segunda-feira, 1 de junho de 2015

Prefeita de Campos-RJ, Rosinha Garotinho, decreta ponto facultativo nesta sexta

A Prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, divulgou nesta segunda-feira (1º), que através do decreto 124/2015, publicado na quinta-feira (28), no Diário Oficial (DO), estabeleceu ponto facultativo nas repartições públicas municipais nesta sexta-feira (5), em função do feriado nacional de Corpus Christi, celebrado na quinta-feira (4). (Portal G1)

Imagem: Reprodução/Portal G1

— Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como a ex-governadora do Rio e atual prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público uns dias de folga, nos quais todos estão trabalhando.

Prefeita de Campos Rosinha Garotinho - Foto/Divulgação
Quer dizer, o ponto facultativo só presta para o funcionário público. Ou seja, acaba sendo um feriado a mais pra ele, porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de não deixar o servidor público trabalhar? A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia seguinte! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é da prefeita que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Então, que palhaçada é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho! Eu quero que você corresponda ao meu imposto! Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar de você! E que esteja com um sorriso no rosto! Merecemos isso!

Prefeita Rosinha Garotinho, já que a senhora controla a casa legislativa do município, revogue essa palhaçada de ponto facultativo. Pare com essa idiotice!!!

domingo, 26 de abril de 2015

Seis razões para não comemorar os 50 anos da Globo

Sem o brilho de outras épocas, a TV Globo comemora cinco décadas de existência. Nunca a sua audiência esteve tão baixa. No dia 1ª de abril ocorreram atos em prol da cassação de sua concessão em diversas cidades brasileiras. O Rio de Janeiro contou com 10 mil pessoas. Artistas globais e a falecida viúva de Roberto Marinho integram a relação de suspeitos de crimes de evasão fiscal e serão alvo de investigação pela CPI do Senado, criada para analisar o caso batizado como “Suiçalão”.

Imagem: Reprodução/Carta Capital

Ao assumir a postura pró-tucanos durante a campanha eleitoral de 2014, a emissora perdeu parte da regia publicidade oficial com que sempre foi contemplada. Os protestos contra a TV Globo vão continuar e existem muitas razões para que os setores comprometidos com a democratização da mídia no Brasil não tenham nada a comemorar neste cinquentenário.

1. Apoio à ditadura (1964-1985) - Durante quase 20 anos, TV Globo e governos militares viveram uma espécie de simbiose. Os militares, satisfeitos por verem na telinha apenas imagens e textos elogiosos ao “país que vai para a frente”, retribuíam com mais e mais benesses e privilégios para a emissora. Ela enfrentou alguns casos de censura oficial, após a edição do AI-5 em 1968, mas o que prevaleceu foi o apoio incondicional de sua direção aos militares e a autocensura por parte da maioria de seus funcionários. Some-se a isso que a TV Globo sempre se esmerou em criminalizar quaisquer movimentos populares.

O Globo apoia a chegada do militar Castelo Branco ao poder (1964-1967)

2. O acordo que feriu os interesses nacionais - A TV Globo começou a operar de forma discreta em 26 de abril de 1965 e seus primeiros meses foram um fracasso de audiência. Sua operação só foi possível graças aos milhares de dólares que recebeu do gigante da mídia norte-americana Time-Life, apesar da emissora ainda hoje sustentar que se tratou apenas de “um contrato de cooperação técnica”. A realidade, fartamente documentada por Daniel Herz, no já clássico A história secreta da Rede Globo (1995) prova o contrário. Roberto Marinho e o grupo Time-Life contraíram um vínculo institucional de tal monta que os tornou sócios, o que era vedado pela Constituição brasileira. Foi este vínculo que assegurou à Globo o impulso financeiro, técnico e administrativo para alcançar o poderio que veio a ter.

3. O caso Proconsult - Leonel Brizola foi um dos políticos brasileiros mais combatidos pela TV Globo. Marinho nunca o perdoou por ter comandado a “rede da legalidade”, emissoras de rádio pró João Goulart, quando da renúncia de Jânio Quadros à presidência da República, em 1961. Com a vitória do golpe civil-militar de 1964, Brizola foi para o exílio e só pode retornar ao Brasil com a anistia, em 1979.

O Caso Proconsult foi uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para inviabilizar a vitória de Brizola para o governo do Rio de Janeiro. A fraude foi denunciada pelo Jornal do Brasil,então o principal concorrente de O Globo e relatada pelos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Maria Helena Passos e Eliakim Araújo no livro Plim Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral (Conrad, 2005). Devido à participação de Marinho no caso, a tentativa de fraude é analisada no documentário britânico Beyond Citizen Kane, de 1993. A TV Globo defendeu-se argumentando que não havia contratado a Proconsult e que baseava a totalização dos votos em apuração própria. Em 15 de março de 1994, Brizola, como governador, voltou a vencer a TV Globo ao obter, na Justiça, direito de resposta na emissora contra críticas de que era vítima.

