quarta-feira, 22 de maio de 2013

O JOGO DAS UPPs: Polícia Militar faz operação de combate ao tráfico em Niterói

Enquanto as médias e grandes cidades do país vêm sofrendo os horrores da violência. Aqui no Rio de Janeiro, está havendo uma reacomodação do mapa da violência e da criminalidade em função do jogo das UPPs. É uma espécie de xadrez onde a estratégia de ocupação das UPPs está sendo conduzida de acordo com o xadrez político e geopolítico. Áreas por onde os turistas vão, áreas dos grandes eventos, áreas no entorno do Maracanã e Zona Sul.

Imagem: Reprodução  / Jornal O Globo

E aí, o impacto da chegada da UPP expele poeira criminosa. E essa poeira criminosa vai se depositar em outras comunidades que estão pagando um preço enorme. Lugares que nunca houve registros de violência, se tornaram redutos de traficantes e bandidos que exibem armamentos à luz do dia, pra cima e pra baixo.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Marco Feliciano diz que só deixa Comissão de Direitos Humanos da Câmara se os corruptos condenados no julgamento do mensalão deixarem seus cargos

A história desse pastor com a Comissão de Direitos Humanos tomou uma dimensão caricata e circense, tanto de um lado quanto do outro. Primeiro, porque essa comissão vale muito menos do que esse oba-oba que estão fazendo em torno dela. Por acaso, alguém lembra de algo significativo decorrente da ação de tal comissão antes da chegada desse pastor? Eu não me lembro de nada. 
Será que aquele espaço representa tudo ou pesa tanto quanto estão dizendo que pesa?

Imagem: Reprodução / Revista VEJA.com

Não me lembro de nenhum país que tenha passado por políticas de direitos humanos que tenha derrubado essas práticas através da Câmara dos Deputados. Países que derrotaram o racismo, a homofobia e as violências sistemáticas contra os direitos humanos, derrotaram porque foram para as ruas e compraram a briga. A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados é apenas um reduto de parlamentares focados na área.

Segundo, quem é essa figura do Feliciano? Isso é um bosta n'água sem nenhuma importância ou relevância, assim como, a comissão que preside. Então, parece que estão pensando assim: Se tirarmos ele de lá, estaremos resolvidos, o Brasil é um outro país. Parece que se derrubarmos esse idiota da presidência da comissão, estaremos redimidos na questão dos direitos humanos.

Como assim? Somos um país não racista e somos racistas, não preconceituoso e somos preconceituosos. Então, numa boa. O Brasil é racista pra cacete, a exclusão social em função da raça é enorme. A homofobia é gritante. Estão tratando a expulsão desse pastor como se fosse uma espécie de faxina. Prezados jornalistas, vamos parar com esse negócio de encher o saco com essa história de Feliciano. É ilusão achar que essa figura horrorosa é uma exceção de valores. Ele, se não representa, espelha uma parte importante da sociedade brasileira que é racista e homofóbica.

Quanto ao que o pastor disse a respeito de que só sairá de lá, se os petistas condenados pelo mensalão deixarem seus cargos também. Quer saber o que penso sobre isso? Acho que está coberto de razão. Ele não vale nada, mas tem gente que não vale nada e que foi condenado, coisa que ele não foi, e está ocupando posição mais importante e não perdeu o cargo. Esse idiota está certíssimo quando, malandramente, disse o seguinte: Vocês querem que eu saia daqui? Então, exonerem os condenados do mensalão!

A pouca vergonha na Câmara é tanta, que lá, bandido vira pra bandido e diz o seguinte: Ué, você tá me chamando de bandido? Você também é! Ué, você tá me chamando de racista e homofóbico? Mas você é corrupto! Então, se eu tenho que sair daqui, você tem que sair daí!
Esse é o padrão moral do Congresso. Dentro dessa lógica amoral e indecente da política brasileira, me desculpe, mas é isso mesmo. E parem de encher o saco em torno dessa discussão sobre tal pastor, esse cara é um zero à esquerda.

O problema é que se ele deixar a Comissão de Direitos Humanos, os presidentes dos partidos vão posar de paladinos da moralidade. Vão parecer que são gente séria porque tiraram o Feliciano de lá. E o dia seguinte? Isso mudará o que em torno do racismo e da homofobia nas pessoas?

