domingo, 21 de junho de 2015

'Jornal Nacional' fica informal para deter queda de audiência

O "Jornal Nacional", que dez anos atrás ainda marcava médias de audiência próximas dos 40 pontos, hoje está mais perto dos 20, na Grande São Paulo. O movimento, que acompanha o que se viu nos telejornais americanos, os grandes modelos do "JN", não apresenta sinais de reversão, pelo contrário. O esforço agora é para conter a velocidade da queda. Nesta segunda (27), após anos de experiência em outros noticiários da Globo, de regionais como "SPTV" a nacionais como "Hoje", chegou ao telejornal a informalidade dos apresentadores, que andam e conversam.

Imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo
Sorriem mais, improvisam diálogos. E isso se dá ao longo de todo o programa, como novo padrão, seja para falar com um repórter nas ruas de São Paulo ou com correspondentes do outro lado do mundo, em Katmandu.

Longe da política, historicamente, foram as coberturas de grandes tragédias, nos anos 1960 e 1970, que estabeleceram o jornalismo de qualidade da Globo.

E agora as mudanças formais são acompanhadas por cobertura semelhante, ainda que o terremoto no Nepal seja mais difícil de aproximar do telespectador do que as enchentes no Rio, em 1966, ou os grandes incêndios do Andraus e do Joelma em São Paulo, em 1972 e 74.

Para conseguir emocionar o brasileiro com o que acontece em Katmandu, o "JN" contou com dois repórteres do programa "Planeta Extremo", Carol Barcellos e Clayton Conservani, por acaso no Nepal. E contou com novas ferramentas de tecnologia, para aproximá-los até fisicamente de Renata Vasconcellos e William Bonner. O maior impacto do novo "JN" foi a grande tela que permite aos dois apresentadores conversar ao vivo, como se estivessem juntos, no mesmo enquadramento, com jornalistas em outros continentes ou pelas ruas.

Bonner chegou a avisar o telespectador que seria "uma conversa com umas pausas", devido à distância. Mas o atraso no sinal foi mínimo, durante o diálogo com o Nepal e também nos outros do programa, o que facilitou a ilusão, reforçada ainda pela qualidade da imagem. A proximidade com a tragédia de Katmandu foi reforçada também pelo desespero de Barcellos com um tremor, em imagem recuperada do dia anterior, e principalmente pelo depoimento e pela emoção de duas jovens brasileiras que o jornalismo da Globo encontrou lá.

"Eu achei que ia morrer, amo vocês demais, pai, mãe", falou uma delas, entre lágrimas, logo seguida pela outra, também chorando. E minutos depois o "JN" ouviu, no Brasil, o pai e a mãe, eles também emocionados.

Com o drama humano tomando a tela, o programa nem precisou abusar de outra ferramenta de espetáculo que havia conseguido: as cenas de "um drone, um avião não tripulado", que mostravam o Nepal rasgado pelo terremoto –como nos filmes hollywoodianos "2012" e "A Falha de San Andreas".

O telejornal, na verdade, estreou tantas mudanças que só aos poucos será possível compreendê-las por inteiro. É o caso da nova apresentadora do tempo, Maria Júlia Coutinho, que estreou há quatro meses no "Hora Um" e chama a atenção, desde então, pela facilidade com que conversa, brinca. É ela quem aponta o futuro do "JN".

(Texto: Reprodução/Folha de S.Paulo)

Casos de dengue sobem mais de 200% em São Paulo

Isso pode parecer um problema só de São Paulo, mas não é. Isto é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado. O que isso significa? Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria!

Imagem: Reprodução/ISTO É Independente
É claro que o combate à dengue é algo que passa muito por nós, muito por nós. Passa por nossa casa, por nosso quintal, por nossa calçada, pelo terreno ao lado da nossa casa, pela ação entre vizinhos etc e tal. Mas, para por aí. Colocada a responsabilidade do cidadão como algo fundamental nesse processo, faço a seguinte pergunta: O que cabe ao Estado? O que cabe ao poder público no processo de combate à dengue? Cabe muito!

