terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sargento da Marinha preso com arsenal do tráfico ostentava luxo em fotos

Passeios de barco na Região dos Lagos, bebidas importadas em camarotes de boates, noites com garotas de programa em motéis, cordões e relógios de ouro e notas de R$ 100. Em uma das imagens, o sargento da Marinha Jerônimo Ronaldo Severino Pereira, de 42 anos aparece com a farda da corporação e com a seguinte inscrição: "Procura-se". O delegado apura ainda a procedência do armamento apreendido em tonéis num fundo falso da garagem de Jerônimo. Pelo menos um dos fuzis, calibre 7.62, tem o brasão do Exército brasileiro e teria sido desviado da corporação. Todo o material foi avaliado em cerca de R$ 1 milhão. Segundo o sargento, desde o início do ano, ele aceitou trabalhar para o tráfico de drogas da Vila Vintém. Jerônimo, segundo sargento da Marinha, está na corporação há 21 anos. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.






Biógrafo de Roberto Carlos critica especial 'Tim Maia' da Globo: 'Constrangedor'

"Eu vi o programa, até porque sou fã do Tim Maia também. E estava nesta expectativa do que prometia o programa, que, eu imaginava, iria ampliar o que estava no cinema. Imaginei que seria algo maior, acrescido de depoimentos. Mas para minha surpresa eu constatei que a parte mais controversa da relação do Tim com o Roberto, nessa tentativa de se apresentar na jovem guarda, foi cortada e apareceu o Roberto dizendo que na verdade ele tinha ajudado o Tim Maia. Que tudo foi bacana, que não houve conflito, não houve contradição, não houve nada. Isso eu achei constrangedor", diz Araújo.

Imagem: Reprodução / VEJA.com

O biógrafo do cantor Roberto Carlos, Paulo César de Araújo, assistiu ao especial sobre a vida de Tim Maia, exibido pela Globo, com indignação. Paulo falou à Rádio Estadão sobre os cortes feitos pela emissora para exibir o filme em dois episódios. Na edição da Globo, foram retiradas partes em que Tim aparecia sendo humilhado por Roberto no início de sua carreira. Algumas cenas do longa foram baseadas na obra de Paulo, Roberto Carlos em Detalhes, uma biografia do cantor proibida de ser vendida desde 2007.

O biógrafo, que lançou no ano passado o livro O Réu e o Rei (Companhia das Letras), em que narra sua disputa judicial com Roberto Carlos pela liberação da biografia assinada por ele, afirma que a emissora e o músico possuem um acordo, que a leva a protegê-lo, mantendo "limpa" sua image. "Isso acontece desde 1974, desde que o Roberto assinou o contrato com a Globo. Para além do especial que ele apresenta, eles têm um contrato também, pela forma que a Globo tem se comportado ao longo deste tempo, de preservar a imagem do Roberto Carlos. Isso não é um fato inédito. Isso sempre aconteceu. A Globo sempre procurou valorizar os aspectos positivos, que engradeçam o Roberto, e omitir e apagar o que pode prejudicar sua imagem. No livro O Réu e o Rei eu conto isso em detalhes."

No filme Tim Maia, dirigido por Mauro Lima, Roberto Carlos (vivido por George Sauma) deixa Tim esperando ao fim de um show e pede ao seu assessor que dê dinheiro ao cantor de soul. Ele então amassa algumas notas e as joga no chão, Tim se abaixa e recolhe o dinheiro. No especial para a TV, assinado por Luis Felipe Sá, a cena foi cortada e substituída por Roberto Carlos nos dias de hoje, narrando como ajudou Tim no início da carreira. Os dois cantores dividiam violões no grupo Sputniks, nos anos 1950, enquanto tentavam a fama. Após uma apresentação no Clube do Rock, na TV Tupi, de Carlos Imperial, Roberto negocia uma participação solo no programa, que dá início à rusga entre os dois.

"Quando Tim é preso em 1966, o Roberto já está no topo, já é consagrado, tinha lançado Quero que Tudo Vá Para o Inferno. É o auge da Jovem Guarda e o Tim Maia passa dez meses preso. Quando ele sai e vai atrás do Roberto, aí a turma do Roberto diz: 'Roberto, tem o Tião Maconheiro, presidiário, querendo falar com você'. É humano, é compreensível a reação do Roberto naquele momento, não estava nada definido para ele. Só para dizer que as coisas são mais complexas do que parecem. Não é que o Roberto barrou o Tim Maia, nem que ele tenha aberto todas as portas para ele", ameniza o escritor.