Operação que matou traficante Matemático é investigada pela Corregedoria da Polícia Civil por ter colocado moradores em risco

Esse Matemático era um criminoso muito procurado, perigoso e assassino. Um meliante da pior espécie. No que diz respeito ao resultado da operação, gostaria de parabenizar os policiais da CORE e dizer o seguinte: É menos um vagabundo pra fazer barbaridades com pessoas inocentes que cruzam o seu caminho. Já foi tarde. Espero que esteja cuidando da contabilidade do Capeta lá no quinto dos infernos. Então, o resultado é positivo pela eliminação do canalha. A polícia está de parabéns porque conseguiu alcançar seu objetivo. Agora, vire a página e vamos analisar.

Extra Online

Não tem cabimento, de forma alguma, que uma autoridade policial abra fogo pra atingir o objetivo de alvejar um bandido, se essa atitude coloca em risco a minha família. Uma operação de helicóptero, àquela altura e considerando que os bandidos não estavam disparando do carro em direção ao helicóptero. Não tem cabimento que centenas de tiros sejam disparados por uma aeronave em movimento a uma altitude de sei lá quantos metros, com a possibilidade de não acertar o alvo. Porque ninguém consegue acertar um alvo a 100 metros em movimento. Por mais habilidoso que seja o piloto, o atirador vai balançar e trepidar dentro do helicóptero, dificultando muito o acerto do alvo. É quase uma fatalidade.

É uma operação de altíssimo risco. Me desculpe, mas nessas condições não dá pra ficar dizendo "dá, dá, dá tiro", "mete o dedo", "manda bala". Sabe porque? Porque do lado estão casas de pessoas que não se chamam Matemático. São crianças, mulheres grávidas, idosos e trabalhadores que estão morando alí. 

Então, uma operação policial não pode ignorar que o seu objetivo maior é preservar a vida dos cidadãos de bem. O segundo objetivo, a vida dos agentes públicos. Há um absurdo óbvio na natureza da operação que é sistemático na polícia brasileira. O desapreço e o desprezo pelos civis que possam estar na linha de tiro. A prova desse desprezo é a quantidade inumerável  de pessoas mortas em tiroteios da polícia com bandidos. É a quantidade de reféns mortos pela polícia em perseguições a bandidos.

Desde quando, bandido com refém pode levar tiro? Se levar, é claro que pode matar o refém. Assim como, é claro que esta operação que matou o Matemático poderia ter matado muita gente inocente na comunidade onde se deu o episódio cinematográfico. Poderia ter matado seu filho ou sua filha. Então nesse sentido, a gente não deve aprovar ou aplaudir essa operação da polícia.

Veja bem, não estou discutindo sobre o prisma dos direitos humanos do Matemático e da bandidagem que estava com ele. Eu quero que eles se lasquem. Estou falando dos direitos de quem está no bairro, de quem está na calçada. Como é que um policial manda bala assim? O fato é que essa conta não fecha pro pai da criança possivelmente atingida, não fecha pro filho órfão, não fecha pra viúva, não fecha pra grávida que teve a barriga perfurada, não fecha pro idoso que queria viver apenas em paz. 

Essa conta fecha quando a gente não leva o tiro, mas quando quem leva o tiro são os outros, a gente começa a falar que a polícia agiu bem. Lamentavelmente ela não agiu a despeito do resultado objetivo da operação ter sido a morte de um facínora. Infelizmente é um problema de cultura policial.

Tiroteios entre policiais e bandidos deixam cinco mortos no Rio

Essa cultura das polícias brasileiras de não levarem em conta a figura do civil é uma coisa absurda. Eles saem mandando bala e não querem nem saber. Policial que se depara com um bandido no meio da multidão de civis inocentes, não pode reagir da mesma forma quando se depara apenas com o bandido sozinho. O policial do Rio ignora a premissa de sua profissão que é a de proteger a vida. A PM ATIRA SEM PENSAR!!! Enquanto um figurão da política brasileira não sofrer as consequências destas ações inconsequentes, NADA VAI MUDAR e as mortes vão continuar acontecendo. Porque segundo a PM, faz parte do risco!!!