Cabe às autoridades fazer ações gerais de educação, de fiscalização e de prevenção em áreas onde a população não pode resolver o problema. Áreas como, por exemplo, lixões, terrenos baldios e casas abandonadas. Mas, infelizmente, os governantes não fazem. Simplesmente não fazem! É um absurdo que São Paulo, o Estado mais rico do país, seja alvo de uma epidemia de dengue em pleno século XXI. É um inferno viver no Brasil com esses governantes, com esse Estado e com esse aparato público caro, corrupto e ineficiente. Falta tudo, falta políticas de prevenção e de fiscalização, falta fraude geriátrica em hospital e farmácias populares, falta remédio para rejeição de órgão transplantado em postos de saúde, falta roupa cirúrgica e materiais básicos como gaze, atadura, agulhas descartáveis e até papel higiênico. Quando chove tem inundações e deslizamentos de terra. Quando não chove tem falta d’água, crise hídrica e por aí vai. Vou repetir o que sempre digo aqui: O Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade.

Obra parada complica atendimento no Hospital da PM em Natal, no RN

A população de Natal enfrenta um problema duplo para conseguir atendimento médico: o principal hospital está superlotado e a alternativa é um hospital da Polícia Militar, que passa por uma reforma que não acaba nunca. O problema começou com as obras de reforma e ampliação do hospital. O investimento de R$ 5,5 milhões do governo do estado corresponde a 90% do serviço. Mas há um ano está tudo parado porque a licitação para a climatização ainda não saiu do papel. Enquanto isso, equipamentos comprados pelo Ministério da Saúde e que valem R$ 6 milhões, continuam chegando. Só em uma sala da unidade há cerca de 50 caixas com equipamentos e acessórios hospitalares. Eles chegaram em dezembro do ano passado e a maioria está sem previsão de uso. (G1)

Imagem: Reprodução/G1

— O grande negócio da corrupção no Brasil está no momento da compra. A grana rola quando você faz a obra, quando você compra o equipamento, quando você contrata o serviço. Aí, rola a grana! Como ninguém tem compromisso com porcaria nenhuma no Estado brasileiro, exceto com a roubalheira, dá nisso! Você compra uma resonância magnética para o hospital “X”, ela vai pro porão. Você compra um raio-X para o hospital “Y”, ele vai pra lavanderia. Você compra ambulâncias para unidades de saúde, elas vão pro depósito. Você constrói um teleférico, ele fica parado. 

— Ah, mas por que construíram o teleférico então?
— Porque se não construíssem não teriam o pretexto para levar a grana do empreiteiro, a comissa, o por fora, a grana de campanha.
— Ah, mas isso só acontece em São Paulo?
— Não. É no Brasil inteiro!
— Isso é resultado da má gestão de um único partido?
— Não. Isso faz parte da cultura incompetente de todos os partidos. Isso faz parte da cultura do PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM, PTB, PDT, PR, PC do B,... São todos!

O Estado brasileiro está tomado pela corrupção, ele está nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos tomaram o Estado brasileiro de assalto, nada se faz dentro dele que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões, corruptos que só pensam em dinheiro para alimentar o jogo político e pra si próprios. As encomendas, as compras, os projetos,... tudo caminha em função desse tipo de interesse, desse tipo de jogo. Esta é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado.

— O que isso significa?
— Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria! Esse é o Estado brasileiro! Um Estado ladrão, caro e ineficiente que cuida apenas de si mesmo. Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os governantes, os partidos, são os privilégios que têm e os setores que tomaram de assalto pra si há décadas.

Atores, diretores e cineastas da Rede Globo estão na lista de contas secretas do HSBC na Suíça

Rio - Celebridades e nomes da cultura nacional estão na lista dos 86.667 brasileiros identificados por um código em contas numeradas na agência de "private bank" do HSBC em Genebra, na Suíça. Artistas como Claudia Raia, Edson Celulari, Marília Pêra, Maitê Proença, Francisco Cuoco, Tom Jobim, Jorge Amado e família integram a lista. Assim como o apresentador Jô Soares, os cineastastas e diretores da Globo Andrucha e Ricardo Waddington, o também cineasta Hector Babenco e o publicitário e idealizador do Rock in Rio Roberto Medina.


