decisão de sair do país. "Patricia Acioli recebeu várias ameaças e nada foi feito. O poder público é reativo e inoperante", afirmou.
Organizações criminosas estariam arquitetando um plano para matar o parlamentar, que presidiu a CPI das Milícias, em 2008. A comissão indiciou 225 pessoas entre policiais civis e militares, bombeiros e políticos.
"Esse problema de subir em favelas não é só meu. Mas é um desafio. Já passei por isso na última campanha e tive que deixar de visitar comunidades dominadas por milicianos. Mas agora será diferente. Terei que ter um planejamento, mas vou enfrentar e fazer o que tem que ser feito. Temos que assumir essa fragilidade e enfrentá-la", disse Freixo, no início do mês, a respeito das ameaças de morte.
Na ocasião, também através do Twitter, o deputado agradeceu o apoio dos internautas. "Agradeço todas as manifestações de apoio e carinho, as ameaças são resultado do meu trabalho. Não vou recuar".
"PACIFICAÇÃO": Polícia Civil para de atirar por falta de segurança
Instituição alterou uso do Centro de Instruções Práticas, no Caju, porque área não é segura. Agentes reclamam da falta de informações e de lugar para ajustar armas de precisão
O Dia Online
RIO - Um mês após ônibus da Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol) ser atacado quando seguia para o Centro de Instrução Prática (CIP) da Polícia Civil, no Caju, a instituição mandou transferir os policiais lotados na unidade da Zona Portuária. Um dos problemas é a falta de segurança.
A área que era utilizada para a prática de tiros e testes de armas e coletes à prova de balas, além de simulações e exercícios práticos, está fechada. Com isso, os portões estão trancados, há apenas um vigia, o mato toma conta do espaço e os agentes estão impedidos de treinar uma das funções mais básicas da profissão: fazer disparos.
A assessoria de comunicação da Polícia Civil alegou que trata-se de ‘ reorganização no CIP e que uma das mudanças foi a transferência do plantão, que era feito no local, semestrutura e segurança a policiais’. Segundo o órgão, os interessados podem ir à Acadepol a fim de agendar dia para treino.Agentes de delegacias especializadas, os que mais frequentam o estande de tiro do CIP, afirmam que não houve comunicação sobre mudanças e reclamam que estão sem treinamento. “Se não ajustarmos a pontaria do armamento, o tiro vai sair impreciso, principalmente armas de grosso calibre, como fuzis. Para cada distância tem ajuste específico”, declarou um policial, explicando como é feito o procedimento. O agente atira num alvo duas vezes no mesmo alvo para regular a mira.
A diretoria da Acadepol, órgão da Polícia Civil responsável pela administração do local, informou que a agenda foi estabelecida para ordenar treinamento das equipes que usam as instalações.
‘Burocracia para agendar treinamento’
Diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio, Francisco Chao criticou a localização do Centro de Instrução Prática e a burocracia para agendar treinamento: “O delegado tem que pedir por ofício”. O Centro de Instrução Prática é rodeado pelas favelas do Complexo do Caju.
No dia 5 de setembro, um veículo da Acadepol que seguia para lá com alunos e professores foi atacado por bandidos. Um policial civil foi baleado. Uma menina de 6 anos e um aposentado foram atingidos por balas perdidas. A menina morreu.
Instituição alterou uso do Centro de Instruções Práticas, no Caju, porque área não é segura. Agentes reclamam da falta de informações e de lugar para ajustar armas de precisão
O Dia Online
A área que era utilizada para a prática de tiros e testes de armas e coletes à prova de balas, além de simulações e exercícios práticos, está fechada. Com isso, os portões estão trancados, há apenas um vigia, o mato toma conta do espaço e os agentes estão impedidos de treinar uma das funções mais básicas da profissão: fazer disparos.