Revista VEJA.com

Não estou falando dos policiais bandidos que matam. Estou falando dos policiais de boa índole que matam por acidente de trabalho. Mas se este acidente acontece frequentemente, é notório que há um erro de procedimento nestas ações. Aí, eu te pergunto: Cadê o treinamento desses policiais? Será que estão sendo realmente bem preparados para enfrentar a criminalidade nas ruas do Rio?

Quero me dirigir ao governador Sérgio Cabral, ao secretário de segurança José Mariano Beltrame e dizer o seguinte: Vocês são uns BANANAS!!! É isso mesmo. Vocês são uns BANANAS!!! Se fosse a MÃE desses BANANAS, eu gostaria de saber o que iria acontecer.

O fato é que civis inocentes estão virando adubo todos os dias no Rio. Civil não vale nada. Refém não vale nada. O negócio é mandar bala. Essa lógica irracional e irresponsável tem que acabar na polícia do Rio.

Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará proposta que reduz maioridade penal para 16 anos

Não vamos resolver o problema da violência envolvendo menores com a redução da maioridade penal. Eu entendo o clamor da sociedade, mais ainda daqueles que foram diretamente atingidos pelos crimes cometidos por menores. Como o pai de um jovem morto na porta de casa por causa de um celular ou a mãe de uma dentista que teve a filha queimada viva até a morte por um menor. Entendo que o sentimento ferido e a parte arrancada de cada um deles, justifique plenamente o desejo por justiça e sintam-se confortados e saciados com a punição dos criminosos.

Revista VEJA.com

Mas acho que a sociedade como um todo, tem a ilusão que a redução da maioridade penal vai resolver o problema. Esse é um dos muitos equívocos coletivos que se pode cometer, achando que se pode progredir, que se pode avançar. Mas que não se avançará.

A realidade brasileira propicia, fomenta e expande diariamente essa criminalidade precoce. Isso não é só figura de retórica. A impunidade é gritante e escandalosa na política, na gestão pública, nos contratos empresariais e tal. Essa impunidade notória na qual a justiça é cúmplice, faz parte desse meio de barbaridades. Faz parte deles.

Analisando a questão de forma fria. Me parece meio maluco um país capaz de absolver, tolerar, conviver e aceitar corruptos e criminosos do quilate que nós temos na vida pública brasileira, que são responsáveis por milhares de mortes em hospitais. Por milhares de futuros marginais de escolas que não funcionam e tudo mais. Não é possível que a gente conviva com isso naturalmente. Que vá ao carnaval todo ano e ache que tem que puxar o gatilho lá no andar de baixo. Lá na mais desvalida das camadas da sociedade brasileira onde não tem nada. Não tem saneamento, não tem horizonte, não tem emprego, não tem casa, não tem escola, não tem futuro. Enfim, não tem nada. NÃO TEM NADA.

Então quer dizer que vamos conviver com Renan Calheiros como presidente do Congresso e vamos mandar para cadeira elétrica o fulaninho de 15 anos do morro tal, que matou ciclano de maneira covarde. Esse troço não encaixa, não está encaixando.

Que tal esse clamor do público pela punição dos políticos? Porque de 4 em 4 anos a gente vai lá e vota neles. A gente está nesse jogo. A gente faz parte desse jogo.

AUXÍLIO-RECLUSÃO: Governo oferece mais apoio aos filhos dos bandidos do que aos filhos das vítimas

O auxílio-reclusão concede mensalmente um salário de R$ 915 às famílias dos detentos. O número de criminosos que requereram e obtiveram o benefício aumentou em 550 nos últimos 10 anos. O raciocínio que defende esse "auxílio-bandido" está baseado no fato de que, desamparada de seu mantenedor fosse ele criminoso ou não, a família dele com crianças fica muito mais vulnerável à atividade criminal. O gancho que a Veja está pegando é correto: O desamparo na vida das vítimas.

 Imagem: Reprodução / VEJA.com

O desamparo dos filhos das vítimas é, de fato, uma coisa assustadora. O Estado Brasileiro sendo o responsável pela segurança que não dá ao cidadão e co-responsável pelo assassinato da vítima, se OMITE diante das consequências desse assassinato para a família da vítima. Concordo inteiramente com essa abordagem crítica da Veja, mas descordo que a solução seja acabar com o auxílio-reclusão, embora essa linha de raciocínio irrite muita gente.

