domingo, 21 de junho de 2015

TV Globo comemora 50 anos e movimentos sociais fazem protestos

Em pelo menos três capitais, manifestantes repudiaram o monopólio midiático e o autoritarismo editorial da emissora, além de seu suposto envolvimento em casos de corrupção e sonegação fiscal. A TV Globo comemorou 50 anos de existência em meio a protestos. Diversos coletivos de comunicação e movimentos sociais se reuniram, em ao menos três capitais, para protestar contra o "autoritarismo" da empresa e seus "50 anos de mentira".

Em um manifesto conjunto, as organizações acusam a emissora de ser a "filha bastarda do golpe militar de 1964" e de desempenhar um "papel nocivo na história do país". O documento elenca ações controversas - algumas nunca confirmadas pela emissora - que foram determinantes na história política brasileira. Entre elas, estão o apoio da empresa ao regime militar e à campanha de Fernando Collor à presidência da República, em 1989. 

Como parte das comemorações por seus 50 anos, o Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo e da televisão brasileira, exibiu uma retrospectiva sobre o jornalismo da emissora, desde segunda-feira 20. Apresentada pelo âncora William Bonner e comentada por 16 profissionais de peso da casa, a retrospectiva esforçou-se para posicionar a TV Globo como vítima – e não apoiadora – da ditadura. Citando uma série de reportagens, a Globo se disse vítima da censura dos militares em uma estratégia narrativa apelidada de "retroficção" pelo jornalista José Simão, do UOL. Em seu perfil nas redes sociais, Simão afirma que "eles [jornalistas da TV Globo] pensam que a gente é criança".

A narrativa também foi alvo de críticas do jornalista Mauricio Stycer, especializado em mídia e entretenimento e também do UOL. Para ele, "o especial omite muitos fatos que poderiam deixar esta narrativa mais equilibrada". Como exemplo, Stycer cita o programa “Amaral Neto, o Repórter”, que entre 1968 e 1983 ocupou espaço na grade da emissora louvando os feitos do governo militar.

Do ponto de vista econômico, a Globo só tem motivos para comemorar. Em 2014, o grupo Globo fechou 2014 com um faturamento de 16 bilhões de reais, um crescimento de 9,7% sobre o ano anterior. A audiência, entretanto, vem caindo. Com 13,5 pontos de audiência entre às 7h e a meia-noite, em 2014, a TV Globo viu sua audiência cair 5% em comparação com 2013 e alcançar o pior desempenho anual, desde que virou líder de audiência, há 45 anos. O Jornal Nacional chegou a ter 85% de audiência da televisão brasileira e, agora, não passa dos 20%.

Apesar disso, a emissora ainda lidera com folga o mercado de mídia nacional. A distância entre a Globo e sua concorrente Record é tamanha que o um lucro líquido da emissora, em 2013, superou todo o faturamento de sua concorrente. O lucro do Grupo Globo Comunicações, naquele ano, foi de 2,583 bilhões de reais contra 2,250 bilhões de reais de faturamento da Record.

Esses valores fazem dos irmãos Marinho (Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto), os controladores do grupo Globo, a família mais rica do Brasil. Um levantamento da revista Bloomberg Markets, realizado em 2013, estimou a fortuna dos irmãos em 20,6 bilhões de dólares, fortuna que supera o Orçamento da cidade de São Paulo.

A fortuna da TV Globo explica-se pela liderança do mercado televisivo brasileiro. Hoje, a emissora concentra 60% de toda a receita publicitária do Brasil. Somente o governo brasileiro pagou, entre os anos 2000 e 2013, 5,2 bilhões de reais em publicidade das empresas estatais às Organizações Globo.

Escândalos

A TV Globo coleciona, desde sua fundação, casos de movimentações financeiras controversas e milionárias, mas que nunca foram julgadas ilegais pelo Estado. Inaugurada em 1965, a emissora de TV já era uma empresa de rádio estabelecida, porém não conseguia reproduzir seu sucesso nas telas brasileiras. Um acordo de "cooperação técnica" firmado com a gigante da mídia norte-americana Time-Life alterou essa realidade e ajudou a emissora a tornar-se líder de mercado. O acordo, porém, era vedado pela Constituição e até hoje é negado pela Globo, embora esteja documentado por Daniel Herz, no livro A história secreta da Rede Globo (1995). Uma vez líder de audiência, a emissora nunca mais perdeu a liderança do setor.

