terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Após omitir desprezo de Roberto a Tim, Globo apaga minissérie na web

A minissérie Tim Maia - Vale o que Vier, que troca cenas de desprezo de Roberto Carlos ao ex-colega em início de carreira por depoimentos positivos, que mostram o "Rei" como herói, está fora do ar no site da Globo. Quem acessa a página da emissora e procura o material, se depara com a seguinte frase: "Conteúdo não disponível". Vale o que Vier havia sido publicada no site da Globo imediatamente após a exibição na TV, na madrugada de sexta-feira. Ficou o dia inteiro na internet e teve 1.406 acessos. Após o Notícias da TV revelar que a edição da minissérie, a partir do filme Tim Maia (2014), tinha omitido a humilhação de Roberto Carlos, o vídeo já estava fora do ar.

Imagem: Reprodução / UOL Notícias da TV

Roberto Carlos: de vilão a herói

Uma sequência do filme em que Roberto despreza e humilha Tim Maia, entregando-lhe botas usadas e dinheiro amassado, foi trocada na minissérie por depoimentos de Nelson Motta, autor da biografia que originou o longa, e do próprio cantor. Na versão exibida pela Globo, o jornalista contradiz seu próprio livro e afirma que Roberto fez o que pôde para ajudar Tim. Já Roberto conta que indicou o futuro soulman brasileiro a uma gravadora.

"O Roberto (...) sabia o valor que o Tim tinha como cantor e compositor, tanto que levou o Tim para a Jovem Guarda. O Roberto fez o que pôde", afirmou Nelson Motta na Globo.

O episódio mostrou Tim tentando sem sucesso falar com Roberto Carlos ao voltar dos Estados Unidos, em situações diferentes. O contexto foi mais detalhado nas entrevistas de Erasmo Carlos, Nelson Motta, Fábio e do próprio Roberto".

(Texto: Reprodução/UOL Notícias da TV)

Globo, a gente manipula você

ÁGUA: Pezão torce por chuva e população pede serviço mais eficiente da Cedae

Podemos ter estiagem? Sim. A população precisa ficar sem água por causa da estiagem? Não, claro que não! A falta de água na torneira da sua casa não tem nada a ver com a falta de chuva, não tem nada a ver com o aumento da temperatura global ou qualquer outro fenômeno climático. A falta de água tem a ver com a irresponsabilidade dos políticos brasileiros que, durante décadas, não fizeram investimentos para prevenir e regular o fornecimento de água, em caso de escassez de chuva, para a população de seus Estados.

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

O país que se orgulha de ter o maior reservatório de água doce do mundo, está vivendo a possibilidade de racionar água nas três maiores capitais do Brasil: São Paulo; Rio de Janeiro e Belo Horizonte (MG). As três maiores empresas públicas que cuidam de água e esgoto no país são: a Sabesp em São Paulo; a Cedae no Rio de Janeiro e a Copasa em Minas Gerais. Empresas controladas pelo Estado, onde seus dirigentes são nomeados pelos partidos políticos. O que está acontecendo hoje no país é culpa dessa canalhada, dessas corjas, dessas quadrilhas...

É incrível a incompetência dessa gente! Como é que pode ter o monopólio de um produto nobre como esse, em três grandes cidades, e não ter dinheiro para planejar e prevenir? Fizeram o que com o dinheiro arrecadado durante décadas? Pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a esta monstruosidade de dinheiro que arrecada? Claro, que não! Nunca correspondeu! Você tem água na torneira da sua casa? Veja o que é o saneamento da sua cidade! Veja o que é o Rio Tietê! Veja como estão as lagoas do Rio de Janeiro! Veja como está a Baía de Guanabara! Veja como está o saneamento na região metropolitana de Belo Horizonte! Vejam como estão os rios de suas cidades!

É culpa dessa gente! Gente que arrecada uma barbaridade de dinheiro porque detém um monopólio nas mãos. Só eles vendem água para a população, e o que a gente vê é essa esculhambação. Sabe o que eles fizeram com o dinheiro arrecadado desse monopólio? Alimentaram as quadrilhas às quais pertencem para fazer o jogo político que conhecemos bem.

Que morram de sede e eletrocutados!