A assessoria de comunicação da Polícia Civil alegou que trata-se de ‘ reorganização no CIP e que uma das mudanças foi a transferência do plantão, que era feito no local, semestrutura e segurança a policiais’. Segundo o órgão, os interessados podem ir à Acadepol a fim de agendar dia para treino.Agentes de delegacias especializadas, os que mais frequentam o estande de tiro do CIP, afirmam que não houve comunicação sobre mudanças e reclamam que estão sem treinamento. “Se não ajustarmos a pontaria do armamento, o tiro vai sair impreciso, principalmente armas de grosso calibre, como fuzis. Para cada distância tem ajuste específico”, declarou um policial, explicando como é feito o procedimento. O agente atira num alvo duas vezes no mesmo alvo para regular a mira.
A diretoria da Acadepol, órgão da Polícia Civil responsável pela administração do local, informou que a agenda foi estabelecida para ordenar treinamento das equipes que usam as instalações.
‘Burocracia para agendar treinamento’
Diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio, Francisco Chao criticou a localização do Centro de Instrução Prática e a burocracia para agendar treinamento: “O delegado tem que pedir por ofício”. O Centro de Instrução Prática é rodeado pelas favelas do Complexo do Caju.
No dia 5 de setembro, um veículo da Acadepol que seguia para lá com alunos e professores foi atacado por bandidos. Um policial civil foi baleado. Uma menina de 6 anos e um aposentado foram atingidos por balas perdidas. A menina morreu.
sábado, 29 de outubro de 2011
VERGONHA: Maracanã será privatizado até fevereiro de 2013
Eike Batista é um dos interessados. Para o secretário da Casa Civil seria uma 'temeridade' deixar a gestão com o estado
O Dia Online
RIO - O governo do Rio espera entregar o novo Maracanã para o futuro concessionário privado já em fevereiro de 2013, na inauguração das obras para a Copa do Mundo de 2014. Um dos interessados no negócio é o bilionário Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo, conforme antecipou nesta quinta-feira os jornais O DIA e ‘Brasil Econômico’.
O secretário estadual da Casa Civil, Régis Fichtner, admite que, apesar de desonerar o orçamento estadual, a concessão — ou outorga — do estádio não reembolsará os R$ 860 milhões investidos pelo governo nas obras iniciadas em 2010. Para cumprir o cronograma de privatização, o secretário confirma a intenção de licitar o complexo esportivo já no próximo ano.
“Esse investimento (na remodelagem do estádio) não se paga”, admitiu Fichtner, em entrevista ao ‘Brasil Econômico’, quando lembrou do custo da gestão do Maracanã. “Mas trará benefícios para o estado, com a desoneração do orçamento, e para toda a população, que terá à sua disposição um estádio com o que há de mais moderno”.
Interessados
Fichtner admitiu já ter sido procurado por grandes grupos, nacionais e estrangeiros, interessados no negócio. “Quero, sim, participar da privatização do Maracanã”, enfatizou o bilionário brasileiro, que concorrerá através da IMX, sua empresa em sociedade com a americana IMG Worldwide, especializada na gestão de arenas esportivas.
Mais moderno que Wembley
A ideia do governo, de acordo com Fichtner, é fazer do Maracanã o mais moderno estádio do mundo, com padrão superior até mesmo a Wembley, em Londres, um dos mais tradicionais da Europa.
Até por isso, justificou, a intenção é transferi-lo para os novos gestores o mais rapidamente possível. Para o secretário, “seria uma temeridade” manter a gestão do novo equipamento esportivo com o estado. Altamente tecnológico, o novo Maracanã demandará gestão especializada.
Seja qual for o modelo adotado na privatização, o estado receberá por isso. O pagamento poderá ser de um vez só ou parcelado.
Eike Batista é um dos interessados. Para o secretário da Casa Civil seria uma 'temeridade' deixar a gestão com o estado
O Dia Online
RIO - O governo do Rio espera entregar o novo Maracanã para o futuro concessionário privado já em fevereiro de 2013, na inauguração das obras para a Copa do Mundo de 2014. Um dos interessados no negócio é o bilionário Eike Batista, oitavo homem mais rico do mundo, conforme antecipou nesta quinta-feira os jornais O DIA e ‘Brasil Econômico’.
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| O Maracanã ficará bem diferente: toda a marquise já foi arrancada |
“Esse investimento (na remodelagem do estádio) não se paga”, admitiu Fichtner, em entrevista ao ‘Brasil Econômico’, quando lembrou do custo da gestão do Maracanã. “Mas trará benefícios para o estado, com a desoneração do orçamento, e para toda a população, que terá à sua disposição um estádio com o que há de mais moderno”.