4. Ignorou as Diretas Já - O primeiro grande comício das “Diretas-Já” aconteceu em São Paulo, em 25 de março de 1984 e coincidiu com o 430º aniversário da cidade. A TV Globo tratou o comício da Sé como um dos eventos comemorativos do aniversário da cidade, diminuindo deliberadamente sua relevância política. Omissões semelhantes repetiram-se em outras capitais. De acordo com o ex-vice-presidente das Organizações Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em entrevista ao jornalista Roberto Dávila, na TV Cultura, em dezembro de 2005, foi o próprio Roberto Marinho, quem determinou a censura daquele comício, impedindo que manifestantes fossem ouvidos e proibindo o aparecimento do slogan "Diretas Já".

A versão de Boni é diferente da que aparece no livro Jornal Nacional - A Notícia Faz História (Zahar, 2004), e que representa a versão da Globo. Aliás, a emissora vem tentando reescrever a sua história e, ao mesmo tempo, reescrever a própria história brasileira. A partir das Diretas-Já teve início a utilização, pelos movimentos populares, do bordão “O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo”.

5. Contra a democratização da mídia - Todos os países democráticos possuem regulação para rádio e televisão. No Reino Unido, por exemplo, a mídia e sua regulação caminharam juntas. Quando, em 2004, o governo Lula enviou ao Congresso Nacional projeto de lei criando o Conselho Nacional de Jornalismo, uma espécie de primeiro passo para esta regulação, foi duramente criticado pela mídia comercial, TV Globo à frente. Desde sempre, as Organizações Globo foram contrárias a qualquer medida que restrinja o poder absoluto que a mídia desfruta no Brasil. Prova disso é que o Capítulo V da Constituição brasileira, que trata da Comunicação Social, até hoje não saiu do papel.

Os compromissos dos mais diversos movimentos sociais brasileiros com a regulação da mídia foram reafirmados durante o 2º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação, de 10 a 12 de abril em Belo Horizonte. Sua carta final, “Regula Já! Por mais democracia e mais direitos”, conclama movimentos sociais e ativistas a unirem forças para pressionar o governo a abrir o diálogo com a sociedade sobre a necessidade de se regular democraticamente a mídia.

6. Manipulação - Na eleição de 1989, a TV Globo manipulou o último e decisivo debate entre o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva e o do PRN, Fernando Collor. No telejornal da hora do almoço, a emissora fez uma edição equilibrada do debate. Para o Jornal Nacional, houve instruções para mudar tudo e detonar Lula, editando-se os seus piores momentos e os melhores de Collor. Desde então, pesquisas e estudos sobre este “caso” têm sido feitas, destacando-se as realizadas por Venício A. Lima, professor aposentado da Universidade de Brasília.

Nas redes sociais, internautas repudiaram a cobertura feita pela TV Globo e alcançaram, durante 48 horas ininterruptas, para a hashtag #Globogolpista, a primeira posição entre os assuntos mais comentados do Twitter. Novos protestos estão previstos.

Este já é o pior aniversário da TV Globo em toda a sua história.

*Ângela Carrato é jornalista e professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Este artigo foi publicado no blog Estação Liberdade

(Texto: Reprodução/Carta Capital)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Semana Santa no Supremo Tribunal Federal começou na segunda-feira

Oficialmente, o feriado da Semana Santa foi só na sexta-feira. Para a cúpula do Judiciário, porém, a festividade cristã foi mais longa e começou antes. No Supremo Tribunal Federal (STF), não houve julgamentos durante a semana inteira. Todas as sessões foram canceladas nesta semana. E não é por falta de trabalho: existem 449 processos prontos para serem julgados em plenário, faltando apenas serem agendados. A fila do tribunal tem 57.808 processos. (O Globo)

Imagem: Reprodução/O Globo

— Estou cada vez mais convencido de que as figuras públicas no Brasil pertencem a uma "espécie diferente da nossa. Eles não são da espécie humana!" Mas, as perguntas que devem ser feitas à Vossas Excelências são as seguintes: Os senhores não têm vergonha? Não sentem nada? Não carregam um sentimento de culpa? Nada? Os senhores acham que este tipo de comportamento combina com a ética pela qual tem que abraçar? É dessa forma que querem ser vistos como referência de justiça pela sociedade que estão inseridos? Os senhores não têm absolutamente nenhum constrangimento ao perceberem que estão prejudicando a sociedade por este motivo? Os senhores não tem vergonha de fazer isso em meio a contribuintes que sustentam a máquina para a qual trabalham? Contribuintes que sustentam os senhores magistrados, os seus trabalhos, seus salários, seus carros oficiais, seus gabinetes, suas equipes... enfim, tudo!

