sexta-feira, 10 de maio de 2013

Desserviço público: Prefeito Eduardo Paes decretou ponto facultativo dia 22 no Rio

— Não funcionaram postos de saúde e clínicas da família. Em plena campanha de vacinação da gripe na rede municipal, prefeito concede esse "mimo" ao funcionalismo público. Órgão público, seja ele municipal ou estadual, não precisa de folga para trabalhar melhor. Servidores têm hora exata pra entrar e sair da repartição. E se tiver uma oportunidade de chutar o balde, eles chutam mesmo. E não adianta ficar ofendido porque é uma verdade que a população conhece. O que eu não entendo é como Eduardo Paes, que tem a pretensão de ser um político inovador, consegue manter essa tradição ordinária, anacrônica e absurda de dar ao servidor público um dia de folga, no qual todos estão trabalhando.

Imagem: Reprodução / Extra Online

Quer dizer, o ponto facultativo só presta pra funcionário público. Acaba sendo um feriado a mais pra ele. Porque bancos, empresas, comércio, escritórios de advocacia e contabilidade trabalham normalmente. Então, que história é essa de deixar o servidor público não trabalhar? A ausência dele faz falta! Repartição fechada cria problema pra gente! Onde já se viu fechar posto de saúde, em pleno dia útil, por causa de um feriado no dia seguinte! Diz pra mim o que é isso!

Depois os governantes ficam ficam ofendidos porque alguns veículos de imprensa caem de pau em cima deles. A verdade é que esses políticos não têm vergonha na cara! Não vou culpar isoladamente o servidor que tira proveito dessa situação. A culpa é do prefeito que concede o ponto facultativo.

Se o servidor público tem 30 dias de férias como qualquer cidadão. Se ele goza de outros privilégios que trabalhadores comuns não gozam como: Estabilidade, indemissibilidade e aposentadoria integral com remuneração próxima a da ativa. Que porcaria é essa, na qual o servidor descansa mais do que um trabalhador comum descansa! É carga de trabalho a mais? Não é verdade. Aqui ou alí, você pode ter uma sobrecarga em determinado período, mas na média o voo é tranquilo.

Portanto, não tem esse papo. Eu quero que você trabalhe como eu trabalho. Eu quero que você corresponda ao meu imposto. Eu quero que a repartição esteja funcionando quando precisar de você. E que esteja com um sorriso no rosto. Merecemos isso.

Prefeito Eduardo Paes e governador Sérgio Cabral, como ambos controlam as casas legislativas do Município e do Estado do Rio, revoguem essa palhaçada de ponto facultativo. Parem com essa invenção maluca!!!

A qualidade da política brasileira

A política praticada neste país está muito abaixo da qualidade que a sociedade já tem. Você pode dizer que a qualidade da imprensa brasileira não é a melhor de todas, de fato, não é. A qualidade de várias instituições e meios de representação também não, mas poderíamos dizer que essa qualidade, seja ela qual for, está mais ou menos de acordo com aquilo que nós chamaríamos de qualidade da sociedade brasileira.

O Brasil com as suas carências e deficiências, tem uma imprensa com carências e deficiências, tem um judiciário com carências e deficiências. Enfim, tem várias instituições, várias representações da própria sociedade cuja qualidade oscila mais ou menos no nível que oscila a qualidade da sociedade brasileira. No caso da política, a sua qualidade está muito abaixo da qualidade do povo brasileiro. É disparado o pior segmento de todos que nós temos organizados no país.

A saúde no Brasil é uma bomba, mas ela é melhor que a política brasileira. A educação pública brasileira é uma bomba, mas ela é melhor que a política brasileira. O judiciário é uma bomba, é lento, é injusto, é amarrado e tem muita corrupção. Mesmo com tudo isso, ele ainda é melhor que a política brasileira. O pior do Brasil está na política brasileira.

Há exceções? Sim, há exceções. Aí, você vai lá e pega como algo menos pior Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Mas eles não mudam a realidade da política brasileira, nenhum deles mudam. Quando chegam ao poder, se acumpliciam com aqueles negócios, com aquelas figuras, com aquelas práticas e tal. Ou pecam por omissão ou pecam pela parceria e pela sociedade entre eles. No Congresso, as exceções são minorias que servem apenas para legitimar os atos da maioria corrupta e preservar a imagem da instituição pública.

