sexta-feira, 6 de março de 2015

Angélica é hostilizada durante gravação em faculdade e deixa campus sob protestos contra Globo

Angélica foi recebida de forma nada calorosa por estudantes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) nesta quarta-feira, na Urca, na Zona Sul do Rio. A apresentadora foi ao local para gravar um quadro do programa Estrelas. Angélica e a produção foram obrigados a deixar o local sob os gritos: "O povo não é bobo. Abaixo a Rede Globo". 

Imagem: Reprodução/O Dia

Segundo uma testemunha, que não quis ser identificada, em entrevista ao DIA , a confusão começou após uma pessoa da equipe de Angélica proibir fãs que queriam fotos e autógrafos de se aproximarem da apresentadora. Ela ainda tentou remediar a situação dizendo que poderia tirar fotos sim, mas o bate-boca já havia começado. 

O quadro contava com a participação dos atores de Malhação Isabela Santoni e Rafael Vitti. A locação foi escolhida por causa dos atores, que se conheceram no campus da universidade. Angélica não respondeu aos gritos dos alunos, nem esboçou reação alguma

Nas redes sociais, estudantes da UniRio compartilharam um vídeo que mostra a tumultuada visita de Angélica. Até mesmo o fato de a apresentadora contar com alguém para carregar uma sombrinha, que a protegia do sol, virou piada. Nesta semana, a família da apresentadora ficou sob os holofotes por causa da polêmica camiseta infantil da grife de Luciano Huck.

(Texto: Reprodução/O Dia)

Assista ao vídeo abaixo
Angélica e equipe da Globo foram vaiados durante gravação na UniRio

Funcionária da Petrobras desmente matéria do Globo sobre "rotina de medo" na estatal

A respeito de matéria enganosa publicada em O Globo (foto abaixo), vejam a carta de uma funcionária da Petrobras (mais abaixo).

Imagem: Reprodução/Jornal GGN

Michelle Daher Vieira

Carta aberta à Leticia Fernandes e ao jornal O Globo

Antes de tudo, gostaria de deixar bem claro que não estou falando em nome da Petrobras, nem em nome dos organizadores do movimento “Sou Petrobras”, nem em nome de ninguém que aparece nas fotos da matéria. Falo, exclusivamente, em meu nome e escrevo esta carta porque apareço em uma das fotos que ilustram a reportagem publicada no jornal O Globo do dia 15 de fevereiro, intitulada “Nova Rotina de Medo e Tensão”.

Fico imaginando como a dita jornalista sabe tão detalhadamente a respeito do nosso cotidiano de trabalho para escrever com tanta propriedade, como se tudo fosse a mais pura verdade, e afirmar com tamanha certeza de que vivemos uma rotina de medo, assombrados por boatos de demissões, que passamos o dia em silêncio na ponta das cadeiras atualizando os e-mails apreensivos a cada clique, que trabalhamos tensos com medo de receber e-mails com represálias, assim criando uma ideia, para quem lê, a respeito de como é o clima no dia a dia de trabalho dentro da Petrobras como se a mesma o estivesse vivendo.

Acho que tanta criatividade só pode ser baseada na própria realidade de trabalho da Letícia, que em sua rotina passa por todas estas experiências de terror e a utiliza para descrever a nossa como se vivêssemos a mesma experiência. Ameaças de demissão assombram o jornal em que ela trabalha, já tendo vários colegas sendo demitidos, a rotina de e-mails com represálias e determinando que tipo de informação deve ser publicada ou escondida devem ser rotina em seu trabalho, sempre na intenção de desinformar a população e transmitir só o que interessa, mantendo a população refém de informações mentirosas e distorcidas.

Imagem: Reprodução/O Globo

Fico impressionada com o conteúdo da matéria e não posso deixar de pensar como a Letícia não tem vergonha de a ter escrito e assinado. Com tantas coisas sérias acontecendo em nosso país ela está preocupada com o andar onde fica localizada a máquina que faz o café que nós tomamos e com a marca do papel higiênico que usamos. Mas dá para entender o porque disto, fica claro para quem lê o seu texto com um mínimo de senso crítico: o conteúdo é o que menos importa, o negócio do jornal é falar mal, é dar uma conotação negativa, denegrir a empresa na sua jornada diária de linchamento público da Petrobras. Não é de hoje que as Organizações Globo tem objetivo muito bem definido em relação à Petrobras: entregar um patrimônio que pertence à população brasileira à interesses privados internacionais. É a este propósito que a Leticia Fernandes serve quando escreve sua matéria.