Em "Tim Maia", Globo trocou cenas de humilhação por depoimento positivo

"Aos seguidores que não viram 'Tim Maia' no cinema, sugiro que não assistam a essa versão que vai ao ar na Globo", escreveu o cineasta Mauro Lima no Instagram, em post fechado para seus seguidores. "Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei. Seria um 'director's non cut'. Sugiro esperar sair no Now ou DVD, na sua forma original. Grato", concluiu.

Imagem: Reprodução / Folha de  S.Paulo

O especial da Globo foi dirigido por Luis Felipe Sá, com a participação de Rafael Dragaud, Patrícia Andrade e Guel Arraes - coprodutor do filme. A equipe trabalhou por cerca de seis meses, coletando depoimentos e pesquisando imagens de arquivo para transformar um longa num docudrama-híbrido entre documentário e ficção.

Um dos entrevistados do programa é o cantor Roberto Carlos, retratado no filme como um desafeto de Tim. Em uma cena do longa, cortada do especial televisivo, Roberto humilha Tim Maia lhe dando uma de suas botas usadas e dinheiro amassado. No programa, por outro lado, Roberto conta como ajudou Tim, dando-lhe um contato para que gravasse na CBS.

Nelson Motta, autor da biografia "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia" (ed. Objetiva), na qual o filme é baseado, é um dos entrevistados para a televisão. À Globo ele diz que Roberto Carlos fez o que pôde para ajudar Tim.

(Texto: Reprodução/Folha de S.Paulo)

Globo, a gente manipula você

São Paulo prevê iniciar rodízio de água até abril

Como é possível que, em pleno século XXI, um país com mais de 200 milhões de habitantes e sendo uma das maiores economias do mundo, esteja discutindo a distribuição regular de água para suas populações. Um problema que os países civilizados já resolveram há mais de um século. Se você chegar na Europa, nos EUA ou em qualquer país latino-americano e dizer que está faltando água nas três maiores capitais do Brasil (Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo) ninguém vai acreditar.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

Se você falar para qualquer europeu que está faltando água aqui, ele vai dizer: O que houve? Caiu uma bomba? Houve uma catástrofe? Aí, você responde: Não, aqui é esculhambação mesmo. Aqui é incompetência, inapetência, corrupção, desvio de dinheiro público e décadas sem planejamento e investimentos no setor. E hoje, concedem entrevistas alegando que a culpa é do clima. Ora, o clima é apenas aquele que veio expor essas mazelas de responsabilidade dos nossos governantes.

Com docudrama 'Tim Maia', Rede Globo limpa barra de Roberto Carlos

A Globo levou ao ar uma versão diferente de Tim Maia, cinebiografia do “síndico da MPB”, daquela que estreou nos cinemas em outubro. Em formato de docudrama, o longa-metragem de Mauro Lima foi remontado com depoimentos e imagens de arquivo, em dois capítulos. Controverso, como se espera da biografia de um personagem como Tim Maia, o filme apresentou nos cinemas um jovem Roberto Carlos (George Sauma) um tanto desleal e afetado pela fama. Numa cena, quando Tim (Robson Nunes) finalmente fura o cerco de seguranças em torno do amigo para oferecer uma música, um dos assessores joga algumas notas no chão: “Aqui, Tião”, diz, com soberba.

Imagem: Reprodução / VEJA.com

Na TV, a cena foi suprimida e o caminho de Tim até Roberto, consideravelmente encurtado – até a paz retomada da amizade com o lançamento da música Não Vou Ficar, em 1969. “Tudo o que ele cantou ele valorizou”, disse Roberto. “Ninguém nunca deixou de estender a mão pra ele”, reforçou Erasmo. Nelson Motta, autor de Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia (Ed. Objetiva, 2007), livro que originou o filme, Erasmo Carlos e Roberto Carlos falam sobre a amizade e o temperamento difícil de Tim. “Existe a lenda, mas a gente sabe, internamente, que havia uma amizade”, sublinhou Erasmo.

Mas é uma pena que bons momentos do longa, como a passagem de Tim pelos Estados Unidos e tudo o que fez para chegar até lá, tenham sido reduzidos ao limite. No novo formato, vale ainda dizer, o longa se aproximou dos episódios de Por Toda Minha Vida, que homenageou Tim Maia em 2007.