O fato é o seguinte, enquanto eles não tiverem a coragem de virar a mesa em Brasília pra dizer aos políticos corruptos que: Acabou!!! Chega!!! Não vai mudar nada. E aí, pra mim, são todos iguais.

FALSA GUERRA: Comissão aprova projeto que dá direito ao Congresso de derrubar decisões do STF

— Não tem guerra nenhuma. O Supremo Tribunal Federal e o Congresso estão trocando farpas a mais de uma semana. Mas como eu sei que eles são farinha do mesmo saco e sempre foram, todos os políticos vão se compor rapidinho. E tudo que a gente estava chamando de guerra institucional, vai virar pó. Não vai acontecer nada. 

Imagem: Reprodução / Estadão.com.br

Supremo Tribunal Federal pode fazer novo julgamento e não aplicar penas aos réus condenados do mensalão

— Depois de atrair a opinião pública para acompanhar o julgamento do supremo. Depois de ter divulgado condenações de um processo que se arrasta a mais de 5 anos. Depois de ter anunciado que essas condenações implicavam em prisões e tudo mais. O STF vai voltar atrás pra dizer que o que foi dito não está dito, não vale. Quem seria preso não será mais. Não estou nem analisando a culpa dos réus. Faz de conta que eles são sagradamente inocentes. Mas que nos processos, os ministros concluíram que eles são culpados. Em suma, foram julgados e condenados pela mais alta côrte do país.

Imagem: Reprodução / Estadão.com.br

Aí, sei lá quantos meses depois, a mais alta côrte do país diz o seguinte: Ah, não é bem isso. Vamos voltar atrás. Me parece que vamos caminhar para um escândalo gigantesco que reforça a imagem de impunidade que predomina no Brasil. Esse sentimento de impunidade se justifica porque é uma verdade predominante. E ele é maior ainda porque se dá nos altos escalões. Essa gente está blindada por ela própria. O estado brasileiro blinda a si e aos seus agentes como a sociedade é incapaz de se blindar. 

Num país onde a sensação de impunidade é plena, e que ela privilegia muito mais quem está no andar de cima do que no de baixo. Que está discutindo a redução da maioridade penal de forma apaixonada, porque quer reduzir a impunidade. Gente querendo fazer como na Inglaterra. Lá, a partir dos 13 anos, o cara responde criminalmente pelos seus atos.

Concordo que o sentimento de revolta e indignação produzem um debate voltado para a redução da maioridade penal, porque a sociedade brasileira não aguenta mais tanta impunidade. Então, vamos supor que a lei seja aprovada e ponha os garotos na cadeia. Vamos nessa! Pau no burro!

Aí, lá no alto escalão, o Supremo Tribunal Federal libera políticos, empresários, ministros e ninguém vai em cana. Depois do mensalão do PT, vem o mensalão tucano que envolve os figurões do PSDB. Vamos nessa, a vida segue. Aí, você se pergunta: Alguma coisa está fora da ordem?

Uma sociedade que quer botar na cadeia jovens criminosos de 15 anos e deixá-los poe lá 30 anos, não quer se vingar, ela quer o fim da impunidade como instituição nacional. Impunidade essa que poupa o funcionário público, que poupa o banqueiro, que poupa o policial militar, que poupa o ministro. Enfim, que poupa toda categoria que tem poder nesse país. Será que o fim da impunidade será mais objetivo se ela acabar a partir do mais alto escalão? E desse mais alto escalão vir contaminando a sociedade brasileira. Ou acabará começando num moleque de 13 anos?

Pra gente fazer da cadeia e da impunidade um exemplo, é preciso que ele comece em quem tem poder pra propagar esse exemplo. E quem tem esse poder é a mais alta côrte. É preciso que as leis sejam aplicadas nos maiores figurões do país. Porque se ficar prendendo só o pé de chinelo da esquina, por mais que ele tenha cometido um crime bárbaro, o quadro social não mudará. A relação de impunidade não mudará. O sentimento de que estamos sendo manipulados não mudará e a vida continuará do jeito que está.  