Leticia, não te vejo, nem você nem O Globo, se escandalizado com outros casos tão ou mais graves quanto o da Petrobras. O único escândalo que me lembro ter ganho as mesma proporção histérica nas páginas deste jornal foi o da AP 470, por que? Por que não revelam as provas escondidas no Inquérito 2474 e não foi falado nisto? Por que não leio nas páginas do jornal, onde você trabalha, sobre o escândalo do HSBC? Quem são os protegidos? Por que o silêncio sobre a dívida da sonegação da Globo que é tanto dinheiro, ou mais, do que os partidos “receberam” da corrupção na Petrobras? Por que não é divulgado que as investigações em torno do helicoca foram paralisadas, abafadas e arquivadas, afinal o transporte de quase 500 quilos de cocaína deveria ser um escândalo, não? E o dinheiro usado para construção de certos aeroportos em fazendas privadas em Minas Gerais? Afinal este dinheiro também veio dos cofres públicos e desviados do povo. Já está tudo esclarecido sobre isto? Por que não se fala mais nada? E o caso Alstom, por que as delações não valem? Por que não há um estardalhaço em torno deste assunto uma vez que foi surrupiado dos cofres públicos vultosas quantias em dinheiro? Por que você e seu jornal não se escandalizam com a prescrição e impunidade dos envolvidos no caso do Banestado e a participação do famoso doleiro neste caso? Onde estão as manchetes sobre o desgoverno no Estado do Paraná? Deixo estas perguntas como sugestão e matérias para você escrever já que anda tão sem assunto que precisou dar destaque sobre o cafezinho e o papel higiênico dos funcionários da Petrobras.

A você, Leticia, te escrevo para dizer que tenho muito orgulho de trabalhar na Petrobras, que farei o que estiver ao meu alcance para que uma empresa suja e golpista como a que você trabalha não atinja seu objetivo. Já você não deve ter tanto orgulho de trabalhar onde trabalha, que além de cercear o trabalho de seus jornalistas determinando “as verdades” que devem publicar, apoiou a Ditadura no Brasil, cresceu e chegou onde está graças a este apoio. Ao contrário da Petrobras, a empresa que você se esforça para denegrir a imagem, que chegou ao seu gigantismo graças a muito trabalho, pesquisa, desenvolvimento de tecnologia própria e trazendo desenvolvimento para todo o Brasil.

Quanto às demissões que estão ocorrendo, é muito triste que tantas pessoas percam seu trabalho, mas são funcionários de empresas prestadoras de serviço e não da Petrobras. Você não pode culpar a Petrobras por todas as mazelas do país, e nem esperar que ela sustente o Brasil, ou você não sabe que não existe estabilidade no trabalho no mundo dos negócios? Não sabe que todo negócio tem seu risco? Você culpa a Petrobras por tanta gente ter aberto negócios próximos onde haveria empreendimentos da empresa, mas a culpa disto é do mal planejamento de quem investiu. Todo planejamento para se abrir um negócio deveria conter os riscos envolvidos bem detalhados, sendo que o maior deles era não ficar pronta a unidade da Petrobras, que só pode ser culpada de ter planejado mal o seu próprio negócio, não o de terceiros. Imputar à Petrobras o fracasso de terceiros é de uma enorme desonestidade intelectual.

Quando fui posar para a foto, que aparece na reportagem, minha intenção não era apenas defender os empregados da injustiça e hostilidades que vem sofrendo sendo questionados sobre sua honestidade, porque quem faz isto só me dá pena pela demonstração de ignorância. Minha intenção era mostrar que a Petrobras é um patrimônio brasileiro, maior que tudo isto que está acontecendo, que não pode ser destruída por bandidos confessos que posam neste jornal como heróis, por juízes que agem por vaidade e estrelismos apoiados pelo estardalhaço e holofotes que vocês dão a eles, pelo mercado que só quer lucrar com especulação e nunca constrói nada de concreto e por um jornal repulsivo como O Globo que não tem compromisso com a verdade nem com o Brasil.