A investigação, conhecida como SwissLeaks, mostra que nos últimos anos há casos de personalidades que receberam dinheiro público atrávés da Lei Rouanet e o Fundo Nacional de Cultura. Mas não é possível estabelecer nenhuma conexão entre essa verba com o dinheiro que circulou em contas bancárias na Suíça.

A Lei Rouanet permite a empresas financiarem projetos culturais e deduzir 100% do valor gasto do seu Imposto de Renda, até o limite de 4% do imposto devido.

Segundo o HSBC, Claudia Raia foi correntista na agência de Genebra (n°34738 ZES) de 3 de maio de 2004 a 5 de novembro de 2006, com o então marido, o também ator Edson Celulari, os dois se separaram em 2010. A última retirada do banco foi em 2006/2007, a conta tinha um saldo de US$ 135 mil (cerca de R$ 430 mil).

Cláudia Raia, Edson Celulari, Jô Soares, Tom Jobim, Maitê Proença e Jorge Amado estão entre os citados

O apresentador Jô Soares aparece relacionado a quatro contas encerradas também entre 2006 e 2007 no HSBC de Genebra. Ele está no acervo de dados vazado do HSBC às publicações identificado como "ator, jornalista, escritor e animador de televisão em canais de TV no Brasil".

Segundo a reportagem, a atriz Maitê Proença está nos arquivos do SwissLeaks vinculada à conta 15869 HP, aberta em 17 de abril de 1990. Ela aparece ativa em 2006/2007 e na época em que os dados foram extraídos do HSBC o saldo era de US$ 585 mil (cerca de R$ 2 mi).

Aparelho de raio-X comprado há 2 anos ainda está na caixa em lavanderia de hospital em SP

Enquanto as filas de espera por exames aumentam a cada dia na cidade de São Paulo, dois hospitais de grande porte mantêm caros aparelhos de tomografia e raio-X guardados, sem uso. No Hospital Infantil Darcy Vargas, um equipamento de raio-X de alta tecnologia está armazenado na lavanderia do hospital há quase dois anos, sem nem ter sido retirado da caixa. A máquina avaliada em R$ 1 milhão está exposta a variações de temperatura e a depreciação tecnológica. As informações são do SBT. (UOL Notícias)


— O grande negócio da corrupção no Brasil está no momento da compra. A grana rola quando você compra o equipamento, quando você contrata o serviço, quando você faz a obra. Aí, rola a grana! Como ninguém tem compromisso com porcaria nenhuma no Estado brasileiro, exceto com a roubalheira, dá nisso! Você compra uma resonância magnética para o hospital “X”, ela vai pro porão. Você compra um raio-X para o hospital “Y”, ele vai pra lavanderia. Você compra ambulâncias para unidades de saúde, elas vão pro depósito. Você constrói um teleférico, ele fica parado.

— Ah, mas por que construíram o teleférico então?
— Porque se não construíssem não teriam o pretexto para levar a grana do empreiteiro, a comissa, o por fora, a grana de campanha.
— Ah, mas isso só acontece em São Paulo?
— Não. É no Brasil inteiro!
— Isso é resultado da má gestão de um único partido?
— Não. Isso faz parte da cultura incompetente de todos os partidos. Isso faz parte da cultura do PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM, PTB, PDT, PR, PC do B,... São todos!

O Estado brasileiro está tomado pela corrupção, ele está nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos tomaram o Estado brasileiro de assalto, nada se faz dentro dele que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões, corruptos que só pensam em dinheiro para alimentar o jogo político e pra si próprios. As encomendas, as compras, os projetos,... tudo caminha em função desse tipo de interesse, desse tipo de jogo. Esta é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado.

— O que isso significa?
— Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria!