(Texto: Reprodução/VEJA.com)

Globo, a gente manipula você

Governo pede a brasileiros economia de água e luz

Vejam quais são os grandes temas em discussão no Brasil: Crise hídrica e energética. Estes são os dois assuntos do país nesse momento. Temas tão medievais, tão anacrônicos e tão fora de contexto que, não dá pra acreditar que os governantes brasileiros, em pleno século XXI, estejam discutindo se teremos água e luz.
Quem está discutindo se vai ter água e luz hoje em dia no mundo? As áreas deflagradas da Síria? O Estado Islâmico? Os rincões mais castigados e sofridos da África? O Deserto do Saara? A área inóspita do planalto mexicano? A Bolívia? Não!

Imagem: Reprodução / O Globo

Quem está discutindo se vai ter água para tomar banho e luz para ligar uma lâmpada são as três maiores capitais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. E aí, o que fazem as autoridades? Convocam uma reunião com Deus para pedir chuva. Pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: O que acontece na sua cidade quando chove? O que acontece no Rio de Janeiro quando chove? O que acontece em São Paulo quando chove? O que acontece em Belo Horizonte quando chove? O que acontece? Portanto, Excelências, parem de pedir chuva! Porque quando chove a tragédia também é grande! É impressionante o grau de cinismo dos políticos brasileiros!

Considerando que os governos são longevos, podemos fazer a seguinte análise: Tivemos décadas de governo tucano (PSDB) no Estado de Minas Gerais e em São Paulo. No Rio de Janeiro, tivemos décadas de governo do PMDB. No Brasil, tivemos décadas de governo do PT. Ou seja, temos todo um espectro partidário 'comandando' o Brasil e as principais capitais do país, mas que, só agora expõem esses problemas à população. Uma atitude irresponsável que demonstra toda a incompetência dos políticos brasileiros.

Qual a solução encontrada pelas autoridades? Racionar água e energia! Este é o preço que se paga por esses senhores e senhoras da política brasileira terem sido tão incompetentes, tão corruptos e tão negligentes com planejamento de reservatórios, redes de distribuição e fontes alternativas de energia. Está cheio de novas fontes de energia por aí como, por exemplo, a energia eólica e a energia solar.

Mas aí você pode dizer: Ah, mas é caro! Eu te respondo: Caro como? Se considerarmos a monstruosidade de dinheiro que o Estado brasileiro arrecada da população através dos impostos, não é caro não. O impostômetro está aí pra comprovar isso!!!

Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro já anunciaram que vão aumentar o preço da água para impor, através do preço, a redução do consumo. Essa é a lógica dos governantes brasileiros, em meio a estiagem e uma crise de abastecimento, anunciam um aumento imoral e desfilam na imprensa como se fossem os heróis da pátria. Se não bastasse isso, ainda vão multar quem desperdiçar água!!!

Vale ressaltar que os maiores culpados pelo desperdício de água no Brasil são as empresas públicas de água. As estatais chegam a perder 40% da água em suas redes de distribuição. Ou seja, esses canalhas tinham que ser enforcados, fuzilados e eletrocutados! Mas não, desfilam com vestimentas de heróis discutindo temas do século XIX, nos impondo a escassez, o racionamento e um ágio para consumir o que quase não existe mais. Isto sob o argumento de que estão sendo racionais, equilibrados e realistas. Um bando de ordinários e vagabundos!!!

Diretor do longa "Tim Maia" pediu que fãs não vissem minissérie da Globo

O cineasta Mauro Lima, diretor do filme "Tim Maia", em cartaz em São Paulo, pediu em sua conta do Instagram que seus seguidores na rede social não assistissem a "Tim Maia - Vale o que Vier", minissérie exibida pela Globo. "Aos seguidores que não viram 'Tim Maia' no cinema sugiro que não assistam essa versão que vai ao ar hoje e amanhã na Globo. Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei", escreveu o cineasta.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

Mauricio Stycer, colunista da "Ilustrada", diz em seu blog no Uol que Mauro Lima não comentou as alterações feitas pela TV. "Irônico, apenas disse que a série é uma versão que não tem relação nenhuma com o seu trabalho." A emissora fez cortes no original e incluiu cenas de arquivo e de depoimentos de músicos e pessoas que conviveram com Tim Maia.

Nas redes sociais fãs reclamam dos cortes e de como a relação entre Roberto Carlos e Tim foi retratada pela Globo, que teria excluído cenas em que o Rei destratou o cantor em início de carreira.