Por fim, digo que cada vez fica ainda mais evidente a necessidade de uma democratização da mídia, que proporcionará acesso a uma diversidade de informação maior à população que atualmente é refém de uma mídia que não tem respeito com o seu leitor e manipula a notícia em prol de seus interesses, no qual tudo que publica praticamente não é contestado por não haver outros veículos que o possa contradizer devido à concentração que hoje existe. Para não perder um poder deste tamanho vocês urram contra a reforma, que se faz cada vez mais urgente, dizendo ser censura ou contra a liberdade de imprensa, mas não é nada além de aplicar o que já está escrito na Constituição Federal, sendo a concentração de poder que algumas famílias, como a Marinho detém, totalmente inconstitucional.

Sendo assim, deixo registrado a minha repugnância em relação à matéria por você escrita, utilizando para ilustrá-la uma foto na qual eu estou presente com uma intenção radicalmente oposta a que ela foi utilizada por você.

(Texto: Reprodução/Jornal GGN)

Campanha infeliz: Grife de Luciano Huck é notificada pelo Procon

Após gerar enorme repercussão e ser acusada de incitação à pedofilia, a marca do apresentador global foi notificada pelo órgão, que entende que houve prática abusiva na comercialização da camiseta infantil com a frase “Vem ni mim que eu tô facin”.

Imagem: Reprodução/Revista Fórum

Não passou batido. Poderia ser só mais uma das inúmeras peças de roupa com mensagens polêmicas ou preconceituosas da marca Use Huck, mas a camiseta infantil com a estampa “Vem ni mim que eu tô facin” gerou tanta repercussão que a grife acabou sendo notificada pelo Procon do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (5).

No anúncio do site, foram publicadas fotos de crianças usando a camiseta com a mensagem de claro cunho de objetificação e, nas redes sociais, a marca foi acusada de incitação à pedofilia.

Diante da infeliz campanha e sua consequente repercussão, o órgão resolveu notificar o site da grife e quer saber, exatamente, quantas peças foram vendidas, para quem e se já foi elaborada uma “contrapropaganda para apagar os efeitos negativos da publicidade ilícita no comportamento do consumidor”. Caso não preste os devidos esclarecimentos e não tome providências, a companhia pode ser multada e, o site, retirado do ar.

“Essa é uma prática abusiva prevista no artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, que incita a violência, se prevalece de vulnerável para obter lucro e denigre a imagem de crianças e adolescentes”, afirmou, em nota, a secretaria municipal de Defesa do Consumidor do Rio.

A marca, por sua vez, retirou de seu site o modelo em questão e pediu desculpas aos clientes.

“Sentimos muito por todos que foram ofendidos pela imagem”, diz a nota publicada na homepage da marca, que tentou explicar as causas do que chamou de “lamentável erro”. “É comum em e-commerce que as artes das estampas sejam aplicadas posteriormente sobre fotos dos modelos com camiseta branca, conforme o exemplo abaixo. Por erro nosso, todas as artes de Carnaval (inclusive e infelizmente esta arte) foram aplicadas sobre a coleção infantil e disponibilizadas no site sem a devida revisão”, continuou o texto.

Não é só uma

Embora a estampa “Vem ni mim que tô facin” tenha causado maior repercussão, em uma rápida olhada no site, Fórum encontrou outros modelos preconceituosos – como o que leva os dizeres “Salvem as baleias que eu salvo as sereias” – e até incentivadores da cultura do estupro, como o que carrega a mensagem “Quando um não quer, o outro insiste” (confira aqui).

Em 2014, a Use Huck protagonizou situação parecida, quando se aproveitou do episódio de racismo sofrido pelo jogador Daniel Alves durante partida na Espanha para comercializar camisetas com a estampa “Somos todos macacos”.