Se você está numa tribo, quem dá o exemplo é o cacique, é o chefe, é o líder, é quem está no topo. Aí, essa tribo é submetida aos rigores de uma vestimenta de lã até o pescoço com manga comprida por causa do pudor durante 365 dias. E só o cacique fica andando nu. É notório que o efeito propagador desse mau exemplo é dilacerante. Aí, você pega uma criança indígena correndo sem roupa na tribo nesse contexto. Você concordará que o efeito propagador do mau exemplo pela criança é quase nulo.

Então, é mais ou menos isso que estou repercutindo.

Juízes e desembargadores do Rio podem receber auxílio-moradia retroativo

— Mais um escândalo no poder judiciário do Brasil, desta vez, envolvendo magistrados do Rio de Janeiro. Trata-se de um projeto que prevê o pagamento de auxílio-moradia para juízes e desembargadores do Estado, acompanhado de um absurdo adicional; o pagamento de auxílio-moradia retroativo. O que justifica a retroatividade? Supondo que a qualidade do serviço prestado pela justiça fosse uma maravilha e não a coisa indigente que é, o absurdo que é. Torturando as pessoas pela demora, pela falta de atendimento decente, pela perda de processos etc e tal. Supondo que funcionasse as mil maravilhas e o orçamento não estivesse ameaçado, ainda sim, essa iniciativa do auxílio-moradia é imoral e absolutamente indecente.

Imagem: Reprodução / Rádio Globo

Me parece que a percepção dessa imoralidade é tão latente, que a presidente do Tribunal de Justiça do Rio preferiu sair pela tangente na abordagem do assunto quando foi questionada pela imprensa, diante da manifestação do Sindjustiça. Autoridades que tem consciência da lisura, da moralidade e do primado ético não receiam discuti-las abertamente com a sociedade.

Prezados do Tribunal de Justiça do Rio e da Assembléia Legislativa, por favor, não cometam essa molecagem, essa indecência, essa imoralidade. Vocês não têm o direito moral de fazer isso. O dinheiro é meu, é dos trabalhadores, é do meu imposto. Não usem o dinheiro público para essa "bordelização" em benefício próprio.

E não venham achar que o cidadão não pode se dirigir à vocês nesses termos, em função dessas circunstâncias. Excelentíssima presidente do Tribunal de Justiça do Rio, a senhora tem o dever moral de barrar, pela posição que ocupa, essa imoralidade. Não há aceitação possível na retroatividade baseada nesses termos para a aplicação do auxílio-moradia. O dever do funcionalismo público é servir a sociedade e não se servir do dinheiro público.

O meu ponto de vista, assim como de todos os cidadão, termina na questão central: O projeto é imoral, é indecente, é inaceitável, é uma cusparada na cara do contribuinte. Espero que o Tribunal de Justiça e a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro tenham  o mínimo de pudor ao lhe dar com essa questão.

Desembargador revoga liminar da juíza Simone Gastesi Chevrand que proibia protesto contra a CCR Barcas

Atendendo aos interesses da CCR Barcas, a juíza não só proibiu a manifestação democrática que usuários realizariam contra o aumento da tarifa, como também impôs uma multa de R$ 5 milhões contra o estudante de Direito que estava organizando o protesto. Uma atitude pra lá de suspeita e autoritária que favorecia os empresários das barcas. O desembargador Gilberto Campista Guarino, da 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, caçou essa liminar com a seguinte alegação: "A decisão da juíza fere as garantias de liberdade de manifestação de pensamento, além de ofender o disposto no artigo 5º, inciso 16º da Constituição do Brasil, segundo o qual, todos podem se reunir pacificamente sem armas em locais abertos ao público, independentemente de autorização. Desde que, não frustem outra reunião convocada para o mesmo local. Sendo apenas exigido um prévio aviso à autoridade competente". 

Jornal O Globo - Coluna Ancelmo.com

Lamentavelmente, o pior desse ato arbitrário foi ter frustrado, inibido e intimidado cidadãos que raramente se manifestam nesse país. E por causa disso, esse país é o que é, tem a justiça que tem e tem os governantes que tem. Esses manifestantes iam reivindicar um direito justo de serem respeitados por um serviço público que não os respeitam e o direito de não pagar mais por um serviço público que já não vale o que está sendo pago por eles.
A senhora, doutora Gastesi, associou a filosofia da sua liminar à lógica perversa e cruel com que a CCR Barcas trata milhares de cidadãos que lhe pagam o salário, desculpe lembrá-la.