"Isso tem a ver com o nosso debate hoje no Brasil a respeito das biografias autorizadas. Essa visão que leva a desejar só biografias autorizadas. Essa visão autoritária, excludente, patrimonialista, de dizer a 'minha historia é um patrimônio meu', como disse o Roberto Carlos. Por que ele diz isso? Porque ele quer contar essa visão, cor de rosa, um passado sem conflitos, sem contradições. Por isso que essa ideia não pode prevalecer no Brasil, porque o resultado vai ser isso que vimos no especial da Globo".

(Texto: Reprodução/Estadão)

Globo, a gente manipula você

Sargento da Marinha é preso com arsenal do tráfico em casa

Policiais da 6ª DP (Cidade Nova) prenderam um sargento da Marinha, em Padre Miguel. De acordo com o delegado Antenor Lopes, Jerônimo Ronaldo Severino Pereira, de 42 anos, confessou ser dono dos 10 fuzis, duas metralhadoras, nove pistolas e mais de 20 mil balas de diversos calibres. Pelo serviço, ganhava R$ 8 mil por mês. O material foi encontrado em tonéis no fundo falso da garagem da casa do militar, no número 67 da Rua Irerê. Foram apreendidos ainda dois carros - um Meriva e um Celta, além de carregadores, silenciadores e toucas ninjas. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

— Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Imagem: Reprodução / Extra Online

Imagem: Reprodução / Extra Online

"Biógrafo de Roberto Carlos condena edição da Globo sobre Tim Maia"

O biógrafo do cantor Roberto Carlos, Paulo César de Araújo, assistiu ao especial sobre a vida de Tim Maia, exibido pela Globo, com indignação. Paulo falou à Rádio Estadão sobre os cortes feitos pela emissora para exibir o filme. Na edição, foram retiradas partes em que Tim aparecia sendo humilhado por Roberto no início de sua carreira. Algumas cenas do longa foram baseadas na obra de Paulo, Roberto Carlos em Detalhes, uma biografia do cantor proibida de ser vendida desde 2007.

Imagem: Reprodução / ISTO É Independente

"Para minha surpresa eu constatei que a parte mais polêmica da relação do Tim com o Roberto, nessa tentativa de se apresentar na jovem guarda, isso foi cortado e apareceu o Roberto dizendo que na verdade ele tinha ajudado o Tim Maia. Isso eu achei constrangedor. Na hora, eu lembrei da famosa edição da TV Globo no debate de 89. Desde aquele episódio não havia algo tão constrangedor. O Roberto é uma espécie de vilão no filme e vira um herói na edição da Globo."

(Texto: Reprodução/Agência Estado)

Globo, a gente manipula você

Rodízio em São Paulo pode chegar a 5 dias sem água por semana

A população brasileira ainda não dimensionou o tamanho do problema que isso pode representar em nossas vidas pela eventual falta de água. Escolas terão aulas suspensas, indústrias terão a produção interrompida, desemprego e por aí vai. O ser humano já viveu sem luz e energia elétrica, mas nenhuma espécie conseguiu sobreviver sem água. Claro que nós não viveremos um quadro que nos cerceará água para a sobrevivência, mas para o nosso modelo de vida sim. A Sabesp, empresa pública que cuida do fornecimento de água da maior região metropolitana do país, informou que o racionamento acontecerá da seguinte forma: Cinco dias sem água por semana.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

A primeira providência é perguntar ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) se ele e sua família vão tomar banho todos os dias. Duvido que o governador, representante da casta do processo, se privará do seu banho diário. O fato é que, os políticos brasileiros nunca se preocuparam com o problema da falta de água em momento nenhum. Sempre contaram com designo divino de que, a cada verão, choveria o suficiente nos lugares certos para repor as perdas do inverno e da estiagem nos reservatórios. Por causa disso, hoje não há reservatórios conectados e, muito menos, bacias hidrográficas conectadas. Um país que se orgulha de ser o maior reservatório de água doce do mundo, está vivendo a possibilidade de ficar cinco dias sem água por semana na maior cidade do país. Cinco das dez maiores regiões metropolitanas do Brasil estão neste mesmo quadro.

Os governantes brasileiros não deram a exata dimensão do potencial de convulsões sociais que o problema da falta de água pode causar, caso venha a se tornar o que parece que vai se tornar. A imagem acima publicada no jornal Folha de S.Paulo, mostra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sorrindo com o boné da Sabesp comemorando sei lá o que. Está rindo de que Excelência? Está com a Síndrome da Hiena? 