Ilustres magistrados do STF, os senhores vivem em Marte? Na Lua? Como é que pode fazer um negócio desse! Será que ninguém se pergunta se há um pouco de imoralidade nisso? Não há nenhum constrangimento?

Estou cada vez mais convencido, também, de que o Estado brasileiro se constituiu de deformação em deformação, de deturpação em deturpação e de doença em doença num Estado “independente” e soberano dentro do Estado brasileiro. Ou seja, um país dentro do Brasil. O Estado brasileiro é um “país independente” dentro do Brasil! É isso mesmo! Tudo que está na área pública em âmbito estadual, municipal ou federal virou um país com regras próprias, valores próprios, privilégios próprios, mordomias, estabilidade e por aí vai.

Temos pobres e milionários dentro deste “país independente” chamado Estado brasileiro. Os servidores da Câmara e do Senado, por exemplo, cujo os salários estão de forma imoral acima do teto permitido por lei, são os milionários. Os professores de escolas públicas e servidores da área de saúde, com salários indecentes, são os pobres do Estado brasileiro.

Mas, a média salarial deste “país independente” chamado Estado brasileiro é muito maior do que a média salarial do povo brasileiro. Essa casta é mantida e sustentada às custas do contribuinte. Temos cerca de 15 milhões de servidores neste Estado “independente” dentro do Brasil vivendo muito melhor que o brasileiro. Notem, o que estou propondo é uma reflexão coletiva sobre o tipo de país que temos e o seu maior problema. Se ficar claro que, o aparato estatal é um privilégio pra quem está dentro dele, mesmo que esse alguém não seja um figurão, precisamos ter consciência de que isso estabelece uma cultura única. E tem mais, os habitantes deste “país independente” chamado Estado brasileiro se protegem muito, não importa em que escalão estejam quando seus valores estão sendo questionados, seja pela omissão ou pela ausência. Eles viram uma casta, um povo só unido em torno de cláusulas pétreas que lhes preservam privilégios e vantagens, que a população do país que os cerca e os sustenta não tem.

Portanto, este “país independente” chamado Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Sabe por quê? Porque esse “país” trabalha pra ele, principalmente pra ele e pensando prioritariamente nele. Com um código moral dele que é diferente do nosso. Com uma ética dele que é diferente da nossa. Com privilégios maiores do que qualquer outro segmento social possa ter. Com renda média maior do que a renda da sociedade brasileira. Com imunidades maiores e até segurança maior.

Então, qual a justificativa ética que os magistrados vão fazer com relação a essa imoralidade, a essa indecência?

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Feriadão de Páscoa começou terça-feira na Câmara dos Deputados

O feriado de Páscoa começa na noite de terça-feira (31) para os 513 deputados federais. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), defendeu a folga prolongada sob o argumento de que as viagens nesse período ficarem mais difíceis e caras. (Folha de S.Paulo)


Imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo 

— Eles não têm vergonha! Essa gente não tem noção do que é compostura, do que é moral, do que é bom costume. Não tem nada! Lembram das manifestações de 2013 e 15 de março deste ano? Pois é, elas não aprenderam. As manifestações não foram suficientemente claras Milhares e milhares de pessoas ocuparam ruas, pararam cidades e deram um recado à Vossas Excelências mostrando que o povo existe. Mostramos que não somos um bando de idiotas e imbecis. Mas, os políticos brasileiros insistem em viver descolados da realidade que os cercam. Vivem em outro planeta cuidando deles.

A Câmara dos Deputados assim como as casas parlamentares no Brasil são antros de indecência, de vagabundagem, de roubalheira, de empreguismo e desvios de conduta. Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os governantes e os setores que eles tomaram pra si. São os privilégios que têm e seus interesses preservados dentro do Estado pelas máfias partidárias, que tomaram este mesmo Estado, há décadas.

A Câmara dos Deputados não é um ponto fora da curva, ela é a curva. Ela, assim como todas as casas parlamentares espalhadas pelo Brasil, são casas de tolerância que permitem práticas típicas daqueles ambientes que levam esse nome. Possuem regras morais e comportamentais que podem ser apresentadas dessa forma, literariamente falando. Os políticos não são o que eles dizem que são. As instituições que eles tanto defendem são conveniências de momento, valem muito quando servem e não valem nada quando não servem. Fingem que levam isso a sério e, quando querem, mostram o que verdadeiramente são.

É claro que nas casas parlamentares existem exceções. Mas, as exceções não são exceções, são álibis. Isto porque, sendo uma minoria, elas legitimam a maioria caracterizada pelos desvios de conduta, já citados anteriormente. Então, na verdade, quem dá a essas casas de tolerância a chancela de serem casas legislativas é a presença de uma minoria séria e honesta nesses ambientes. Logo, não é possível generalizar, temos que relativizar. Essa desigualdade numérica de forças permite que a realidade da maioria se imponha e seja percebida como parte da democracia, quando na verdade, é apenas parte do bacanal do qual compartilham as máfias político-partidárias no país.

