terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Impostômetro alcança R$ 1,8 trilhão em 2014 e bate novo recorde

O Impostômetro, painel que mostra a soma dos impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros, alcançou R$ 1,8 trilhão, informou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que criou o painel em 2005. O painel está localizado na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo. Ele aponta o valor total de impostos destinados à União, aos estados e aos municípios. (G1)

Imagem: Reprodução / G1

— Os grandes inimigos da sociedade são o Estado brasileiro e seus agentes. Fico impressionado com a eficiência do Estado em arrecadar impostos e a ineficiência, deste mesmo Estado, em prestar um serviço público de qualidade ao cidadão. Pergunto a você ilustre contribuinte, independentemente do seu setor de atividade, o seguinte: O Estado brasileiro está correspondendo, em serviços, a esta bilionária arrecadação de impostos? Claro, que não! Nunca correspondeu. Experimente requerer um documento na Receita Federal pra você ver o inferno que é.

Toda vez que o cidadão demanda por algo que dependa do setor público, ele vai passar por um sufoco maior do que passa o cidadão que demanda pelo mesmo serviço em países onde a sociedade é respeitada, onde o cidadão é respeitado.

Notem, não tenho nada contra a arrecadação de impostos, ela é fundamental e necessária para se investir em saúde, educação, segurança, transporte, habitação, saneamento etc e tal. Mas, cadê os investimentos? Você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não! É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? Olhe o que é o trem, o ônibus e a barca que você utiliza todos os dias! Está de bom tamanho? Claro, que não está! O Estado brasileiro só quer saber do povo pra duas coisas: Pagar imposto e votar.

Não é verdade que nós tenhamos que aceitar, como um padrão inevitável, essa qualidade de quinta categoria que o Estado impõe aos serviços que nos presta, isto é, quando nos presta. A máquina pública brasileira é uma das mais eficientes do mundo no recolhimento de impostos. O Estado brasileiro é rico, ele arrecada uma barbaridade de dinheiro em impostos. Mas o gasto, a gestão e a utilização do dinheiro público é esse que nós vemos todos os dias no noticiário: É o Itamaraty gastando R$ 460 mil com flores; É a Roseana Sarney gastando milhões de reais com camarão e lagosta; É o Renan Calheiros pegando jato da FAB pra fazer implante de cabelo; É o Senado fazendo compra de passagens aéreas muito acima do preço de mercado e por aí vai. É UM SURURU NA ZONA!!!

O Estado brasileiro é um lixo que funciona apenas em função dos seus próprios interesses e de seus controladores: OS POLÍTICOS. Só serve pra isso. É um  pavão formoso com os pés enfiados na lama.

"Viva o Brasil", minha gente!

Diretor do filme 'Tim Maia' critica adaptação feita pela Rede Globo

"Trata-se de um subproduto que não escrevi daquele modo, nem dirigi ou editei. Aos seguidores que não viram Tim Maia no cinema sugiro que não assistam essa versão da Globo", recomendou Mauro Lima.

Imagem: Reprodução / Terra Notícias

Muitos que leram o livro Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia (2007) ou assistiram ao filme Tim Maia (2014) nos cinemas, que é inspirado na biografia escrita por Nelson Motta, não gostaram da versão global, exibida em dois capítulos, com o nome Tim Maia - Vale o Que Vier. Transformando o longa em documentário, a Globo incluiu depoimentos inéditos, cortou cenas importantes e até modificou ordem dos acontecimentos para favorecer o ponto de vista proposto pela emissora.

A maneira como a história de Tim foi exibida na minissérie gerou reclamações de diversos espectadores, especialmente dos que leram o livro de Nelson Motta. O principal alvo foi a relação de Tim com Roberto Carlos. No livro escrito por Motta, o "Síndico" é ignorado por Roberto, que na época estourava em todo o Brasil, quando vai atrás dele pedir ajuda para chegar ao sucesso. Já no filme, um depoimento inédito foi incluído, onde o ator Babu Santana, na pele de Tim, diz que "foi assim que Roberto Carlos lançou o gordo mais querido do Brasil", além de cenas importantes em que o Rei esnoba seu ex-companheiro na banda Sputniks terem sido cortadas.