Supondo que Deus continue cuidando do que tem que cuidar, como a miséria e a fome na África, o flagelo humano e religioso do Oriente Médio etc e tal. Aqui, continuará sendo obrigação dos governantes resolver o problema. Água tem e muita, o que não tem é captação e conexão do sistema. Está sobrando água no Sul e em outra regiões do país. Então, podemos dizer que, a falta de água no Brasil é um problema climático agravado pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes que comandam o Estado brasileiro. Ou seja, um bando de ordinários e vagabundos que cuidam de si, depois dos seus e quando sobra eventualmente algum tempo e paciência cuidam da sociedade, cuidam do cidadão.

Após omitir desprezo de Roberto a Tim, Globo apaga minissérie na web

A minissérie Tim Maia - Vale o que Vier, que troca cenas de desprezo de Roberto Carlos ao ex-colega em início de carreira por depoimentos positivos, que mostram o "Rei" como herói, está fora do ar no site da Globo. Quem acessa a página da emissora e procura o material, se depara com a seguinte frase: "Conteúdo não disponível". Vale o que Vier havia sido publicada no site da Globo imediatamente após a exibição na TV, na madrugada de sexta-feira. Ficou o dia inteiro na internet e teve 1.406 acessos. Após o Notícias da TV revelar que a edição da minissérie, a partir do filme Tim Maia (2014), tinha omitido a humilhação de Roberto Carlos, o vídeo já estava fora do ar.

Imagem: Reprodução / UOL Notícias da TV

Roberto Carlos: de vilão a herói

Uma sequência do filme em que Roberto despreza e humilha Tim Maia, entregando-lhe botas usadas e dinheiro amassado, foi trocada na minissérie por depoimentos de Nelson Motta, autor da biografia que originou o longa, e do próprio cantor. Na versão exibida pela Globo, o jornalista contradiz seu próprio livro e afirma que Roberto fez o que pôde para ajudar Tim. Já Roberto conta que indicou o futuro soulman brasileiro a uma gravadora.

"O Roberto (...) sabia o valor que o Tim tinha como cantor e compositor, tanto que levou o Tim para a Jovem Guarda. O Roberto fez o que pôde", afirmou Nelson Motta na Globo.

O episódio mostrou Tim tentando sem sucesso falar com Roberto Carlos ao voltar dos Estados Unidos, em situações diferentes. O contexto foi mais detalhado nas entrevistas de Erasmo Carlos, Nelson Motta, Fábio e do próprio Roberto".

(Texto: Reprodução/UOL Notícias da TV)

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ÁGUA: Pezão torce por chuva e população pede serviço mais eficiente da Cedae

Podemos ter estiagem? Sim. A população precisa ficar sem água por causa da estiagem? Não, claro que não! A falta de água na torneira da sua casa não tem nada a ver com a falta de chuva, não tem nada a ver com o aumento da temperatura global ou qualquer outro fenômeno climático. A falta de água tem a ver com a irresponsabilidade dos políticos brasileiros que, durante décadas, não fizeram investimentos para prevenir e regular o fornecimento de água, em caso de escassez de chuva, para a população de seus Estados.

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

O país que se orgulha de ter o maior reservatório de água doce do mundo, está vivendo a possibilidade de racionar água nas três maiores capitais do Brasil: São Paulo; Rio de Janeiro e Belo Horizonte (MG). As três maiores empresas públicas que cuidam de água e esgoto no país são: a Sabesp em São Paulo; a Cedae no Rio de Janeiro e a Copasa em Minas Gerais. Empresas controladas pelo Estado, onde seus dirigentes são nomeados pelos partidos políticos. O que está acontecendo hoje no país é culpa dessa canalhada, dessas corjas, dessas quadrilhas...

É incrível a incompetência dessa gente! Como é que pode ter o monopólio de um produto nobre como esse, em três grandes cidades, e não ter dinheiro para planejar e prevenir? Fizeram o que com o dinheiro arrecadado durante décadas? Pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a esta monstruosidade de dinheiro que arrecada? Claro, que não! Nunca correspondeu! Você tem água na torneira da sua casa? Veja o que é o saneamento da sua cidade! Veja o que é o Rio Tietê! Veja como estão as lagoas do Rio de Janeiro! Veja como está a Baía de Guanabara! Veja como está o saneamento na região metropolitana de Belo Horizonte! Vejam como estão os rios de suas cidades!