Quem não faz 'negociata' leva a pior, diz conselheiro da Receita investigado em fraude de R$ 19 bilhões

Em conversa interceptada pela Polícia Federal, um dos integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de "tribunal" que avalia recursos de contribuintes em débito com a Receita, afirma que o órgão se tornou um "balcão de negócios" e, no cotidiano de julgamentos, quem não faz "negociata" leva a pior. Na escuta, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, um dos investigados por participação no esquema para favorecer grandes empresas, afirma ainda que só "coitadinhos" têm de pagar impostos. "Quem não pode fazer acordo, acerto - não é acordo, é negociata - se fode", continua ele. "Eles estão mantendo absurdos contra os pequenininhos e esses grandões estão passando tudo livre, isento de imposto. É só pagar taxa", continua Cortez. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

— Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas da cúpula ocupada fisicamente pelos políticos e seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. Na verdade, o que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira. Da portaria à presidência! O corpo funcional do setor público, salvo raríssimas exceções, está impregnado de desvios de conduta. Minha gente, esse é o Estado brasileiro, um Estado ladrão, um Estado caro, um Estado corrupto, um Estado ineficiente, um Estado que cuida apenas de si mesmo. Esse, pra mim, sempre foi e continua sendo o grande inimigo da sociedade brasileira.

domingo, 29 de março de 2015

Operação da PF apura desvios de R$ 19 bilhões na Receita Federal

As investigações iniciadas em 2013 apontaram que grupos de servidores estariam manipulando o trâmite de processos e o resultado de julgamentos no conselho. A Operação Zelotes pode ser maior que a Lava Jato, que apura desvios da ordem de R$ 10 bilhões. A organização atuava no órgão patrocinando interesses privados, buscando influenciar e corromper conselheiros com o objetivo de conseguir a anulação ou diminuir os valores dos autos de infração e da Receita, o que resultaria em milhões de reais economizados pelas empresas autuadas em detrimento do erário da União. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução/O Estado de S.Paulo

— Minha gente, o Estado brasileiro existe, única e exclusivamente, para roubar a sociedade brasileira. Ele é o maior inimigo da sociedade. Vejam que, a roubalheira no Brasil não é só culpa das máfias político-partidárias. Quiséramos nós que fossem apenas as máfias políticas a face corrupta do Estado brasileiro, infelizmente não é. A máquina pública, institucional e funcional, está profundamente comprometida com a corrupção. O tamanho, a abrangência e a disseminação dos casos mostra que nós temos um inimigo sério a enfrentar, que é o Estado brasileiro e seu vício em roubar a sociedade. Ele está para o roubo assim como os zumbis da cracolândia estão para o crack. O Estado brasileiro e seus agentes, públicos e políticos, são dependentes químicos da roubalheira.

A voz das ruas pelo Brasil, contra Dilma Rousseff

A população foi às ruas contra os políticos, contra o Estado e contra o desrespeito que os governantes e seus agentes manifestam sistematicamente contra a população. Estamos num país onde as coisas acontecem pra esculachar o cidadão, pra nos tratar como se fossemos um povo de quinta categoria. Nos tratam assim o tempo todo. Onde podem nos tratar dessa forma, eles tratam mesmo. Notem, ninguém está contra a democracia, ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí. Ninguém está pedindo a mudança de regime!

Imagem: Rreprodução/Correio Braziliense
Os manifestantes não estão pedindo nesse clamor nada que já não exista em nações muito menos ricas que a nossa. A Argentina, o Uruguai e o Chile tem coisas que nós pedimos aqui há muito tempo e muito melhores. Não estamos pedindo nada que seja inalcançável. Estamos pedindo coisas que já estão aí no mundo, na sociedade moderna como: Escolas que eduquem nossos filhos; Hospitais que nos curem; Transporte que nos leve e que nos traga com preço que possamos pagar; Polícias que nos deem segurança; Políticos que não nos roubem etc. Será que estamos pedindo tanta coisa assim meu Deus? Será que é tão difícil perceber isso? 

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Queremos também a compreensão, por parte dos políticos, de que nós somos os patrões. São valores e conquistas que já estão consolidadas em vários países do mundo, e que nós não podemos ter. Como assim não podemos ter? Nós pagamos a maior taxa tributária do mundo. Nossas passagens de ônibus são umas das mais caras do mundo e o nosso transporte "público" é um dos piores do mundo. Por que? A troco de que? Pra dar lucro a quem?

Então, esse basta é um basta geral. É um movimento por coisas básicas e primárias que o governo e os agentes públicos têm que conceder. Os movimentos sociais querem apenas ajustes de comportamento por parte do Estado, dos governantes e de seus agentes públicos.

