domingo, 11 de março de 2012

CAOS NA SAÚDE: Faltam médicos nos postos, clínicas e hospitais do Rio de Janeiro. E aí, Eduardo Paes e Sérgio Cabral?


RIO - Marcar consulta e ser atendido por um médico nos postos de saúde e nas clínicas de família da rede municipal do Rio pode ser uma tarefa árdua. Nos postos, faltam profissionais especializados, como pediatras, ginecologistas e clínicos gerais. Nas clínicas de família, muitas vezes, os doentes encontram apenas enfermeiros. Além disso, são obrigados a esperar até um mês por uma única consulta e, mesmo já internados, precisam aguardar uma chance para chegar ao centro cirúrgico dos hospitais, como constatou O GLOBO nos últimos três dias.

Nas quatro principais emergências da rede - Souza Aguiar, Salgado Filho, Lourenço Jorge e Miguel Couto -, o déficit de médicos e de leitos preocupa, e quem precisa de vaga no CTI pode esperar de dois a dez dias, segundo osprofissionais de saúde desses hospitais. Além de moradores da cidade, o Rio recebe pacientes da Região Metropolitana. No Miguel Couto, na Gávea, segundo levantamento dos médicos, a maioria vem da Baixada Fluminense. Nos postos de saúde, estão pedindo comprovante de residência para marcar consultas.

A situação crítica já havia sido alertada semana passada pelo Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS), que classificou o Rio como a pior entre as principais cidades brasileiras, com nota 4,33.

Longas filas são rotina nos postos

Nesta terça-feira, na Clínica da Família Epitácio Soares dos Reis, na Pavuna, Zona Norte, não havia médicos. Segundo uma das recepcionistas, o único profissionalresponsável pelo atendimento dos pacientes agendados do dia estava “passando mal”. Resultado: quem tinha consulta marcada teve que voltar para casa. Para piorar, a demora para marcar uma visita ao clínico geral na unidade chega a um mês.

- Marcamos conforme a demanda. Pode ser que eu te cadastre hoje (terça-feira) e para esta e para a próxima semanas não tenha vaga. Pode ser que, em uma outra semana, já tenha vaga, entendeu? Não tem uma data certa - afirmou uma dasatendentes da clínica.

Também na Pavuna, o Posto de Saúde Doutor Nascimento Gurgel tinha nesta terça-feira uma longa fila para a pediatria. Pais e mães esperavam até quatro horas por alguma desistência.

- Não tenho plano de saúde, mas meus impostos estão em dia. O que eu ganho com isso? Absolutamente nada. Estou aqui desde as 7 horas e já são 11 horas. Estou com meu filho, vendo se alguém vai desistir da consulta - disse o mecânicoGenivaldo de Souza Silva, de 47 anos.

No Posto de Assistência Médica Carlos Alberto Nascimento, em Campo Grande, na Zona Oeste, só há um clínico geral, e consultas apenas às terças e às quintas-feiras com pré-agendamento. Caso parecido ocorre na pediatria.

- Não é brincadeira. A saúde está falida. Estou esperando há quase três horas para o meu filho ser atendido. Se ele precisar de um pediatra sem ser na segunda ou na terça, a gente não encontra - afirmou o motorista de ônibus Fábio Ferreira, de 39 anos.

A precariedade no atendimento nos postos de saúde leva os hospitais a enfrentar situações dramáticas.

- A falta de prevenção tem criado um exército de amputados no Rio. Os procedimentos podiam ser evitados se os diabéticos fossem tratados antes.Atualmente, eles já chegam com gangrena - conta um médico de uma emergência da cidade.

Médica do Souza Aguiar, L.M. diz que atualmente os pacientes não conseguem um acompanhamento médico:

- Antes, as pessoas se consultavam nos postos. Desde que o Programa Saúde da Família foi ampliado, os postos vêm perdendo profissionais. Então, a mãe que ia procurar atendimento no posto para o filho agora vai ao hospital, onde acaba sendo redirecionada para os postos e acaba sem acesso à saúde.