HSBC: Organizações Globo, Grupo Folha e Rede Bandeirantes abriram contas secretas na suíça

Os nomes de 22 donos de empresas de mídia e sete jornalistas aparecem na lista de clientes do banco HSBC em Genebra, na Suíça, até 2007 - algumas das contas foram fechadas antes desta data. A relação foi vazada por um ex-funcionário da instituição financeira. As informações foram divulgadas na edição de sábado do jornal Folha de S. Paulo. Entre os empresários estão Lily de Carvalho, falecida em 2011, viúva do jornalista Roberto Marinho (1904-2003), dono das Organizações Globo.

Imagem: Reprodução/Terra Notícias

Alguns dos donos do Grupo Folha também constam na lista. Octávio Frias de Oliveira (1912 - 2007), Carlos Caldeira Filho (1913-1993) e Luiz Frias mantiveram conta na instituição Membros da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também transferiram dinheiro para a Suíça, como o fundador João Jorge Saad (1919 - 1999).

O Grupo Folha e a família Frias afirmaram ao jornal "não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei". Ter conta em bancos na Suíça não é crime, desde que o dinheiro tenha sido declarado para a Receita Federal e somas acima de US$ 100 mil declaradas ao Banco Central.

(Reprodução: Terra Notícias)

Base da Marinha prevê gasto de R$ 400 mil com cachaça, uísque e cerveja

Além de 64 mil latas de cerveja, há cachaça, vodca e licor na lista também. Além disso, são pelo menos 170 litros de uísque 12 anos, também muito caro, a R$ 262 o litro, quando no supermercado o maior preço entre os destilados desta idade é R$ 189. O gasto total estimado só com bebidas alcoólicas é de R$ 390 mil. Além disso, estão cotadas 31 toneladas de azeitona e 900 quilos de queijo grana padano, sofisticado, que custaria R$ 31 mil. Em setembro do ano passado, a base naval de São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, comprou 140 mil latas de cerveja. (Jornal Metro)

Imagem: Reprodução/Jornal Metro

— O que faz uma base da Marinha a gastar quase R$ 400 mil com cachaça, uísque e cerveja com dinheiro do contribuinte? A troco de quê? Esses caras enlouqueceram! Piraram! Gastar dinheiro público com vodca e licor! Que isso, é Rock in Rio Forças Armadas! Alô, Lei Seca!

Excelência! General! Almirante! Querem cachaça, uísque vodca, licor e cerveja? Comprem com o dinheiro de vocês! Vão lá no supermercado, comprem e se matem de beber! Mas com o meu dinheiro, não! Com dinheiro do cidadão, do imposto, não!

Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

Marinha do Brasil - Foto/Divulgação
E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Pra todo lugar que você olhe dentro do Estado brasileiro, você vai encontrar uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Aí, quando você fala de determinados setores, os caras têm ataques de pelanca e começam a entender interesses escusos nas críticas que você faz, não é o caso. A crítica é a mesma e é feita pela mesma razão: O Estado brasileiro (Exército, Marinha e Aeronáutica) está tomado de desvios de conduta, corrupção, bandalheira e falta de respeito ao dinheiro público. Estes, são atos de desrespeito ao dinheiro público!

Vocês podem usar uniforme, cantar o hino nacional todo dia e dizer que defendem a soberania do país, mas nesse caso, vocês meteram a mão no dinheiro do contribuinte, e pouco me importa qual a justificativa dada por vocês. Isso é bandalheira típica dos piores corruptos do Brasil. E não vou amenizar as palavras só porque se trata das Forças Armadas. Quando agem dessa maneira se igualam ao mesmo lixo de qualquer corrupção, de qualquer desvio de conduta ou de qualquer má versação do dinheiro público.

Datafolha: 65% dos brasileiros reprovam governo Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff encerrou os seis primeiros meses do segundo mandato com a maior rejeição desde que assumiu o governo, em 2011. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado (20), 65% dos brasileiros avaliam o governo como ruim ou péssimo, três pontos percentuais a mais que o levantamento anterior, divulgado em março.