Em vez de vir a público apenas pra dizer que as manifestações fazem parte da democracia, a presidente Dilma tem que dizer o seguinte: “Vamos atender o pedido das ruas! Vamos resolver! Isso vai mudar! A Assembléia que custa R$ 2 milhões, vai custar R$ 800 mil. Mordomias de deputados serão cortadas e verbas de gabinetes também”. É isso! O Estado tem que apertar o cinto dele e não o nosso para garantir a sobrevivência e a mordomia dele. Tem muita coisa que dá pra fazer e não é preciso que a rua diga o que é, a rua já disse o que quer: RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

HSBC: Vazamentos suíços, canalhices brasileiras no caso Swissleaks

Imagem: Reprodução/Observatório da Imprensa

Por Alberto Dines

Para mostrar-se isento, imparcial, impecável e imaginando que fazia história, a edição de sábado (14/3) de O Globo resolveu escancarar suas culpas e revelar os nomes dos empresários de mídia, herdeiros, cônjuges e jornalistas que mantinham contas secretas na Suíça.

Entre os sete profissionais vivos estão os quatro filhos deste observador agrupados como “Família Dines”. Embora classificados como “jornalistas independentes”, adultos e efetivamente independentes, aparecem identificados pelo nome do pai que apenas se prontificou a prestar esclarecimentos ao repórter já que três deles vivem no exterior há cerca de 30 anos, não têm conta bancária nem declaram rendimentos no Brasil.

O mesmo e perverso sistema que consiste em identificar as proles pelo nome dos pais não foi usado ao mencionar a conta secreta da falecida Lily de Carvalho, viúva do também falecido Roberto Marinho, cujos três filhos comandam o mais poderoso grupo de mídia da América Latina.

Seguindo a infame lógica que levou o jornal a colocar este observador no meio de supostos infratores, também os filhos de Roberto Marinho – o primogênito Roberto Irineu Marinho, o filho do meio João Roberto Marinho e o caçula, José Roberto Marinho (ou um deles em nome dos demais) – deveriam ter sido nomeados e feito declarações para explicar os negócios da madrasta.

O certo seria dar voz a João Roberto Marinho (que fala em nome da empresa e dos acionistas majoritários, além de comandar o segmento da mídia impressa) para dar as explicações que o Globo generosamente preferiu encampar no próprio texto da matéria para não macular a imagem do grande chefe.

João Roberto Marinho é uma figura decente, este observador assim se considera igualmente. João Roberto Marinho foi poupado pelos subordinados; já este observador foi incluído numa relação precária, suspeita, e que, além disso, diz respeito apenas a correntistas e/ou beneficiários.

História suja

Onde está a equidade, a isonomia? Ficou no aquário da redação alimentando a hipocrisia e a onipotência dos que se sentem senhores do mundo e da verdade. Ao jornalista profissional, crítico da mídia, persona non grata para os barões da imprensa e seus apaniguados, o rigor deste insólito código que se serve de um sobrenome para avacalhar todos os que também o usam. Nos cálculos deste observador há no Brasil outros oito membros da honrada família Dines que nada têm a ver com o caso HSBC. Ao falar de Roberto Marinho ou Octavio Frias de Oliveira, suas respectivas proles – por cavalheirismo – foram poupadas.

Este observador vive do seu salário de jornalista há 63 anos. Numa idade em que outros vivem dos direitos autorais, poupança ou investimentos, este profissional vive dos rendimentos de um PJ (pessoa jurídica) sem direito a férias, plano de saúde e outras regalias dos celetistas. Há 17 anos consecutivos é obrigado a passar dois dias por semana no Rio e nos demais trabalhando dez ou doze horas diárias para obter o suficiente para viver com algum conforto.

Se os meus filhos fossem “laranjas” como alguns idiotas das redes sociais tuitaram, as obras de sua casa no Rio – único bem que possuo –, paradas há mais de um ano, já estariam terminadas e o estresse das viagens, eliminado. Meus filhos são adultos, com mais de 50 anos, solteiros, independentes. Nunca perguntei quanto herdaram, quanto guardavam, nem onde. Não tenho conta na Suíça, não tenho poupança, CBDs, ações, investimentos nem no Brasil nem em lugar algum.

Meus filhos têm mais de 50 anos, vivem no exterior há cerca de 30 anos (exceto o caçula, no Rio, beneficiário dos irmãos). Os valores foram herdados da mãe, com quem fui casado em regime de total separação de bens, e de quem me separei em 1975. Eles estão pagando por causa das trapalhadas dos parentes maternos (a família Bloch) e o pai, que deles se orgulha, envolvido numa história suja armada por empresas jornalísticas que, para limpar o seu nome, não se importam em macular a vida, carreira, escrúpulos e sacrifícios de outros.

Pretendo continuar a viver da minha profissão, renda ela o que render, porque para mim jornalismo não é apenas sobrevivência. É opção de vida limpa, digna, honesta.

Em Tempo – O que significa ‘jornalista independente’?