O escândalo mais recente envolvendo a Globo refere-se à sonegação fiscal. O conglomerado de comunicação é suspeito de ter sonegado o Imposto de Renda ao usar um paraíso fiscal para comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo Fifa de 2002. Uma investigação da Receita Federal decidir punir a emissora em 615 milhões de reais, em 2006. No entanto, semanas depois o processo desapareceu da sede da Receita no Rio de Janeiro. Em janeiro de 2013, uma funcionária da Receita foi condenada pela Justiça a quatro anos de prisão como responsável pelo sumiço. No processo, ela afirmou ter agido por livre e espontânea vontade.

Em meio a tantas controversas políticas e econômicas, o grupo Globo tem acumulado reveses nos últimos anos. Em 2012, a TV Globo perdeu, pela primeira vez, os direitos de transmitir as Olimpíadas de Londres para sua concorrente Record. Em 2015, foi a vez do canal fechado Fox Sports retirar da Globo os direitos de transmissão da Copa Libertadores da América, o maior torneio de futebol da América do Sul, e tornar-se líder de audiência na TV paga e vice-líder na TV aberta durante a transmissão exclusiva do jogo do Corinthians e San Lorenzo.

Soma-se a isso, os protestos populares contra a emissora. Organizações sociais sairam às ruas de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro para "enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil". Sem isso, afirma o manifesto, "não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do País".

(Reprodução: Carta Capital)

Um terço dos deputados defende reduzir maioridade penal para 16 anos

Não vamos resolver o problema da violência com a redução da maioridade penal. Entendo a revolta da sociedade, mais ainda daqueles que foram diretamente atingidos pelos crimes cometidos por menores. Como, por exemplo, o pai de um jovem morto na porta de casa por causa de um celular. Ou a mãe de uma dentista que teve a filha queimada viva. Entendo que, o sentimento ferido e a parte arrancada de cada um deles, justifique plenamente o desejo por justiça com a punição dos criminosos.

Imagem: Reprodução/Portal G1

Mas, acho que a sociedade como um todo, tem a ilusão de que a redução da maioridade penal vai resolver o problema. Esse é um dos muitos equívocos coletivos que se pode cometer, achando que podemos avançar. Mas, não se avançará!

A realidade brasileira propicia, fomenta e expande diariamente essa criminalidade precoce. Isso não é só figura de retórica. A corrupção e a impunidade são gritantes na política, na gestão pública, nos contratos empresariais e por aí vai. Essa impunidade notória, na qual a justiça é cúmplice, faz parte desse meio de barbaridades. Isso faz parte da cultura do Estado brasileiro! Há décadas, o Estado brasileiro sonega à população saúde, educação, segurança e tantos outros itens que, no final das contas, produzem sofrimento, dor, violência e muita morte.

Me parece meio maluco que a população brasileira consiga conviver com isso naturalmente. Não é possível que sejamos capazes de absolver, tolerar e aceitar os políticos corruptos, e ter que condenar quem está lá no andar de baixo. Lá, na mais desvalida das camadas da sociedade brasileira, onde não tem nada. Não tem casa, não tem saneamento, não tem escola, não tem emprego, não tem horizonte, não tem futuro. Enfim, não tem nada. NÃO TEM NADA!

Então, quer dizer que vamos conviver com figuras como Renan Calheiros, Eduardo Cunha e outras centenas de ladrões no Congresso Nacional e vamos mandar pra cadeia o moleque de 16 anos da favela tal, que roubou e agrediu alguém de maneira covarde. Está certo isso?

Que tal direcionarmos essa revolta e essa sede de justiça para punir os políticos? Porque de 4 em 4 anos a gente vai lá e vota neles. Nós estamos nesse jogo! Nós fazemos parte desse jogo! Eles, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, são os grandes responsáveis por todo esse caos social no qual vivemos. Eles e mais ninguém!