(Texto: Reprodução/Revista Fórum)

Funcionária da Petrobras desmente nota publicada no Globo sobre "discrição" no carnaval

"Não sou de falar sobre o meu trabalho por aqui, mas essa notícia merece ser comentada. Nenhum empregado ou prestador de serviço que conheço recebeu ou conhece alguém que tenha recebido essa ordem. De onde será que O Globo tirou essa notícia?" (Bruna Neves Da Cruz Vogel)
Discrição é a palavra de ordem para os funcionários da Petrobras neste carnaval. Um e-mail interno recomenda a todos que evitem os grandes eventos e procurem se resguardar nesta época do ano. A mensagem, nas entrelinhas, é: “fujam dos camarotes com bebida liberada. Não queremos dar chance para mais polêmica”. Aguardemos. (ANA LUCIA VALINHO/Coluna Gente Boa)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Servidores estaduais terão ponto facultativo durante os dias de carnaval

O governador Luiz Fernando Pezão decretou ponto facultativo para o funcionalismo estadual no carnaval. Na sexta-feira, dia 13, o descanso vai valer somente para as repartições localizadas na capital. Nos dias 16 (segunda-feira) e 18 (quarta-feira), a folga será geral, exceto para quem trabalha em setores considerados essenciais. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair do trabalho. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como o governador Luiz Fernando Pezão consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público uns dias de folga, nos quais todos estão trabalhando.

Quer dizer, o ponto facultativo só presta para o funcionário público. Ou seja, acaba sendo um feriado a mais pra ele, porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de não deixar o servidor público trabalhar? A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia seguinte! Diz pra mim, o que é isso!

Depois os governantes ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do governador que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o expediente é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho. Eu quero que você corresponda ao meu imposto. Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar de você. E que esteja com um sorriso no rosto! Merecemos isso!

Prefeito Eduardo Paes e governador Luiz Fernando Pezão, como ambos controlam as casas legislativas do Município e do Estado do Rio, revoguem essa palhaçada de ponto facultativo. Parem com essa invenção maluca!!!

PT chega aos 35 anos como o partido brasileiro mais corrupto de todos os tempos

O ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, afirmou à Justiça, em acordo de delação premiada, que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, recebeu de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propina de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. As revelações de Barusco, ex-braço-direito de Renato Duque, que comandava a Diretoria de Serviços por indicação do ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu, colocam mais uma vez o caixa do PT no centro do escândalo do petrolão e devem respingar diretamente nas campanhas políticas do partido, incluindo a da própria presidente Dilma Rousseff. (VEJA.com)

Imagem: Reprodução / Revista Veja

— Mais um escândalo na imprensa mostra que a corrupção no Brasil não tem partido. Ela é de direita, de esquerda, de cima, de baixo, de magro, de gordo, de jovem, de velho, de branco, de preto, de roxo, de amarelo e por aí vai. A bandalheira, a canalhice e a roubalheira no país não é problema de um único partido, mas sim de todas as legendas partidárias. Temos escândalos de roubalheira em todas as legendas partidárias. Não precisamos voltar muito tempo atrás. Não é preciso voltar à era Sarney ou à ditadura, não. Mais recentemente, vamos encontrar escândalo do DEM, do PP, do PR, do PMDB (esse então está em todos), do PSDB, do PT, do PTB etc e tal.

Não podemos ficar individualizando o protagonismo da corrupção nacional. O protagonista desta corrupção no momento, sem sombra de dúvida, é o PT. E a peça em cartaz é a Petrobras. Mas, ao tirar esta peça em cartaz, vamos encontrar outros escândalos do PT. Depois, ao tirar o PT da peça, vamos encontrar outros partidos envolvidos em outros escândalos.

Portanto, isso mostra que a corrupção no Brasil é uma questão estrutural, é algo que está impregnado no Estado brasileiro e que contamina todos que fazem parte dele. Estado esse, que é propriedade exclusiva das máfias partidárias. Verdadeiras quadrilhas que se revezam no poder, legitimadas por eleições que só existem pra dar-lhes acesso à jugular do Estado brasileiro.

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para ajudar a sociedade a se organizar e trilhar um caminho de prosperidade, nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado brasileiro representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder porque o poder permite alterar a realidade e conduzir o Estado numa direção diferente, não. Eles nunca quiseram isso. Pergunto a você, ilustre contribuinte, o seguinte: Em que direção a canalhada política conduz o Estado brasileiro, independentemente, dos partidos que integrem? Em nenhuma. O jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria.