(Texto: Reprodução/Terra Notícias)

Globo, a gente manipula você

ÁGUA: Estiagem do Sudeste pode estar relacionada à atividade solar

O período de estiagem que aflige a região Sudeste do Brasil podem estar relacionado a ciclos solares. É o que diz o pesquisador Hilton Silveira Pinto, coordenador do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Universidade de Campinas. (Revista Época)

Imagem: Reprodução / Revista Época

— De fato, a escassez de chuvas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e em outras regiões do país é muito grave. O Rio Paraíba do Sul, o mais importante da região sudeste, está com apenas 2% de sua vazão. Umas das nascentes do Rio São Francisco já secou. 

O problema pode até ser nacional, mas a falta de água na torneira da sua casa não tem nada a ver com isso. Não tem nada a ver com o aumento da temperatura planetária, não tem nada a ver com a devastação desenfreada da Amazônia. A falta de água tem a ver com a irresponsabilidade dos nossos governantes que, durante décadas, não fizeram investimentos de prevenção e regulação do fornecimento de água para a população de seus Estados em caso de escassez de chuvas.

Vejam que, apesar da escassez de chuvas no país, o índice pluviométrico do Estado de São Paulo é de 1.400 milímetros por ano. Na Arábia Saudita, o índice pluviométrico é de 80 milímetros por ano e lá não está faltando água. O índice pluviométrico do Egito é de 30 milímetros por ano e não há nenhum registro de desabastecimento de água no Cairo.

Então, a falta de água no Brasil é um problema climático agravado pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes que comandam o Estado brasileiro. Ou seja, um bando de ordinários e vagabundos que cuidam de si, depois dos seus e quando sobra eventualmente algum tempo e paciência cuidam da sociedade, cuidam do cidadão.

Lobista ligado ao PMDB do Rio fazia conexão com a Petrobras

Segundo indícios colhidos pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Baiano intermediaria a contratação pela Petrobras de fornecedores e prestadores de serviços indicados por políticos. Ele também faria contato com as grandes empreiteiras contratadas pela Petrobras. Esses contratos seriam superfaturados. Em troca, parte dessa "gordura" seria repassada aos políticos. A pessoas próximas, Baiano diz que mantém evidências que comprometeriam diversos políticos do PMDB. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Um criminoso, como esse ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, não consegue viabilizar operações que envolvem milhões de reais, sem uma estrutura corrupta associada a ele. Por exemplo, para o lobista corrupto vender ao Ministério da Saúde um produto que o Ministério não deveria comprar, é preciso que o técnico responsável pela avaliação deste produto participe do negócio. É preciso que o cara da área financeira faça vista grossa diante do preço abusivo.

O que estou querendo dizer com isso é o seguinte: Lamentavelmente, a tragédia da corrupção no Brasil não está restrita às máfias político-partidárias que tomaram o Estado brasileiro de assalto, há décadas, e lá continuam. A questão da corrupção no Brasil é algo que já está impregnado na estrutura, na alma e nas artérias da máquina pública brasileira.

Para que essas máfias político-partidárias logrem sucesso nos golpes bilionários e sistemáticos que aplicam, é preciso haver a cumplicidade da máquina estável do Estado brasileiro, neste caso, a Petrobras. É preciso que haja cumplicidade dos seus funcionários, dos seus técnicos, dos seus servidores de carreira etc e tal.

Ah, mas isso é só na Petrobras? Não. Isso acontece nas estatais do Brasil inteiro! Ah, mas é só o PMDB? Não. É o PT, PDT, PTB, PSDB, PL, PR, PP, PSD, PRB, DEM,... são todos. O Estado brasileiro está tomado pela corrupção e nas mãos de quadrilhas partidárias. Os partidos políticos  tomaram o Estado de assalto e nele nada se faz que não seja do interesse dos políticos e de seus partidos. Ladrões que só pensam em grana para o jogo político e para si próprios. Os projetos de leis, as obras, as encomendas, as compras, os benefícios, as mordomias, os privilégios,... tudo caminha em função desse tipo de interesse e desse tipo de jogo.

"Parabéns" à Petrobras! "Parabéns" ao governo! "Viva o Brasil", minha gente!

Costa diz que pagou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. A existência da comissão também incomodava o governo e os três partidos que Costa apontou agora em seus depoimentos como os principais beneficiários do esquema de corrupção que teria atuado na estatal: PT, PMDB e PP. (Folha de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

— Taí, o já falecido, ex-presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, acusado de ter recebido propina do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do mesmo jeito que os outros aliados petistas vinham, até agora, sendo denunciados por terem recebido.

