terça-feira, 22 de novembro de 2011

MUTRETA!!! Doadora da campanha de Paespalhão ganha contrato de R$ 16 milhões sem licitação

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

RIO - A empresa Nielsen Engenharia, uma das principais doadoras da campanha eleitoral do prefeito Eduardo Paes (PMDB) em 2008, foi contratada pela Secretaria Municipal de Saúde para construção de um hospital na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. No total, o contrato tem o valor de R$ 16,797 milhões. Fundamentada no artigo 4º da Lei das Licitações, a Prefeitura dispensou a licitação do contrato alegando que a obra é emergencial.

Ligações perigosas

Em 2008, a Nielsen Engenharia doou R$ 300 mil para a campanha de Eduardo Paes. A doação da empresa corresponde a 12,5% do total de 2,4 milhões que o prefeito recebeu de empresas. Além da Nielsen, também contribuíram a Construtora OAS (R$ 350 mil) e a Multiplan Empreendimentos Imobiliários (R$ 300 mil).

Passado polêmico

No mês passado, a prefeitura pagou R$ 20 milhões por um terreno da empresa Tibouchina Empreendimentos, cujos donos contribuíram com R$ 245 mil para a campanha eleitoral de Eduardo Paes. A compra foi cancelada após a divulgação da negociação na imprensa.
ABSURDO!!! Oficial que teve caso desarquivado por Patrícia Acioli é nomeado subcomandante do 6º BPM
Jornal Extra - Capa

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Polícia Federal prendeu mais policiais civis este ano do que Corregedoria da Polícia Civil e CGU
Um salário mais digno talvez dificultasse a corrupção de policiais por bandidos
Extra Online

RIO - A prisão de três policiais civis, um PM reformado e um ex-PM flagrados pela Polícia Federal escoltando os traficantes Coelho, Peixe e Carré, no último dia 9, não foi um fato isolado. A Polícia Federal vem se tornando uma espécie de corregedoria das polícias Civil e Militar no Rio. Sozinha, a PF prendeu este ano mais policiais militares e civis do que as Corregedorias Geral Unificada (CGU) e da Polícia Civil (Coinpol) juntas.

Levantamento feito pelo EXTRA revela que, até sexta-feira, a PF prendeu 37 policiais civis e militares, a maioria deles na Operação Guilhotina. A Coinpol prendeu 24 policiais civis em 2011. Já a CGU — que é subordinada diretamente à Secretaria estadual de Segurança — foi responsável pela prisão de 9 policiais (civis e militares).

Oficialmente, a PF rejeita o rótulo de “Corregedoria das Polícias” para manter uma boa relação com suas colegas estaduais.

— A PF faz o seu trabalho e não vê cara. Se preciso, cortamos na própria carne também. Se alguém está praticando crime, tem que responder, seja policial ou não. Há policiais que equivocadamente se aliam a organizações criminosas. A PF investiga e, se descobre a participação de policiais, eles também são presos — ressaltou o delegado Victor Poubel, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCor) da PF. — Mas é preciso ressaltar que a maioria dos policiais civis e militares é boa. Infelizmente, a ação da minoria que pertence à banda podre repercute mais.

Corregedor da Polícia Civil, o delegado Gilson Emiliano destaca que este ano houve aumento de mais de 100% na quantidade de policiais civis presos em relação a 2010:

— Assumi a corregedoria em outubro do ano passado. Em 2010, foram 11 policiais civis presos. Este ano, já são 44 pessoas presas, sendo 24 policiais civis, um agente penitenciário e 19 não-policiais. A quantidade de inquéritos instaurados para apurar crimes cometidos por agentes também aumentou de 121 ano passado para 150 em 2011.

A quantidade de sindicâncias (que apuram infrações administrativas) abertas também subiu de 182 em 2010 para 255 este ano.

De 2007 a agosto deste ano, a CGU expulsou 896 PMs e 150 policiais civis. Em 2010, foram demitidos 93 policiais militares e 19 civis. Este ano, já são 75 PMs e 24 policiais civis.

Atualmente, cerca de mil policiais civis e militares são alvo de investigação pela CGU, em 445 procedimentos em andamento.

A última ação de destaque da CGU foi a Operação Faraó, desencadeada no início deste mês, que desbaratou um esquema de venda de regalias na Polinter de Nova Friburgo. Dezesseis pessoas foram presas, sendo nove policiais civis.
LAMENTÁVEL!!! Governo investe mais dinheiro em detentos do que com estudantes
Gastos revelam subinvestimento na educação e ineficiência do sistema prisional
O Globo

RIO - Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos. Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, R$ 2,3 mil. Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional.