Nós não temos alternativa à política como sociedade, mas temos alternativa a esta política que fazem no Brasil. Não temos alternativa aos políticos e aos partidos, mas temos alternativa ao que os políticos e os partidos se transformaram no Brasil. Pra isso, claro, precisamos pensar utopicamente. É preciso que a legislação política seja modificada para que eles percam poder e imunidades. É preciso fazer com que o poder da sociedade se torne mais efetivo nas casas legislativas, criando mecanismos que permitam ao cidadão intervir diretamente em seus mandatos. Mecanismos que permitam aos eleitores retirarem do poder políticos corruptos, incompetentes e vagabundos. "Esse aí nos enganou, não presta, rua!!!"

Vários países têm legislações que permitem esse tipo de depuração do processo político-partidário das casas parlamentares. Aqui no Brasil isso não existe, aqui os políticos e os partidos são cidadelas blindadas ao poder da população e do próprio voto. O voto aqui só serve para elegê-los. No mundo inteiro as eleições servem, também, para que as sociedades decidam incontáveis demandas sociais, simultaneamente, no mesmo processo eleitoral. Aqui, só serve para eleger os candidatos que, uma vez eleitos, se tornam intocáveis. Tornam-se uma casta na qual ninguém pode chegar perto, ninguém pode prender, ninguém pode tirar do poder etc e tal.

A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Se conseguirmos construir um país, onde vagabundo que rouba dinheiro público pegue 40 anos de cadeia, nós vamos mudar a realidade do Brasil em pouco tempo.

Tomara que isso aconteça! Quem sabe nossos filhos viverão num país melhor!

Lava Jato: PT recebeu US$ 200 milhões em propina da Petrobras, diz delator

Ex-gerente de Serviços Pedro Barusco afirma em delação que entre 2003 e 2013 o partido arrecadou um montante próximo desse valor em comissões ilícitas; depoimento foi base para a 9ª fase da Lava Jato. Segundo Pedro Barusco, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, arrecadou entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões em propinas para o partido a partir de porcentagens cobradas de 1% a 2% do valor de contratos da estatal firmados por quatro diretorias – além da de Serviços, a de Abastecimento, Gás e Energia e Exploração e Produção. O PT, segundo ex-gerente, “representado” pelo tesoureiro do partido, ficava sempre com metade do porcentual arrecadado ilegalmente. (O Estado de S.Paulo)

Imagem: Reprodução / O Estado de S.Paulo

— O que se tornaram os partidos políticos no Brasil? Tornaram-se balcões de negócios, venda de legenda, acordos e todo tipo de bandalheira que se possa imaginar. Os partidos políticos constituem uma quadrilha, numerosíssima, que tomou o Estado de assalto e dele se alimentam cada vez mais. Eles se apropriaram da máquina pública para viver às custas do Estado, enriquecendo os filhos, os genros, as noras, as filhas, os netos, as amantes, os pais, os irmãos, os sócios e por aí vai. 

O Estado brasileiro na visão dos políticos e dos partidos, aos quais estão filiados, não representa um instrumento para mudar a realidade e ajudar a sociedade a se organizar. Nunca foi. Para os partidos e para as máfias políticas, o Estado representa apenas um duto de dinheiro. Eles não querem o poder para alterar a realidade do país, o que eles querem é permanecer no poder através das eleições. Porque é do aparato estatal que brotam, aos milhões, os recursos públicos que servem para alimentar essas máfias. Minha gente, o jogo deles é a mera gestão do cotidiano. É a mesma porcaria!!!

É só olhar o que mudou nos últimos 20 anos no Brasil. O que mudou? Diminuiu a corrupção e a violência? Melhorou a educação e a saúde? O país viveu 10 anos de absoluta prosperidade na economia. O mundo viveu até 2008 uma década de abundância total. Aí, pergunto a você ilustre contribuinte o seguinte: A realidade social da população brasileira melhorou na proporção, mínima, que deveria se houvesse esse desejo político? Claro, que não! Esses programas sociais do governo são migalhas da riqueza nacional. A população vive numa situação avassaladora de indigência e miséria. É só chover pra gente ver! É só entrar no hospital público pra gente ver! Cadê o médico? Cadê o remédio? Cadê a vaga na escola? Cadê o material escolar? É isso! O país não mudou como deveria ter mudado. Em 20,30 ou 40 anos melhoramos o quanto e o que? Está de bom tamanho? Claro, que não está! Os inimigos reais da sociedade brasileira estão dentro do aparato do Estado. São os políticos, os partidos, os governantes e os setores que eles tomaram pra si.