Supondo que um assaltante "pé de chinelo" seja preso e vá cumprir pena. É certo você dizer que o filho dele de 3,4 ou 5 anos mereça sofrer as consequências? Este castigo é tão absurdo quanto achar que o filho da vítima não mereça a consequência desse castigo, ou seja, não mereça amparo também.

Na verdade, o CRIMINOSO é sempre o Estado. Ele aproxima fios desencapados de pólos opostos. Nos aproxima do criminoso em atividade e fora de atividade. O Estado tinha que estar no MEIO dessa relação obrigatória e compulsória entre a sociedade vítima e a parte da sociedade criminosa. Porque os bandidos fazem parte da sociedade brasileira, suas famílias fazem parte desse contexto. Esta parte criminosa da sociedade tem que prover meios quando for presa, pra que de alguma forma a prisão funcione pra algum fim além da simples privação da liberdade.

Eu quero saber o seguinte da parte boa da sociedade, a não criminosa: O que vamos fazer? Aumentar as penas? Tudo bem, não sou contra; Diminuir a maioridade penal? Tudo bem, não sou contra, mas vai aumentar a população carcerária. Aí, o que o Estado tem que fazer? Construir presídios com estrutura e instalações adequadas para manter o preso trabalhando e gerando renda para sustentar seu filho aqui fora. Com isso, o Estado poderia dar mais apoio aos filhos das vítimas da sociedade criminosa.

A simples vontade de dizer que a coisa se radicalize, me parece que é apenas um discurso de desabafo. Acabar com o auxílio-reclusão sem criar condições REAIS para que essas coisas aconteçam e produzam os resultados esperados é uma bobagem, é uma ilusão.

A Veja está criticando a AUSÊNCIA de apoio do Estado aos filhos das vítimas e comparando com a presença do Estado no apoio aos filhos dos bandidos presos. Pergunto eu: Aos olhos de quem quer justiça, menos violência, mais crianças na escola e menos jovens vulneráveis à sedução do crime. É melhor largar um filho de preso à própria sorte ou dar a mãe dele condições de, pelo menos, manter um regime alimentar mínimo?

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Comunidade Cerro-Corá é ocupada para instalação da 33ª UPP

Segundo o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, a nova unidade será implantada em até 30 dias. Com isso, formou-se o chamado cinturão de segurança voltado para as áreas que vão sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Levando assim insegurança para a zona oeste e baixada fluminense que ficam fora da cobertura das UPPs. É claro e notório que houve migração de bandidos com a instalação das UPPs nas comunidades dominadas pelo tráfico. Um exemplo disso foi Niterói, em que o próprio Beltrame, depois de muito negar, não só admitiu como também providenciou reforço policial para a cidade vizinha.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

É preciso utilizar a inteligência para melhorar a politica de segurança pública em todo estado e não só em algumas regiões. Porque não vai dar pra colocar uma UPP em cada comunidade do Rio. A criminalidade e a violência são assuntos que a política de segurança pública ainda deixa muito a desejar.

O modelo das UPPs encontrou um modus operandi para lidar com algumas áreas problemáticas. Ele não resolve o problema, mas resolve a chamada ocupação territorial. Com isso, dará ao estado a possibilidade de transitar por essas áreas que antes não podia. Só isso já melhora consideravelmente a possibilidade da comunidade de ter acesso a serviços e emergências que antes não tinha.

É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com o comércio e o tráfico de drogas. É bobagem imaginar que as UPPs vão acabar com os bandidos e traficantes, porque eles não são tão poucos assim, nem tão facilmente derrotados assim. Mas é para acabar com o avanço territorial da criminalidade. E isso já é um avanço muito importante.

Essa escolha seletiva das UPPs é compreensível porque os crimes cometidos nessas áreas, repercutem de forma negativa no exterior, com prejuízos muito grandes para o interesse coletivo da cidade. Então, eu concordo e compreendo que se faça essa seleção territorial para que esses crimes bárbaros contra turistas não aconteçam, preservando assim a cidade como um todo.