(Texto: Reprodução/Folha de S.Paulo)
 
Globo, a gente manipula você

Impostômetro alcança R$ 1,8 trilhão em 2014 e bate novo recorde

O Impostômetro, painel que mostra a soma dos impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros, alcançou R$ 1,8 trilhão, informou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que criou o painel em 2005. O painel está localizado na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo. Ele aponta o valor total de impostos destinados à União, aos estados e aos municípios. (G1)

Imagem: Reprodução / G1

— Os grandes inimigos da sociedade são o Estado brasileiro e seus agentes. Fico impressionado com a eficiência do Estado em arrecadar impostos e a ineficiência, deste mesmo Estado, em prestar um serviço público de qualidade ao cidadão. Pergunto a você ilustre contribuinte, independentemente do seu setor de atividade, o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a esta bilionária arrecadação de impostos? Claro, que não! Nunca correspondeu. Experimente requerer um documento na Receita Federal pra você ver o inferno que é.

Toda vez que o cidadão demanda por algo que dependa do setor público, ele vai passar por um sufoco maior do que passa o cidadão que demanda pelo mesmo serviço em países onde a sociedade é respeitada, onde o cidadão é respeitado.

Notem, não tenho nada contra a arrecadação de impostos, ela é fundamental e necessária para se investir em saúde, educação, segurança, transporte, habitação, saneamento etc e tal. Mas, cadê os investimentos? Você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não! É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? Olhe o que é o trem, o ônibus e a barca que você utiliza todos os dias! Está de bom tamanho? Claro, que não está! O Estado brasileiro só quer saber do povo pra duas coisas: Pagar imposto e votar.

Não é verdade que nós tenhamos que aceitar, como um padrão inevitável, essa qualidade de quinta categoria que o Estado impõe aos serviços que nos presta, isto é, quando nos presta. A máquina pública brasileira é uma das mais eficientes do mundo no recolhimento de impostos. O Estado brasileiro é rico, ele arrecada uma barbaridade de dinheiro em impostos. Mas o gasto, a gestão e a utilização do dinheiro público é esse que nós vemos todos os dias no noticiário: É o Itamaraty gastando R$ 460 mil com flores; É a Roseana Sarney gastando milhões de reais com camarão e lagosta; É o Renan Calheiros pegando jato da FAB pra fazer implante de cabelo; É o Senado fazendo compra de passagens aéreas muito acima do preço de mercado e por aí vai. É UM SURURU NA ZONA!!!

O Estado brasileiro é um lixo que funciona apenas em função dos seus próprios interesses e de seus controladores: OS POLÍTICOS. Só serve pra isso. É um  pavão formoso com os pés enfiados na lama.

"Viva o Brasil", minha gente!

Diretor do filme 'Tim Maia' critica adaptação feita pela Rede Globo

"Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei. Aos seguidores que não viram Tim Maia no cinema sugiro que não assistam essa versão da Globo", recomendou Mauro Lima.

Imagem: Reprodução / Terra Notícias

Muitos que leram o livro Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia (2007) ou assistiram ao filme Tim Maia (2014) nos cinemas, que é inspirado na biografia escrita por Nelson Motta, não gostaram da versão global, exibida em dois capítulos, com o nome Tim Maia - Vale o Que Vier. Transformando o longa em documentário, a Globo incluiu depoimentos inéditos, cortou cenas importantes e até modificou ordem dos acontecimentos para favorecer o ponto de vista proposto pela emissora.

A maneira como a história de Tim foi exibida na minissérie gerou reclamações de diversos espectadores, especialmente dos que leram o livro de Nelson Motta. O principal alvo foi a relação de Tim com Roberto Carlos. No livro escrito por Motta, o "Síndico" é ignorado por Roberto, que na época estourava em todo o Brasil, quando vai atrás dele pedir ajuda para chegar ao sucesso. Já no filme, um depoimento inédito foi incluído, onde o ator Babu Santana, na pele de Tim, diz que "foi assim que Roberto Carlos lançou o gordo mais querido do Brasil", além de cenas importantes em que o Rei esnoba seu ex-companheiro na banda Sputniks terem sido cortadas.

(Texto: Reprodução/Terra Notícias)

Globo, a gente manipula você

ÁGUA: Estiagem do Sudeste pode estar relacionada à atividade solar

O período de estiagem que aflige a região Sudeste do Brasil podem estar relacionado a ciclos solares. É o que diz o pesquisador Hilton Silveira Pinto, coordenador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade de Campinas. (Revista Época)

Imagem: Reprodução / Revista Época

— De fato, a escassez de chuvas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e em outras regiões do país é muito grave. O Rio Paraíba do Sul, o mais importante da região sudeste, está com apenas 2% de sua vazão. Umas das nascentes do Rio São Francisco já secou. 