De acordo com o instituto, o índice de rejeição é o maior para um presidente da República desde setembro de 1992, a poucos dias do impeachment de Fernando Collor de Mello. Conforme a pesquisa, 10% dos entrevistados classificaram o governo como bom ou ótimo, queda de três pontos percentuais em relação a março; 24% consideram regular e 1% não soube responder.

A rejeição está em níveis similares em todos os níveis de renda. Na parcela da população que ganha até dois salários mínimos, a aprovação da presidenta está em 11%, contra 62% de rejeição. Entre os eleitores de alta renda, que recebem acima de dez salários mínimos, Dilma é aprovada por 12% e rejeitada por 66%. Segundo o Datafolha, resultados parecidos são observados conforme o sexo, a idade e a escolaridade.

Entre as regiões do país, a pesquisa apresentou alguma variação. A presidenta tem menor índice de aprovação no Sudeste, com 7%. A avaliação menos baixa está no Nordeste, onde 14% dos entrevistados consideraram o governo bom ou ótimo.

Em uma simulação de disputa eleitoral para 2018, o senador Aécio Neves (PSDB) teria 35% das intenções de voto, seguido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 25%, e Marina Silva (PSB), com 18%. Em um segundo cenário, o ex-presidente ficaria na frente, com 26% das intenções, seguido de Marina Silva, com 25%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 20%.

O levantamento ouviu 2.840 pessoas em 184 municípios na última quarta-feira (17) e quinta-feira (18). A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

'A urna é a sua melhor panela', diz Tiririca na TV

Ao contrário do que disse o deputado federal Tiririca (PR), as eleições não são a oportunidade de mudar a realidade do país. Não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos, que vamos alterar essa realidade no Brasil. O voto obrigatório no Brasil só serve para o cidadão eleger, não serve para interferir, mudar ou atender as demandas da sociedade. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e mais nada.

Nas grandes democracias como França, Inglaterra e EUA a atitude de votar, além de ser facultativa, serve também para decidir incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Até na Venezuela do ditador Nicolás Maduro é assim. Aqui, o voto só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

É claro que nós não temos alternativa à política como meio de equilibrar nossas relações e evitar que nos devoremos, porque é a política que faz com que a gente organize o caminho coletivo. Mas, nós temos alternativa à essa política praticada no Brasil. Nós não temos, também, alternativa aos políticos como sociedade e aos partidos dos quais afloram. Mas, nós temos alternativa a esses políticos e a esses partidos que temos aqui. Partidos que foram transformados em máfias que disputam, única e exclusivamente, o controle do Estado. Não para transformá-lo, direcioná-lo e torná-lo num instrumento cada vez mais eficaz de atendimento ao cidadão, não. Mas, para ser o lugar do qual eles tiram a grana, a corrupção, a propina do empreiteiro, o jatinho da FAB pra implantar cabelo. A boca pra nomear o ministro amigo, o genro ladrão, a amante pelancuda e por aí vai.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades, fazendo com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los.

Nós não exercemos a cidadania no Brasil votando, somos apenas votantes, não participamos de nada que modifique, para melhor, o nosso cotidiano. Temos apenas o direito de exercer a nossa ‘votatania’. Essa incapacidade de interferir no processo, faz com que sejamos meros revalidadores desta política ineficiente, sem controle e sem vigilância. Os políticos só fazem o que querem e quando querem, eles não sofrem nenhum tipo de cobrança ou condenação quando erram.