Portanto, não é a UPP do Cerro-Corá que está impedindo que o cidadão da Zona Oeste ou da Baixada do Rio tenha segurança. O Cerro-Corá também precisa ter UPP. Não podemos permitir que turistas dentro de uma van, a caminho do Cristo Redentor, sejam assaltados. Não é a UPP do Cerro-Corá que faz com que você tenha bandidos a mais em Niterói ou na Baixada. O que permite  que esses bandidos lá estejam, é a política de segurança pública que se omite em relação a essas outras áreas, se mostrando incapaz de enfrentar o problema.

Desembargador Siro Darlan manda soltar bandidos de alta periculosidade que invadiram Hotel Intercontinental em 2010

Numa atitude irresponsável ele devolveu às ruas bandidos perigosos que foram presos após invadirem hotel de luxo em São Conrado. Meu caro magistrado, irresponsabilidade não é ilegalidade, não é sequer uma informalidade. A pessoa pode estar dentro da mais absoluta legalidade e cometer uma grande irresponsabilidade. E foi absolutamente isso que o senhor fez.
Excelência, saia da soberba, saia do Olimpo e desça ao nível da Terra em que vivem e trabalham os cidadãos que lhe pagam o salário.

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

O magistrado Siro Darlan, reagindo de forma irresponsável à irresponsabilidade do Ministério Público do Rio que também não cumpriu o seu papel, a sua obrigação de dar ao inquérito o andamento que deveria dar, propiciou ao desembargador Siro Darlan, de responsabilidade equivalente, botar na rua uma quadrilha de bandidos da mais alta periculosidade.

O que mais precisaria ser invadido pra que o Ministério Público e o Tribunal do Justiça do Rio entendessem que a sociedade está sendo ameaçada pelos integrantes dessa quadrilha? Invadir um hotel com fuzis, fazer reféns para ajudar na operação de fuga de um traficante. Se isso não configura uma ameaça constate, eu não sei o que mais eles deveriam ter feito para continuarem presos.

Ah, mas o Ministério Público não me entregou um carimbo. Bom, um Ministério Público que sabe cuidar muito bem de suas prerrogativas, que sabe bater com muita força no peito pra gritar palavras de ordem, que sabe exigir suas mordomias, como muito bem as preserva e ostenta que tem lá seus aparatos e seu corporativismo e tal. Esse Ministério Público omitiu-se  irresponsavelmente e criminosamente na condução desse caso ao não entregar o papelzinho carimbado na folha três do processo. Por falta disso, o desembargador Siro Darlan equiparou-se à irresponsabilidade do Ministério Público e botou na rua os bandidos.

E agora estão os dois lados, Siro Darlan e Ministério Público, brigando através da imprensa pra saber qual é o irresponsável da vez. O Ministério Público exige que Darlan revogue o ato de liberdade concedido aos criminosos. E Darlan argumenta que não pode revogar porque faltam formalidades no processo. Como se não dependesse mais deles. "Olha que bonitinho!!!". Parece até que estamos diante de uma simples decisão burocrática pra voltar a prender os marginais.

Agora, não é o senhor Siro Darlan quem vai subir o morro para prender os bandidos de novo, nem o chefe do Ministério Público. Estes senhores continuarão em seus salões refrigerados com suas imunidades, suas garantias, suas inviolabilidades, suas independências e tal. Quem vai subir o morro é um soldado da polícia militar, um agente da polícia civil ou um sargento que ganha muito menos que os senhores pra botar a cara na reta e prender criminosos que já tinham sido presos.

Agindo dessa forma irresponsável, Vossas Excelências colocam em risco, mais uma vez, a vida de inocentes em um possível confronto armado entre policiais e bandidos nas ruas do Rio. Fico perplexo com isso e espero que suas Excelências entendam o meu comentário não como um ato de desrespeito. Porque é muito comum que as autoridades brasileiras, CHEIAS DE NÃO ME TOQUE, reajam sentindo-se ofendidas quando alguém diz o seguinte: Oh, o senhor incorreu num ato de irresponsabilidade. O senhor foi irresponsável para comigo, minha família e os demais cidadãos do Rio. Foi irresponsável para com os policiais que prenderam esses bandidos.

Gostaria de saber o seguinte: O que faltava nos autos do processo pra saber que esses bandidos representam um perigo à sociedade, Dr. Siro? O que esses marginais tinham que fazer de mais grave pra ficarem presos? Agora, ficam o chefe do Ministério Público e o desembargador Siro Darlan jogando xadrez com o destino dos outros.

