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domingo, 21 de junho de 2015

Aparelho de raio-X comprado há 2 anos ainda está na caixa em lavanderia de hospital em SP

Enquanto as filas de espera por exames aumentam a cada dia na cidade de São Paulo, dois hospitais de grande porte mantêm caros aparelhos de tomografia e raio-X guardados, sem uso. No Hospital Infantil Darcy Vargas, um equipamento de raio-X de alta tecnologia está armazenado na lavanderia do hospital há quase dois anos, sem nem ter sido retirado da caixa. A máquina avaliada em R$ 1 milhão está exposta a variações de temperatura e a depreciação tecnológica. As informações são do SBT. (UOL Notícias)


— O grande negócio da corrupção no Brasil está no momento da compra. A grana rola quando você compra o equipamento, quando você contrata o serviço, quando você faz a obra. Aí, rola a grana! Como ninguém tem compromisso com porcaria nenhuma no Estado brasileiro, exceto com a roubalheira, dá nisso! Você compra uma resonância magnética para o hospital “X”, ela vai pro porão. Você compra um raio-X para o hospital “Y”, ele vai pra lavanderia. Você compra ambulâncias para unidades de saúde, elas vão pro depósito. Você constrói um teleférico, ele fica parado.

— Ah, mas por que construíram o teleférico então?
— Porque se não construíssem não teriam o pretexto para levar a grana do empreiteiro, a comissa, o por fora, a grana de campanha.
— Ah, mas isso só acontece em São Paulo?
— Não. É no Brasil inteiro!
— Isso é resultado da má gestão de um único partido?
— Não. Isso faz parte da cultura incompetente de todos os partidos. Isso faz parte da cultura do PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM, PTB, PDT, PR, PC do B,... São todos!

O Estado brasileiro está tomado pela corrupção, ele está nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos tomaram o Estado brasileiro de assalto, nada se faz dentro dele que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões, corruptos que só pensam em dinheiro para alimentar o jogo político e pra si próprios. As encomendas, as compras, os projetos,... tudo caminha em função desse tipo de interesse, desse tipo de jogo. Esta é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado.

— O que isso significa?
— Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ELEIÇÕES 2012: Setor do Hospital Municipal Miguel Couto é fechado após inspeção da Vigilância Sanitária

Fiscalização exigiu melhorias em central de esterilização que apresentavam goteiras e rachaduras. Este é o retrato da saúde pública na cidade do Rio de Janeiro


RIO - A central de esterilização do Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, foi fechada para obras depois de uma inspeção da Vigilância Sanitária do estado, na semana passada. O órgão não interditou o local, mas exigiu um plano de melhoria das instalações, que foi entregue no último dia 18 e deverá ser analisado semana que vem. Segundo profissionais da unidade, a sala onde são esterilizados material cirúrgico e roupas apresentava rachaduras no teto e goteiras.

Matéria originalmente publicada no O Globo Online

ELEIÇÕES 2012: Hospital Municipal Lourenço Jorge pede socorro

Esse é o padrão da saúde pública na cidade do Rio de Janeiro. Ausência de médicos, descaso e desrespeito. E aí, Eduardo Paes? Se fosse a sua mãe, tente se imaginar no lugar da família desta senhora. Acho que se o senhor fosse obrigado a utilizar os hospitais municipais, com certeza, a coisa seria diferente.


Uma idosa de 82 anos foi mais uma vítima do descaso com a saúde pública no Rio de Janeiro. Debilitada, com câncer terminal na garganta e necessitando sonda para se alimentar, buscou ajuda no hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na noite de domingo.

A sonda, ligada ao tubo digestivo, soltou-se e ela ficou impedida de se alimentar. Desesperada, a família foi surpreendida com a informação de que não havia clínico geral para atendê-la.


A ausência de médicos, já corriqueira, não foi o motivo maior da revolta da família. Em uma unidade pública de saúde, a orientação dada foi de "arrume um médico", como se ela ali não estivesse em busca de um.