O que é mais importante mostrar com isso? O mais importante é mostrar que a roubalheira neste país não tem legenda, a ladroagem no Brasil está nas mãos da classe política. A classe política brasileira rouba desesperadamente, há muitas décadas, em todos os lugares onde pode roubar. Não tem esquerda nem direita. O que tem é ladrão de esquerda e ladrão de direita, ladrão que rouba menos e ladrão que rouba mais.

A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. Nenhum partido escapa, quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB, DEM... aí vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Ex-diretor da Petrobrás diz que pagou propina a PT, PMDB e PP

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, disse que foi indicado para o cargo pelo ex-deputado José Janene (PP-PR), em 2004, com a missão de montar um esquema de pagamento de propinas para políticos. Ele afirmou que a propina para os partidos era dividida na base de 1% para um e 2% para outro – sobre valores superfaturados de contratos da Petrobrás com empreiteiras e fornecedores. (Estadão)

Imagem: Reprodução / Estadão

— Isso mostra que, no Brasil, a bandalheira não tem partido. Muita gente acha que retirando um partido do poder e substituindo-o por outro, resolve-se o problema da corrupção no país. Infelizmente, não resolve. A corrupção no Brasil, a falta de respeito ao contribuinte, a ausência de ética e de códigos morais está presente em todos os partidos políticos. A roubalheira está tão introduzida na cultura política brasileira que ninguém escapa. Quando se trata então dos partidões tradicionais como PMDB, PT, PSDB, PTB e DEM vira perda de tempo falar sobre respeito à ética e ao dinheiro público. "Os políticos brasileiros não integram a espécie humana, eles são iguais a nós, mas não são como nós."

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Os políticos fazem com o Estado brasileiro aquilo que fazem com as prostitutas que, eventualmente, levam em suas viagens oficiais camufladamente. Para eles, o Estado serve como coito cotidiano. Os enriquece, enriquece seus sócios, seus parceiros, seus parentes, seus genros, seus filhos, suas amantes e por aí vai. Não se muda mais o Estado brasileiro por dentro, fazendo política dentro dele. Não tem como mudar esse Estado através da relação que os políticos e os partidos têm com ele, esquece.

É só olhar o que mudou nas últimas 20 eleições no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Em contrapartida, a população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso. O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Olhe pra dentro do trem, do ônibus, do metrô, da barca e veja se você está sendo tratado com o mínimo de respeito que seu imposto deveria lhe dar? Claro, que não!

Isso só vai mudar se tivermos fenômenos crescentes, a partir de atos, como aqueles que vimos em junho de 2013. A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar.

Esperar que os políticos mudem através do processo político-eleitoral é ridículo, porque eles não estão nem aí pra fazer essa mudança. Esperar que votando nessa canalhada política é investir na mudança dessa relação do Estado com a sociedade é patético. Sabe por quê? Não é isso que eles querem. O que eles querem é permanecer no poder através das eleições, porque é do aparato estatal que brotam, aos borbotões, os recursos públicos para alimentar essas máfias. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

Globo protege Roberto Carlos e corta desprezo a Tim Maia em minissérie

Vilão no filme Tim Maia (2014), Roberto Carlos virou herói na minissérie exibida pela Globo a partir do próprio longa-metragem, que foi reeditado e transformado numa mistura de ficção com documentário. No filme, Roberto Carlos, no auge da juventude e já famoso, esnoba Tim Maia, então em início de carreira. Na minissérie, Roberto Carlos é apresentado como o artista que lançou Tim Maia.

Imagem: Reprodução / UOL Notícias da TV

Uma sequência do filme em que Roberto despreza e humilha Tim Maia (1942-1998), entregando-lhe botas usadas e dinheiro amassado, foi trocada por depoimentos de Nelson Motta, autor da biografia que originou o longa, e do próprio cantor. Na versão exibida pela Globo na quinta (1º) e ontem (2), Nelson Motta contradiz seu próprio livro e afirma que Roberto fez o que pôde para ajudar Tim. Já Roberto conta que indicou o futuro soulman brasileiro a uma gravadora.

Tim Maia e Roberto Carlos conviveram desde os anos 1950 e tiveram uma banda, Os Sputiniks, que se desfez quando Roberto decidiu seguir carreira solo. Após a dissolução da banda, Tim Maia se mudou para os Estados Unidos e foi preso. Deportado para o Brasil, procurou Roberto Carlos, que tinha um programa na Record, e pediu ajuda.