O problema pode até ser nacional, mas a falta de água na torneira da sua casa não tem nada a ver com isso. Não tem nada a ver com o aumento da temperatura planetária, não tem nada a ver com a devastação desenfreada da Amazônia. A falta de água tem a ver com a irresponsabilidade dos nossos governantes que, durante décadas, não fizeram investimentos de prevenção e regulação do fornecimento de água para a população de seus Estados em caso de escassez de chuvas.

Vejam que, apesar da escassez de chuvas no país, o índice pluviométrico do Estado de São Paulo é de 1.400 milímetros por ano. Na Arábia Saudita, o índice pluviométrico é de 80 milímetros por ano e lá não está faltando água. O índice pluviométrico do Egito é de 30 milímetros por ano e não há nenhum registro de desabastecimento de água no Cairo.

Então, a falta de água no Brasil é um problema climático agravado pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes que comandam o Estado brasileiro. Ou seja, um bando de ordinários e vagabundos que cuidam de si, depois dos seus e quando sobra eventualmente algum tempo e paciência cuidam da sociedade, cuidam do cidadão.

Lobista ligado ao PMDB do Rio fazia conexão com a Petrobras

Segundo indícios colhidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Baiano intermediaria a contratação pela Petrobras de fornecedores e prestadores de serviços indicados por políticos. Ele também faria contato com as grandes empreiteiras contratadas pela Petrobras. Esses contratos seriam superfaturados. Em troca, parte dessa "gordura" seria repassada aos políticos. A pessoas próximas, Baiano diz que mantém evidências que comprometeriam diversos políticos do PMDB. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Um criminoso, como esse ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não consegue viabilizar operações que envolvem milhões de reais, sem uma estrutura corrupta associada a ele. Por exemplo, para o lobista corrupto vender ao Ministério da Saúde um produto que o Ministério não deveria comprar, é preciso que o técnico responsável pela avaliação deste produto participe do negócio. É preciso que o cara da área financeira faça vista grossa diante do preço abusivo.

O que estou querendo dizer com isso é o seguinte: Lamentavelmente, a tragédia da corrupção no Brasil não está restrita às máfias político-partidárias que tomaram o Estado brasileiro de assalto, há décadas, e lá continuam. A questão da corrupção no Brasil é algo que já está impregnado na estrutura, na alma e nas artérias da máquina pública brasileira.

Para que essas máfias político-partidárias logrem sucesso nos golpes bilionários e sistemáticos que aplicam, é preciso haver a cumplicidade da máquina estável do Estado brasileiro, neste caso, a Petrobras. É preciso que haja cumplicidade dos seus funcionários, dos seus técnicos, dos seus servidores de carreira etc e tal.

Ah, mas isso é só na Petrobras? Não. Isso acontece nas estatais do Brasil inteiro! Ah, mas é só o PMDB? Não. É o PT, PDT, PTB, PSDB, PL, PR, PP, PSD, PRB, DEM,... são todos. O Estado brasileiro está tomado pela corrupção e nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos  tomaram o Estado de assalto e nele nada se faz que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões que só pensam em grana para o jogo político e para si próprios. Os projetos de leis, as obras, as encomendas, as compras, os benefícios, as mordomias, os privilégios,... tudo caminha em função desse tipo de interesse e desse tipo de jogo.

"Parabéns" à Petrobras! "Parabéns" ao governo! "Viva o Brasil", minha gente!

Costa diz que pagou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na estatal: PT, PMDB e PP. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Taí, o já falecido, ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, acusado de ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do mesmo jeito que os outros aliados petistas vinham, até agora, sendo denunciados por terem recebido.

O que é mais importante mostrar com isso? O mais importante é mostrar que a roubalheira neste país não tem legenda, a ladroagem no Brasil está nas mãos da classe política. A classe política brasileira rouba desesperadamente, há muitas décadas, em todos os lugares onde pode roubar. Não tem esquerda nem direita. O que tem é ladrão de esquerda e ladrão de direita, ladrão que rouba menos e ladrão que rouba mais.

A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. Nenhum partido escapa, quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM... aí vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.