Interessados
Fichtner admitiu já ter sido procurado por grandes grupos, nacionais e estrangeiros, interessados no negócio. “Quero, sim, participar da privatização do Maracanã”, enfatizou o bilionário brasileiro, que concorrerá através da IMX, sua empresa em sociedade com a americana IMG Worldwide, especializada na gestão de arenas esportivas.
Mais moderno que Wembley
A ideia do governo, de acordo com Fichtner, é fazer do Maracanã o mais moderno estádio do mundo, com padrão superior até mesmo a Wembley, em Londres, um dos mais tradicionais da Europa.
Até por isso, justificou, a intenção é transferi-lo para os novos gestores o mais rapidamente possível. Para o secretário, “seria uma temeridade” manter a gestão do novo equipamento esportivo com o estado. Altamente tecnológico, o novo Maracanã demandará gestão especializada.
Seja qual for o modelo adotado na privatização, o estado receberá por isso. O pagamento poderá ser de um vez só ou parcelado.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
SAÚDE ABANDONADA: Falta de equipamento faz criança ter perda auditiva
Há um ano, paciente do Hospital de Bonsucesso espera por implante de dispositivo para voltar a ouvir. Menina já está com mau desempenho escolar
O Dia Online
RIO - A pequena Isabella Samara Pinheiro de Souza, 6 anos, vive um drama. Paciente do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), há um ano ela aguarda por cirurgia para colocação de aparelho chamado tubo de ventilação — única forma de recuperar totalmente a audição. O hospital não forneceu o dispositivo quando a menina passou por outra operação.Este é mais um capítulo da crise que acomete o HFB, principalmente a partir de julho. O DIA vem denunciando os problemas desde o início de agosto: há falta rotineira de remédios, insumos e equipamentos, além da superlotação de pacientes. O Ministério da Saúde tem classificado esses problemas como ‘pontuais’.
Segundo Miriam Teixeira, 25, mãe de Isabella, a criança deu entrada na unidade em setembro de 2010, para tratamento de adenoide aguda — massa de tecido localizada na parte posterior das fossas nasais. Em casos como o de Isabella, a adenoide acentuada pode gerar problemas respiratórios e auditivos, sendo necessária colocação do tubo de ventilação para liberar a audição.
A criança foi encaminhada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, em outubro de 2010, para retirar amígdalas e a adenoide — operação de porte simples, que não era realizada no HFB. Porém, a unidade federal deveria ter fornecido o tubo de ventilação ao Miguel Couto, na ocasião, o que não foi feito. A adenoide, com o tempo, voltou a crescer.
“Nos últimos três meses, a audição piorou muito. Está indo mal na escola e com transtornos de comportamento. O pior é que no HFB me informaram que não há previsão para resolver nada”, conta a mãe.
Paciente com trombose sem internação
Com diagnóstico de trombose, o torneiro mecânico Reinaldo Almeida, 55 anos, não conseguiu internação no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, terça-feira. Ele procurou a unidade após orientado por um médico particular a se internar.
Em Saracuruna, ele foi dispensado com receita médica na qual havia remédios com custo em torno de R$ 150 por dia. Para o angiologista Ivanésio Merlo, o procedimento não foi o mais adequado: “O mais prudente seria que fosse medicado com anticoagulantes internado devido à gravidade e ao alto custo do medicamento”. A Secretaria estadual de Saúde afirma que ele foi avaliado e orientado a continuar tratamento no ambulatório.
Cirurgia finalmente marcada
Questionado por O DIA, o HFB informou ontem à tarde, em nota, que Isabella “já estava com a cirurgia ambulatorial para colocação do tubo de ventilação agendada para 4 de novembro”. De manhã, porém, Miriam levara a filha ao HFB para consulta com otorrino e não recebeu qualquer informação sobre a data. À noite, O DIA entrou em contato com ela, que continuava sem saber. Na nota, o hospital informou que irá apurar as causas da demora com o serviço de otorrino. E ressalta que a criança tem otite média secretora, que restringe a audição pelo acúmulo de secreções, sem risco de surdez.