Na relação das “contas secretas” no HSBC suíço divulgadas no sábado (14/3) pelo Globo e pelo blog de Fernando Rodrigues no UOL há 22 empresários de mídia e sete jornalistas: quatro deles classificados como “jornalistas independentes” e com o sobrenome Dines. Qual o critério que norteou esta classificação profissional se apenas dois deles têm diploma de jornalismo, mas deixaram o seu exercício há pelo menos 15 anos?

A explicação é simples: se arrolados em outra relação, a lista dos profissionais sairia ainda mais mirrada e a dos empresários ganharia ainda mais relevância.

Para equilibrar e mostrar que empresários e jornalistas são farinha do mesmo saco foi preciso forçar uma qualificação profissional enganosa só porque com o mesmo sobrenome há um conhecido jornalista na ativa.

(Texto: Reprodução/Observatório da Imprensa)

Em todo país, 2 milhões vão às ruas contra o governo Dilma Rousseff

Todo mundo vai se manifestar mais e por mais motivos a partir de agora. Foi a redescoberta de que; é nas ruas que decidimos as paradas épicas, centrais e fundamentais. Achar que abaixo assinado de internet vai resolver o problema é pura ilusão. Esse negócio de ficar indignado não basta. Sabe por que? Bandido também fica indignado! Chame o Maluf de ladrão! Chame o Sarney de ladrão pra você ver o que acontece! Sabe o que acontece? Eles processam você e qualquer jornalista que fizer isso. Portanto, indignação é um sentimento que qualquer vagabundo tem!

Imagem: Reprodução/O Globo
Estou muito feliz e orgulhoso de ter vivido esse momento. Achei que depois das manifestações das Diretas-Já, dos caras-pintadas e de 2013, nunca mais fosse ver isso de novo no Brasil. Parece que, finalmente, o povo percebeu que o movimento de massa nas ruas é o melhor lugar para pressionar os governantes. É na rua que o jogo é jogado. Não é na eleição, não é no parlamento, não é no Congresso e muito menos nos partidos. Sabe por que? Porque aqui, no Brasil, os políticos se apropriaram desses espaços para fazer o que interessa a eles. Os próprios políticos fecharam as portas para a população nesses espaços democráticos onde, normalmente, as democracias se respeitam e respeitam o cidadão. Onde as tensões sociais são diluídas, onde as reivindicações do povo são analisadas e acolhidas. São nesses espaços que a insatisfação é canalizada e direcionada. 

Mas, o que viraram esses espaços aqui? O que viraram os partidos? O que viraram as casas parlamentares? O que virou a máquina pública? O que virou o Estado? O que viraram as entidades como a UNE e a CUT? Viraram órgãos públicos (chapa branca) pra fazer o jogo de conveniência deles. Entidades estas que, em outros momentos da vida nacional, tiveram essa função de canalizar e verbalizar as reivindicações da população. É claro que estes espaços precisam ser retomados!

Não é porque a democracia no Brasil foi transformada numa ‘merda’, pela apropriação que dela fizeram os políticos e os agentes públicos, que nós vamos ficar contra a democracia. Muito pelo contrário, ela é o melhor que podemos ter. O fato dos políticos brasileiros terem transformado o Congresso Nacional numa caverna de Ali Babá, lotado de ladrões e vagabundos, não quer dizer que o Congresso deva ser fechado. Ele tem que ser faxinado, e não fechado como instituição que representa e media as tensões e reivindicações dos anseios populares.

O que se tornaram os partidos no Brasil? Tornaram-se balcões de negócios, venda de legendas e acordos. Os políticos são tão canalhas, tão cínicos e tão vagabundos que chegam a dar entrevistas dizendo o seguinte: “Tem que ver o que a presidente Dilma vai dar pra gente, né”. Assim, claramente! “Ah, se a presidente não der o que estamos pedindo, a gente não vai votar com ela não”. Assim, com esse teor!

Então, essa moral tem que mudar, e ela vai mudar se as manifestações persistirem até essa realidade se ajustar ao que a rua quer, ao que o povo quer. E o povo quer RESPEITO, RESPEITO, RESPEITO!!!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

HSBC: Organizações Globo, Folha, Estadão e seus interesses

Conceitualmente, a mídia possui quatro objetivos: informar, educar, entreter e prestar serviços, sempre de olho no interesse da maioria dos cidadãos. Isso é ensinado em qualquer curso de Jornalismo/Comunicação e é também a percepção que vigora na sociedade, entre o chamado senso comum. No entanto, a realidade, cada vez mais, se mostra o oposto disso.

Imagem: Reprodução/Observatório da Imprensa

Notícia há muito deixou de ser o que interessa para a maioria (se é que algum dia o foi) e transformou-se em mercadoria a serviço dos proprietários da mídia e de seus interesses, em geral aliados às grandes corporações. É importante destacar que a grande mídia é, em si, uma corporação. Que o digam as Organizações Globo, no Brasil, Clarín, na Argentina, Televisa, no México, e os gigantes, que cobrem praticamente todo o planeta, News Corporation, do australiano naturalizado inglês Rupert Murdoch, e a norte-americana CNN.