Embaixada brasileira sonega ajuda a brasileiro vítima de terremoto no Nepal

'Não me ofereceram nem um copo de água na embaixada', diz brasileiro no Nepal. 'Andei muito até a embaixada achando que eles poderiam me ajudar' — relatou o brasileiro em um áudio enviado à mãe, Cristiane Abranches Freire, ao qual O GLOBO teve acesso. 'Eles falaram que não podiam me ajudar em nada além de oferecer uma ligação rápida' — contou Felipe, natural do Rio. Sua tentativa de obter suprimentos e ser acolhido também foi em vão. 'Comentei que as outras embaixadas estão oferecendo água, chá e alimentos para as pessoas. Eles responderam que só tinham material de limpeza e não poderiam ajudar' — disse. 'Perguntei sobre acampar no quintal da embaixada, mas eles se recusaram. Disseram que não sabiam se o prédio era seguro e que a embaixadora não iria gostar de se comprometer com a morte de ninguém'. A embaixada brasileira disse que não está dando indicação nenhuma, porque o mercado onde eles costumam comprar está fechado e está difícil para todo mundo. (O Globo)

Imagem: Reprodução/O Globo

— Esse é o velho e 'bom' Itamaraty. Não é a primeira vez que a imprensa flagra esse tipo de atitude da embaixada brasileira no exterior. Temos, por parte do Itamaraty, inúmeras ações da mais absoluta insensibilidade burocrática. É impressionante como, nessas horas, eles somem. Se fossem chamados para um coquetel, certamente, apareceria um bando de diplomatas. Mas, como não se trata de um coquetel, a embaixada do Itamaraty, como sempre, mais uma vez, mostra toda sua incompetência e diz que não pode acolher brasileiros vítimas do terremoto no Nepal. Dizer que não pode abrigar brasileiros no pátio da embaixada é uma barbaridade! Isso é um absurdo! A embaixada está lá pra fazer o que então?

Blogs divulgam processo por sonegação milionária da Globo que estava sumido

O Núcleo Barão de Itararé do Rio de Janeiro confirmou que irá publicar, na íntegra, processo da Receita Federal que comprova sonegação de impostos da Globo Comunicação e Participações S.A. (Globopar), uma cifra estimada em mais de R$ 600 milhões. O documento, que havia sido extraviado no ano passado, voltou a reaparecer e será divulgado. A publicação dos autos será feita por diversos blogs que acompanham o caso. Após a divulgação, o documento será encaminhado à Polícia Federal, que não podia dar prosseguimentos à investigação sobre o grupo devido ao sumiço do processo. (Caros Amigos)

Servidores buscam cestas básicas com ambulâncias e carros públicos

A distribuição de cestas básicas em Sorocaba, no interior de São Paulo, virou caso de polícia. Funcionários da prefeitura estão usando até as ambulâncias, durante o horário de serviço, para pegar o benefício. A ambulância deve socorrer alguém, transportar um paciente. É o que se espera de um veículo assim. Mas o motorista dá a volta e estaciona. Ele parou para pegar a cesta básica que recebe todo mês da prefeitura de Sorocaba. A empresa que fornece as cestas para os funcionários da prefeitura faz a entrega de casa em casa. Mas quem não quer esperar pode ir até os pontos de distribuição. O problema é como muitos servidores chegam até esses locais: usando carros e combustível que não são deles. (G1)

Imagem: Reprodução/G1

— Os desvios de conduta dos servidores públicos no Brasil são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que no setor privado. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo funcionários públicos em todos os setores da máquina pública. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o servidor público é uma espécie de exemplo a ser seguido e o trabalhador comum, que sustenta essa máquina pública com seus impostos, uma espécie inferior e pedinte de serviços públicos, não. Muito pelo contrário, dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Aí, quando você fala de determinados setores, os caras têm ataques de pelanca e começam a entender interesses escusos nas críticas que você faz, não é o caso. A crítica é a mesma e é feita pela mesma razão, o Estado brasileiro está tomado por desvios de conduta, corrupção, bandalheira e falta de respeito ao dinheiro público. Estes atos da reportagem acima, são atos de desrespeito ao dinheiro público.