Juíza Simone Gastesi Chevrand diz que fixou a multa em R$ 5 milhões baseada numa decisão semelhante há cerca de uma ano

Segundo a juíza, Raphael não foi ouvido porque a ação movida pela CCR Barcas tinha caráter de urgência. Sobre a entrega da decisão na sede do PSOL, a juíza explicou que o endereço foi fornecido pela concessionária.
"Senti repulsa e indignação. Já houve vários acidentes nas barcas, pessoas morreram, e todas as multas aplicadas à concessionária não passaram de R$ 1 milhão. E a CCR Barcas quer me multar em R$ 5 milhões por me manifestar, que é meu direito inalienável", desabafa Raphael.  (O Globo)

Imagem: Reprodução / Jornal O Globo

A troco de que a magistrada produziu essa arbitrariedade? Foi pra atender aos interesses de quem? Dos usuários das barcas? Me parece que não doutora, porque parte deles estavam mobilizados. 

Então quer dizer que essa violência contra os princípios democráticos já foi cometida com outro cidadão que, como o estudante, exercia o seu pleno direito de se manifestar contra os abusos e a falta de respeito absoluta do governo Sérgio Cabral e das empresas prestadoras de serviço do Rio de Janeiro? 

Prezada juíza Simone Gastesi Chevrand, segundo o deputado Marcelo Freixo, todas as multas aplicadas pelo poder público contra a CCR Barcas não alcançam o valor da multa que a senhora ameaçou aplicar a um único cidadão. A senhora, doutora Gastesi, deveria condenar alguém do Estado por cumplicidade com a operadora dos serviços das barcas. Ou a magistrada acha que em mais de 11 anos de esculhambação absoluta, de falta de respeito e de falhas na operação. Essa gente só tenha que pagar R$ 100 mil por ano de multa.

Juíza Simone Chevrand determinou que estudante pague R$ 5 milhões caso organize protesto contra aumento nas barcas

Qual foi a base moral, ética, legal e de bom senso dessa magistrada? A serviço de quem está essa senhora, a sua sentença e a sua forma de interpretar as leis? O que dizer de uma arbitrariedade como esta imposta a um cidadão que reúne os outros para protestar contra uma violência com a qual ele e os demais são vítimas todos os dias. Entendendo eles que na ausência do Estado, são os únicos que podem defender seus interesses como passageiros. 

Extra Online - Coluna Berenice Seara

Esse estudante não trabalha numa empresa concorrente da CCR Barcas, porque não há concorrência e não é candidato a nada. Portanto, baseado em que a juíza impôs um cerceamento de manifestação que é garantido pela constituição? É claro e notório que não havia, na organização do protesto, nenhuma intenção de produzir qualquer dano que fosse. 

Então, me parece que a juíza conspirou a favor da CCR Barcas com sua sentença, ainda que não tenha sido esta, eventualmente, a sua intenção. Mas, eu tenho o direito de como cidadão perguntar: Qual foi a motivação dessa senhora para agir de forma tão unilateral defendendo os interesses da CCR Barcas? 

Acho que a atitude dessa juíza é a demonstração evidente da justiça a serviço dos poderosos, da arbitrariedade a serviço do status quo.

Instituto de Segurança Pública desmente Sérgio Cabral e diz que casos de estupro cresceram 9,4% no Rio de Janeiro

E aí, Governador? Vai me dizer que o ISP está mentindo? Cruzados os dados do mês de fevereiro deste ano com o do mesmo período de 2012, houve 22 casos a mais de estupro e atentado violento ao pudor. A quantidade de vítimas passou de 475 para 497 – um crescimento de 4,6%.


Os casos de estupro e atentado violento ao pudor no Rio de Janeiro aumentaram 9,4% de dezembro a fevereiro de 2013 no comparativo com o mesmo período de 2012. Em números absolutos, houve 1.494 registros, ante 1.366 no ano passado. As informações constam nas estatísticas de criminalidade divulgadas mensalmente pelo Instituto de Segurança Pública do estado do Rio (ISP). Os dados foram divulgados em meio à repercussão sobre o caso da americana violentada por três criminosos dentro de uma van, no último dia 30. O grupo foi denunciado na segunda-feira pelo Ministério Público.