São essas, basicamente, as fontes de informação do cidadão comum, esteja ele vivendo no Brasil, na Europa ou nos Estados Unidos. É exatamente por isso, que este cidadão é tão mal informado. E por ser mal informado, acaba provido de convicções que interessam apenas aos poderosos de sempre.

HSBC, “pauta” sem interesse?

Nas duas últimas semanas, as redes sociais no Brasil e em alguns países da Europa têm denunciado o megaescândalo de lavagem de dinheiro na sucursal suíça do banco inglês HSBC. No entanto, para a chamada grande mídia brasileira, o assunto está passando em brancas nuvens. A “pauta” não teria interesse? Longe disso. Há suspeitas de que pelo menos oito mil ricaços brasileiros integram estas contas. O valor do desvio de recursos é da ordem R$ 20 bilhões, algo 10 vezes maior do que os recursos desviados na chamada “Operação Lava a Jato”, que envolve corrupção na Petrobras e é apontada pela mídia como “o maior escândalo da história do país”. Diante disso, por que a Lava a Jato é manchete há quase três meses e o megaescândalo do HSBC continua não sendo notícia?

Na Europa, o assunto tem dado origem a um salutar debate envolvendo a chamada liberdade de imprensa, com jornalistas e donos da mídia em conflito aberto. Enquanto profissionais de redação, como os do francês Le Monde e os do inglês Daily Telegraph, estão participando da investigação do escândalo, os proprietários acusam estes editores e repórteres de prejudicarem seus negócios. O único jornal que tem tido liberdade para cobrir o assunto tem sido o inglês The Guardian, uma exceção por ser administrado por uma fundação, e não por uma família ou grupo empresarial. Em outras palavras, nunca, de maneira tão aberta, proprietários de mídia deixaram claro quais são seus compromissos e a serviço de quem atuam.

No Brasil, as Organizações Globo, os jornais Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo insistem em ignorar o assunto. A população brasileira não tem direito de conhecer este tema? Onde fica a preocupação com o dinheiro público, com a ética e com o interesse do cidadão que estes veículos vivem bradando em seus editoriais, como já comentou Luciano Martins Costa neste Observatório? Sem dúvida a situação mais embaraçosa é a da Folha de S.Paulo, que participou da investigação sobre o HSBC coordenada pelo Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo, mas prefere a omissão porque o problema esbarrou nos seus interesses comerciais.

O caso HSBC tornou-se exemplar porque colocou na ordem do dia a falta de independência das redações diante dos interesses comerciais dos donos de empresas jornalísticas. Falta de independência que se é motivo de debate na Europa, é alvo de absoluto silêncio no Brasil. Qual jornalista ou comentarista brasileiro da grande mídia tem se colocado frontalmente contra esta manipulação? Mino Carta, Janio de Freitas e quem mais? A não-notícia do escândalo do HSBC não é um caso isolado. Lamentavelmente as não-notícias têm sido a regra. A mídia nacional e internacional coloca em evidência os assuntos sobre os quais têm interesse e abafa, esconde, não noticia o que não lhes convém. Senão vejamos.

(Texto: Reprodução/Observatório da Imprensa)

'Fora Dilma' reúne 210 mil em São Paulo e multidões pelo país

Mais um dia histórico e emblemático que reuniu 210 mil pessoas em São Paulo e multidões pelo país. Um mar não apenas de pessoas, mas um mar de esperança. De querer um futuro melhor, de querer governos melhores, de querer políticos e parlamentares melhores. Esse mar não era apenas de seres humanos, de estudantes, de trabalhadores, de chefes de família e de idosos. Mas sim, um verdadeiro mar de cidadania demonstrado pelo Brasil no último dia 15 de março.

Imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo
Manifestações pacíficas, ordeiras e sem organização partidária querendo se aproveitar da boa chama da população nas ruas. Foram manifestações encantadoras, transformadoras e absolutamente positivas. Parece que, finalmente, o povo percebeu que o movimento de massa nas ruas é o melhor lugar para pressionar os governantes. É na rua que o jogo é jogado. Não é na eleição, não é no parlamento, não é no Congresso e muito menos nos partidos. Sabe por que? Porque aqui, no Brasil, os políticos se apropriaram desses espaços para fazer o que interessa a eles. Os próprios políticos fecharam as portas para a população nesses espaços democráticos onde, normalmente, as democracias se respeitam e respeitam o cidadão. Onde as tensões sociais são diluídas, onde as reivindicações do povo são analisadas e acolhidas. São nesses espaços que a insatisfação é canalizada e direcionada.