Apenas considerando as matrículas atuais, o chamado investimento público direto por aluno no país deveria ser hoje, no mínimo, de 40% a 50% maior, aponta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que desenvolveu um cálculo, chamado custo aluno-qualidade, considerando gastos (de salário do magistério a equipamentos) para uma oferta de ensino de qualidade.

— É verdade que o Brasil ainda investe pouco na educação básica, e mais dinheiro é fundamental. No entanto, é necessário que a verba chegue à escola e que seja mais bem aplicada. Melhorar a eficiência da gestão dos recursos é importantíssimo. Uma boa gestão pode criar uma escola motivadora. E um aluno que tem sucesso escolar raramente abandona a escola e está mais longe de ser preso.

— Minha mãe, que está presa há três meses, estudou só até a 2 série. Eu acredito que ela está presa também por conta do pouco conhecimento que tem. Nunca soube que carreira seguir, nunca teve um ensino que a fizesse ter alguma perspectiva — diz Debora Magalhães, filha de Vitânia, presa por tráfico de drogas em Bangu.

Secretário estadual de Educação do Rio, Wilson Risolia diz que o país está preferindo "gastar mais com o sinistro do que com o seguro":

Apesar de a diferença entre o custo do aluno universitário e o do preso em presídios federais ser menor, ela é o que choca, diz o sociólogo Michel Misse, professor da UFRJ:

— Esse é um dado impressionante, porque o custo de um universitário, pelos gastos que uma universidade deve ter com pesquisa, deveria ser bem maior. É o custo de você formar um cientista, um médico, um engenheiro — afirma Misse, para quem, porém, não se deve pensar que uma prisão custe pouco. — O preso mora lá, e um aluno não mora na escola. O problema é analisar o gasto que se tem em relação às condições dos presídios.

Presidente do Conselho Nacional de Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Administração Penitenciária (Consej), Carlos Lélio Lauria Ferreira diz que quanto mais baixo o custo com o preso, piores as condições:

— O preço varia de acordo com o tratamento. Se o valor é baixo, desconfie. A alimentação pode ser lavagem. No Brasil, a média de custo de um preso num presídio estadual é de R$ 1,7 mil por mês. Mas nessa conta não está incluído o custo social e previdenciário. No presídio federal, o custo é mais elevado. O aparato tecnológico é caro, os salários dos servidores são mais altos e o número de agentes por preso é maior. Graças a isso, o país não gasta menos de 7 mil por preso ao mês.

— Apesar de investirmos tanto, as condições de regenerar alguém são mínimas. A pessoa é, na maioria das vezes, submetida a condições que a torna pior. É como se negássemos outra oportunidade — conclui Mozart.
HAJA VAGABUNDO!!! Superlotação de cadeias já faz presos serem mandados para casa
Nas penitenciárias, alta pressão da população de vermes ameaça explodir
RIO - Na iminência de uma explosão demográfica na colônia penal de Porto Velho, as autoridades locais não vacilaram: abriram as portas da cadeia e mandaram presos para casa. Nos últimos três meses, 315 condenados, usando tornozeleiras eletrônicas, passaram a cumprir prisão domiciliar. Não por merecimento, mas pela incapacidade de abrigar tanta gente num lugar insalubre e com risco de desabamento.

Mas Rondônia, palco de rebeliões sangrentas que chocaram o país, não é exceção. No mês que vem, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) concluirá um diagnóstico inédito sobre a situação das cadeias do Brasil. O trabalho, fruto de inspeções mensais iniciadas em janeiro por todos os promotores das varas de Execuções Penais, mostrará com números exatos e outros detalhes aquilo que o senso comum já desconfiava: as prisões estão superlotadas, como uma panela de pressão prestes a romper.
Em sete dos estados mais críticos do país, o excedente chega a quase 35 mil detentos. O sistema de vistorias mensais nos presídios brasileiros foi instituído pela Resolução 56/2010 do CNMP. As planilhas estaduais, à medida que são fechadas, revelam o tamanho do problema. No Rio, as cadeias abrigaram em setembro 2.279 presos além da capacidade máxima.