Um dos problemas do estupro é a subnotificação. Especialistas ouvidos pelo site de VEJA estimam que, no Brasil e no mundo, só 10% das vítimas comuniquem esse tipo de crime à polícia. “Há uma cultura machista e patriarcal no mundo de que o lugar da mulher é na cozinha, dentro de casa. Ao saber que a mulher foi estuprada, as pessoas se questionam com que roupa a vítima estava e o que fazia de madrugada na rua. Isso intimida a mulher”, afirma a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Aparecida Gonçalves, da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM).

No Brasil, a falta de informações precisas também dificulta o combate ao crime e a prisão dos estupradores. Os dados das delegacias de polícia não são comparados ou ligados aos dos sistemas de saúde, local de atendimento às mulheres e onde é possível detectar um crime sexual, mesmo sem que a vítima tenha procurado a polícia. Um projeto da secretaria tentará unificar a base para, em três anos, melhorar o quadro de informações sobre esse tipo de delito. Em março, foi lançado o programa Mulher: Viver sem violência, do Governo Federal, que, entre diversas ações de combate à violência contra a mulher, prevê a integração do atendimento do sistema de saúde com o do Instituto Médico Legal (IML). A mulher que sofreu um estupro, quando estiver no hospital, será atendida pelo mesmo médico que fará a coleta de provas para a perícia.

A secretaria também quer unificar os dados de cada estado, que repassarão as informações para a União. É um processo que demandará tempo porque muitas unidades da federação sequer têm o sistema informatizado. “Às vezes, quando peço informação sobre algum dado de violência contra mulher em algum estado, o sistema é manual. A Secretaria Nacional de Segurança Pública está investindo para que todo o país conheça essas informações”, explica Aparecida.

A secretaria também pretende reforçar a estrutura de atendimento do serviço telefônico 180. A ideia é que ele se transforme em uma espécie de disque-denúncia. Hoje, o número funciona como uma Central de Atendimento à Mulher, mas, no futuro, servirá de base para um banco de dados da secretaria. As mudanças propostas pela SPM incluem conectar o 180 às polícias estaduais e à Casa da Mulher – local onde serão integrados os serviços de promotoria, defensoria, juizado e delegacias especializadas no atendimento à mulher, além do serviço de transporte para levar a vítima ao hospital. A primeira dessas instituições ficará pronta em 90 dias.

Matéria originalmente publicada na Revista Veja

CARA DE PAU: Após estupro em van, Cabral diz que violência contra mulher não é comum no Rio

Como não governador!!! De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), em 2011, a polícia recebeu 4.871 casos do tipo. No ano seguinte, o mesmo levantamento apontou 6.029 ocorrências, diferença de 1.158 registros ou 24%. Atualmente, segundo o último estudo consolidado, divulgado em dezembro passado, a média no Estado é de 16 estupros por dia. 


O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), disse nesta terça-feira que o estupro da americana de 21 anos numa van foi "uma atrocidade", mas ressaltou que a violência contra a mulher não é uma prática comum no Brasil nem no Rio.

Ele falou após a abertura do "Government Leaders Forum", evento organizado pela Microsoft entre hoje e amanhã, na capital fluminense. Também participaram da abertura do fórum o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB).

DEPOIMENTO

Na tarde desta terça-feira, o namorado da americana, que estava dentro da van e foi agredido pelos suspeitos, presta depoimento na 32ª Vara Criminal, sede do Tribunal de Justiça, no centro do Rio.

Ele fez o reconhecimento dos suspeitos e planeja retornar à França amanhã.

Um dos suspeitos presos, Walace Aparecido Souza da Silva, 21, negou hoje ter participado do episódio. Outros dois, Jonathan Froudakis e Carlos Armando Costa, confessaram o crime.

O quarto suspeito, de 13 anos, foi apreendido no fim de semana e permanece na 2ª Vara da Infância e Adolescência. Em depoimento, ele disse que agrediu, mas não estuprou a turista americana.

A jovem reconheceu os suspeitos na Deat (Delegacia Especial de Atendimento ao Turista), prestou depoimento e retornou para os Estados Unidos na última semana.