Matéria originalmente publicada no Globo Online

CARA DE PAU: "Irritado" com ranking do SUS, prefeito Eduardo Paes chama Ministro da Saúde de incompetente

Terra Notícias

RIO - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), se mostrou bastante irritado com o ministro da Saúde, José Padilha, e com o resultado do Índice de Desempenho do SUS (Idsus), lançado nesta quinta pela pasta. Na saída do evento comemorativo dos 447 anos do Rio de Janeiro, no Largo da Carioca, região central da capital fluminense, o prefeito falou sobre o desempenho da cidade, que recebeu a nota de 4,35 (em um índice de 0 a 10), ficando com o pior índice entre as capitais. "Os dados que o Ministério da saúde soltou hoje são dados mentirosos. Ele (Padilha) não tinha o que fazer e, pra mim, não tá investindo nada em saúde, aí ficam soltando pesquisinhas. Pelo menos que faça uma pesquisa bem feita, é o conselho que dou pra ele", disse Paes.

O prefeito alegou que o levantamento não levou em consideração os dados do município no ano de 2011. "O ministro está há um ano e dois meses no cargo e o que ele consegue produzir é uma pesquisa que só leva em consideração dados até 2010. Deveria levar em consideração também 2011. É inaceitável", disse o prefeito, que não poupou as palavras para falar do ministro da Saúde. "Então o ministro não levar em consideração os dados de 2011 é o que? É incompetência para apurar números", disse.

Quando questionado se essa não seria uma manobra por se tratar de um ano eleitoral, o prefeito disse que ainda considera o governo federal um aliado. "Até onde eu sei, o governo federal é supostamente o meu aliado, mas não vou fazer política. O ministro foi de uma irresponsabilidade assustadora", completou.


Matéria originalmente publicada no Terra Notícias

ELEIÇÕES 2012: Saúde no Rio de Janeiro é a PIOR do Brasil, revela Ministério da Saúde. E aí, Eduardo Paes?



BRASÍLIA - O sistema público de saúde no Rio de Janeiro foi mal na avaliação feita pelo Ministério da Saúde. Entre as principais cidades do país, o Rio teve a pior nota, 4,33, no Índice de Desempenho do Sistema Único do Saúde (IDSUS). O índice foi divulgado na tarde desta quinta-feira pelo ministério e foi calculado a partir de dados que vão de 2008 a 2010. Já entre os estados, o Rio teve a terceira pior avaliação do país: nota 4,58. Outras cidades do estado também aparecem entre as com mais baixo desempenho: São Gonçalo (4,18), Niterói (4,24), NovaIguaçu (4,41) e Duque de Caxias (4,57). Todas estão abaixo da média do Brasil, que tirou nota 5,47 no IDSUS. Em todo o país, apenas 347 municípios ou 6,42% conseguiram nota acima de 7, sendo que 345 estão no Sul e Sudeste. Mas juntos eles reúnem apenas 1,9% da população brasileira. Em todo o país, 1150 cidades (20,7% dos municípios brasileiros), onde vivem 51,7 milhões de pessoas (ou 27,1% da população brasileira), obtiveram nota abaixo de 5.

O IDSUS mede o acesso e a qualidade dos serviços da rede pública em todos os municípios, regiões, estados e país. A nota varia de 0 a 10 e é calculada a partir de 24 indicadores, levando em conta desde a atenção básica até os procedimentos de alta complexidade. Eles são comparados a parâmetros considerados ótimos e, a partir disso, a nota é calculada. Desses indicadores, 14 avaliam o acesso, como por exemplo a proporção de mães que fizeram sete ou mais consultas de pré-natal. Outros 10 medem a efetividade, ou seja, a qualidade do serviço prestado. Um exemplo é a proporção de cura de casos novos de tuberculose. Alguns indicadores mais difíceis de serem medidos, como o tempo de espera por atendimento, não foram considerados.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a avaliação é necessária para o aperfeiçoamento do SUS.

- A cultura da avaliação não tem que ser um temor, mas um fator constitutivo do Sistema Único de Saúde. O SUS não pode temer ser avaliado nem que essa avaliação seja transparente para o conjunto da população - disse ele, para depois concluir: - Não estamos fazendo avaliação da gestão estadual ou municipal. É uma avaliação que tem que ser vista e assumida pelas três esferas de governo.