A situação do Rio, com pouco mais de 2 mil presos excedentes, não é nada confortável. Com o fechamento gradual das cadeias da Polinter, unidade da Polícia Civil destinada a buscas e capturas, o sistema deverá receber em breve mais 6 mil detentos. Presos de todo o estado estão sendo transferidos para o presídio Ary Franco, em Água Santa, na Zona Norte do Rio. O aviso "Deus faz milagres neste lugar", escrito na entrada, traduz a situação da cadeia. Segundo relatório dos promotores, o local tem 1.295 presos, mas capacidade para 958.

— Saí de Barra do Piraí às 4h da manhã. Peguei dois ônibus e dois trens. Cheguei às 10h30m e até agora não consegui entregar roupa e produtos de higiene para o meu irmão — contou uma visitante, sem se identificar.

Os parentes dos presos denunciaram condições precárias: segundo eles, detentos convivem com ratos e são obrigados a fazer revezamento para dormir devido à superlotação.

— O sistema é omisso. Não há saúde nem educação para a ressocialização dos presos. Eles saem piores lá de dentro — afirma a dona de casa Maria de Lourdes Vieira, de 59 anos, que foi ao presídio visitar o filho, preso sob a acusação de tráfico de drogas.
VERGONHA!!! Penas alternativas reduziriam custo da população carcerária
Gestão privada de unidades também é apontada como mais barata e eficiente
O Globo

RIO - Aplicar mais penas alternativas é uma das medidas que profissionais da área sugerem para reduzir os custos com a população carcerária.

— Em torno de 30% dos homens e 60% das mulheres estão presos por pequenos delitos — diz o professor da pós-graduação da PUC-RS Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo.

Outra ação seria controlar melhor a situação dos presos, libertando logo os que já cumpriram pena.

— Gasta-se R$ 1,7 mil por mês (num presídio estadual) para o preso viver num lugar onde o sanitário é um buraco, não ter acesso a educação, saúde... Prender é caro, mas o valor é alto para o que existe — diz o juiz federal Fernando da Costa Tourinho Neto, supervisor de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

— Deve haver maior acompanhamento dos gastos pelo Judiciário e pelo Ministério Público. E o Congresso deve discutir quando é preciso prender. Como está, criminosos de menor porte têm contato com líderes de facção — completa Renato Sérgio de Lima, secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para Carlos Lélio Lauria Ferreira, do Consej, o repasse da administração ao setor privado melhoraria a gestão:

— Ceará, Amazonas, Espírito Santo, Sergipe e Bahia terceirizam alguns presídios. O contrato prevê custo fixo por preso e as assistências prestadas.
Integração metrô-ônibus alimenta fraude milionária
Rodoviários passam os bilhetes a vendedores que revendem as passagens a usuários do metrô por até R$ 2,80
O Dia Online


RIO - Vendido por R$ 4 nas roleta dos ônibus municipais do Rio, o bilhete ‘MetrÔnibus Expresso’, que garante integração entre coletivos e metrô, alimenta esquema milionário de fraude. Um milhão de tíquetes são emitidos por mês, e todos estão vulneráveis. Milhares são negociados no mercado paralelo, provocando prejuízos ao metrô e às empresas de ônibus.

Nas entradas das principais estações de metrô, membros de quadrilha especializada em vender os bilhetes oferecem tíquetes, que custam R$ 4, por preço menor nas estações Saens Peña, São Francisco Xavier, Largo do Machado, Botafogo, Del Castilho e Estácio.

Guardas municipais e seguranças do metrô não intimidam. “Pegamos tíquetes que dão direito a viagem de metrô com o pessoal dos ônibus. Eles conseguem nos passar por R$ 2, porque, quando um passageiro paga passagem comum, de R$ 2,50, colocam mais R$ 1,50 do bolso para completar os R$ 4 do bilhete Expresso. Assim, ganham R$ 0,50 por passagem”, contou um vendedor.

Movimento dita o preço

“O preço depende do movimento. Na Saens Peña, onde o movimento é grande, cobramos R$ 3. Na São Francisco Xavier, passamos por R$ 2,80”, explicou outro membro da quadrilha.


Grupo oferece até garantia

Sua satisfação ou o dinheiro de volta. O grupo tem até estratégia de ‘marketing’ para convencer os passageiros mais desconfiados com a facilidade da passagem mais barata. “Garantimos a troca do tíquete ou a devolução do dinheiro se ele não passar na roleta. Outra particularidade da quadrilha é a promoção de uma espécie de rodízio de vendedores nas estações. “É para despistar os policiais militares”, explicou um deles.