No filme, Roberto Carlos é retratado como mesquinho e aproveitador. Tim Maia (Robson Nunes) invade o camarim de Roberto (George Sauma), em meados dos anos 1960, mas o cantor não lhe dá ouvidos e entrega uma "bota que sobrou" ao ver os sapatos velhos do colega. Em seguida, Roberto é chamado para ir ao estúdio e pede para Tim esperá-lo.

Tim Maia aguarda o astro pacientemente. Tempos depois, Roberto Carlos passa pelo corredor e o ignora. Após o final do programa, ele corre para sair, mas Tim o alcança, pede ajuda e diz não ter dinheiro para voltar para casa. Roberto mais uma vez o esnoba e manda alguém dar dinheiro ao ex-colega. O produtor do programa amassa as notas antes de entregar a Tim.

Globo, a gente manipula você

No primeiro capítulo da minissérie da Globo, toda a sequência descrita acima foi cortada, e a história foi contada de outra forma. No lugar, entraram depoimentos do jornalista Nelson Motta e de Roberto Carlos, que disse ter dado oportunidade a Tim Maia, sem mencionar o caso do camarim, em que Tim se sentiu humilhado pelo antigo companheiro.

"O Roberto, acho que era tranquilo com ele, porque sabia o valor que o Tim tinha como cantor e compositor, tanto que levou o Tim para a Jovem Guarda. O Roberto fez o que pôde", afirmou Nelson Motta na Globo.

"'Tim, vou te apresentar à CBS. Vou arrumar para você gravar lá. Fique tranquilo'. E a Nice [Cleonice Rossi, primeira mulher de Roberto Carlos] virou e disse assim: 'Ajuda ele'. E ele sempre achou na vida dele que eu tinha feito isso porque a Nice tinha feito esse pedido e não foi, foi uma iniciativa realmente minha", disse Roberto Carlos na minissérie.

O que chama a atenção é que Nelson Motta, ao tentar preservar a imagem de Roberto Carlos na minissérie, desmente seu próprio livro, Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia (2007), que originou o filme. Na apresentação do longa à imprensa, em outubro, o diretor Mauro Lima afirmou que "tudo foi baseado na biografia de Nelson Motta", incluindo as cenas em que Roberto esnoba Tim Maia. Na última quinta-feira, o cineasta pediu a seus seguidores no Instagram que não assistissem à versão da Globo.

Para reforçar ainda mais o bom-mocismo de Roberto Carlos, a Globo escalou Babu Santana, que interpretou Tim Maia no filme. Além de narrar a história, ele se caracterizou novamente para a minissérie e apareceu dando o crédito a Roberto: "E foi assim, rapaziada, que o Roberto Carlos lançou o gordo mais querido do Brasil".

(Texto: Reprodução/UOL Notícias da TV)

Avaliação positiva de Dilma despenca de 42% para 23%, diz Datafolha

Com o escândalo da Petrobras à tona e a piora na expectativa em relação à economia, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) despencou e atingiu a pior marca de seu governo; foi de 42% (avaliação boa/ótima) em dezembro passado para 23% em fevereiro, segundo o Datafolha. Em contrapartida, os entrevistados que avaliam o governo como ruim/péssimo subiram de 24% para 44%. O número dos que acham a administração petista regular permaneceu em 33%. Na ocasião dos protestos de junho de 2013, a popularidade de Dilma era de 30%, de acordo com o instituto.

Imagem: Reprodução / Valor Econômico

Diz ainda o Datafolha que para 77% dos entrevistados a presidente tinha conhecimento da corrupção na Petrobras. Para 52% deles, ela sabia do escândalo e não agiu.

Segundo o instituto, é a pior avaliação de um presidente desde dezembro de 1999, quando Fernando Henrique Cardoso tinha 46% de rejeição (avaliação ruim/péssima). Para o jornal Folha de S.Paulo, “o país assiste à mais rápida e profunda deterioração política desde o governo Fernando Collor de Mello.”

Após quatro anos de governo, Dilma obteve, de acordo com o Datafolha, a primeira "nota vermelha" de sua gestão; uma média de 4,8. Para 47% dos entrevistados, a presidente é “desonesta”. Outros 54% falam que ela é “falsa” e 50%, “indecisa”.

A pesquisa Datafolha mostra ainda que 60% dos eleitores disseram que Dilma mentiu na campanha - 46% acreditam que ela mais mentiu que disse verdades e 14%, que ela só mentiu.