Há um ano, paciente do Hospital de Bonsucesso espera por implante de dispositivo para voltar a ouvir. Menina já está com mau desempenho escolar
O Dia Online
RIO - A pequena Isabella Samara Pinheiro de Souza, 6 anos, vive um drama. Paciente do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), há um ano ela aguarda por cirurgia para colocação de aparelho chamado tubo de ventilação — única forma de recuperar totalmente a audição. O hospital não forneceu o dispositivo quando a menina passou por outra operação.Este é mais um capítulo da crise que acomete o HFB, principalmente a partir de julho. O DIA vem denunciando os problemas desde o início de agosto: há falta rotineira de remédios, insumos e equipamentos, além da superlotação de pacientes. O Ministério da Saúde tem classificado esses problemas como ‘pontuais’.
A criança foi encaminhada para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, em outubro de 2010, para retirar amígdalas e a adenoide — operação de porte simples, que não era realizada no HFB. Porém, a unidade federal deveria ter fornecido o tubo de ventilação ao Miguel Couto, na ocasião, o que não foi feito. A adenoide, com o tempo, voltou a crescer.
“Nos últimos três meses, a audição piorou muito. Está indo mal na escola e com transtornos de comportamento. O pior é que no HFB me informaram que não há previsão para resolver nada”, conta a mãe.
Paciente com trombose sem internação
Com diagnóstico de trombose, o torneiro mecânico Reinaldo Almeida, 55 anos, não conseguiu internação no Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, terça-feira. Ele procurou a unidade após orientado por um médico particular a se internar.
Em Saracuruna, ele foi dispensado com receita médica na qual havia remédios com custo em torno de R$ 150 por dia. Para o angiologista Ivanésio Merlo, o procedimento não foi o mais adequado: “O mais prudente seria que fosse medicado com anticoagulantes internado devido à gravidade e ao alto custo do medicamento”. A Secretaria estadual de Saúde afirma que ele foi avaliado e orientado a continuar tratamento no ambulatório.
Cirurgia finalmente marcada
Questionado por O DIA, o HFB informou ontem à tarde, em nota, que Isabella “já estava com a cirurgia ambulatorial para colocação do tubo de ventilação agendada para 4 de novembro”. De manhã, porém, Miriam levara a filha ao HFB para consulta com otorrino e não recebeu qualquer informação sobre a data. À noite, O DIA entrou em contato com ela, que continuava sem saber. Na nota, o hospital informou que irá apurar as causas da demora com o serviço de otorrino. E ressalta que a criança tem otite média secretora, que restringe a audição pelo acúmulo de secreções, sem risco de surdez.
ÓTIMO: Presa quadrilha de agiotas que atuava em 60 escritórios no Rio e em Minas Gerais
O Dia Online
RIO - A quadrilha de agiotas desarticulada pela Polícia Civil atuava com cerca de 60 escritórios. Em coletiva realizada nesta sexta-feira, o delegado-adjunto da 19ª DP (Tijuca), Leonardo Luís Macharet, afirmou que o lucro mensal do grupo, que agia há pelo menos cinco anos, seria superior a R$ 1 milhão por mês.
"Com mais escritórios a arrecadação do bando era ainda maior", afirmou Leonardo, que apontou a quadrilha como a maior do Rio de Janeiro. O grupo agia principalmente no Rio, mas já se expandia para Minas Gerais.
A polícia apresentou R$ 1 milhão encontrado embaixo da cama do homem suspeito de chefiar o bando, Clenilson Gomes, na Barra da Tijuca. O número de R$ 3 milhões seria, segundo a polícia, a arrecadação total na operação. Ele usaria imóveis, estacionamentos e até uma escola no Nordeste para a lavagem de dinheiro.
Os agiotas contavam, inclusive, com uma espécie de ‘sala do pânico’, com paredes e teto revestidos de material especial para abafar o som dos gritos. Nesta quinta-feira, quinze pessoas foram presas, sendo dois policiais militares. Seis ainda estão foragidas. O grupo agia em oito municípios — entre capital, Baixada e região metropolitana — com mais de mil clientes e cobrando taxas de até 48% nos empréstimos.