Enquanto a cidade do Rio ocupa a última posição, no extremo oposto está Vitória. O ministério dividiu os municípios em seis grupos de acordo com o porte da cidade e os serviços que presta via SUS. A capital do Espírito Santo foi a campeã do grupo 1, em que o Rio ficou em último lugar. Com nota acima de 8, há somente seis cidades (0,1% do total). No grupo 2, há Barueri-SP (nota 8,22). No grupo 3,Rosana-SP (nota 8,18). E no grupo 5, Arco-Íris-SP (8,38), Pinhal-RS (8,22), Paulo Bento-RS ( 8,14) e Cássia dos Coqueiros-SP (nota 8,13).

Matéria originalmente publicada no Globo Online

A FARSA DAS UPPs: Migração de bandidos leva onda de violência também para Cabo Frio. E aí, Sérgio Cabral?

Que política de segurança pública é essa José Mariano Beltrame? Um programa que visa a transferência de bandidos de um lugar para o outro ao invés de prendê-los! Jornalismo online da Vênus Prateada (Rede Globo) quer melhorar a imagem da emissora perante a opinião pública após coberturas tendenciosas a favor do Governo do Estado



RIO - Não é só Niterói que vive um clima de medo crescente nos últimos meses. Nem uma vitrine com vidro semiblindado na joalheria Lapidare, na Rua Major Belegard, no Centro de Cabo Frio, evitou que dois assaltantes atacassem a loja pela oitava vez desde a sua inauguração. Só este ano, o crime ocorreu duas vezes seguidas: em 14 de fevereiro e no dia 1 deste mês. As marcas dos 11 tiros ainda estão na vitrine e na memória da dona da joalheria, Ester Magalhães, que tem a loja há 12 anos. Como se não bastasse o trauma, a comerciante ainda sofre o assédio de pessoas oferecendo segurança privada nos dias após os roubos.


— Eu não vou ceder. Prefiro fechar a loja, caso a segurança pública não dê conta de dar proteção para mim e meus clientes. Eu pago meus impostos e tenho direito a segurança — disse Ester, que espalhou cartazes anunciando uma liquidação na loja e pretende fazer obras para depois decidir o destino do estabelecimento.

O caso é uma amostra da violência que tem assustado quem vive na cidade. A onda de assaltos e homicídios em Cabo Frio não aparece tão claramente nas estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP), mas moradores apavorados relatam casos. Segundo o ISP, o número de roubos a estabelecimentos comerciais aumentou de quatro, em janeiro de 2011, para sete no mesmo período deste ano. Já o de assaltos a residências cresceu de zero para cinco no mesmo período.

Temendo represálias, jornalismo da Globo faz média com a opinião pública atacando governador Sérgio Cabral

— Após ser expulsa de Copacabana pelo povo durante manifestação grevista, Organizações Globo tentam disfarçar conivência com o governo do Estado divulgando notícias negativas. Emissora quer melhorar sua imagem depois de escancarados episódios de cumplicidade política.


RIO - Sem planejamento adequado e dados de inteligência suficientes, a operação das polícias Civil e Militar para sufocar o tráfico e atacar o aumento da violência em Niterói chegou na sexta-feira ao segundo dia sem a prisão dos criminosos suspeitos de estarem por trás dos assaltos violentos que assolam o município nos últimos meses. A megaoperação, que teve mais de 400 homens com apoio de helicópteros e cães farejadores, foi realizada em 14 favelas da cidade. Mas, se era para surpreender os bandidos, fracassou: a ação vazou na véspera — um jornal local chegou a anunciar a investida.

"Na terça-feira decidimos fazer uma megaoperação na cidade. Na quarta-feira, organizamos as incursões e na quinta-feira executamos", — disse o coronel Wolney Dias, comandante 12º BPM (Niterói).

Equipe da Rede Globo é expulsa durante manifestação de policiais e bombeiros em Copacabana



sábado, 10 de março de 2012

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Bandidos expulsos por UPPs no Rio aterrorizam moradores de Niterói

Política irresponsável de segurança pública do governo do Rio não pára de fazer vítimas no Estado. Sérgio Cabral e Beltrame estão apenas mudando a violência de lugar 


Sérgio Cabral MENTE outra vez e UPP da Rocinha só será instalada no fim de 2012

Em novembro, governador prometeu, em entrevista ao jornal “O Globo”, concluir a UPP da Rocinha no primeiro trimestre deste ano


RIO - A UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, maior favela do Brasil, inicialmente anunciada pelo governador Sérgio Cabral para março e, depois, adiada para junho de 2012, só será implantada no último trimestre do ano.