Isso é bandalheira típica dos piores corruptos do Brasil. E tem mais, não vou amenizar minhas palavras só porque se trata de uma esperteza cultural e cotidiana de vocês. Quando agem dessa maneira se igualam ao mesmo lixo de qualquer corrupção, de qualquer desvio de conduta ou de qualquer má versação do dinheiro público. Vocês estão “metendo a mão no dinheiro do contribuinte”, e pouco me importa qual a justificativa dada por vocês. É uma vergonha o que se transformou o setor público no Brasil!!!

'Jornal Nacional' fica informal para deter queda de audiência

O "Jornal Nacional", que dez anos atrás ainda marcava médias de audiência próximas dos 40 pontos, hoje está mais perto dos 20, na Grande São Paulo. O movimento, que acompanha o que se viu nos telejornais americanos, os grandes modelos do "JN", não apresenta sinais de reversão, pelo contrário. O esforço agora é para conter a velocidade da queda. Nesta segunda (27), após anos de experiência em outros noticiários da Globo, de regionais como "SPTV" a nacionais como "Hoje", chegou ao telejornal a informalidade dos apresentadores, que andam e conversam.

Imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo
Sorriem mais, improvisam diálogos. E isso se dá ao longo de todo o programa, como novo padrão, seja para falar com um repórter nas ruas de São Paulo ou com correspondentes do outro lado do mundo, em Katmandu.

Longe da política, historicamente, foram as coberturas de grandes tragédias, nos anos 1960 e 1970, que estabeleceram o jornalismo de qualidade da Globo.

E agora as mudanças formais são acompanhadas por cobertura semelhante, ainda que o terremoto no Nepal seja mais difícil de aproximar do telespectador do que as enchentes no Rio, em 1966, ou os grandes incêndios do Andraus e do Joelma em São Paulo, em 1972 e 74.

Para conseguir emocionar o brasileiro com o que acontece em Katmandu, o "JN" contou com dois repórteres do programa "Planeta Extremo", Carol Barcellos e Clayton Conservani, por acaso no Nepal. E contou com novas ferramentas de tecnologia, para aproximá-los até fisicamente de Renata Vasconcellos e William Bonner. O maior impacto do novo "JN" foi a grande tela que permite aos dois apresentadores conversar ao vivo, como se estivessem juntos, no mesmo enquadramento, com jornalistas em outros continentes ou pelas ruas.

Bonner chegou a avisar o telespectador que seria "uma conversa com umas pausas", devido à distância. Mas o atraso no sinal foi mínimo, durante o diálogo com o Nepal e também nos outros do programa, o que facilitou a ilusão, reforçada ainda pela qualidade da imagem. A proximidade com a tragédia de Katmandu foi reforçada também pelo desespero de Barcellos com um tremor, em imagem recuperada do dia anterior, e principalmente pelo depoimento e pela emoção de duas jovens brasileiras que o jornalismo da Globo encontrou lá.

"Eu achei que ia morrer, amo vocês demais, pai, mãe", falou uma delas, entre lágrimas, logo seguida pela outra, também chorando. E minutos depois o "JN" ouviu, no Brasil, o pai e a mãe, eles também emocionados.

Com o drama humano tomando a tela, o programa nem precisou abusar de outra ferramenta de espetáculo que havia conseguido: as cenas de "um drone, um avião não tripulado", que mostravam o Nepal rasgado pelo terremoto –como nos filmes hollywoodianos "2012" e "A Falha de San Andreas".

O telejornal, na verdade, estreou tantas mudanças que só aos poucos será possível compreendê-las por inteiro. É o caso da nova apresentadora do tempo, Maria Júlia Coutinho, que estreou há quatro meses no "Hora Um" e chama a atenção, desde então, pela facilidade com que conversa, brinca. É ela quem aponta o futuro do "JN".

(Texto: Reprodução/Folha de S.Paulo)

Casos de dengue sobem mais de 200% em São Paulo

Isso pode parecer um problema só de São Paulo, mas não é. Isto é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado. O que isso significa? Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria!

Imagem: Reprodução/ISTO É Independente
É claro que o combate à dengue é algo que passa muito por nós, muito por nós. Passa por nossa casa, por nosso quintal, por nossa calçada, pelo terreno ao lado da nossa casa, pela ação entre vizinhos etc e tal. Mas, para por aí. Colocada a responsabilidade do cidadão como algo fundamental nesse processo, faço a seguinte pergunta: O que cabe ao Estado? O que cabe ao poder público no processo de combate à dengue? Cabe muito!