Funcionários fazem renda extra vendendo tíquetes à quadrilha

“Todo mundo quer ganhar um dinheirinho a mais. E, neste caso, ninguém acha que está cometendo um crime, pois completamos os R$ 4 que são o valor da integração”, argumentou um rodoviário que preferiu não se identificar.

Bilhete de papel dificulta rastrear e calcular perdas

O bilhete da integração é feito de papel, dificultando o rastreamento pelas empresas de ônibus e pelo Metrô Rio. “Todo mês recebemos cerca de um milhão de bilhetes de integração Expresso. Vamos iniciar uma investigação para tentar frear esse derrame de tíquetes negociados de maneira irregular”, anunciou o diretor de Relações Institucionais do Metrô, Joubert Flores.
Com a fraude, as empresas de ônibus perdem R$0,50 por passagem. Já o MetrôRio deixa de receber R$ 1,10 a cada integração, já que a tarifa comum do metrô custa R$ 3,10.

domingo, 20 de novembro de 2011

PF vai indiciar Chevron por novo crime ambiental
Além do vazamento na Bacia de Campos, inquérito acusará empresa de afundar óleo no mar, em vez de removê-lo
O Globo

BRASÍLIA e RIO - A empresa americana Chevron será indiciada pela Polícia Federal (PF) não apenas pelo vazamento de petróleo iniciado há 13 dias no Campo de Frade, na Bacia de Campos, mas também por afundar o óleo derramado no mar — com uma técnica de jatear areia na mancha —, em vez de recolhê-lo com barcos. O delegado da Polícia Federal Fábio Scliar, chefe da Delegacia do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, disse ontem que o procedimento, chamado de dispersão mecânica, está sendo empregado de forma errada e configura-se em crime ambiental.

— Orientei a Chevron para interromper essa técnica, que não está certa. O óleo deveria ser removido, e não empurrado para o fundo do mar, poluindo corais. Vamos incluir esse segundo crime ambiental no inquérito — disse Scliar, que descartou investigação sobre eventual interesse da Chevron em atingir o pré-sal ao perfurar o poço que vazou.

Ele explicou que a companhia tinha autorização para perfurar 3.800 metros de profundidade e o poço estava com apenas 1.805 de perfuração. O reservatório de óleo estaria a 2.300 metros.Segundo o oceanógrafo da Uerj David Zee, nomeado perito pela PF para acompanhar o caso, a dispersão mecânica deveria ser o último de uma série de procedimentos da empresa, após a avaliação preliminar, monitoramento da mancha e recolhimento do óleo.

Para o professor de Direito Ambiental e coordenador do Programa em Direito e Meio Ambiente da FGV Rômulo Sampaio, o Brasil está atrás de vizinhos como Venezuela e Argentina, que têm planos nacionais de contingência em caso de acidente ambiental:

— O Brasil tem sistema de responsabilização por acidentes ambientais, mas não tem um Plano de Contingência. Do ponto de vista jurídico, a empresa pode ser responsabilizada administrativamente por meio de multas, penalmente se comprovado que houve, por exemplo, omissão de informação, e civilmente ao arcar com os custos de reparação ambiental. Mas é apenas isso.

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VAGABUNDO!!! "Sargento do Exército" é preso por tentativa de assalto e estupro na Zona Norte
O Dia Online

RIO - Um sargento do Exército foi preso por policiais do 41º BPM (Irajá) na madrugada deste domingo. O militar, identificado como Leonardo Lopes de Sá, estaria com uma réplica de pistola e é acusado de tentar assaltar uma mulher na Avenida Meriti, na Vila da Irajá, na Zona Norte do Rio.

Segundo a polícia, armado com a réplica de pistola, Leonardo teria furtado o telefone celular de uma mulher. A vítima reclamou que ainda estava pagando o aparelho e o militar acabou devolvendo. Mas, em seguida, se dizendo armado ameaçou estuprar a mulher. Ela gritou e logo em seguida uma patrulha da Polícia Militar acabou passando pelo local. O sargento foi perseguido e preso.

Ele está na 22ª DP (Penha), com a vítima, aguardando escolta para ser transferido para prisão militar. Leonardo é lotado no Hospital Central do Exército, em Banfica. Ele poderá ser expulso da corporação e ainda cumprir pena.

Charge - Vazamentos


Coluna Elio Gaspari - ESCULHAMBAÇÃO TOTAL!!!
Folha de São Paulo


Charge - Aviões e “Lupings”