É preciso mudar a legislação política. É preciso diminuir o poder dos políticos e aumentar a capacidade efetiva de interferência do eleitor no mandato do parlamentar e nas casas legislativas. Enquanto não subordinarmos essa gente à vontade popular, nada vai mudar. O modelo político-eleitoral brasileiro não corresponde aos direitos e aos anseios do povo. As eleições, no Brasil, não mudam a realidade, apenas legitimam o atual processo corrupto da política brasileira.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. Agora, pergunto o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 30 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Neste país, os partidos fingem ser sérios antes de chegar ao poder. Enquanto fazem parte da oposição, todos são politicamente corretos. Depois que chegam lá, se acumpliciam com aquelas práticas e com aqueles esquemas corruptos da máquina pública, pecando pela omissão ou pela parceria promíscua. Assim foi com o PT antes de ser governo, e assim será com todos os outros partidos, porque neste modelo político vigente é assim que a banda toca.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Vossas Excelências querem, através das eleições, é permanecer no poder, só isso. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias que os deixam cada dia mais ricos, ousados e prepotentes.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Datafolha: apenas 10% dos brasileiros aprovam governo Dilma Rousseff

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sábado pelo jornal Folha de S. Paulo mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff foi avaliado como ruim ou péssimo por 65% dos eleitores. Apenas 10% dos entrevistados consideraram o governo da petista como "bom" ou "ótimo".


Segundo o Datafolha, a taxa de reprovação só não é maior do que a do ex-presidente Fernando Collor de Mello no período pré-impeachment, em 1992. Na época, Collor era rejeitado por 68% dos brasileiros.

O levantamento foi realizado pelo Datafolha com 2.840 pessoas de 174 municípios do país entre os dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Em relação à pesquisa anterior, realizada em abril, a reprovação de Dilma subiu cinco pontos. A insegurança com o salário e o emprego é a principal frustração dos pesquisados pelo instituto.

No grupo dos que têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos, por exemplo, 11% aprovam o governo e 62% reprovam. No grupo dos que têm renda familiar mensal acima de dez salários, por sua vez, 12% aprovam e 66% reprovam.

Analisando por região, pode-se observar contrastes. Enquanto no Sudeste 7% aprovam a presidente, no Nordeste a porcentagem sobre para 14%.

O Datafolha também simulou um cenário eleitoral para a Presidência da República. Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35% das intenções de voto — 10 pontos à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Marina Silva aparece com 18%.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Câmara aprova obrigação de registro, em papel, do voto eletrônico

As eleições não são a oportunidade de mudar a realidade do país. Não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos, que vamos alterar essa realidade no Brasil. O voto obrigatório no Brasil só serve para o cidadão eleger, não serve para interferir, mudar ou atender as demandas da sociedade. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e mais nada.

Nas grandes democracias como França, Inglaterra e EUA a atitude de votar, além de ser facultativa, serve também para decidir incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Até na Venezuela do ditador Nicolás Maduro é assim. Aqui, o voto só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal. 

É claro que nós não temos alternativa à política como meio de equilibrar nossas relações e evitar que nos devoremos, porque é a política que faz com que a gente organize o caminho coletivo. Mas, nós temos alternativa à essa política praticada no Brasil. Nós não temos, também, alternativa aos políticos como sociedade e aos partidos dos quais afloram. Mas, nós temos alternativa a esses políticos e a esses partidos que temos aqui. Partidos que foram transformados em máfias que disputam, única e exclusivamente, o controle do Estado. Não para transformá-lo, direcioná-lo e torná-lo num instrumento cada vez mais eficaz de atendimento ao cidadão, não. Mas, para ser o lugar do qual eles tiram a grana, a corrupção, a propina do empreiteiro, o jatinho da FAB pra implantar cabelo. A boca pra nomear o ministro amigo, o genro ladrão, a amante pelancuda e por aí vai.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades, fazendo com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los.

Nós não exercemos a cidadania no Brasil votando, somos apenas votantes, não participamos de nada que modifique, para melhor, o nosso cotidiano. Temos apenas o direito de exercer a nossa ‘votatania’. Essa incapacidade de interferir no processo, faz com que sejamos meros revalidadores desta política ineficiente, sem controle e sem vigilância. Os políticos só fazem o que querem e quando querem, eles não sofrem nenhum tipo de cobrança ou condenação quando erram.