Não bastasse isto, recomendaram um comprimido de dipirona e que retornasse à sua casa, em Jacarepaguá, pois "ia melhorar".

Sem outra alternativa - ela está entre os 74% da população sem plano de saúde, como constatou o IBGE, em 2008 - a senhora voltou para casa e permaneceu sem ter como se alimentar até a noite de ontem, quando voltaria a um outro hospital na expectativa de encontrar um clínico geral de serviço.

A constatação é óbvia: tão debilitada como a senhora que tem apenas 30 Kg, está a saúde no Rio, principalmente, a saúde pública.

Jornal do Brasil - Coluna Informe JB

ELEIÇÕES 2012: Idoso é mal atendido, volta para casa e Hospital Municipal Salgado Filho o declara morto

Esse é o padrão da saúde pública no Rio de Janeiro. E aí, Eduardo Paes? Se coloque no lugar da filha deste aposentado, se fosse com seu pai o senhor aceitaria este tipo de tratamento? 


Quando a filha de José Lopes, de 78 anos, voltou ao Hospital municipal Salgado Filho, na tarde de quinta-feira, 26, para reclamar do mau atendimento dado ao idoso, recebeu uma notícia surpreendente: segundo a unidade de Saúde, o aposentado estava morto. Horas antes, ao chegar à unidade para buscá-lo, a mulher de José, dona Dulce, de 76 anos, encontrou o marido caído na calçada em frente ao hospital. Ele estava assustado, desorientado e com dificuldades para andar.

- Meu pai chegou ao hospital e foi para a sala vermelha. Uma médica pediu exame, mas não tinha maqueiro para leva-lo até a sala de raios X. Minha sobrinha entrou lá e fez o trabalho, mas não deixaram ela ficar como acompanhante. Ele ficou sem cobertor, sem comida, nem tratamento e agora dizem que ele está morto. Nem com cachorro se faz isso - reclama a filha do paciente Leila Cristina Lopes Alves, de 51 anos.


Tudo começou quando o aposentado foi à Clínica da Família Heitor dos Prazeres, em Brás de Pina, para mostrar um exame. Durante o atendimento, ele desmaiou, ficou com a boca torta e o corpo gelado. A médica diagnosticou um princípio de enfarte e chamou o SAMU para levá-lo para uma emergência.

- Ela (a médica) falou 'Corre com ele, que ele está morrendo' e chamou a ambulância do SAMU para levá-lo para um hospital com mais recursos. Como podem não ter feito nada por ele no Salgado Filho? - lembra a neta, Suellen da Costa Vianna Lopes, de 24 anos.


José Lopes, de 78 anos, continua passando mal em casa após ser dado como morto no Hospital Salgado Filho Foto: Arquivo pessoal

Depois das quase 15 horas de internação, o hospital ligou para dona Dulce avisando que José estava de alta. Foi ao chegar, por volta das 9h, para busca-lo que a idosa encontrou o marido do lado de fora da unidade. Levado para casa, ele continuou passando mal, mas não quer voltar ao hospital porque tem "medo de morrer lá dentro". A família registrou a ocorrência na 23ª DP (Méier).

- Vamos processar a direção da unidade por isso. É uma injustiça que não pode ficar assim - afirma Leila.

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil informou por nota que "lamenta profundamente o ocorrido e determinou a abertura de sindicância para apuração rigorosa dos fatos e punição dos responsáveis".

Matéria originalmente publicada no Extra Online

quarta-feira, 21 de março de 2012

LADRÕES: Empresários corruptos são flagrados fraudando licitações públicas em hospital federal no Rio

Denúncia de ROUBALHEIRA na área da saúde feita pelas empresas Toesa, Locanty, Bella Vista e Rufolo. Antes de mais nada, vale ressaltar o excelente trabalho realizado pela equipe do Fantástico. Todos nós sabemos que é notória a presença da corrupção nas esferas federal, estadual e municipal. Mas, por que a Rede Globo não fez essa reportagem em um hospital estadual ou municipal? Ficou com receio de perder o cascalho de Sérgio Cabral e Eduardo Paes? 