A população foi às ruas contra os políticos, contra o Estado e contra o desrespeito que os governantes e seus agentes manifestam sistematicamente contra a população. Estamos num país onde as coisas acontecem pra esculachar o cidadão, pra nos tratar como se fossemos um povo de quinta categoria. Nos tratam assim o tempo todo. Onde podem nos tratar dessa forma, eles tratam mesmo. Notem, ninguém está contra a democracia, ninguém está atacando a ideia das instituições existirem. Não é por aí. Ninguém está pedindo a mudança de regime!

Estamos pedindo um país mais sério, um Estado mais sério, agentes públicos mais sérios. Repartições que funcionem, filas que sejam menores, tempo de atendimento que seja menor. Enfim, RESPEITO. Fico me perguntando o seguinte: Quantos anos mais serão necessários para chegarmos a um estágio, não dos nossos sonhos, mas, que muitos países já têm desde o pós-guerra. A Europa já fixou padrões exemplares de RESPEITO ao cidadão, de conduta dos agentes públicos e de funcionamento da máquina pública que persistem até hoje. Lá, os agentes políticos entendem que o cidadão é prioridade e precisa ser olhado com reverência, com respeito e até com submissão.

Isso não é nada demais, ninguém está pedindo nada do que já se tem em incontáveis países do mundo. Notem, ninguém está querendo que o Estado brasileiro se transforme num Éden ou num paraíso com ninfas esvoaçantes. Nada disso, nós queremos apenas um Estado que nos RESPEITE. A falta de RESPEITO do Estado brasileiro faz com que as coisas tomem dimensões trágicas. Essa falta de RESPEITO é a mesma que transformou a saúde pública numa máquina de matar gente. É a mesma que transformou a escola pública numa máquina de reproduzir injustiças e produzir mão-de-obra fácil para a marginalidade. É a máquina pública que transformou a ocupação urbana no caos que está, pela ausência de políticas de habitação, de planejamento etc e tal. Tudo que a gente está vendo no país resulta da ausência ou dos erros da máquina pública. Temos que reconhecer que a culpa também é nossa porque nada fizemos para mudar essa realidade. Agora, os movimentos de massa nas ruas começam a esboçar uma reação a tudo isso. Vamos ver no que vai resultar!

Parabéns, ao povo brasileiro! Parabéns por estar discutindo política, parabéns por estar se mobilizando e entendendo a importância de se intervir no processo político. É fundamental que, o país e nós brasileiros, tenhamos cada vez mais vontade de tomar a política em nossas mãos e conduzi-la para onde queremos que ela vá. E não deixá-la nas mãos dessas quadrilhas político-partidárias que a dominam há décadas.

Equipe do GLOBO é assaltada na Lapa durante reportagem

Uma equipe de reportagem do jornal O GLOBO foi assaltada pela manhã na Rua Joaquim Silva, na Lapa. Repórter, fotógrafo e motorista faziam uma matéria sobre o acúmulo de lixo nas ruas devido à greve dos garis quando dois homens em um carro Fox preto se aproximaram do veículo de reportagem, que estava parado a poucos metros da Escadaria Selarón. O homem que ocupava o banco do carona desceu do veículo e, armado, abordou a equipe. O ladrão roubou o equipamento do fotógrafo e celulares. A equipe seguiu para a delegacia para registrar o assalto. (O Globo)

Imagem: Reprodução/O Globo

— A equipe do Globo foi assaltada? Que absurdo, gente! Não é possível! Essa é a primeira vez que ouço falar em assalto à mão armada no Rio, estou muito assustado. Como assim, assalto na Lapa? Afinal de contas, graças aos nossos governantes - muito protegidos pelo Globo - os índices de criminalidade são "baixíssimos" e a nossa realidade social é "maravilhosa", não é mesmo. 

Ironias e verdades à parte, o fato é o seguinte: Essa é a "eficiente" política de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro que, você, O Globo mais apoia do que critica. Inevitavelmente, em algum momento, essa ineficiência chegaria até você. E aí, O Globo! Está indignado? Sinta na pele o que a população passa todos os dias nas mãos desse Estado ladrão, corrupto, ineficiente, incompetente e perdulário que você tanto protege. O Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade. Só a grande imprensa, mais especificamente O Globo, não vê isso. Por que será?

Neste assalto, O Globo começa a sentir as consequências de seu jornalismo manipulador e tendencioso, produzido em prol do governo e contra os interesses da população. É isso o que acontece com uma imprensa que presta um desserviço à sociedade. É isso o que acontece com uma imprensa que mais apoia do que critica o Estado e seus governantes, não só no Rio de Janeiro, mas em todo país.

Agora, a pergunta que faço é a seguinte: E agora, Pezão? E agora, Beltrame? Isso não faz parte do acordo entre vocês e as Organizações Globo!

O Globo, seja 'bem-vindo' à realidade da população brasileira!