Além do escritório remeter ao filme ‘Quarto do Pânico’ — no qual família ficou refém de bandidos —, o cinema serviu também de inspiração para o nome da operação, batizada de Shylock por causa do nome do personagem de um agiota no filme ‘O Mercador de Veneza’. Ao todo, foram expedidos 18 mandados de prisão e 12 foram cumpridos. Três pessoas foram presas em flagrante em casas e escritórios do esquema.
A ‘Sala do Medo’ ficava no Centro de Niterói. O imóvel não tinha janela nem muitos móveis, apenas um telefone, onde eram feitas as ameaças, muitas vezes, de morte. “Parecia um estúdio musical. A intenção era de que os vizinhos não escutassem os gritos”, revelou o delegado Marcos André Buss, adjunto da 19ª DP (Tijuca). Não foi detectado caso de homicídio envolvendo o grupo, mas as investigações vão continuar.
Cobradores dos agiotas iam a casas de clientes e levaram eletrodomésticos e bens pessoais como parte da dívida. Um deles fez até música com ameaças.
Mulher pegou R$ 290 e teve que pagar total de R$ 2.304
Foram mais de 8 meses de investigações, iniciadas na 19ª DP (Tijuca), bairro onde foi detectada a ação mais intensa do bando. As vítimas chegavam até os agiotas por panfletos entregues nas ruas. Após análise de crédito, elas recebiam o empréstimo e começava a pagar cada mês com juros mais altos.
“Se a vítima tentava quitar a dívida, os agiotas aumentavam os juros”, revelou o delegado titular da 19ªDP, Nilton Fabiano Lessa. Em um dos casos, uma senhora que pediu R$ 290 de empréstimo teve que pagar durante dois anos R$ 96 por mês, totalizando R$ 2.304.
“Ficamos impressionados com a alta movimentação financeira”, revelou a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha. A quadrilha estava expandindo seus escritórios para Natal, no RioGrande do Norte, e já atuava também em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Os presos irão responder por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e extorsão. Policiais de 31 delegacias, entre especializadas e distritais, e duas equipes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) participam da ação.
Na Rua Baltazar Pessoas, São Gonçalo, Saulo José dos Santos e Glícia de Almeida foram presos em casa duplex com piscina e churrasqueira. Picape blindada e Corolla foram encontrados no local. Dois carros, dois cofres, joias e documentos foram apreendidos.
Trechos de ameaças por telefone
Agiota: “Pegou tem que pagar senão o bonde brota. Seu tempo passou, ‘nós vai’ pedalar sua porta. Nunca confunda idiota com agiota.”
Agiota: “Fica de gracinha, pego seu filho e arrebento! Até sexta você arruma quanto?”
Devedor: “Como é que a gente pode fazer acordo pra pagar o dinheiro?”
O Dia Online
RIO - A quadrilha de agiotas desarticulada pela Polícia Civil atuava com cerca de 60 escritórios. Em coletiva realizada nesta sexta-feira, o delegado-adjunto da 19ª DP (Tijuca), Leonardo Luís Macharet, afirmou que o lucro mensal do grupo, que agia há pelo menos cinco anos, seria superior a R$ 1 milhão por mês.
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| Acusados presos escondem os rostos. Grupo agia em oito municípios em todo o estado |
A polícia apresentou R$ 1 milhão encontrado embaixo da cama do homem suspeito de chefiar o bando, Clenilson Gomes, na Barra da Tijuca. O número de R$ 3 milhões seria, segundo a polícia, a arrecadação total na operação. Ele usaria imóveis, estacionamentos e até uma escola no Nordeste para a lavagem de dinheiro.
Os agiotas contavam, inclusive, com uma espécie de ‘sala do pânico’, com paredes e teto revestidos de material especial para abafar o som dos gritos. Nesta quinta-feira, quinze pessoas foram presas, sendo dois policiais militares. Seis ainda estão foragidas. O grupo agia em oito municípios — entre capital, Baixada e região metropolitana — com mais de mil clientes e cobrando taxas de até 48% nos empréstimos.