Cabe às autoridades fazer ações gerais de educação, de fiscalização e de prevenção em áreas onde a população não pode resolver o problema. Áreas como, por exemplo, lixões, terrenos baldios e casas abandonadas. Mas, infelizmente, os governantes não fazem. Simplesmente não fazem! É um absurdo que São Paulo, o Estado mais rico do país, seja alvo de uma epidemia de dengue em pleno século XXI. É um inferno viver no Brasil com esses governantes, com esse Estado e com esse aparato público caro, corrupto e ineficiente. Falta tudo, falta políticas de prevenção e de fiscalização, falta fraude geriátrica em hospital e farmácias populares, falta remédio para rejeição de órgão transplantado em postos de saúde, falta roupa cirúrgica e materiais básicos como gaze, atadura, agulhas descartáveis e até papel higiênico. Quando chove tem inundações e deslizamentos de terra. Quando não chove tem falta d’água, crise hídrica e por aí vai. Vou repetir o que sempre digo aqui: O Estado brasileiro é o maior inimigo da sociedade.

Obra parada complica atendimento no Hospital da PM em Natal, no RN

A população de Natal enfrenta um problema duplo para conseguir atendimento médico: o principal hospital está superlotado e a alternativa é um hospital da Polícia Militar, que passa por uma reforma que não acaba nunca. O problema começou com as obras de reforma e ampliação do hospital. O investimento de R$ 5,5 milhões do governo do estado corresponde a 90% do serviço. Mas há um ano está tudo parado porque a licitação para a climatização ainda não saiu do papel. Enquanto isso, equipamentos comprados pelo Ministério da Saúde e que valem R$ 6 milhões, continuam chegando. Só em uma sala da unidade há cerca de 50 caixas com equipamentos e acessórios hospitalares. Eles chegaram em dezembro do ano passado e a maioria está sem previsão de uso. (G1)

Imagem: Reprodução/G1

— O grande negócio da corrupção no Brasil está no momento da compra. A grana rola quando você faz a obra, quando você compra o equipamento, quando você contrata o serviço. Aí, rola a grana! Como ninguém tem compromisso com porcaria nenhuma no Estado brasileiro, exceto com a roubalheira, dá nisso! Você compra uma resonância magnética para o hospital “X”, ela vai pro porão. Você compra um raio-X para o hospital “Y”, ele vai pra lavanderia. Você compra ambulâncias para unidades de saúde, elas vão pro depósito. Você constrói um teleférico, ele fica parado. 

— Ah, mas por que construíram o teleférico então?
— Porque se não construíssem não teriam o pretexto para levar a grana do empreiteiro, a comissa, o por fora, a grana de campanha.
— Ah, mas isso só acontece em São Paulo?
— Não. É no Brasil inteiro!
— Isso é resultado da má gestão de um único partido?
— Não. Isso faz parte da cultura incompetente de todos os partidos. Isso faz parte da cultura do PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM, PTB, PDT, PR, PC do B,... São todos!

O Estado brasileiro está tomado pela corrupção, ele está nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos tomaram o Estado brasileiro de assalto, nada se faz dentro dele que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões, corruptos que só pensam em dinheiro para alimentar o jogo político e pra si próprios. As encomendas, as compras, os projetos,... tudo caminha em função desse tipo de interesse, desse tipo de jogo. Esta é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado.

— O que isso significa?
— Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria! Esse é o Estado brasileiro! Um Estado ladrão, caro e ineficiente que cuida apenas de si mesmo. Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os governantes, os partidos, são os privilégios que têm e os setores que tomaram de assalto pra si há décadas.