O Datafolha ouviu 4 mil entrevistados em 188 municípios brasileiros entre os dias 3 e 5 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

(Texto: Reprodução/O Globo)

Dilma tem pior rejeição entre todos os presidentes em início de mandato

Minha gente, os políticos são absolutamente iguais. Só não são iguais nas roupas que usam porque não cabe um no outro. Tirando isso, eles são de uma mesma lógica moral, de uma mesma moral política e de uma mesma escala de valores que faz com que se aliem a todo tipo de escória, só para lhes dar alguma vantagem no jogo do poder. Eles são de uma mesma escala de valores que faz com que a corrupção sobreviva em seus governos, como sobreviveu e ainda sobrevive, na era tucana em São Paulo. Como sobreviveu no mensalão tucano em Minas Gerais, ou seja, do mesmo jeito que prospera na era petista. Eles são iguais, não ele e ela como figura física de seus CPFs, não. Mas sim o que eles representam que é a mesma coisa.

Imagem: Reprodução / UOL Notícias

É claro que nós não temos alternativa à política como meio de equilibrar nossas relações e evitar que nos devoremos, porque é a política que faz com que a gente organize o caminho coletivo. Mas, nós temos alternativa à essa política praticada no Brasil. Nós não temos, também, alternativa aos políticos como sociedade e aos partidos dos quais afloram. Mas, nós temos alternativa a esses políticos e a esses partidos que temos aqui.

Partidos que foram transformados em máfias que disputam, única e exclusivamente, o controle do Estado. Não para transformá-lo, direcioná-lo e torná-lo num instrumento cada vez mais eficaz de atendimento ao cidadão, não. Mas, para ser o lugar do qual eles tiram a grana, a corrupção, a propina do empreiteiro, o jatinho da FAB pra implantar cabelo. A boca pra nomear o ministro amigo, o genro ladrão, a amante pelancuda e por aí vai.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades, fazendo com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los. No mundo inteiro as eleições servem, também, para que as sociedades decidam incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Aqui, só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Aécio Neves aparece com nota zero em ranking de desempenho parlamentar

Candidato derrotado em segundo turno à sucessão presidencial, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece com nota zero no ranking de avaliação da atividade parlamentar divulgado neste fim de semana pela revista Veja. O ex-governador mineiro foi o único, entre os 77 senadores avaliados, a não pontuar em 2014 e aparece na última colocação do chamado “Ranking do Progresso”.

Imagem: Reprodução / Congresso em Foco

Os senadores Eduardo Amorim (PSC-SE), com 10 pontos, Lindbergh Farias (PT-RJ), com 9,53, e Armando Monteiro (PTB-PE), com 9,32, foram os mais bem avaliados.

Durante a campanha eleitoral, Veja foi acusada por petistas de favorecer a candidatura de Aécio ao Planalto e de tentar prejudicar a reeleição de Dilma. No dia 26 de outubro, quando foi realizado o segundo turno, a revista foi obrigada pela Justiça eleitoral a publicar em seu site uma nota da coligação de Dilma, rebatendo a reportagem de capa daquela semana, que atribuía ao doleiro Alberto Youssef a declaração de que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam do esquema do petrolão. No ano passado, Aécio figurou na 30ª colocação do “Ranking do Progresso”, com 3,8 pontos. Em 2012, ficou na 14ª colocação, com 7 pontos.

(Texto: Reprodução/Congresso em Foco)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

E se Aécio tivesse derrotado Dilma?

Minha gente, está escrevendo aqui alguém que acha a Dilma e o Aécio absolutamente iguais. Só não são iguais nas roupas que usam porque não cabe um no outro. Tirando isso, eles são de uma mesma lógica moral, de uma mesma moral política e de uma mesma escala de valores que faz com que se aliem a todo tipo de escória, só para lhes dar alguma vantagem no jogo do poder. 

Imagem: Reprodução / O Globo

Eles são de uma mesma escala de valores que faz com que a corrupção sobreviva em seus governos, como sobreviveu e ainda sobrevive, na era tucana em São Paulo. Como sobreviveu no mensalão tucano em Minas Gerais, ou seja, do mesmo jeito que prospera na era petista. Eles são iguais, não ele e ela como figura física de seus CPFs, não. Mas sim o que eles representam que é a mesma coisa.

