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sexta-feira, 6 de março de 2015

Angélica é hostilizada durante gravação em faculdade e deixa campus sob protestos contra Globo

Angélica foi recebida de forma nada calorosa por estudantes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) nesta quarta-feira, na Urca, na Zona Sul do Rio. A apresentadora foi ao local para gravar um quadro do programa Estrelas. Angélica e a produção foram obrigados a deixar o local sob os gritos: "O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo". 

Imagem: Reprodução/O Dia

Segundo uma testemunha, que não quis ser identificada, em entrevista ao DIA , a confusão começou após uma pessoa da equipe de Angélica proibir fãs que queriam fotos e autógrafos de se aproximarem da apresentadora. Ela ainda tentou remediar a situação dizendo que poderia tirar fotos sim, mas o bate-boca já havia começado. 

O quadro contava com a participação dos atores de Malhação Isabela Santoni e Rafael Vitti. A locação foi escolhida por causa dos atores, que se conheceram no campus da universidade. Angélica não respondeu aos gritos dos alunos, nem esboçou reação alguma

Nas redes sociais, estudantes da UniRio compartilharam um vídeo que mostra a tumultuada visita de Angélica. Até mesmo o fato de a apresentadora contar com alguém para carregar uma sombrinha, que a protegia do sol, virou piada. Nesta semana, a família da apresentadora ficou sob os holofotes por causa da polêmica camiseta infantil da grife de Luciano Huck.

(Texto: Reprodução/O Dia)

Assista ao vídeo abaixo
Angélica e equipe da Globo foram vaiados durante gravação na UniRio

domingo, 22 de julho de 2012

CPI DO CACHOEIRA: Envolvido em escândalo da construtora Delta, Sérgio Cabral coloca Presidente Dilma Rousseff em saia justa no Rio


A agenda oficial da Presidência da República reserva para Dilma Rousseff um compromisso delicado nesta sexta-feira. A presidente visitará a cidade paracerimônia de entrega dos títulos de doutor honoris causa ao ex-presidente LuizInácio Lula da Silva, concedidos por cinco universidades públicas – a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal Fluminense (UFF) e a Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). A entrega do título a Lula, que coleciona sete outras honrarias semelhantes, vai reunir para mais uma fotografia antigos aliados, no estado que deu a Dilma 60% dos votos válidos para a presidência. Mas um deles, no momento, não é a melhor companhia para o noticiário.

O governador Sérgio Cabral enfrenta a pior crise de seu governo. Na fila para ser convidado a depor na CPI do Cachoeira, Cabral deve explicações sobre suas relações com o empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta e mergulhado nas suspeitas de irregularidades em contratos em vários estados – com destaque para o Rio. A Delta é uma das principais empreiteiras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cria da presidente e bandeira de campanha da aliança PMDB-PT no Rio. O peso da empreiteira no programa criou agora um problema para o governo: como a Delta perdeu fôlego, começa a abandonar seus contratos, o que, para o PAC, é sinônimo de atraso.

O ex-presidente tentou, sem sucesso, emplacar o ex-líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), na relatoria da CPI mista que investigará as ligações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com os governos estaduais e federal. A confirmação da convocação de Sérgio Cabral será, para o PMDB, um revés importante em ano eleitoral – o governador é o principal cabo eleitoral no estado, onde o partido terá candidatos próprios em 65 dos 92 municípios. Um deles a capital, onde Eduardo Paes também tem a Delta como um sinal de alerta, dado o volume de contratos em poder da empresa.

O maior desgaste de Cabral, no momento, vem de um arquirrival no estado, e de uma ainda mal esclarecida relação entre ele e o dono da Delta. Deputado pelo PR e ex-governador, Anthony Garotinho tem abastecido o noticiário com fotos e vídeos de Cabral e Cavendish em viagens, festas e jantares na Europa. Sobre as imagens, há muito o que explicar. E há também o que é politicamente inexplicável. Entre os comensais, está o secretário-chefe da Casa Civil do governo do estado, RégisFichtner, que aparece em algumas das imagens ao lado de Cavendish. Fischtnerfoi o homem de confiança escolhido por Cabral para fiscalizar os contratos da Delta.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja Online