Além do escritório remeter ao filme ‘Quarto do Pânico’ — no qual família ficou refém de bandidos —, o cinema serviu também de inspiração para o nome da operação, batizada de Shylock por causa do nome do personagem de um agiota no filme ‘O Mercador de Veneza’. Ao todo, foram expedidos 18 mandados de prisão e 12 foram cumpridos. Três pessoas foram presas em flagrante em casas e escritórios do esquema.
A ‘Sala do Medo’ ficava no Centro de Niterói. O imóvel não tinha janela nem muitos móveis, apenas um telefone, onde eram feitas as ameaças, muitas vezes, de morte. “Parecia um estúdio musical. A intenção era de que os vizinhos não escutassem os gritos”, revelou o delegado Marcos André Buss, adjunto da 19ª DP (Tijuca). Não foi detectado caso de homicídio envolvendo o grupo, mas as investigações vão continuar.
Cobradores dos agiotas iam a casas de clientes e levaram eletrodomésticos e bens pessoais como parte da dívida. Um deles fez até música com ameaças.
Mulher pegou R$ 290 e teve que pagar total de R$ 2.304
Foram mais de 8 meses de investigações, iniciadas na 19ª DP (Tijuca), bairro onde foi detectada a ação mais intensa do bando. As vítimas chegavam até os agiotas por panfletos entregues nas ruas. Após análise de crédito, elas recebiam o empréstimo e começava a pagar cada mês com juros mais altos.
“Se a vítima tentava quitar a dívida, os agiotas aumentavam os juros”, revelou o delegado titular da 19ªDP, Nilton Fabiano Lessa. Em um dos casos, uma senhora que pediu R$ 290 de empréstimo teve que pagar durante dois anos R$ 96 por mês, totalizando R$ 2.304.
“Ficamos impressionados com a alta movimentação financeira”, revelou a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha. A quadrilha estava expandindo seus escritórios para Natal, no RioGrande do Norte, e já atuava também em Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Os presos irão responder por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, crime contra a economia popular e extorsão. Policiais de 31 delegacias, entre especializadas e distritais, e duas equipes da Corregedoria Geral Unificada (CGU) participam da ação.
Na Rua Baltazar Pessoas, São Gonçalo, Saulo José dos Santos e Glícia de Almeida foram presos em casa duplex com piscina e churrasqueira. Picape blindada e Corolla foram encontrados no local. Dois carros, dois cofres, joias e documentos foram apreendidos.
Trechos de ameaças por telefone
Agiota: “Pegou tem que pagar senão o bonde brota. Seu tempo passou, ‘nós vai’ pedalar sua porta. Nunca confunda idiota com agiota.”
Agiota: “Fica de gracinha, pego seu filho e arrebento! Até sexta você arruma quanto?”
Devedor: “Como é que a gente pode fazer acordo pra pagar o dinheiro?”
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
POLICIAIS OU BANDIDOS: Exame de DNA confirma que corpo exumado é do menino Juan
O Dia Online
RIO - A Defensoria Pública confirmou, através de nota, que, após a conclusão de todos os exames complementares, foi confirmada a identificação do cadáver exumado no dia 17 de agosto, no Cemitério de Nova Iguaçu, como sendo do menino Juan Moraes Neves. A informação foi antecipada pelo Informe do Dia na última segunda-feira.
Foram realizados novos exames de tipagem genética por DNA, cadavérico e antropológico, a pedido do defensor público Antonio Carlos Oliveira, que representa o PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro policiais militares presos suspeitos da morte do menor.
A instituição informa ainda que novas perícias feitas foram fundamentais para o esclarecimento de outras questões técnicas diversas sobre a identificação do cadáver. Os novos exames confirmaram graves contradições técnicas periciais e distorções ocorridas durante o inquérito policial, que serão questionadas judicialmente a partir da próxima semana.
Ainda segundo a Defensoria, é possível concluir que não há mais necessidade de permanência do cadáver de Juan Moraes Neves na sede do IML do Rio, podendo ser providenciado o novo sepultamento.
Sequência de falhas no caso que chocou o Rio
Operação
Dia 20 de junho, policiais do 20º BPM (Mesquita) vão à comunidade Danon checar informação sobre traficantes. Na ação, Juan desaparece, um rapaz é morto e dois são baleados, entre eles um irmão do menino.