Tenho a impressão muito forte de que, se Aécio tivesse derrotado Dilma não aconteceria nada, não mudaria nada. Não é por causa do Aécio, acho que não aconteceria também se fosse a Marina. Tenho sérias dúvidas se vai acontecer alguma mudança na reeleição de Dilma. Sabe por quê? Porque acho que não é pela via eleitoral que vamos conseguir as mudanças, mas sim pelo crescimento dos movimentos populares de massa nas ruas. Não é seu partido contra o meu, não sou eu contra você. Somos nós dois entendendo que os políticos brasileiros são a mesma coisa e que isso não nos interessa mais.

Tive a esperança que as manifestações de 2013 fossem produzir essa consequência, mas não produziram. Tenho pouca esperança de que Dilma representará uma mudança nesse status que tanto nos aflige. Como também não creio que Aécio pudesse ou quisesse fazê-lo.

Portanto, o jogo está jogado. E como todo jogo, há um vencedor e um perdedor. Em vez do derrotado ficar tentando esculhambar o vencedor, ele tem que fazer por onde para vencer o próximo jogo. É assim que tem que ser, é assim que funciona. No mais, só resta torcer para que o jogo seja bom, porque um mau governo é ruim pra todo mundo. Então, o que eu quero agora é que a partida prospere, porque todo mundo precisa que esse jogo seja bom e que o país melhore, pouco me importa sob o governo de quem ele esteja.

Primeiro mês após a reeleição de Dilma mostra que 2º mandato já nasceu velho e ultrapassado

Estamos vivendo o 1º mês de uma "nova era". O 1º mês de um Brasil novo, o 1º mês de um Brasil que vai mudar, o 1º mês do Brasil paraíso, o 1º mês do Brasil solução dos problemas, o 1º mês do Brasil consciente e por aí vai. Estamos vivendo, portanto, neste 1º mês uma "nova realidade". Até o dia 26 de outubro, vivíamos a expectativa de saber quem conduziria essa "nova realidade" prometida pelos candidatos durante toda a campanha eleitoral. Essa escolha foi decidida soberanamente pelos eleitores brasileiros, numa votação apertada como nunca havíamos visto.

Imagem: Reprodução / InfoMoney

Vivemos uma campanha eleitoral cheia de altos e baixos, ataques, ofensas, armadilhas retóricas, golpes abaixo da cintura etc e tal. Enfim, teve de tudo. Tanto de tudo teve, que o nível de interesse da população nesta eleição foi inédito. Parece que esta campanha eleitoral mostrou um interesse maior da população pela política, especialmente entre os mais jovens, e consolidou a entrada da internet no processo de uma forma que não se viu em 2010.

O que fez essa eleição? O que fez essa campanha eleitoral? Ela produziu um jogo com uma taxa de polarização nunca vista antes, com ingredientes adicionais que só a internet e suas redes sociais poderiam imprimir. E a tendência é que ela se expanda, cada vez mais, nesse sentido. A parte boa desse processo, claro, é ainda uma hipótese, mas uma hipótese muito positiva de que, talvez, tenhamos um povo, que sai dessa eleição, com um interesse aumentado pelo assunto chamado política. Um interesse aumentado com uma taxa de senso crítico elevada também. Talvez esse tenha sido o ganho real que essa eleição produziu.

Por que isso? Porque uma sociedade politizada, atenta à política, não é necessariamente uma sociedade que faz o jogo dos políticos ou dos partidos. Mas sim uma sociedade que, sendo politizada, fará com que os políticos e os partidos façam o seu jogo, ou seja, mais do que tem feito até agora. Tenho a esperança de que, não apenas uma nova geração de brasileiros jovens, como toda a sociedade, tenha se aproximado de forma permanente e crescente do assunto política.

Pergunto a você ilustre eleitor-contribuinte o seguinte: Por que a política e os políticos do Uruguai, da Argentina e do Chile são diferentes? Por que nesses países a política não é como aqui no Brasil? Por que lá não é assim? Porque os uruguaios, os argentinos e os chilenos são povos politizados. Povos que têm na política algo que está incorporado em suas rotinas diárias. Eles sabem o quanto é importante que a política seja gerida pela sociedade, eles sabem o quanto é importante que a política seja ditada no ritmo e nos padrões impostos pela sociedade. Então, precisamos, aqui no Brasil, viver e fazer política como sociedade, porque se não fizermos, eles, como tem sido até agora, o farão sozinhos. E aí, farão como têm feito historicamente nas últimas 20 eleições.