A única forma de alterar essa realidade, no Brasil, não é depositando 100% das esperanças no voto que exercemos a cada 2 anos. Isto porque, as máfias político-partidárias se apropriaram do processo político-eleitoral no país, fazendo das eleições apenas momentos para legitimarem a sua sobrevivência e a sua permanência no poder. O voto no Brasil só serve pra isso e nada mais. A única forma de alterarmos essa realidade, é com o crescimento, o adensamento e a radicalização do movimento popular nas ruas. Só ele os fará mudar. Notem, não se trata de um ataque à instituição, à democracia e ao princípio da representação parlamentar. Trata-se de entender que o Estado brasileiro está fora de controle. Isso não é um discurso anarquista, mas sim, um discurso aplicado à realidade brasileira.

É preciso fazer uma quebra na lógica e no ritmo com que as coisas acontecem no Brasil. E essa ruptura só vai acontecer se o povo for às ruas como foi em junho e julho de 2013. O movimento popular precisa radicalizar, sim. E o seu alvo tem que ser o Estado e seus agentes. Por isso, defendo a invasão da Câmara de Vereadores, da Assembléia Legislativa e do Congresso Nacional. Enfim, defendo a tentativa de invasão ordeira de qualquer palácio pelo movimento popular, porque entendo que isso é legítimo e faz parte do jogo democrático.

Sargento da Marinha preso com arsenal do tráfico ostentava luxo em fotos

Passeios de barco na Região dos Lagos, bebidas importadas em camarotes de boates, noites com garotas de programa em motéis, cordões e relógios de ouro e notas de R$ 100. Em uma das imagens, o sargento da Marinha Jerônimo Ronaldo Severino Pereira, de 42 anos aparece com a farda da corporação e com a seguinte inscrição: "Procura-se". O delegado apura ainda a procedência do armamento apreendido em tonéis num fundo falso da garagem de Jerônimo. Pelo menos um dos fuzis, calibre 7.62, tem o brasão do Exército brasileiro e teria sido desviado da corporação. Todo o material foi avaliado em cerca de R$ 1 milhão. Segundo o sargento, desde o início do ano, ele aceitou trabalhar para o tráfico de drogas da Vila Vintém. Jerônimo, segundo sargento da Marinha, está na corporação há 21 anos. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Extra Online

— Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.






Biógrafo de Roberto Carlos critica especial 'Tim Maia' da Globo: 'Constrangedor'

"Eu vi o programa, até porque sou fã do Tim Maia também. E estava nesta expectativa do que prometia o programa, que, eu imaginava, iria ampliar o que estava no cinema. Imaginei que seria algo maior, acrescido de depoimentos. Mas para minha surpresa eu constatei que a parte mais controversa da relação do Tim com o Roberto, nessa tentativa de se apresentar na jovem guarda, foi cortada e apareceu o Roberto dizendo que na verdade ele tinha ajudado o Tim Maia. Que tudo foi bacana, que não houve conflito, não houve contradição, não houve nada. Isso eu achei constrangedor", diz Araújo.

Imagem: Reprodução / VEJA.com

O biógrafo do cantor Roberto Carlos, Paulo César de Araújo, assistiu ao especial sobre a vida de Tim Maia, exibido pela Globo, com indignação. Paulo falou à Rádio Estadão sobre os cortes feitos pela emissora para exibir o filme em dois episódios. Na edição da Globo, foram retiradas partes em que Tim aparecia sendo humilhado por Roberto no início de sua carreira. Algumas cenas do longa foram baseadas na obra de Paulo, Roberto Carlos em Detalhes, uma biografia do cantor proibida de ser vendida desde 2007.