Matéria originalmente publicada na Folha.com

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Turista norte-americana é assaltada e estuprada dentro de van no Rio de Janeiro

— Cidades que pretendem ser pólos turísticos como o Rio pretende, que tem feito investimentos naquilo que ela própria entende como vocação natural, não pode ter determinados crimes contra turistas, alguns são simplesmente assombrosos. E a forma de assalto é essa que agente vê, barbara e violenta, com morte, com estupro e com barra de ferro na cabeça.

E não é um aqui e outro lá não. Já tivemos gente morta na praia de Copacabana por assalto, não estou falando de assaltos corriqueiros de trombadinhas dentro de ônibus. Não é o cara que passou, roubou a sua carteira e saiu correndo. Estou falando de um duplo sequestro com violência sexual continuada por mais de cem quilômetros e tantos outros desse gênero já tivemos contra turistas.

Esse crime foi gravíssimo, principalmente, pelo que ele revelou depois, ou seja, ele poderia ter sido evitado se as autoridades tomassem conta nós mesmos, porque uma outra cidadã brasileira já tinha sido violentada e abusada pelo mesmo grupo, da mesma forma, com o mesmo tipo de operação. Prestou queixa na polícia e a delegacia de proteção à mulher nem se mexeu. 

O turismo não polui, o turismo dá empregos, trás divisas, areja e vasculariza a cidade. Isso tudo é muito bom. Agora, uma cidade que tem essa pretensão e essa vocação precisa repensar a sua política de segurança pública. 


RIO - Uma jovem estrangeira foi roubada e abusada sexualmente por dois homens dentro de uma van, em Copacabana, no Rio, na manhã de sábado (30). A vítima reconheceu os autores do crime na delegacia.

Os suspeitos Jonathan Foudakis de Souza, 20, e Wallace Aparecido Souza Silva, 22, foram capturados ontem em São Gonçalo, no Rio, por policias do DEAT (Delegacia Especial de Apoio ao Turismo).

A dupla é acusada de abordar uma van de transporte coletivo e obrigar alguns passageiros a descerem em uma rua próxima a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na Cidade Universitária.

Na sequência, eles mantiveram refém um casal de estrangeiros que foi obrigado a seguir com os criminosos para São Gonçalo.

No caminho, os homens teriam abusado sexualmente da jovem dentro da van. Segundo o DEAT, eles chegaram a usar o cartão de débito de uma das vítimas em postos de gasolina de Niterói e São Gonçalo.

Policiais encontraram o aparelho celular de uma das vítimas em poder de um dos homens. Na delegacia, as vítimas reconheceram a dupla. Uma outra vítima, brasileira, também já havia reconhecido os homens como autores de outro estupro feito no último sábado (23).



Trio de vagabundos foi preso após violentar estrangeira em Copacabana

Matéria originalmente publicada na Folha.com

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Nove turistas alemães são assaltados na Floresta da Tijuca

Van foi fechada por dois carros com seis ladrõesVítima afirma que policiais teriam se recusado a ajudar turistas assaltados nas Paineiras. Segundo guia que estava com alemães, eles pediram ajuda a um grupo de agentes que seguia pelo local, mas foram orientados a ligar para o 190.


O passeio de nove turistas alemães pela Floresta da Tijuca acabou na Delegacia de Atendimento ao Turista, no Leblon, zona sul do Rio. Na manhã desta quinta-feira, os estrangeiros foram assaltados por um grupo de homens armados.

A van de turismo a serviço dos alemães seguia em direção a uma cachoeira até ser interceptada por dois carros. A ação ocorreu na Estrada das Paineiras, uma tradicional rota de ciclistas, corredores e skatistas, situada próximo à estátua do Cristo Redentor.

Das vítimas, os bandidos levaram dinheiro, máquinas fotográficas, aparelhos celulares e documentos. Ninguém foi preso.

Apesar de ser uma região frequentada por muitos cariocas e turistas, a segurança na Floresta da Tijuca é um problema histórico.

Em fevereiro de 2012, três assaltantes roubaram 30 pessoas em uma trilha nos arredores da Pedra da Gávea.

Na década de 90, o fotógrafo Luiz Morier chegou a flagrar turistas europeus sob a mira de homens armados durante um passeio por uma cachoeira da Floresta da Tijuca. A imagem, publicada pelo Jornal do Brasil, rendeu o prêmio Esso de fotografia a Morier.

Matéria originalmente publicada na Folha.com