Auto de resistência
Logo após a ação, PMs registram o caso como auto de resistência na 56ª DP (Comendador Soares). Apresentam armas e drogas e não falam sobre Juan.
Demora
O sumiço do menino só vem à tona no dia seguinte após denúncia da família de que ele fora baleado. Uma série de falhas na investigação da 56ª DP, entre elas a demora em pedir perícia para o local, faz o caso ser transferido, uma semana depois, para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
Afastamento
Afastados da rua cinco dias após a operação, os PMs vão para serviços internos no mesmo batalhão. Só ontem eles foram transferidos para a ‘geladeira’ da corporação.
Perícia
A primeira perícia no local só ocorreu oito dias após o sumiço, dia 28. O chinelo que o menino usava no dia 20 foi encontrado. Só então começaram as buscas pelo corpo.
Testemunha
W., baleado no confronto, foi apontado como traficante e ficou cinco dias algemado no hospital. A família comprovou que o rapaz trabalha e ele é incluído no Programa deProteção à Testemunha só duas semanas após o confronto.
Ossada
Dez dias após o sumiço, dia 30, foi achada a ossada que a perita atestou ser de uma menina. As buscas a Juan continuaram por 4 dias. Muito tempo depois, após dois exames de DNA, a Polícia Civil admitiu o erro.
O Dia Online
RIO - A Defensoria Pública confirmou, através de nota, que, após a conclusão de todos os exames complementares, foi confirmada a identificação do cadáver exumado no dia 17 de agosto, no Cemitério de Nova Iguaçu, como sendo do menino Juan Moraes Neves. A informação foi antecipada pelo Informe do Dia na última segunda-feira.
Foram realizados novos exames de tipagem genética por DNA, cadavérico e antropológico, a pedido do defensor público Antonio Carlos Oliveira, que representa o PM Edilberto Barros do Nascimento, um dos quatro policiais militares presos suspeitos da morte do menor.
A instituição informa ainda que novas perícias feitas foram fundamentais para o esclarecimento de outras questões técnicas diversas sobre a identificação do cadáver. Os novos exames confirmaram graves contradições técnicas periciais e distorções ocorridas durante o inquérito policial, que serão questionadas judicialmente a partir da próxima semana.
Ainda segundo a Defensoria, é possível concluir que não há mais necessidade de permanência do cadáver de Juan Moraes Neves na sede do IML do Rio, podendo ser providenciado o novo sepultamento.
Sequência de falhas no caso que chocou o Rio
Operação
Dia 20 de junho, policiais do 20º BPM (Mesquita) vão à comunidade Danon checar informação sobre traficantes. Na ação, Juan desaparece, um rapaz é morto e dois são baleados, entre eles um irmão do menino.
Auto de resistência
Logo após a ação, PMs registram o caso como auto de resistência na 56ª DP (Comendador Soares). Apresentam armas e drogas e não falam sobre Juan.
Demora
O sumiço do menino só vem à tona no dia seguinte após denúncia da família de que ele fora baleado. Uma série de falhas na investigação da 56ª DP, entre elas a demora em pedir perícia para o local, faz o caso ser transferido, uma semana depois, para a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense.
Afastamento
Afastados da rua cinco dias após a operação, os PMs vão para serviços internos no mesmo batalhão. Só ontem eles foram transferidos para a ‘geladeira’ da corporação.
Perícia
A primeira perícia no local só ocorreu oito dias após o sumiço, dia 28. O chinelo que o menino usava no dia 20 foi encontrado. Só então começaram as buscas pelo corpo.
Testemunha
W., baleado no confronto, foi apontado como traficante e ficou cinco dias algemado no hospital. A família comprovou que o rapaz trabalha e ele é incluído no Programa deProteção à Testemunha só duas semanas após o confronto.
Ossada
Dez dias após o sumiço, dia 30, foi achada a ossada que a perita atestou ser de uma menina. As buscas a Juan continuaram por 4 dias. Muito tempo depois, após dois exames de DNA, a Polícia Civil admitiu o erro.
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