O biógrafo, que lançou no ano passado o livro O Réu e o Rei (Companhia das Letras), em que narra sua disputa judicial com Roberto Carlos pela liberação da biografia assinada por ele, afirma que a emissora e o músico possuem um acordo, que a leva a protegê-lo, mantendo "limpa" sua image. "Isso acontece desde 1974, desde que o Roberto assinou o contrato com a Globo. Para além do especial que ele apresenta, eles têm um contrato também, pela forma que a Globo tem se comportado ao longo deste tempo, de preservar a imagem do Roberto Carlos. Isso não é um fato inédito. Isso sempre aconteceu. A Globo sempre procurou valorizar os aspectos positivos, que engradeçam o Roberto, e omitir e apagar o que pode prejudicar sua imagem. No livro O Réu e o Rei eu conto isso em detalhes."

No filme Tim Maia, dirigido por Mauro Lima, Roberto Carlos (vivido por George Sauma) deixa Tim esperando ao fim de um show e pede ao seu assessor que dê dinheiro ao cantor de soul. Ele então amassa algumas notas e as joga no chão, Tim se abaixa e recolhe o dinheiro. No especial para a TV, assinado por Luis Felipe Sá, a cena foi cortada e substituída por Roberto Carlos nos dias de hoje, narrando como ajudou Tim no início da carreira. Os dois cantores dividiam violões no grupo Sputniks, nos anos 1950, enquanto tentavam a fama. Após uma apresentação no Clube do Rock, na TV Tupi, de Carlos Imperial, Roberto negocia uma participação solo no programa, que dá início à rusga entre os dois.

"Quando Tim é preso em 1966, o Roberto já está no topo, já é consagrado, tinha lançado Quero que Tudo Vá Para o Inferno. É o auge da Jovem Guarda e o Tim Maia passa dez meses preso. Quando ele sai e vai atrás do Roberto, aí a turma do Roberto diz: 'Roberto, tem o Tião Maconheiro, presidiário, querendo falar com você'. É humano, é compreensível a reação do Roberto naquele momento, não estava nada definido para ele. Só para dizer que as coisas são mais complexas do que parecem. Não é que o Roberto barrou o Tim Maia, nem que ele tenha aberto todas as portas para ele", ameniza o escritor.

"Isso tem a ver com o nosso debate hoje no Brasil a respeito das biografias autorizadas. Essa visão que leva a desejar só biografias autorizadas. Essa visão autoritária, excludente, patrimonialista, de dizer a 'minha historia é um patrimônio meu', como disse o Roberto Carlos. Por que ele diz isso? Porque ele quer contar essa visão, cor de rosa, um passado sem conflitos, sem contradições. Por isso que essa ideia não pode prevalecer no Brasil, porque o resultado vai ser isso que vimos no especial da Globo".

(Texto: Reprodução/Estadão)

Globo, a gente manipula você

Sargento da Marinha é preso com arsenal do tráfico em casa

Policiais da 6ª DP (Cidade Nova) prenderam um sargento da Marinha, em Padre Miguel. De acordo com o delegado Antenor Lopes, Jerônimo Ronaldo Severino Pereira, de 42 anos, confessou ser dono dos 10 fuzis, duas metralhadoras, nove pistolas e mais de 20 mil balas de diversos calibres. Pelo serviço, ganhava R$ 8 mil por mês. O material foi encontrado em tonéis no fundo falso da garagem da casa do militar, no número 67 da Rua Irerê. Foram apreendidos ainda dois carros - um Meriva e um Celta, além de carregadores, silenciadores e toucas ninjas. (Extra Online)

Imagem: Reprodução / Jornal Extra

— Os desvios de conduta na área militar são inúmeros. Nós não devemos viver a ilusão de que eles são menos escandalosos ou menos frequentes do que na área civil. A verdade é que ocorrem desvios de conduta, gravíssimos, envolvendo oficiais em todas as Forças Armadas. O problema é que a visibilidade é menor e o corporativismo maior ainda.

E aí, a gente fica achando que o Brasil fardado é santo e o Brasil com roupa civil é o diabo, não. Dentro do Estado brasileiro é o capeta quem manda. Pra todo lugar que você olha tem uma sacanagem. Em qualquer setor da administração pública você vai encontrar uma malandragem. E mais, não é só no alto escalão não, isso é assim em toda a sua estrutura.