RIO - Empresários de quatro firmas ligadas ao setor da saúde foram flagrados oferecendo propina para ganhar contratos de um hospital público. A denúncia foi feita neste domingo pelo "Fantástico", exibido pela TV Globo. Com a ajuda do diretor do hospital de pediatria da UFRJ, o repórter Eduardo Faustini se passou pelo gestor de compras da instituição. Ao longo de dois meses, ele acompanhou negociações, contratações, licitações e compras de serviços.

O repórter convocou licitações em regime emergencial, fechadas ao público e feitas através de convites a quatro empresas que estão entre os maiores fornecedores da União: a locadora de veículos Toesa Service; a Locanty Soluções, que faz coleta de lixo; a Bella Vista Refeições Industriais; e a Rufolo Serviços Técnicos e Construções.

Empresas são investigadas por irregularidades

Três são investigadas pelo Ministério Público por diferentes irregularidades. Ainda assim, receberam juntas R$ 500 milhões em contratos feitos com verbas públicas.
— É a ética do mercado, entendeu? Se eu ganho um milhão e 300, eu dou 130 (mil). É o normal — diz Renata Cavas, gerente da Rufolo.

As negociações foram todas filmadas de três ângulos diferentes e levadas até o último momento antes da liberação do dinheiro. O "Fantástico" explicou ainda que nenhum negócio foi concretizado. De acordo com a reportagem, os representantes das empresas usam códigos no primeiro contato com o administrador, exigindo saber quem fez a recomendação dos serviços. Mas logo falam abertamente sobre a propina.
— Eu quero o serviço. Você escolhe o que quer. Faço meu preço, boto... Qual é o percentual? Dez? — pergunta Renata, antes de fechar em 20%.


Já o gerente da Locanty Soluções, Carlos Sarres, diz que até pode diminuir a margem de lucro para aumentar a propina:
— A gente abre o custo e a nossa margem, e joga o percentual que você desejar.

Propina é paga em caixas de uísque 

Sarres fala da forma como é paga a propina:
— Onde você marcar. E o troço é muito discreto. Nem parece que é dinheiro. Traz em caixa de uísque, caixa de vinho. Fica tranquilo.

O esquema é possível porque os valores das propostas são acertados previamente. E, no dia da abertura dos envelopes, as concorrentes chegam a ir ao local da apuração.
— A gente faz a mesma coisa para eles. Da mesma maneira que a gente vai pedir para eles formatarem uma proposta em cima da nossa, eles pedem para a gente fazer isso para eles — diz Sarres.

As empresas foram procuradas pelo "Fantástico". David Gomes, dono da Toesa, negou a fraude. Já os representantes das empresas Bella Vista e Rufolo não quiseram se pronunciar. A Locanty informou por e-mail que afastou temporariamente o gerente Carlos Sarres.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

DESCASO: Hospital Estadual Rocha Faria vira depósito de pacientes. E aí, Sérgio Cabral?

Pessoas com doenças contagiosas e recém-operadas estão em corredores. Esquecidas, algumas nem são medicadas

Cleyton foi deixado em maca colada ao quadro de energia
RIO - Um depósito de pacientes. Foi isso que se tornou o Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, gerido pela Secretaria Estadual de Saúde. O DIA esteve ontem na unidade e flagrou um cenário de horror: pelo menos 30 doentes se aglomeravam em macas nos corredores do hospital, à espera de socorro — ou de um milagre. Alguns com doenças contagiosas, como tuberculose, e outros encostados em porta que leva ao quadro de energia. Uma situação de perigo para quem depende da rede pública de saúde para sobreviver.

Segundo um funcionário da unidade que não quis se identificar, alguns pacientes já estão “internados” há mais de uma semana nos corredores da Emergência e até do Centro de Imagens — por onde só deveriam circular para serem submetidos a exames. Sem tomar banho, eles dividem espaço com lixeiras e extintores de incêndio. E muitas vezes não são medicados.