Justiça do Rio tenta livrar a cara do ex-coordenador da Lei Seca acusado de atropelar e matar em Niterói

Segundo testemunhas do acidente, o ex-coordenador da Lei Seca, Alexandre Felipe Vieira Mendes, dirigia embriagado quando matou uma das quatro pessoas que atropelou. Ainda segundo as testemunhas, ele bateu num poste tentando fugir do local.
Qual o argumento de Vossas Excelências para desqualificar o caráter doloso do acidente? Ele foi o coordenador da Lei Seca do município de Niterói. Cansou de dar entrevistas enfatizando a importância de não misturar álcool e direção, chamando a atenção pelo fato disso ser um crime.

Imagem: Reprodução / Portal G1

Portanto, tinha plena consciência do risco resultante de beber e dirigir. Aí, o que ele fez? Encheu a cara e foi dirigir. Ao fazer isso, atropelou e matou. 

Você pode atropelar alguém? Sim. Porque isso pode acontecer com qualquer um de nós. Mas o que define se você é um canalha ou não é, acontece na sequência do acidente. E ele foi um canalha na forma como agiu. Se mandou do local, mobilizou seus cupinchas da prefeitura de Niterói e da Lei Seca para desfazerem evidências na área do acidente.

Isto só não foi possível porque moradores filmaram, fotografaram e impediram que o reboque da Lei Seca levasse o carro. Então senhor desembargador, Cláudio Tavares, está na cara que esse cidadão é um criminoso, ou melhor, agiu como um criminoso.

Operação Compadre da Corregedoria da PM prende 53 bandidos fardados que extorquiam trabalhadores no Rio

Parabéns a Corregedoria da Polícia Militar pelo empenho demonstrado em combater a corrupção, a bandalheira e as máfias instaladas dentro da PM e da Polícia Civil. Já tivemos várias operações da Corregedoria do Rio. Ela tem atuado em escala com provas, gravações de vídeos, flagrantes e tudo mais.
As atitudes das autoridades policiais são muito suspeitas. Não tem como 53 praças de um mesmo batalhão participarem de um ato sistemático desses, sem que a oficialidade do batalhão não soubesse. Eles instituíram uma espécie de organização com fluxo de caixa, rotina, horários e hierarquias.

Imagem: Reprodução / Revista Época

Eles extorquiam cerca de R$ 40 reais por dia de cada ambulante, comerciante, moto-taxista e por aí vai. Era uma máquina de fazer dinheiro. O grau de corrupção infiltrado na tropa da PM do Rio é assustador. Agora, na fase de julgamento dos réus, os processos serão dificílimo porque os advogados conseguem revogar expulsões. Já houve casos em que policiais militares foram expulsos, por crimes do mesmo gênero, e conseguiram regressar ao cargo. Enfim, são crimes que deveriam tramitar mais rápido para que a sociedade possa ter uma satisfação.

Vale lembrar que essa operação se deu após denúncias anônimas feitas através do telefone 3399-2140 da Corregedoria da PM.

DERROTA DAS UPPs: Comerciantes fecham lojas à noite por ordem de traficantes no Morro dos Macacos

— Qual o sentido de uma UPP num lugar em que a realidade é essa? A premissa das UPPs é a ocupação e o domínio territorial. Se a UPP não realizar o banimento dos traficantes em áreas de sua atuação, o projeto de segurança pública implantado pelo governador Sérgio Cabral e seu secretário José Mariano Beltrame, não vele nada. É puro oba-oba. É propaganda política.

Imagem: Reprodução / O Dia Online
                                 
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FRACASSO DAS UPPs: Comerciantes e empresários fecham as portas por ordem de traficantes do Jacarezinho

Traficantes impõem lei do silêncio em comunidade ocupada por uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro. Nesse contexto, as UPPs não valem nada. Se ações de bandidos como essas acontecem em áreas onde o Estado se fez presente através da ocupação territorial. Das duas uma, ou Sérgio Cabral e Beltrame acabam de vez com a circulação de marginais em áreas pacificadas, ou criam as UPPs para UPPs.

Extra Online