É culpa dessa gente! Gente que arrecada uma barbaridade de dinheiro porque detém um monopólio nas mãos. Só eles vendem água para a população, e o que a gente vê é essa esculhambação. Sabe o que eles fizeram com o dinheiro arrecadado desse monopólio? Alimentaram as quadrilhas às quais pertencem para fazer o jogo político que conhecemos bem.

Que morram de sede e eletrocutados!

Em "Tim Maia", Globo trocou cenas de humilhação por depoimento positivo

"Aos seguidores que não viram 'Tim Maia' no cinema, sugiro que não assistam a essa versão que vai ao ar na Globo", escreveu o cineasta Mauro Lima no Instagram, em post fechado para seus seguidores. "Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei. Seria um 'director's non cut'. Sugiro esperar sair no Now ou DVD, na sua forma original. Grato", concluiu.

Imagem: Reprodução / Folha de  S.Paulo

O especial da Globo foi dirigido por Luis Felipe Sá, com a participação de Rafael Dragaud, Patrícia Andrade e Guel Arraes - coprodutor do filme. A equipe trabalhou por cerca de seis meses, coletando depoimentos e pesquisando imagens de arquivo para transformar um longa num docudrama-híbrido entre documentário e ficção.

Um dos entrevistados do programa é o cantor Roberto Carlos, retratado no filme como um desafeto de Tim. Em uma cena do longa, cortada do especial televisivo, Roberto humilha Tim Maia lhe dando uma de suas botas usadas e dinheiro amassado. No programa, por outro lado, Roberto conta como ajudou Tim, dando-lhe um contato para que gravasse na CBS.

Nelson Motta, autor da biografia "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia" (ed. Objetiva), na qual o filme é baseado, é um dos entrevistados para a televisão. À Globo ele diz que Roberto Carlos fez o que pôde para ajudar Tim.

(Texto: Reprodução/Folha de S.Paulo)

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São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

Como é possível que, em pleno século XXI, um país com mais de 200 milhões de habitantes e sendo uma das maiores economias do mundo, esteja discutindo a distribuição regular de água para suas populações. Um problema que os países civilizados já resolveram há mais de um século. Se você chegar na Europa, nos EUA ou em qualquer país latino-americano e dizer que está faltando água nas três maiores capitais do Brasil (Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo) ninguém vai acreditar.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

Se você falar para qualquer europeu que está faltando água aqui, ele vai dizer: O que houve? Caiu uma bomba? Houve uma catástrofe? Aí, você responde: Não, aqui é esculhambação mesmo. Aqui é incompetência, inapetência, corrupção, desvio de dinheiro público e décadas sem planejamento e investimentos no setor. E hoje, concedem entrevistas alegando que a culpa é do clima. Ora, o clima é apenas aquele que veio expor essas mazelas de responsabilidade dos nossos governantes.

Com docudrama 'Tim Maia', Rede Globo limpa barra de Roberto Carlos

A Globo levou ao ar uma versão diferente de Tim Maia, cinebiografia do “síndico da MPB”, daquela que estreou nos cinemas em outubro. Em formato de docudrama, o longa-metragem de Mauro Lima foi remontado com depoimentos e imagens de arquivo, em dois capítulos. Controverso, como se espera da biografia de um personagem como Tim Maia, o filme apresentou nos cinemas um jovem Roberto Carlos (George Sauma) um tanto desleal e afetado pela fama. Numa cena, quando Tim (Robson Nunes) finalmente fura o cerco de seguranças em torno do amigo para oferecer uma música, um dos assessores joga algumas notas no chão: “Aqui, Tião”, diz, com soberba.

Imagem: Reprodução / VEJA.com

Na TV, a cena foi suprimida e o caminho de Tim até Roberto, consideravelmente encurtado – até a paz retomada da amizade com o lançamento da música Não Vou Ficar, em 1969. “Tudo o que ele cantou ele valorizou”, disse Roberto. “Ninguém nunca deixou de estender a mão pra ele”, reforçou Erasmo. Nelson Motta, autor de Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia (Ed. Objetiva, 2007), livro que originou o filme, Erasmo Carlos e Roberto Carlos falam sobre a amizade e o temperamento difícil de Tim. “Existe a lenda, mas a gente sabe, internamente, que havia uma amizade”, sublinhou Erasmo.

Mas é uma pena que bons momentos do longa, como a passagem de Tim pelos Estados Unidos e tudo o que fez para chegar até lá, tenham sido reduzidos ao limite. No novo formato, vale ainda dizer, o longa se aproximou dos episódios de Por Toda Minha Vida, que homenageou Tim Maia em 2007.