É preciso mudar a legislação política. É preciso diminuir o poder dos políticos e aumentar a capacidade efetiva de interferência do eleitor no mandato do parlamentar e nas casas legislativas. Enquanto não subordinarmos essa gente à vontade popular, nada vai mudar. O modelo político-eleitoral brasileiro não corresponde aos direitos e aos anseios do povo. As eleições, no Brasil, não mudam a realidade, apenas legitimam o atual processo corrupto da política brasileira.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. Agora, pergunto o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 30 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está!

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Neste país, os partidos fingem ser sérios antes de chegar ao poder. Enquanto fazem parte da oposição, todos são politicamente corretos. Depois que chegam lá, se acumpliciam com aquelas práticas e com aqueles esquemas corruptos da máquina pública, pecando pela omissão ou pela parceria promíscua. Assim foi com o PT antes de ser governo, e assim será com todos os outros partidos, porque neste modelo político vigente é assim que a banda toca.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. O Estado serve pra eles como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Vossas Excelências querem, através das eleições, é permanecer no poder, só isso. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias que os deixam cada dia mais ricos, ousados e prepotentes.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

HSBC: Globo sacrifica seus artistas para poupar seus políticos

A primeira desculpa de Fernando Rodrigues para não divulgar nomes da lista do HSBC é que não queria cometer injustiças. Por isso, selecionou poucas centenas de nomes – entre quase 8 mil – e remeteu para a Receita Federal, aguardando que ela escrevesse a reportagem, provavelmente. (!).

Imagem: Reprodução/Jornal GGN

Na verdade, amarelou ao se deparar com nomes delicados e suas limitações jornalísticas impedirem de montar uma estratégia de divulgação politicamente palatável para os veículos de mídia.

Aí entra O Globo, que faz jornalismo enviesado mas, enfim, sabe fazer jornalismo.

O que interessa na lista é o embricamento entre crime organizado, lavagem de dinheiro e sistema político e financeiro brasileiro – os políticos e financistas que se aliaram no sistema de caixa 2 desde as incursões pioneiras de Marcelo Alencar com o Garantia, ainda nos anos 80, ou do Opportunity nos anos 90. É por aí que se levantará a aliança financistas-políticos-doleiros.

O resto é perfumaria.

O que O Globo vem fazendo – com Rodrigues a reboque – é aplicar o princípio do biquíni – de mostrar tudo, menos o essencial. Divulga com estardalhaço nomes ligados ao grupo ou à mídia, mostrando com isso isenção, aliás uma falsa isenção porque não há nada de mais significativo nas informações divulgadas, a não ser contas abertas e fechadas há décadas.

A primeira leva de nomes é de jornalistas e proprietários de veículos flagrados em contas não comprometedoras. Até Horácio de Carvalho – dono do Diário Carioca – falecido há décadas, foi lembrado. Os demais eram titulares de contas já fechadas, muitos deles já falecidos. De novo, apenas Luiz Frias.

A segunda rodada foi com personagens de grandes golpes com dinheiro público.

Na terceira rodada, enfia na relação de suspeitos seus artistas, usando como álibi para esse carnaval o fato de terem captado recursos através da Lei Rouanet. O que as denúncias insinuam? Que o dinheiro foi desviado para paraísos fiscais? A prestação de contas é tão severa que dois artistas que não deram conta do recado – Norma Bengell e Guilherme Fontes – tiveram suas vidas quase liquidadas.

Recorrendo ao álibi inicial de Rodrigues – de poupar inocentes -, qual a justificativa para colocar Tom Jobim, Jorge Amado e Paulo Coelho na lista de suspeitos, sabendo-se que são autores que recebem direitos autorais de todos os países do mundo? Ou então expor suas próprias estrelas à suspeita?

Se sonegaram, que paguem.

Mas o jornal os está remetendo ao altar de sacrifícios, com a suspeita de terem se apropriado indevidamente de dinheiro público, apenas para desviar o foco de personagens políticos e financeiros que certamente compõem a lista – já que existe uma relação ampla entre os nomes até agora divulgados e aqueles que constavam da CPI do Banestado.

(Texto: Reprodução/Jornal GGN)