É o caso de Artur Garcia, 47 anos. Ele deu entrada no Rocha Faria sexta-feira, após cair de um telhado. Fraturou o cotovelo e precisou ser operado às pressas. O tratamento parou por aí: desde que saiu da sala de cirurgia, Artur está no corredor do Centro de Imagens. Ontem, nem remédios recebeu. “Fui esquecido. Me largaram aqui e já não sei a quem recorrer. Estou com muitas dores e não me deram os remédios”, lamentou.

Artur não está enganado. “É muito paciente para pouco funcionário. Os médicos têm que gritar, como se fosse uma lista de chamada, de tão cheio que está o hospital. E se o paciente não estiver atento para responder, é esquecido. Não há como atender a todos”, relatou um funcionário.

Procura foi duplicada

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde admitiu a superlotação do Hospital Rocha Faria. No entanto, não ofereceu nenhuma solução para os problemas e afirmou que todos os pacientes são medicados.

Segundo o órgão, o setor de emergência está operando 125% acima de sua capacidade e “os hospitais estaduais utilizam todos os espaços físicos possíveis para atender as demandas da população” — como os corredores. “O Rocha Faria opera acima de sua capacidade todos os dias”.

Além disso, a secretaria culpou o fechamento “ao menos parcial de atendimento de emergência de unidades de saúde de outros entes federativos”, mas não explicou quais seriam esses hospitais.

O órgão também justificou a superlotação pelo aumento na capacidade de atendimento do Samu — serviço de ambulância administrado pelo governo do estado. A nota informa que esse aumento “de 2006 para cá também impactou no aumento da demanda nos hospitais da rede”.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DESCASO NA SAÚDE: Hospital Municipal Lourenço Jorge não tem cirurgiões

Emergência de hospital na Barra sem cirurgiões. Lourenço Jorge não teve especialistas nos 2 últimos fins de semana. E aí, Eduardo Paes? Dinheiro pra Copa e Olimpíadas não faltam, mas para a saúde do povo!!!

O Dia Online


RIO - O Hospital Municipal Lourenço Jorge, principal emergência da Barra da Tijuca, sofre com falta de cirurgiões. O DIA teve acesso ao livro de ocorrências do hospital que mostra que não houve nenhum cirurgião de plantão na madrugada do dia 17 para o 18. Na noite de Natal, apenas um deles trabalhou. Resolução do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) aponta que a unidade precisaria de pelo menos quatro cirurgiões gerais por plantão.

O problema, no entanto, não se resume à cirurgia geral. O Cremerj prevê ainda 2 neurocirurgiões, 1 cirurgião de tórax e outro vascular para cada uma das 7 equipes do hospital. Porém, não há neurocirurgiões e nem especializados em tórax na unidade. Resta apenas 1 cirurgião vascular para todos os plantões.

O presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, classificou a situação como absurda. “É inadmissível um hospital de grande porte próximo a lugares de grandes acidentes automobilísticos, com diversas vítimas de traumatismo craniano, não ter um neurocirurgião e chegar ao ponto de não ter sequer cirurgião geral em um plantão”, disse. Segundo o Corpo de Bombeiros, acidentes de trânsito na região já fizeram 591 vítimas apenas este ano.

Para o presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, Carlos Eduardo (PSB), a falta de cirurgiões é fato grave. “Vou entrar em contato com o prefeito Eduardo Paes para cobrar explicações e para não faltar estes especialistas em plantões, como o Ano Novo, quando ocorrem graves acidentes”, garantiu.

Falta de clínico foi comunicada

O Samu, serviço responsável pelas ambulâncias, foi avisado da ausência de cirurgiões no plantão da madrugada dos dias 17 para 18 no Lourenço Jorge. O DIA teve acesso a documento enviado pela chefia do plantão ao Samu para que os pacientes com traumas fossem levados para outras unidades.

“Eles já sabiam que não iria ter médico e não fizeram nada. Em caso de lesão, tempo é fundamental e transferências podem agravar o quadro do paciente”, disse médico que estava no plantão sem cirurgião.

Matéria originalmente publicada no jornal O Dia Online