(Texto: Reprodução/VEJA.com)

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Governo pede a brasileiros economia de água e luz

Vejam quais são os grandes temas em discussão no Brasil: Crise hídrica e energética. Estes são os dois assuntos do país nesse momento. Temas tão medievais, tão anacrônicos e tão fora de contexto que, não dá pra acreditar que os governantes brasileiros, em pleno século XXI, estejam discutindo se teremos água e luz.
Quem está discutindo se vai ter água e luz hoje em dia no mundo? As áreas deflagradas da Síria? O Estado Islâmico? Os rincões mais castigados e sofridos da África? O Deserto do Saara? A área inóspita do planalto mexicano? A Bolívia? Não!

Imagem: Reprodução / O Globo

Quem está discutindo se vai ter água para tomar banho e luz para ligar uma lâmpada são as três maiores capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. E aí, o que fazem as autoridades? Convocam uma reunião com Deus para pedir chuva. Pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: O que acontece na sua cidade quando chove? O que acontece no Rio de Janeiro quando chove? O que acontece em São Paulo quando chove? O que acontece em Belo Horizonte quando chove? O que acontece? Portanto, Excelências, parem de pedir chuva! Porque quando chove a tragédia também é grande! É impressionante o grau de cinismo dos políticos brasileiros!

Considerando que os governos são longevos, podemos fazer a seguinte análise: Tivemos décadas de governo tucano (PSDB) no Estado de Minas Gerais e em São Paulo. No Rio de Janeiro, tivemos décadas de governo do PMDB. No Brasil, tivemos décadas de governo do PT. Ou seja, temos todo um espectro partidário 'comandando' o Brasil e as principais capitais do país, mas que, só agora expõem esses problemas à população. Uma atitude irresponsável que demonstra toda a incompetência dos políticos brasileiros.

Qual a solução encontrada pelas autoridades? Racionar água e energia! Este é o preço que se paga por esses senhores e senhoras da política brasileira terem sido tão incompetentes, tão corruptos e tão negligentes com planejamento de reservatórios, redes de distribuição e fontes alternativas de energia. Está cheio de novas fontes de energia por aí como, por exemplo, a energia eólica e a energia solar.

Mas aí você pode dizer: Ah, mas é caro! Eu te respondo: Caro como? Se considerarmos a monstruosidade de dinheiro que o Estado brasileiro arrecada da população através dos impostos, não é caro não. O impostômetro está aí pra comprovar isso!!!

Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro já anunciaram que vão aumentar o preço da água para impor, através do preço, a redução do consumo. Essa é a lógica dos governantes brasileiros, em meio a estiagem e uma crise de abastecimento, anunciam um aumento imoral e desfilam na imprensa como se fossem os heróis da pátria. Se não bastasse isso, ainda vão multar quem desperdiçar água!!!

Vale ressaltar que os maiores culpados pelo desperdício de água no Brasil são as empresas públicas de água. As estatais chegam a perder 40% da água em suas redes de distribuição. Ou seja, esses canalhas tinham que ser enforcados, fuzilados e eletrocutados! Mas não, desfilam com vestimentas de heróis discutindo temas do século XIX, nos impondo a escassez, o racionamento e um ágio para consumir o que quase não existe mais. Isto sob o argumento de que estão sendo racionais, equilibrados e realistas. Um bando de ordinários e vagabundos!!!

Diretor do longa "Tim Maia" pediu que fãs não vissem minissérie da Globo

O cineasta Mauro Lima, diretor do filme "Tim Maia", em cartaz em São Paulo, pediu em sua conta do Instagram que seus seguidores na rede social não assistissem a "Tim Maia - Vale o que Vier", minissérie exibida pela Globo. "Aos seguidores que não viram 'Tim Maia' no cinema sugiro que não assistam essa versão que vai ao ar hoje e amanhã na Globo. Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei", escreveu o cineasta.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

Mauricio Stycer, colunista da "Ilustrada", diz em seu blog no Uol que Mauro Lima não comentou as alterações feitas pela TV. "Irônico, apenas disse que a série é uma versão que não tem relação nenhuma com o seu trabalho." A emissora fez cortes no original e incluiu cenas de arquivo e de depoimentos de músicos e pessoas que conviveram com Tim Maia.

Nas redes sociais fãs reclamam dos cortes e de como a relação entre Roberto Carlos e Tim foi retratada pela Globo, que teria excluído cenas em que o Rei destratou o cantor em início de carreira.

(Texto: Reprodução/Folha de S.Paulo)
 
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