Depois da tomada e ocupação da favela na zona sul com o Bope, em novembro, o Batalhão de Choque é o responsável por patrulhar a comunidade atualmente. Ainda não há previsão exata da chegada da UPP no local, mas deve ocorrer em dezembro, quando se formará turma de 1.500 novos soldados.

Em novembro, o governador Sérgio Cabral prometeu, em entrevista ao jornal “O Globo”, “concluir a UPP da Rocinha no primeiro trimestre de 2012, ou no máximo, entre março e abril”. Em janeiro, anunciou a unidade para junho, antes da UPP do Alemão. Isso não vai acontecer.

O Exército já avisou que não quer ficar no local após junho. Assim, a necessária implantação do sistema de UPPs nos complexos do Alemão/Penha é um importante complicador, uma vez que vai requerer até 2 mil PMs.

Após incidentes como roubos e assassinatos, a PM reforçou a segurança, com motos, policiais femininos a pé e pessoal a cavalo.

A dificuldade em recrutar e formar novos policiais militares continua a ser o calcanhar-de-aquiles da principal política de segurança pública do governo Sérgio Cabral, apesar de a PM ter feito mudanças para acelerar a seleção e o treinamentocom esse fim.

Exército vai sair do Alemão em junho

A implantação das UPPs no Complexo do Alemão, provisoriamente ocupado pela Força de Pacificação do Exército, também já foi adiada pelo mesmo motivo, mas será implantada em definitivo em junho, até por pressão castrense.

A prorrogação do acordo com o Exército foi imposta a contragosto aos militares e até ao ministro da Defesa, Celso Amorim, que reclamam que a missão de ocupação permanente não cabe à Força terrestre. A Força de Pacificação já está lá desde novembro de 2010.

Matéria originalmente publicada no Último Segundo

A FARSA DA PACIFICAÇÃO: Moradores da Rocinha pedem a volta dos traficantes. E aí, Sérgio Cabral?

Coluna Jorge Bastos Moreno

sexta-feira, 9 de março de 2012

BARCAS S/A: Maioria dos deputados do Rio é a favor do reajuste criminoso de 60% na tarifa


O Globo - Coluna Ancelmo Gois

O Globo faz média com a opinião pública e explana nomes de deputados que votaram pelo aumento abusivo das barcas

Mais uma vez, as Organizações Globo tentam disfarçar conivência com o governo Sérgio Cabral divulgando a lista de deputados que votaram a favor da nova tarifa das barcas. Será que o jornalismo global está com medo de sofrer represálias?



RIO - Os deputados estaduais que votaram em dezembro a favor do projeto de lei 1.145/11, de autoria do Poder Executivo, que institui uma nova estrutura tarifária para as barcas, incluindo o subsídio por parte do governo estadual.

Alexandre Correa – PRB / André Ceciliano – PT / André Corrêa – PSD / André Lazaroni – PMDB / Aspásia Camargo – PV / Átila Nunes – PSL / Bebeto – PDT / Bernardo Rossi – PMDB
Bruno Correia – PDT / Cidinha Campos – PDT / Comte Bittencourt – PPS/ Coronel Jairo – PSC
Dionísio Lins – PP/ Dr. José Luiz Nanci – PPS / Edson Albertassi – PMDB / Geraldo Moreira – PTN
Gerson Bergher – PSDB / Graça Matos – PMDB / Gustavo Tutuca – PSB / Inês Pandeló – PT
Iranildo Campos – PSD/ Jânio Mendes – PDT / João Peixoto – PSDC / Luiz Martins – PDT
Márcio Pacheco – PSC / Marcus Vinícius – PTB / Nilton Salomão – PT / Paulo Melo – PMDB
Pedro Fernandes – PMDB / Rafael do Gordo – PSB / Roberto Henriques – PSD /Robson Leite – PT
Rogério Cabral – PSD / Rosângela Gomes – PRB / Rosenverg Reis – PMDB / Sabino – PSC
Samuel Malafaia – PSD / Thiago Pampolha – PSD / Waguinho – PRTB / Zaqueu Teixeira – PT