Muita gente acha que o resultado da bandalheira no Brasil é culpa apenas dos políticos e de seus protegidos diretos. Infelizmente, não é. Quem dera que a nossa tragédia fosse apenas essa. O que está corrompido, poluído e podre é a máquina pública inteira, da portaria à Presidência da República. O corpo funcional do setor público está impregnado de desvios de conduta.

Imagem: Reprodução / Extra Online

Imagem: Reprodução / Extra Online

"Biógrafo de Roberto Carlos condena edição da Globo sobre Tim Maia"

O biógrafo do cantor Roberto Carlos, Paulo César de Araújo, assistiu ao especial sobre a vida de Tim Maia, exibido pela Globo, com indignação. Paulo falou à Rádio Estadão sobre os cortes feitos pela emissora para exibir o filme. Na edição, foram retiradas partes em que Tim aparecia sendo humilhado por Roberto no início de sua carreira. Algumas cenas do longa foram baseadas na obra de Paulo, Roberto Carlos em Detalhes, uma biografia do cantor proibida de ser vendida desde 2007.

Imagem: Reprodução / ISTO É Independente

"Para minha surpresa eu constatei que a parte mais polêmica da relação do Tim com o Roberto, nessa tentativa de se apresentar na jovem guarda, isso foi cortado e apareceu o Roberto dizendo que na verdade ele tinha ajudado o Tim Maia. Isso eu achei constrangedor. Na hora, eu lembrei da famosa edição da TV Globo no debate de 89. Desde aquele episódio não havia algo tão constrangedor. O Roberto é uma espécie de vilão no filme e vira um herói na edição da Globo."

(Texto: Reprodução/Agência Estado)

Globo, a gente manipula você

Rodízio em São Paulo pode chegar a 5 dias sem água por semana

A população brasileira ainda não dimensionou o tamanho do problema que isso pode representar em nossas vidas pela eventual falta de água. Escolas terão aulas suspensas, indústrias terão a produção interrompida, desemprego e por aí vai. O ser humano já viveu sem luz e energia elétrica, mas nenhuma espécie conseguiu sobreviver sem água. Claro que nós não viveremos um quadro que nos cerceará água para a sobrevivência, mas para o nosso modelo de vida sim. A Sabesp, empresa pública que cuida do fornecimento de água da maior região metropolitana do país, informou que o racionamento acontecerá da seguinte forma: Cinco dias sem água por semana.

Imagem: Reprodução / Folha de S.Paulo

A primeira providência é perguntar ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) se ele e sua família vão tomar banho todos os dias. Duvido que o governador, representante da casta do processo, se privará do seu banho diário. O fato é que, os políticos brasileiros nunca se preocuparam com o problema da falta de água em momento nenhum. Sempre contaram com designo divino de que, a cada verão, choveria o suficiente nos lugares certos para repor as perdas do inverno e da estiagem nos reservatórios. Por causa disso, hoje não há reservatórios conectados e, muito menos, bacias hidrográficas conectadas. Um país que se orgulha de ser o maior reservatório de água doce do mundo, está vivendo a possibilidade de ficar cinco dias sem água por semana na maior cidade do país. Cinco das dez maiores regiões metropolitanas do Brasil estão neste mesmo quadro.

Os governantes brasileiros não deram a exata dimensão do potencial de convulsões sociais que o problema da falta de água pode causar, caso venha a se tornar o que parece que vai se tornar. A imagem acima publicada no jornal Folha de S.Paulo, mostra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sorrindo com o boné da Sabesp comemorando sei lá o que. Está rindo de que Excelência? Está com a Síndrome da Hiena? 

Supondo que Deus continue cuidando do que tem que cuidar, como a miséria e a fome na África, o flagelo humano e religioso do Oriente Médio etc e tal. Aqui, continuará sendo obrigação dos governantes resolver o problema. Água tem e muita, o que não tem é captação e conexão do sistema. Está sobrando água no Sul e em outra regiões do país. Então, podemos dizer que, a falta de água no Brasil é um problema climático agravado pela incompetência e pela irresponsabilidade dos governantes que comandam o Estado brasileiro. Ou seja, um bando de ordinários e vagabundos que cuidam de si, depois dos seus e quando sobra eventualmente algum tempo e paciência cuidam da sociedade, cuidam do cidadão.