Atores, diretores e cineastas da Rede Globo estão na lista de contas secretas do HSBC na Suíça

Rio - Celebridades e nomes da cultura nacional estão na lista dos 86.667 brasileiros identificados por um código em contas numeradas na agência de "private bank" do HSBC em Genebra, na Suíça. Artistas como Claudia Raia, Edson Celulari, Marília Pêra, Maitê Proença, Francisco Cuoco, Tom Jobim, Jorge Amado e família integram a lista. Assim como o apresentador Jô Soares, os cineastastas e diretores da Globo Andrucha e Ricardo Waddington, o também cineasta Hector Babenco e o publicitário e idealizador do Rock in Rio Roberto Medina.


A investigação, conhecida como SwissLeaks, mostra que nos últimos anos há casos de personalidades que receberam dinheiro público atrávés da Lei Rouanet e o Fundo Nacional de Cultura. Mas não é possível estabelecer nenhuma conexão entre essa verba com o dinheiro que circulou em contas bancárias na Suíça.

A Lei Rouanet permite a empresas financiarem projetos culturais e deduzir 100% do valor gasto do seu Imposto de Renda, até o limite de 4% do imposto devido.

Segundo o HSBC, Claudia Raia foi correntista na agência de Genebra (n°34738 ZES) de 3 de maio de 2004 a 5 de novembro de 2006, com o então marido, o também ator Edson Celulari, os dois se separaram em 2010. A última retirada do banco foi em 2006/2007, a conta tinha um saldo de US$ 135 mil (cerca de R$ 430 mil).

Cláudia Raia, Edson Celulari, Jô Soares, Tom Jobim, Maitê Proença e Jorge Amado estão entre os citados

O apresentador Jô Soares aparece relacionado a quatro contas encerradas também entre 2006 e 2007 no HSBC de Genebra. Ele está no acervo de dados vazado do HSBC às publicações identificado como "ator, jornalista, escritor e animador de televisão em canais de TV no Brasil".

Segundo a reportagem, a atriz Maitê Proença está nos arquivos do SwissLeaks vinculada à conta 15869 HP, aberta em 17 de abril de 1990. Ela aparece ativa em 2006/2007 e na época em que os dados foram extraídos do HSBC o saldo era de US$ 585 mil (cerca de R$ 2 mi).

Aparelho de raio-X comprado há 2 anos ainda está na caixa em lavanderia de hospital em SP

Enquanto as filas de espera por exames aumentam a cada dia na cidade de São Paulo, dois hospitais de grande porte mantêm caros aparelhos de tomografia e raio-X guardados, sem uso. No Hospital Infantil Darcy Vargas, um equipamento de raio-X de alta tecnologia está armazenado na lavanderia do hospital há quase dois anos, sem nem ter sido retirado da caixa. A máquina avaliada em R$ 1 milhão está exposta a variações de temperatura e a depreciação tecnológica. As informações são do SBT. (UOL Notícias)


— O grande negócio da corrupção no Brasil está no momento da compra. A grana rola quando você compra o equipamento, quando você contrata o serviço, quando você faz a obra. Aí, rola a grana! Como ninguém tem compromisso com porcaria nenhuma no Estado brasileiro, exceto com a roubalheira, dá nisso! Você compra uma resonância magnética para o hospital “X”, ela vai pro porão. Você compra um raio-X para o hospital “Y”, ele vai pra lavanderia. Você compra ambulâncias para unidades de saúde, elas vão pro depósito. Você constrói um teleférico, ele fica parado.

— Ah, mas por que construíram o teleférico então?
— Porque se não construíssem não teriam o pretexto para levar a grana do empreiteiro, a comissa, o por fora, a grana de campanha.
— Ah, mas isso só acontece em São Paulo?
— Não. É no Brasil inteiro!
— Isso é resultado da má gestão de um único partido?
— Não. Isso faz parte da cultura incompetente de todos os partidos. Isso faz parte da cultura do PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM, PTB, PDT, PR, PC do B,... São todos!

O Estado brasileiro está tomado pela corrupção, ele está nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos tomaram o Estado brasileiro de assalto, nada se faz dentro dele que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões, corruptos que só pensam em dinheiro para alimentar o jogo político e pra si próprios. As encomendas, as compras, os projetos,... tudo caminha em função desse tipo de interesse, desse tipo de jogo. Esta é a demonstração de que as cidades brasileiras, especialmente as grandes cidades, estão completamente abandonadas e entregues à própria sorte pelo Estado.

