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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Rio de Janeiro perde mais uma emergência pediátrica por falta de médicos e material hospitalar

— Esse é o retrato 3x4 da saúde pública. Esse é o círculo vicioso da política no Brasil. Enquanto os políticos opositores almejam o lugar dos atuais, os políticos responsáveis estão ocupados com as eleições. São a mesma merda. O mesmo lixo.

Imagem: Reprodução / Agência Brasil

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Setor do Hospital Municipal Miguel Couto é fechado após inspeção da Vigilância Sanitária

Fiscalização exigiu melhorias em central de esterilização que apresentavam goteiras e rachaduras. Este é o retrato da saúde pública na cidade do Rio de Janeiro


RIO - A central de esterilização do Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, foi fechada para obras depois de uma inspeção da Vigilância Sanitária do estado, na semana passada. O órgão não interditou o local, mas exigiu um plano de melhoria das instalações, que foi entregue no último dia 18 e deverá ser analisado semana que vem. Segundo profissionais da unidade, a sala onde são esterilizados material cirúrgico e roupas apresentava rachaduras no teto e goteiras.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

ELEIÇÕES 2012: Idoso é mal atendido, volta para casa e Hospital Municipal Salgado Filho o declara morto

Esse é o padrão da saúde pública no Rio de Janeiro. E aí, Eduardo Paes? Se coloque no lugar da filha deste aposentado, se fosse com seu pai o senhor aceitaria este tipo de tratamento? 


Quando a filha de José Lopes, de 78 anos, voltou ao Hospital municipal Salgado Filho, na tarde de quinta-feira, 26, para reclamar do mau atendimento dado ao idoso, recebeu uma notícia surpreendente: segundo a unidade de Saúde, o aposentado estava morto. Horas antes, ao chegar à unidade para buscá-lo, a mulher de José, dona Dulce, de 76 anos, encontrou o marido caído na calçada em frente ao hospital. Ele estava assustado, desorientado e com dificuldades para andar.

- Meu pai chegou ao hospital e foi para a sala vermelha. Uma médica pediu exame, mas não tinha maqueiro para leva-lo até a sala de raios X. Minha sobrinha entrou lá e fez o trabalho, mas não deixaram ela ficar como acompanhante. Ele ficou sem cobertor, sem comida, nem tratamento e agora dizem que ele está morto. Nem com cachorro se faz isso - reclama a filha do paciente Leila Cristina Lopes Alves, de 51 anos.


Tudo começou quando o aposentado foi à Clínica da Família Heitor dos Prazeres, em Brás de Pina, para mostrar um exame. Durante o atendimento, ele desmaiou, ficou com a boca torta e o corpo gelado. A médica diagnosticou um princípio de enfarte e chamou o SAMU para levá-lo para uma emergência.

- Ela (a médica) falou 'Corre com ele, que ele está morrendo' e chamou a ambulância do SAMU para levá-lo para um hospital com mais recursos. Como podem não ter feito nada por ele no Salgado Filho? - lembra a neta, Suellen da Costa Vianna Lopes, de 24 anos.


José Lopes, de 78 anos, continua passando mal em casa após ser dado como morto no Hospital Salgado Filho Foto: Arquivo pessoal

Depois das quase 15 horas de internação, o hospital ligou para dona Dulce avisando que José estava de alta. Foi ao chegar, por volta das 9h, para busca-lo que a idosa encontrou o marido do lado de fora da unidade. Levado para casa, ele continuou passando mal, mas não quer voltar ao hospital porque tem "medo de morrer lá dentro". A família registrou a ocorrência na 23ª DP (Méier).

- Vamos processar a direção da unidade por isso. É uma injustiça que não pode ficar assim - afirma Leila.

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informou por nota que "lamenta profundamente o ocorrido e determinou a abertura de sindicância para apuração rigorosa dos fatos e punição dos responsáveis".

Matéria originalmente publicada no Extra Online

sábado, 28 de janeiro de 2012

DESCASO: Além do desabamento de pedaço do forro, prédio da antiga Polinter tem subsolo alagado


RIO - Além de ter sido esvaziado, depois que um pedaço de forro do cartório da Delegacia de Defraudações desabou, nesta quinta-feira, o antigo prédio da Polinter também está com o subsolo alagado. Localizado na Avenida Silivino Montenegro, na Zona Portuária, o prédio abriga atualmente a Delegacia de Defraudações, a Corregedoria de Polícia Civil e a 1ª DP (Praça Mauá).

Após todos terem sido retirados da unidade, os policiais se aglomeraram do lado de fora do edifício. Uma máquina de sucção já está bombeando a água do subsolo para tentar esvaziar o compartimento. O pedaço de forro caiu quando um bate-estaca estava sendo utilizado em uma obra, que fica ao lado da Polinter. O delegado Fernando Albuquerque, da Defraudações, disse que aguarda uma decisão superior sobre o caso.

- É um problema estrutural. Vamos ver qual será a determinação administrativa - disse.
O prédio da antiga Polinter, que tem cinco andares, está em processo de desativação. A maior parte das delegacias especializadas que funcionavam no local já foram transferidas para um imóvel do Andaraí.

Matéria originalmente publicada no Extra Online