— O que isso significa?
— Significa que a interferência do ente público, aquele ao qual pagamos impostos, aquele que elegemos, aqueles que remuneramos, aqueles que mantemos em seus empregos públicos para cuidar das cidades e de nós... Essa estrutura gigantesca e onerosa não funciona no Brasil. A coisa pública no Brasil simplesmente não funciona! Tudo que está nas mãos do Estado brasileiro é um desastre, é uma porcaria!

HSBC: Organizações Globo, Grupo Folha e Rede Bandeirantes abriram contas secretas na suíça

Os nomes de 22 donos de empresas de mídia e sete jornalistas aparecem na lista de clientes do banco HSBC em Genebra, na Suíça, até 2007 - algumas das contas foram fechadas antes desta data. A relação foi vazada por um ex-funcionário da instituição financeira. As informações foram divulgadas na edição de sábado do jornal Folha de S. Paulo. Entre os empresários estão Lily de Carvalho, falecida em 2011, viúva do jornalista Roberto Marinho (1904-2003), dono das Organizações Globo.

Imagem: Reprodução/Terra Notícias

Alguns dos donos do Grupo Folha também constam na lista. Octávio Frias de Oliveira (1912 - 2007), Carlos Caldeira Filho (1913-1993) e Luiz Frias mantiveram conta na instituição Membros da família Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, também transferiram dinheiro para a Suíça, como o fundador João Jorge Saad (1919 - 1999).

O Grupo Folha e a família Frias afirmaram ao jornal "não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei". Ter conta em bancos na Suíça não é crime, desde que o dinheiro tenha sido declarado para a Receita Federal e somas acima de US$ 100 mil declaradas ao Banco Central.

(Reprodução: Terra Notícias)

Base da Marinha prevê gasto de R$ 400 mil com cachaça, uísque e cerveja

Além de 64 mil latas de cerveja, há cachaça, vodca e licor na lista também. Além disso, são pelo menos 170 litros de uísque 12 anos, também muito caro, a R$ 262 o litro, quando no supermercado o maior preço entre os destilados desta idade é R$ 189. O gasto total estimado só com bebidas alcoólicas é de R$ 390 mil. Além disso, estão cotadas 31 toneladas de azeitona e 900 quilos de queijo grana padano, sofisticado, que custaria R$ 31 mil. Em setembro do ano passado, a base naval de São Pedro da Aldeia, na região dos Lagos, comprou 140 mil latas de cerveja. (Jornal Metro)

Imagem: Reprodução/Jornal Metro

— O que faz uma base da Marinha a gastar quase R$ 400 mil com cachaça, uísque e cerveja com dinheiro do contribuinte? A troco de quê? Esses caras enlouqueceram! Piraram! Gastar dinheiro público com vodca e licor! Que isso, é Rock in Rio Forças Armadas! Alô, Lei Seca!

Excelência! General! Almirante! Querem cachaça, uísque vodca, licor e cerveja? Comprem com o dinheiro de vocês! Vão lá no supermercado, comprem e se matem de beber! Mas com o meu dinheiro, não! Com dinheiro do cidadão, do imposto, não!

Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

Marinha do Brasil - Foto/Divulgação
E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Pra todo lugar que você olhe dentro do Estado brasileiro, você vai encontrar uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Aí, quando você fala de determinados setores, os caras têm ataques de pelanca e começam a entender interesses escusos nas críticas que você faz, não é o caso. A crítica é a mesma e é feita pela mesma razão: O Estado brasileiro (Exército, Marinha e Aeronáutica) está tomado de desvios de conduta, corrupção, bandalheira e falta de respeito ao dinheiro público. Estes, são atos de desrespeito ao dinheiro público!

Vocês podem usar uniforme, cantar o hino nacional todo dia e dizer que defendem a soberania do país, mas nesse caso, vocês meteram a mão no dinheiro do contribuinte, e pouco me importa qual a justificativa dada por vocês. Isso é bandalheira típica dos piores corruptos do Brasil. E não vou amenizar as palavras só porque se trata das Forças Armadas. Quando agem dessa maneira se igualam ao mesmo lixo de qualquer corrupção, de qualquer desvio de conduta ou de qualquer má versação do dinheiro público.